<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698</id><updated>2012-02-26T11:14:32.753-03:00</updated><title type='text'>Fernando Martins</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>91</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-3024215881047094607</id><published>2012-02-26T11:14:00.000-03:00</published><updated>2012-02-26T11:14:32.761-03:00</updated><title type='text'>QUEM NÃO TRABALHA NÃO PODE VIVER-FLAVIO MARCUS DASILVA(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8u2d0hqFMkk/T0o9tX3BULI/AAAAAAAAAXw/vvNa_kuwDoc/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://3.bp.blogspot.com/-8u2d0hqFMkk/T0o9tX3BULI/AAAAAAAAAXw/vvNa_kuwDoc/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 - Quem não trabalha não pode viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto que eu reproduzo a seguir é uma composição que foi publicada no suplemento&lt;br /&gt;infantil do jornal Folha de Minas, de Belo Horizonte, em 28 de maio de 1944. Foi escrita por um garoto de 10 anos, estudante do município de Rio Casca – MG:&lt;br /&gt;O valor do trabalho&lt;br /&gt;O trabalho dignifica o homem. Havia em uma cidade um casal que tinha dois filhos. O&lt;br /&gt;mais velho tinha oito anos e chamava-se José, o mais novo tinha sete e chamava-se Pedro.&lt;br /&gt;José era muito desobediente e preguiçoso, não queria trabalhar; o pai mandava-o para a escola e ele ia jogar bola com os outros meninos vadios. Era muito vadio, brigador, bebia, fumava, jogava e fazia muita coisa feia.&lt;br /&gt;Pedro era um menino bom, obediente: o pai mandava-o para a escola e ele ia direitinho.&lt;br /&gt;Quando terminava as aulas ele voltava diretamente para a casa. Era um menino sincero,alegre, estudioso e muito aplicado.&lt;br /&gt;Nisso foram crescendo.&lt;br /&gt;José tornou-se um ladrão, porque não queria trabalhar, e Pedro tornou-se, pelo contrário, um homem distinto, muito estimado, e enriqueceu-se por meio de seu trabalho.&lt;br /&gt;José um dia foi roubar uma fazenda, o fazendeiro acordou e deu-lhe um tiro que foi&lt;br /&gt;certeiro: caiu estendido no chão morto.&lt;br /&gt;Quando Pedro soube do que havia acontecido ficou muito aborrecido com a morte de seu irmão.&lt;br /&gt;Quem não trabalha não pode viver, pois o trabalho dignifica o homem. *&lt;br /&gt;Essa composição foi escrita em um contexto político marcado pela valorização do trabalho, durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945), de Getúlio Vargas, que tinha no governo de Minas Gerais um de seus mais fiéis seguidores: Benedito Valadares. Naquela época, o projeto desenvolvimentista do governo incluía um programa de conscientização popular sobre o valor do trabalho, já que o país não poderia crescer sem que o povo (pobre) trabalhasse intensamente, em troca de um salário mínimo, nas fábricas, comércios e outros serviços que surgiam no Brasil nos anos 30 e 40.&lt;br /&gt;Naquele contexto, as escolas públicas primárias tiveram um papel muito importante, pois nelas o governo disseminava, desde a infância do cidadão, a ideologia do trabalho, através de concursos de composições, desenhos, poesias e peças de teatro, além das intensas comemorações que ocorriam nas semanas que antecediam o Dia do Trabalho, com desfiles, fanfarras, discursos e filminhos sobre o presidente Vargas e a importância do trabalho, da família, da religião, etc.&lt;br /&gt;O que eu gostaria de discutir, com base nesse longo preâmbulo, é justamente essa ideia de que “o trabalho dignifica o homem”. Pode até ser verdade para muita gente (até para a maioria das pessoas no mundo), mas acho que não devemos perder de vista o fato de que essa frase é fruto de uma construção ideológica carregada de interesses econômicos e políticos nem sempre evidentes. E eu pergunto: Como os capitalistas podem se enriquecer (e enriquecer o Estado) sem os pobres para realizar aqueles trabalhos que nenhum rico quer fazer? Será que é digno levantar às cinco da manhã, pegar 2 ou 3 ônibus, entrar numa indústria e realizar o mesmo trabalho mecânico durante 8 horas por dia, para só pisar em casa de novo às oito da noite, morto de cansaço, para no outro dia fazer a mesma coisa, e depois a mesma coisa, até morrer? Alguns podem me questionar: “Mas esse trabalhador pode tentar outro emprego, procurar crescer, estudar e ir à luta para mudar a sua condição”.&lt;br /&gt;E eu responderia: “Um ou outro pode até conseguir, mas a maioria, a meu ver, não encontra outra saída: é aquilo mesmo até morrer”.&lt;br /&gt;No Brasil, o governo Vargas se empenhou muito na construção dessa imagem positiva do trabalho, que, sobretudo na cultura popular, acabou encontrando um espaço perfeito para se reproduzir. Eu mesmo me lembro, quando garoto (com 11 ou 12 anos), que eu tinha vergonha de dizer para os outros que eu “só estudava”. Meu avô contava que meu pai havia começado a trabalhar cedo, com 10 anos, na venda da família, entregando mercadorias de bicicleta pela cidade, e ele dizia isso com orgulho (e meu pai também se orgulhava muito disso). E contava também, rindo até não poder mais, que meu bisavô uma vez olhou bravo para uma de minhas tias (de vinte e poucos anos) e mandou-a fazer doce para colocar na venda, para ajudar em casa; e que ela respondeu: “Mas vô, eu trabalho a semana inteira, sou professora”. E ele: “É pouco. Dá pra fazer uns doces no domingo e ajudar mais seu pai e sua mãe”. E quantas vezes a gente já ouviu falar que “fulano é bom: é trabalhador”; que “aquele casamento vai dar certo, porque o rapaz é muito trabalhador”; ou que “ele é meio bruto com a esposa, mas é trabalhador e não deixa faltar nada dentro de casa.”?&lt;br /&gt;Para mim, trabalhar não é natural (não está na natureza do ser humano). Talvez estejamos caminhando na direção de uma adaptação (darwinista?) para o trabalho, mas acho que ainda é cedo para afirmar que o processo está concluído (se é que ele pode se concluir). Alguns seres humanos são privilegiados: fazem o que realmente gostam. A maioria, no entanto, para mim, apenas se acostuma com o trabalho, sem gostar dele (amparada pela ideologia, que neutraliza os desejos), ou simplesmente acha que gosta, de tão acostumada que está.&lt;br /&gt;“Quem não trabalha não pode viver”, disse o garoto da composição em 1944.&lt;br /&gt;O que você pensa disso?&lt;br /&gt;* Luis Aristides Leite de Castro – 10 anos – Santo Antônio da Grama – Município de Rio Casca (Folha de&lt;br /&gt;Minas, p. 7, 28 de maio de 1944). Documento citado por VAZ, Aline Choucair. Educar a Pátria para o Labor:&lt;br /&gt;O Dia do Trabalho no ensino primário de Minas Gerais (1937-1945). In: VAGO, Tarcísio Mauro &amp;&lt;br /&gt;OLIVEIRA, Bernardo Jefferson de. Histórias de Práticas Educativas. Belo Horizonte, editora UFMG, 2008,&lt;br /&gt;pp. 353-377.&lt;br /&gt;QUEM É MARCUS FLÁVIO DA SILVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Pará de Minas- MG em 1975. Possui graduação em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado pela Universidade federal de Minas Gerais (2002) com estágio (Doutorado- sanduíche/CAPES) na Universidade de Lisboa- Portugal (2002). Atualmente é Vice- diretor da Faculdade de Pará de Minas- FAPAM-(MG) onde já exerceu os cargos de Coordenador do Curso de História, coordenador do NUPE- Núcleo de Pesquisa, e foi professor nos cursos de História e Administração. Atualmente leciona nos cursos de Direito e Pedagogia. É autor do livro SUBSISTENCIA E PODER: a política do abastecimento alimentar nas Minas Setecentistas (Editora UFMG -2008) e de artigos publicados em periódicos e livros de História. Um de seus trabalhos foi publicado no livro HISTÓRIA DE MINAS GERAIS- As Minas Setecentistas (Editora Autentica 2007) obra vencedora do PREMIO JABUTI&lt;br /&gt;2008 na categoria Ciências Humanas. Atualmente exerce também a função de Pesquisador Institucional da Faculdade de Pará de Minas junto ao Ministério da Educação, sendo responsável pelo acompanhamento dos processos e renovação de reconhecimento dos cursos de graduação da IES. Em 2009 foi eleito para a Academia de Letras de Pará de Minas.&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-3024215881047094607?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/3024215881047094607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/02/quem-nao-trabalha-nao-pode-viver-flavio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3024215881047094607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3024215881047094607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/02/quem-nao-trabalha-nao-pode-viver-flavio.html' title='QUEM NÃO TRABALHA NÃO PODE VIVER-FLAVIO MARCUS DASILVA(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8u2d0hqFMkk/T0o9tX3BULI/AAAAAAAAAXw/vvNa_kuwDoc/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-4742406815825001698</id><published>2012-02-02T10:51:00.001-02:00</published><updated>2012-02-02T10:51:43.252-02:00</updated><title type='text'>RETRATO PERFEITO- FERNANDO MARTINS FERREIRA-</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IwygIBt7Ul4/TyqGZeXCSQI/AAAAAAAAAXk/Rm7r8KYUxZI/s1600/Jesus%2Bfoto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="247" src="http://4.bp.blogspot.com/-IwygIBt7Ul4/TyqGZeXCSQI/AAAAAAAAAXk/Rm7r8KYUxZI/s320/Jesus%2Bfoto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;                   RETRATO PERFEITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consta que foi encontrado em Roma, no arquivo do Duque de Cesadini, uma carta de Púbio Lentulus, legado da Galiléia, do Imperador Romano, Tibério César. Ei-la:&lt;br /&gt;“Existe nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado profeta na verdade e os seus discípulos dizem que é o Filho de Deus, Criador do Céu e da Terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, cada dia se ouve coisas maravilhosas desse Jesus; ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto.&lt;br /&gt;Há tanta majestade no seu rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor de amêndoa bem madura distendidos até as orelhas e das orelhas até as espáduas, são cor de terra, porém mais reluzentes.&lt;br /&gt;Tem no meio da sua fronte uma linda linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos; o seu rosto é cheio; o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.&lt;br /&gt;A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio, seu olhar é muito especioso e grave, tem os olhos graciosos e claros, o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como raios de sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplandece apavora e quando ameniza faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade.&lt;br /&gt;Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes chorar.&lt;br /&gt;Tem braços e as mãos muito belos, na palestra contenta muito, mas o faz raramente, e quando dele alguém se aproxima, verifica que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo jamais visto, por estas partes donzela tão bela...&lt;br /&gt;De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém, ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça.&lt;br /&gt;Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença falando com ele, tremem e admiram. Dizem que um tal homem nunca fôra ouvido por estas partes.&lt;br /&gt;Em verdade, segundo dizem os hebreus, não ouvirão jamais tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus, muitos judeus o tem como divino e muitos me  querelam, afirmando que é contra a lei de tua majestade. Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele tem praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinado: Públio Lentulus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que nem mesmo os discípulos mais próximos de Jesus, conseguiram descrevê-lo com tamanha perfeição.&lt;br /&gt;Ao ler a carta de Públio Lentulus, temos a nítida impressão de que Jesus está se materializando à nossa frente, tal a riqueza de detalhes.&lt;br /&gt;Com certeza o autor da carta era homem com alma de artista, só assim se explica tamanha sensibilidade em captar tantos detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do livro Contando Histórias... &lt;br /&gt;Editora Virtual books 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-4742406815825001698?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/4742406815825001698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/02/retrato-perfeito-fernando-martins.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4742406815825001698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4742406815825001698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/02/retrato-perfeito-fernando-martins.html' title='RETRATO PERFEITO- FERNANDO MARTINS FERREIRA-'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-IwygIBt7Ul4/TyqGZeXCSQI/AAAAAAAAAXk/Rm7r8KYUxZI/s72-c/Jesus%2Bfoto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-2451849462375894585</id><published>2012-01-31T18:37:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T18:37:02.260-02:00</updated><title type='text'>QUE NINGUEM SE OFENDA:PODE ACONTECER COM QUALQUER UM-TEXTO DE FLAVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LedBB1R2bcY/TyhQgQpxxkI/AAAAAAAAAXY/b0n_yVe8lbg/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://1.bp.blogspot.com/-LedBB1R2bcY/TyhQgQpxxkI/AAAAAAAAAXY/b0n_yVe8lbg/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   29 - Que ninguém se ofenda: pode acontecer com qualquer um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bela professora de Direito Tributário entrou na sala de aula como se estivesse na passarela de um desfile de modas em Paris ou Milão. Era sexta-feira à noite, e embora já estivesse com o atestado médico em mãos, assinado por uma prima ginecologista, ela resolvera, de última hora, abandonar o marido e os amigos no refinado restaurante francês Le Bistrot e ir direto para a universidade. Não que ela respeitasse a instituição: fez isso pelos alunos, que queriam muito a sua presença durante a realização do complicadíssimo exercício que ela havia preparado para aquela noite.&lt;br /&gt;Quando ela pisou na sala, havia em seus intestinos 300 ml de um vinho francês da Borgogne, já completamente absorvidos pelo maravilhoso Cassoulet que ela havia comido antes de sair [Cassoulet: ensopado com feijão branco, salsichas e pedaços de ganso ou pato]. Ao distribuir os exercícios aos alunos, ela fez questão de referir-se a esse jantar requintado, que prosseguia sem a sua presença encantadora no restaurante mais caro da cidade, e, logicamente, à sua dedicação aos “queridos alunos”, que tinham o privilégio de contar com seus ensinamentos numa sexta-feira tão especial.&lt;br /&gt;Enquanto ela desfilava pelos corredores da sala, fazendo soar no velho piso de madeira o leve toc toc dos seus belos saltos importados [e fingindo interesse pelas dúvidas dos alunos], uma enorme quantidade de bactérias atacava os carboidratos da mistura de iguarias francesas que se movimentava no interior de suas tripas. Desse processo de fermentação é perfeitamente natural que surjam gases, como o metano, o sulfeto de hidrogênio ou o dióxido de carbono. Se os componentes da mistura vêm da França, da Alemanha ou do quintal de um pequeno roceiro do interior de Minas Gerais não interessa às bactérias que produzem tais gases. E quanto mais enxofre tiver na mistura, mais fedidas serão as ventosidades produzidas, não fazendo qualquer diferença neste processo a nacionalidade das iguarias presentes nos intestinos.&lt;br /&gt;Enquanto a professora dizia algumas frases decoradas em francês para impressionar os alunos, tentando imitar os sons ouvidos no filme Piaf ou em Coco avant Chanel, uma pequena bolha de gás, contendo uma quantidade considerável de sulfeto de hidrogênio [rico em enxofre], aumentava de tamanho entre as paredes do seu intestino grosso. Ela circulava em torno de um bolo fecal de aspecto uniforme e cor marrom parda [devido ao ganso presente no Cassoulet] que se movimentava lentamente em direção ao ânus da mulher.&lt;br /&gt;A bolha aumentava de tamanho a cada minuto, e às vezes a professora sentia o seu movimento, que se não fosse o constante toc toc de seus saltos sobre o piso da sala, poderia ser ouvido até pelo aluno que estivesse mais próximo. E aos poucos, outras bolhas vinham se aproximando da bolha maior, pois no tempo em que esteve no restaurante, antes de servirem a refeição, a professora conversou muito enquanto bebia [a maior parte do tempo criticando colegas de trabalho que ela considerava inferiores], e enquanto ria e falava, uma enorme quantidade de ar entrava pela sua boca. O ar não absorvido pelo organismo ou eliminado pelos arrotos discretíssimos dados pela professora se misturou ao Cassoulet e ao vinho tinto e acompanhou a mistura em direção aos intestinos.&lt;br /&gt;Enquanto isso, alguns ácaros iniciavam uma pequena reação alérgica nas mucosas nasais da mulher. Um leve corrimento teve início, o que fez com que ela tirasse do bolso um lenço bordado a mão por artesãos indianos, comprado na última viagem que ela havia feito com o marido à Ásia. Levou o lenço ao nariz e, discretamente, limpou um excesso de mucosidade nasal que se acumulava na narina esquerda e que estava prestes a pingar. Uma leve irritação nos olhos e uma coceira em ambas as narinas começavam a incomodá-la.&lt;br /&gt;Mesmo assim, a professora continuava o seu desfile pelos corredores da sala, respondendo às questões feitas pelos alunos como se ela fosse a maior autoridade em Direito Tributário do Brasil.&lt;br /&gt;De repente, uma bolha de ar que se movimentava no seu intestino grosso se juntou a uma pequena bolha de dióxido de carbono e sulfeto de hidrogênio, produzida por um grupo de bactérias famintas, o que fez surgir uma bolha muito maior. Essa bolha forçou a parede do intestino, que pressionava de um lado, enquanto o bolo fecal pressionava do outro, o que fez com que ela se deslocasse rapidamente em direção à outra bolha [a mais fedida de todas, que já se aproximava do ânus da professora]. Ao se encontrarem, as duas bolhas formaram uma bolha só, de proporções devastadoras.&lt;br /&gt;Um espirro.&lt;br /&gt;Em pânico, a professora respirou fundo o ar ao seu redor, com medo de que alguma coisa tivesse escapado. Nada. Nenhum cheiro desagradável. Ela tinha que sair dali o mais rápido possível.&lt;br /&gt;Outro espirro, e mais um, e mais outro. A bolha estava quase lá, a mulher podia sentir, e enquanto caminhava lentamente em direção à porta, percebeu uma pressão nas paredes do seu ânus [como um inchaço interno] que só podia significar uma coisa: uma enorme quantidade de gases já tinha chegado ali e estava pronta para explodir.&lt;br /&gt;Imediatamente a mulher parou. Qualquer movimento podia ser fatal. Um novo espirro seria a tragédia completa. E ali ela ficou, entre duas fileiras de alunos, quase no meio da sala, à espera de um milagre, de uma intervenção divina que fizesse desaparecer todo aquele gás acumulado bem na saída, que ela trancava com todas as forças que sua bem trabalhada musculatura glútea e anal permitia.&lt;br /&gt;Enquanto isso, os ácaros não davam trégua e provocavam mais coceira no nariz da desesperada professora, que já não falava mais, apenas aguardava, em pânico, o que o destino lhe reservava.&lt;br /&gt;Foi quando veio o espirro, o mais forte de todos, que vibrou a abertura anal com a rapidez de um raio: um único segundo, o tempo de uma pequena piscadela do esfíncter, mas que foi suficiente para que uma parte dos gases acumulados sob pressão escapasse com um enorme estrondo, tão alto, que a tentativa da professora de abafá-lo com o som do espirro foi em vão.&lt;br /&gt;Tragédia.&lt;br /&gt;Todos os alunos escutaram o som e perceberam de imediato de onde ele tinha vindo e do que se tratava. E os que estavam mais próximos da professora sentiram um cheiro tão fedido, que alguns fizeram vômito, e outros chegaram a vomitar no chão, próximo aos pés da desesperada mulher, que não sabia onde enfiar a cara. E antes que ela raciocinasse sobre o que fazer numa situação dessas, um novo espirro, e um novo estrondo, ainda mais alto e fedido que o primeiro.&lt;br /&gt;O cheiro estava por toda a sala. Alguns alunos pediram licença e se retiraram. Outros foram para a janela. E a professora ficou lá, parada que nem uma estátua, com o pensamento em branco, sentindo o cheiro dos gases produzidos pelas bactérias dos seus intestinos: um cheiro de corpo, de carne, de vida e morte; um cheiro de existir, de ser e estar no mundo,vivendo, comendo e morrendo, como eu, como você, como qualquer um.&lt;br /&gt;QUEM É MARCUS FLÁVIO DA SILVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Pará de Minas- MG em 1975. Possui graduação em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado pela Universidade federal de Minas Gerais (2002) com estágio (Doutorado- sanduíche/CAPES) na Universidade de Lisboa- Portugal (2002). Atualmente é Vice- diretor da Faculdade de Pará de Minas- FAPAM-(MG) onde já exerceu os cargos de Coordenador do Curso de História, coordenador do NUPE- Núcleo de Pesquisa, e foi professor nos cursos de História e Administração. Atualmente leciona nos cursos de Direito e Pedagogia. É autor do livro SUBSISTENCIA E PODER: a política do abastecimento alimentar nas Minas Setecentistas (Editora UFMG -2008) e de artigos publicados em periódicos e livros de História. Um de seus trabalhos foi publicado no livro HISTÓRIA DE MINAS GERAIS- As Minas Setecentistas (Editora Autentica 2007) obra vencedora do PREMIO JABUTI&lt;br /&gt;2008 na categoria Ciências Humanas. Atualmente exerce também a função de Pesquisador Institucional da Faculdade de Pará de Minas junto ao Ministério da Educação, sendo responsável pelo acompanhamento dos processos e renovação de reconhecimento dos cursos de graduação da IES. Em 2009 foi eleito para a Academia de Letras de Pará de Minas.&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-2451849462375894585?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/2451849462375894585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/que-ninguem-se-ofendapode-acontecer-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2451849462375894585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2451849462375894585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/que-ninguem-se-ofendapode-acontecer-com.html' title='QUE NINGUEM SE OFENDA:PODE ACONTECER COM QUALQUER UM-TEXTO DE FLAVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LedBB1R2bcY/TyhQgQpxxkI/AAAAAAAAAXY/b0n_yVe8lbg/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-3682116784573198081</id><published>2012-01-29T12:21:00.007-02:00</published><updated>2012-01-29T12:24:14.550-02:00</updated><title type='text'>A RELIGIÃO E A ESPIRITUALIDADE -TEXTO DO PROF.DR.GUIDO NUNES LOPES</title><content type='html'>Esta mensagem diz, de modo&lt;br /&gt;simples e objetivo, coisas da nossa&lt;br /&gt;existencia. É só observar e concluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RELIGIÃO E A ESPIRITUALIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor.Dr.Guido Nunes Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião não é apenas uma, são centenas.&lt;br /&gt;A espiritualidade é apenas uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião é para os que dormem.&lt;br /&gt;A espiritualidade é para os que estão despertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.&lt;br /&gt;A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.&lt;br /&gt;A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião ameaça e amedronta.&lt;br /&gt;A espiritualidade lhe dá Paz Interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião fala de pecado e de culpa.&lt;br /&gt;A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro"..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião reprime tudo, te faz falso.&lt;br /&gt;A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião não é Deus.&lt;br /&gt;A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião inventa.&lt;br /&gt;A espiritualidade descobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião não indaga nem questiona.&lt;br /&gt;A espiritualidade questiona tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião é humana, é uma organização com regras.&lt;br /&gt;A espiritualidade é Divina, sem regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião é causa de divisões.&lt;br /&gt;A espiritualidade é causa de União.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião lhe busca para que acredite.&lt;br /&gt;A espiritualidade você tem que buscá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião segue os preceitos de um livro sagrado.&lt;br /&gt;A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião se alimenta do medo.&lt;br /&gt;A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião faz viver no pensamento.&lt;br /&gt;A espiritualidade faz Viver na Consciência..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião se ocupa com fazer.&lt;br /&gt;A espiritualidade se ocupa com Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião alimenta o ego.&lt;br /&gt;A espiritualidade nos faz Transcender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião nos faz renunciar ao mundo.&lt;br /&gt;A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião é adoração.&lt;br /&gt;A espiritualidade é Meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião sonha com a glória e com o paraíso.&lt;br /&gt;A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião vive no passado e no futuro.&lt;br /&gt;A espiritualidade vive no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião enclausura nossa memória.&lt;br /&gt;A espiritualidade liberta nossa Consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião crê na vida eterna.&lt;br /&gt;A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião promete para depois da morte.&lt;br /&gt;A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual... Somos seres espirituais passando por uma experiência humana... "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto do Prof. Dr. Guido Nunes Lopes,Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Física pela Universidade Federal do Amazonas (FUAM, 1986), Mestrado em Física Básica pelo Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IF São Carlos, 1988) e Doutorado em Ciências em Energia Nuclear na Agricultura pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA, 2001).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-3682116784573198081?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/3682116784573198081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/religiao-e-espiritualidade-texto-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3682116784573198081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3682116784573198081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/religiao-e-espiritualidade-texto-do.html' title='A RELIGIÃO E A ESPIRITUALIDADE -TEXTO DO PROF.DR.GUIDO NUNES LOPES'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-4631010210329465903</id><published>2012-01-27T17:44:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T17:46:51.501-02:00</updated><title type='text'>UM CONCERTO HISTÓRICO EM PITANGUI- TEXTO DO PROF.MS.ARNALDO DE SOUZA RIBEIRO(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sjFJMWlw3Xg/TyL-jyOwGEI/AAAAAAAAAXM/B8qwTFV5kNs/s1600/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="158" width="127" src="http://4.bp.blogspot.com/-sjFJMWlw3Xg/TyL-jyOwGEI/AAAAAAAAAXM/B8qwTFV5kNs/s320/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um concerto histórico em Pitangui &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Prof. Ms. Arnaldo de Souza Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ama-se mais o que se conquistou com esforço.” &lt;br /&gt;Aristóteles. Filósofo grego, aluno de Platão, 384 a.C a 322 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo, dia 07 de março de 2010, a Igreja Nossa Senhora do Pilar de Pitangui recebeu o Coral Bittencourt, de Pará de Minas e a Orquestra Minas Filarmônica de Divinópolis, para encerrar uma série de três concertos denominados Concertos “Patrimônio Musical”, com apresentações nos dias 05 em Pará de Minas e 06 em Onça do Pitangui.&lt;br /&gt;Na primeira parte foram apresentadas obras do Padre José Maurício Nunes Garcia e na segunda parte três peças do Acervo de manuscritos do Século XIX, encontradas em Pará de Minas em 2009.&lt;br /&gt;Para mostrar a importância das peças encontradas e executadas neste histórico Concerto, faremos um breve resumo de quem foi o Padre José Maurício Nunes Garcia: nasceu no Rio de Janeiro, no dia 24 de setembro de 1767, onde falecera no dia 18 de abril de 1830. Filho de pai português e de mãe descendente de africanos. Iniciou a compor com 16 anos e teve como mestre o mineiro Salvador José de Almeida Faria. Viveu a transição do Brasil Colônia para o Brasil Império, bem como a transição do barroco para o neoclassicismo. &lt;br /&gt;No período de 1808 a 1811, compôs aproximadamente 70 músicas e em toda sua vida estima-se que tenha composto um montante de 240.&lt;br /&gt;Com a chegada de D. João VI em 1808, ao conhecê-lo tornou-se seu amigo, admirador e defensor, deste modo, seu prestígio e produção cresceram de forma espetacular.&lt;br /&gt;Em 1816, dirigiu na Igreja da Ordem Terceira do Carmo um Requiem de sua autoria em homenagem à rainha D. Maria I, falecida no Rio de Janeiro naquele ano. Historicamente foi o primeiro compositor de relevo brasileiro, cuja fama fora conhecida na Europa. &lt;br /&gt;Ao lado das peças deste ícone da música erudita brasileira, foram apresentadas três peças dentre as encontradas no acervo do Coral Nossa Senhora da Piedade da cidade de Pará de Minas, que em nada ficam a dever em beleza e qualidade, quais sejam:&lt;br /&gt;I. Motetos de Passos - “Celebração dos Passos” Anônimo “Século XVIII ou XIX” (coro).&lt;br /&gt;II. Motetos de Quarta Feira de Cinzas “Immutemur e Inter Vestibulum” - Américo Pereira Guimarães – Pitangui “Século XIX” (coro e orquestra).&lt;br /&gt;III. Ladainha de Nossa Senhora em Fá maior – Mestre Antônio José de Oliveira – Onça do Pitangui “Século XIX” (coro, solistas e orquestra).&lt;br /&gt;As peças encontradas pelo maestro Samuel Lopes alcançam um montante de 36. Este pesquisou e identificou a origem e a qualidade das partituras e constatou: são todas de apurado conteúdo somando-se ainda à riqueza histórica que elas representam. Possivelmente estas peças foram escritas no século XIX influenciadas pela música colonial setecentista. Apurou que parte dos manuscritos fora escrita na cidade de Pitangui e outra em Onça de Pitangui. &lt;br /&gt;Durante este histórico Concerto, a paz, a beleza e a harmonia se fizeram presentes na bela Igreja Nossa Senhora do Pilar. O esforço e o profissionalismo dos integrantes do Coral Bitencurt e da Orquestra Minas Filarmônica com as participações de: Bernardo Mendes (pianista), Regina Marinho (soprano), Denise Silva (mezzo-soprano), Érica Soares (soprano), Rosinha de Fátima (soprano), Cíntia Alves (contralto), Hilda Terezinha (mezzo-contralto), Cícero Alves (tenor), Marden Ferreira (tenor), Daniel Gonçalves (baixo), José Luíz dos Santos (barítono-baixo), Coral Bittencourt, Adailton Corrêa (maestro) e Samuel Lopes (maestro e tenor), levaram a todos: orgulho e cultura. Orgulho por constatar que as músicas compostas em nossa região, no século XIX, equiparam-se em qualidade e beleza àquelas compostas na Corte; e cultura, ao nos apresentar aquelas vozes e acordes de indizível beleza, resultantes do estudo, do talento e do árduo trabalho dos músicos que executaram aquelas magníficas peças.&lt;br /&gt;Nas palavras do maestro Samuel Lopes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Manuscritos que resistiram ao tempo, às traças e que através de sua preservação, de concertos e projetos culturais ressurgirão como uma história cantada. Não é somente mais um Arquivo Musical de Pará de Minas, mas um Patrimônio Musical do Brasil.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, o maestro que encontrou e restaurou este importante acervo, traduziu com estas sábias palavras o que ele representa para a cultura de Onça do Pitangui, de Pitangui, de Pará de Minas, Divinópolis, de Minas, do Brasil e do mundo. Espera-se, que estes virtuosíssimos músicos possam apresentar este histórico Concerto para outras platéias, divulgando este tesouro cultural de inestimável valor.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaúna, 20 de março de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Arnaldo de Souza Ribeiro é Doutorando pela UNIMES – Santos - SP. Mestre em Direito Privado pela UNIFRAN – Franca - SP. Especialista em Metodologia e a Didática do Ensino pelo CEUCLAR – São José de Batatais – SP. Advogado e conferencista. Coordenador e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Itaúna – Itaúna – UIT - MG. Professor convidado da Escola Fluminense de Psicanálise – ESFLUP – Nova Iguaçu - RJ. Sócio efetivo da Associação Brasileira de Filosofia e Psicanálise – ABRAFP. E-mail: souzaribeiro@nwnet.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-4631010210329465903?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/4631010210329465903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/um-concerto-historico-em-pitangui-texto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4631010210329465903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4631010210329465903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/um-concerto-historico-em-pitangui-texto.html' title='UM CONCERTO HISTÓRICO EM PITANGUI- TEXTO DO PROF.MS.ARNALDO DE SOUZA RIBEIRO(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sjFJMWlw3Xg/TyL-jyOwGEI/AAAAAAAAAXM/B8qwTFV5kNs/s72-c/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-3313655403496992241</id><published>2012-01-25T12:43:00.001-02:00</published><updated>2012-01-25T12:43:55.061-02:00</updated><title type='text'>A NATUREZA DIVINA- FERNANDO MARTINS FERREIRA</title><content type='html'>A NATUREZA DIVINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do budismo nos vem a seguinte parábola:&lt;br /&gt;“Certa vez um homem muito rico, em uma viagem de negócios encontrou no caminho um velho amigo a quem não via durante muitos anos. O amigo estava num estado deplorável. Mendigava pelas ruas, estava sujo, maltrapilho e malicento, parecendo não se alimentar havia muitos dias.&lt;br /&gt;- “O que aconteceu com você?” – perguntou o homem rico.&lt;br /&gt;- “Perdi dinheiro nos negócios, fali, minha mulher me abandonou e levou com ela nossos filhos”. – respondeu o amigo.&lt;br /&gt;Compadecido o homem rico lhe disse:&lt;br /&gt;- “Eu estava indo tratar de negócios, mas não vou deixá-lo nesse estado. Vou levá-lo ao meu hotel e oferecer-lhe um almoço”.&lt;br /&gt;Assim, ele levou o amigo pobre para onde estava hospedado e mandou servir uma farta refeição acompanhada de um bom vinho.&lt;br /&gt;O amigo pobre, após comer e beber acabou adormecendo.&lt;br /&gt;O homem rico, vendo que já estava na hora de sair para atender a um compromisso de negócio, sacudiu o amigo para acordá-lo, mas este continuou profundamente adormecido.&lt;br /&gt;Pensando uma maneira de tirar o amigo da miséria, teve uma idéia e imediatamente colocou-a em prática: Descosturou um pouco a gola do casaco do amigo, colocou dentro dela um diamante de grande valor, e refez a costura.&lt;br /&gt;- “Pronto, agora o meu amigo é dono de uma pedra de grande valor. Basta ele apalpar a gola para descobri-la. Vendendo esta pedra, poderá conseguir muito dinheiro e refazer a sua vida”.&lt;br /&gt;Em seguida, saiu tranqüilo e aliviado para tratar de seus negócios, e quando voltou ao anoitecer constatou que o amigo pobre já havia partido.&lt;br /&gt;Passaram-se alguns meses e um dia o homem rico voltou à cidade. E tornou a se encontrar com o velho amigo, o qual continuava sujo e maltrapilho como da vez anterior.&lt;br /&gt;Surpreso perguntou:&lt;br /&gt;- “O que é que você tem feito de sua vida”?&lt;br /&gt;E o outro respondeu:&lt;br /&gt;- “Como vê, continuo na miséria”.&lt;br /&gt;- “Não é possível” – disse o homem rico. “Eu lhe dei uma pedra preciosa de grande valor”.&lt;br /&gt;- “Não sei do que você está falando”.&lt;br /&gt;- “Examine a gola do seu casaco. Isso! Notou que há algo dentro dela? Abre-a e verás que se trata de uma pedra preciosa, um diamante de grande valor”.&lt;br /&gt;E assim o pobre amigo que se julgava sem um tostão, finalmente descobriu a pedra preciosa, oculta que mudaria sua vida. Nessa parábola, a pedra preciosa corresponde à natureza divina de que nós somos dotados.&lt;br /&gt;Se não tomamos consciência dela, ela nos será inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-N8cdoozuEyM/TyAU5RtZiHI/AAAAAAAAAW4/nW6pSSNTCnY/s1600/Capa%2BContando%2Bhist%25C3%25B3rias.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="233" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-N8cdoozuEyM/TyAU5RtZiHI/AAAAAAAAAW4/nW6pSSNTCnY/s320/Capa%2BContando%2Bhist%25C3%25B3rias.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;DO LIVRO: CONTANDO HISTÓRIAS...&lt;br /&gt;ED.VIRTUAL BOOKS-2009-&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-3313655403496992241?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/3313655403496992241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/natureza-divina-fernando-martins.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3313655403496992241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3313655403496992241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/natureza-divina-fernando-martins.html' title='A NATUREZA DIVINA- FERNANDO MARTINS FERREIRA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-N8cdoozuEyM/TyAU5RtZiHI/AAAAAAAAAW4/nW6pSSNTCnY/s72-c/Capa%2BContando%2Bhist%25C3%25B3rias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-2238819323618052919</id><published>2012-01-25T12:28:00.000-02:00</published><updated>2012-01-25T12:28:24.757-02:00</updated><title type='text'>SOMOS CHIQUES MESMO, E DAI? -FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KLuojwYI96c/TyARKR8YsBI/AAAAAAAAAWs/Ga_-2cnOHt4/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://4.bp.blogspot.com/-KLuojwYI96c/TyARKR8YsBI/AAAAAAAAAWs/Ga_-2cnOHt4/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          28 - Somos chiques mesmo, e daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa convidada de hoje é uma das mulheres mais badaladas da sociedade local e,podemos afirmar, sem nenhum exagero, de todo o estado: D. Jaciara de Assunção Menezes Torres e Albuquerque. Boa noite D. Jaciara, é uma alegria imensa tê-la conosco.&lt;br /&gt;- A alegria é toda minha, meu caro Bruno. É sempre um prazer voltar ao seu programa.&lt;br /&gt;- Acho que todos os nossos ouvintes já conhecem D. Jaciara: sabem que ela pertence a uma das famílias mais ricas e tradicionais da cidade, que muito contribui para o desenvolvimento econômico de toda a região. Porém, D. Jaciara tem uma novidade para nos contar...&lt;br /&gt;- Pois é. A novidade é que eu e um grupo de amigas acabamos de fundar um movimento na cidade chamado “Somos chiques mesmo, e daí?”.&lt;br /&gt;- Muito interessante. E o que esse movimento promove?&lt;br /&gt;- Bem, há muito tempo me incomoda o fato de haver em nossa cidade um preconceito muito grande contra ricos e pessoas de classe. Tem um cronista que escreve para um site, por exemplo, que não perde uma oportunidade para humilhar os representantes da Alta Sociedade local: não cita nomes, é claro [pois ele não é louco], mas está sempre tentando mostrar que não existe diferença entre as pessoas.&lt;br /&gt;- E existe?&lt;br /&gt;- Claro que sim! Eu, por exemplo, viajo para a Europa cinco vezes ao ano. Só bebo vinho alemão Mit prädikat ou francês com Appellation d'origine contrôlée. Não preciso trabalhar para viver: sou dona de quase a metade dos imóveis comerciais da cidade, que me rendem alugueis astronômicos, fora os lucros das empresas que eu e meus irmãos herdamos de papai e das fazendas de gado Nelore que possuímos no norte de Minas. Isso sem contar o fato de termos mais deputados e prefeitos na nossa família do que qualquer outra família no estado, o que, sem dúvida, facilita muito as coisas, não é? [risos]. Pois então: Como alguém pode dizer que eu sou igual, por exemplo, à minha camareira número 4, que mora em um barracão de aluguel, num bairro tão distante do centro, que ela precisa pegar seis ônibus por dia para ir e voltar do serviço?&lt;br /&gt;- Entendo perfeitamente o seu ponto de vista, D. Jaciara, mas talvez a perspectiva do cronista em questão não seja esta...&lt;br /&gt;- Eu sei muito bem qual é a perspectiva dele. É a de alguém que precisa trabalhar para viver; anda num carro caindo aos pedaços [porque não consegue comprar um novo]; nos finais de semana só tem dinheiro para levar os filhos na pracinha da igreja e comprar pra&lt;br /&gt;eles aqueles chur-ras-qui-nhos enfumaçados com guaraná [D. Jaciara sente um arrepio percorrer seu corpo e faz uma careta de nojo]. Eu conheço esse tipo de gente. Essas pessoas têm é inveja dos ricos, dos que têm classe: por isso inventam essas histórias de que somos todos iguais, de que “privada de ouro não fede menos”. Claro que fede menos! Lá em casa, por exemplo, tem um aparelho que eu trouxe do Japão que elimina todo o fedor das fezes antes mesmo dele sair da privada! Não dá tempo nem do cheiro chegar aos narizes de quem está defecando. Tudo acontece como num passe de mágica! E enquanto eu defeco, tenho diante de mim uma TV exibindo documentários franceses de altíssimo nível: Thalassa, Envoyé Spécial, etc. Pobre tem isso? O nosso cronista tem isso?&lt;br /&gt;- Imagino que não, D. Jaciara. Mas, o que exatamente promove o movimento “Somos chiques mesmo, e daí?”?&lt;br /&gt;- O nosso movimento promove a conscientização das pessoas para o fato de que ser chique não é para todos, mas para uma minoria rica, e que é preciso aceitar isso sem conflitos [internos ou externos], sem inveja, sem rogar praga e torcer para que todo tipo de desgraça aconteça com representantes da nossa classe. É incrível como pobre cafona adora ver rico chique sofrer, só pra dizer: “Tá vendo! Tem dinheiro, mas não é feliz”. Coitado. Infeliz é ele: mora mal, ganha mal, come mal e dificilmente vai melhorar de vida. Somos chiques mesmo, E DAÍ? Não fomos nós que inventamos o capitalismo! Que culpa temos nós de que, para existir, o capitalismo precise de milhares de trabalhadores pobres dispostos avender o seu trabalho por uma mixaria e, assim, fazer os ricos ficarem cada vez mais ricos?&lt;br /&gt;Não temos culpa disso!&lt;br /&gt;- Muito bem, D. Jaciara...&lt;br /&gt;- E não temos culpa também dos pobres só aparecerem nas páginas policiais, enquanto nós, que temos dinheiro para pagar a publicação de nossas fotos e de matérias sobre nossas vidas chiques, aparecemos nas melhores colunas sociais da região, sempre arrancando suspiros invejosos de todos que gostariam de ser como nós.&lt;br /&gt;- Entendo...&lt;br /&gt;- E eu lá tenho culpa do meu filho ser brilhante, de estar fazendo doutorado numa das melhores universidades federais do país e viajar o mundo todo apresentando seus artigosem conferências internacionais? Por que eu não posso contar isso para todo mundo? É verdade!&lt;br /&gt;- Claro, D. Jaciara, não precisa ficar nervosa.&lt;br /&gt;- Não estou nervosa, meu caro Bruno. Apenas quis enfatizar a importância do nosso movimento, que representa uma minoria em nossa cidade [e no Brasil como um todo]: uma minoria que também tem seus direitos, assim como os gays, os índios, os sem teto, os sem terra, os cotistas universitários, etc.&lt;br /&gt;- D. Jaciara, infelizmente nosso tempo acabou. Foi um prazer conversar com a senhora.&lt;br /&gt;- O prazer foi todo meu. E quem quiser mais informações sobre o nosso movimento, encontre-nos no Orkut, no Facebook e no Twitter. É só digitar: “Somos chiques mesmo, e daí?”. Muito obrigada!&lt;br /&gt;P. S.: Bruno, D. Jaciara e o movimento “Somos chiques mesmo, e daí?” não existem. São pura ficção, frutos&lt;br /&gt;apenas da minha imaginação.&lt;br /&gt;QUEM É MARCUS FLÁVIO DA SILVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Pará de Minas- MG em 1975. Possui graduação em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado pela Universidade federal de Minas Gerais (2002) com estágio (Doutorado- sanduíche/CAPES) na Universidade de Lisboa- Portugal (2002). Atualmente é Vice- diretor da Faculdade de Pará de Minas- FAPAM-(MG) onde já exerceu os cargos de Coordenador do Curso de História, coordenador do NUPE- Núcleo de Pesquisa, e foi professor nos cursos de História e Administração. Atualmente leciona nos cursos de Direito e Pedagogia. É autor do livro SUBSISTENCIA E PODER: a política do abastecimento alimentar nas Minas Setecentistas (Editora UFMG -2008) e de artigos publicados em periódicos e livros de História. Um de seus trabalhos foi publicado no livro HISTÓRIA DE MINAS GERAIS- As Minas Setecentistas (Editora Autentica 2007) obra vencedora do PREMIO JABUTI&lt;br /&gt;2008 na categoria Ciências Humanas. Atualmente exerce também a função de Pesquisador Institucional da Faculdade de Pará de Minas junto ao Ministério da Educação, sendo responsável pelo acompanhamento dos processos e renovação de reconhecimento dos cursos de graduação da IES. Em 2009 foi eleito para a Academia de Letras de Pará de Minas.&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-2238819323618052919?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/2238819323618052919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/somos-chiques-mesmo-e-dai-flavio-marcus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2238819323618052919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2238819323618052919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/somos-chiques-mesmo-e-dai-flavio-marcus.html' title='SOMOS CHIQUES MESMO, E DAI? -FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KLuojwYI96c/TyARKR8YsBI/AAAAAAAAAWs/Ga_-2cnOHt4/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-3504849679913285851</id><published>2012-01-22T13:26:00.007-02:00</published><updated>2012-01-22T20:21:49.780-02:00</updated><title type='text'>LE VIN CHÂTEAU TUILERIES- PROF.MS.ARNALDO DE SOUZA RIBEIRO(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UnJqt7jIhSM/Txwqfge7rJI/AAAAAAAAAWg/uMfQ2S4Fm-s/s1600/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="158" width="127" src="http://4.bp.blogspot.com/-UnJqt7jIhSM/Txwqfge7rJI/AAAAAAAAAWg/uMfQ2S4Fm-s/s320/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Le Vin Château les Tuileries [1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       * Prof. Ms. Arnaldo de Souza Ribeiro&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;  "O vinho pode ser de direito considerado como a mais higiênica das bebidas."&lt;br /&gt;  Louis Pasteur. Cientista francês, cujas descobertas tiveram enorme importância na história da química e da medicina. Nasceu em Dole - França, no dia 27 de dezembro de 1822 e faleceu no dia 28 de setembro de 1895, em Marnes-la-Coquette - França. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   1. Introdução 2. A Vinícola 3. O vinho 4. Degustação 5. Denominação dos vinhos franceses 5.1 Vin de table 5.2 Vin de pays 5.3 Appellation d’origine contrôlée 6. Elaboração 7. Terroir 8. Harmonização 9. Bibliografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Introdução&lt;br /&gt; O vinho Château les Tuileries, que será degustado nesta noite foi elaborado na comuna de Arbis, no departamento Gironde, situado na região administrativa da Aquitânia - França. A jurisdição da comuna de Arbis alcança uma área de 8,67 km², com 208 habitantes, conforme apurado pelo censo de 1999, contando com uma densidade de 24 hab/km².&lt;br /&gt;  Comuna era o nome dado na Idade Média a uma cidade que se emancipasse, mediante obtenção de carta de autonomia que era fornecida pelo seu suserano [2]. Atualmente, na França, o termo se refere à menor subdivisão administrativa do território.&lt;br /&gt;  O departamento de Gironde encontra-se rodeado pelos departamentos de Landes, Lot-et-Garonne, Dordogne e Charente-Maritime e a oeste pelo Oceano Atlântico. Por possuir 10.000 km², é o maior departamento da França metropolitana.  &lt;br /&gt;  Ressalte-se que, na região administrativa de Aquitânia encontra-se a Região Vinícola de Bordeaux, mundialmente conhecida pela qualidade de seus vinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A Vinícola&lt;br /&gt;  A Vinícola S.C.E.A. des Vignobles Menguin, foi quem elaborou o vinho Château les Tuileries (Castelo de Telhas).&lt;br /&gt;  Esta vinícola destaca-se pela qualidade de seus vinhos e pela sua privilegiada localização na região de Entre-Deux-Mers, sub-região vinícola de Bordeaux.&lt;br /&gt;  Neste sentido ensina o enólogo Aguinaldo Záckia Albert:&lt;br /&gt;  A região produtora dos vinhos de Bordeaux se localiza no departamento da Gironda, dentro da região da Aquitânia, sudoeste da França, cortada pelo paralelo 45° - portanto, em ótima latitude para o vinho. A produção vinícola se concentra às margens de dois rios principais, o Garonne e o Dordogne, que ao se encontrarem formam o estuário do Gironda, que dá nome ao departamento. [3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Producteur: S.C.E.A. des Vignobles Menguin&lt;br /&gt;Raison sociale Menguin Vignobles&lt;br /&gt;Dirigeant Xavier Conti&lt;br /&gt;Adresse 194 - Gouas&lt;br /&gt;Code postal 33760&lt;br /&gt;Pays France&lt;br /&gt;Région Aquitaine&lt;br /&gt;Départament Gironde&lt;br /&gt;Ville Arbis&lt;br /&gt;Région vinicole Bordeuax&lt;br /&gt;Sub-région vinicole Entre-Deux-mer&lt;br /&gt;Tel +33(0) 556236170&lt;br /&gt;Fax +33(0) 55 6234979&lt;br /&gt;3. O vinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Os vinhos elaborados pelo S.C.E.A. des Vignobles Menguin caracterizam-se pela qualidade e seus acertados cortes, sendo: para os tintos predomina a uva merlot (80%), complementada pela uva cabernet sauvignon (20%). Os brancos pela uva sauvignon blanc (60%) complementada pela uva sémillon (40%). Estes vinhos são típicos, elaborados com zelo e técnica apurada para valorizar o frutado e o equilíbrio. &lt;br /&gt;  Para corroborar a assertiva supra, registre-se: o vinho Château les Tuileries – Safra 2006, foi premiado com a “Medaile Argent” no            “Concours de Bordeaux – Vins d’Aquitaine” em 2007. [4]&lt;br /&gt;  O vinho que será degustado nesta noite foi elaborado nas mesmas especificações do vinho premiado em 2007, ou seja, com uvas merlot (80%), e uvas cabernet sauvignon (20%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Degustação&lt;br /&gt;  Trata-se de um vinho característico da Região de Bordeaux: equilibrado, frutado, taninos macios, reafirmando as características peculiares da região que o produziu. E pode-se ainda destacar:&lt;br /&gt;  Cor: rubi, brilhante e acentuada.&lt;br /&gt;  Aromas: intensos de frutas vermelhas.&lt;br /&gt;  Gosto: frutado, com taninos macios, bem integrados e médio corpo. &lt;br /&gt;  Safra: 2008&lt;br /&gt;  Graduação alcoólica: 12,5%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Denominação dos vinhos franceses&lt;br /&gt;  Os vinhos franceses trazem em seus rótulos as seguintes denominações conforme legislação vigente:&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;5.1 Vin de Table (vinho de mesa)&lt;br /&gt;  Trata-se de vinho comum, elaborado sem muitos cuidados e por consequência, apresenta baixo custo beneficio.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;5.2 Vin de pays (vinho de região)&lt;br /&gt;  Trata-se de vinho elaborado com maior zelo, se comparado com o Vin de Table, embora mantenha as características de vinho comum, também conhecido como vinho ordinário.   &lt;br /&gt;  A denominação supra foi modificada e sistematicamente evitada, pela abrangência que o vocábulo representa para outras línguas, em especial para a portuguesa. Sabe-se que é possível encontrar no mercado brasileiro vinhos nacionais com melhor custo benefício.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;5.3 Vin délimité de qualité supérieure - VDQS (Vinhos Delimitados de Qualidade Superior)&lt;br /&gt;  A partir desta classificação encontram-se vinhos de melhor qualidade. Para esta denominação, as autoridades francesas exigem que os produtores sigam os mesmos critérios de um vinho de Appellation d'origine contrôlée - AOC, e são submetidos a degustações técnicas rigorosas. Trata-se de um vinho de categoria transitória, tendo em vista que, os “Vin délimité de qualité supérieure – VDQS” buscam e aguardam a regulamentação para emergirem à denominação Appellation d'origine contrôlée - AOC. &lt;br /&gt;  Os vinhos Vin délimité de qualité supérieure – VDOS representam uma pequena parte da produção francesa.&lt;br /&gt;  Appellation d'origine contrôlée - AOC (Vinhos de designação de origem controlada): nesta  categoria encontram-se os vinhos de qualidade superior. São, portanto, destinatários de frequentes e rigorosos controles. Ademais, o vinho obrigatoriamente terá de ser elaborado na zona informada no rótulo e obedecer a todas as especificações que estão nas legislações de cada região, dentre elas: limite de produção por hectare, as uvas que podem ser cultivadas e os métodos de vinificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Convergente é pensamento do enólogo Aguinaldo Záckia Albert:&lt;br /&gt;  Um vinho que recebe a Appellation Bordeaux Contrôlée (ou Bordeaux AC) pode ser produzido em qualquer parte da região, desde que use as uvas permitidas e tenha rendimento de, no máximo, 55 hl por hectare. Além disso, o produto final deve ter um teor alcoólico entre 10° e 12,5°. Caso o rendimento seja inferior a 50 hl/ha e o teor alcoólico superior a 10°, o vinho já pode ser enquadrado na classificação Bordeaux Supérieur. Os espumantes também se enquadram na categoria genérica, com o nome Crémant de Bordeaux. Os vinhos de appellation genérica correspondem a aproximadamente 45% do total produzido na região. [5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Deste modo, pelo rótulo, pela região e pela tradição, o consumidor, mesmo antes de degustar, tem indicações da qualidade do vinho que tem às mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Elaboração&lt;br /&gt;  Para elaborar de um vinho, passa-se necessariamente pelos processos: maceração, fermentação, descanso e engarrafamento.&lt;br /&gt;  Destarte, o vinho que será degustado passou por todos estes processos e seguiu os critérios:&lt;br /&gt;  Maceração: foi aplicado o processo a frio, com vista a obter-se um frutado mais rico. &lt;br /&gt;  Registre-se que a maceração é o processo que ocorre durante a fermentação e resulta do contato das cascas e sólidos com o vinho, onde o álcool age como um solvente para extrair a cor, os taninos e o aroma das cascas.&lt;br /&gt;  Fermentação: a fermentação ocorreu em cubas de inox com temperatura controlada. Todo o processo, incluindo a maceração durou cerca de 30 dias. &lt;br /&gt;  Consiste a fermentação em processo bioquímico no qual as leveduras convertem o açúcar (glicose, frutose) em álcool e gás carbônico, ação que transforma suco de uva em vinho.&lt;br /&gt;  As leveduras são microorganismos vivos visíveis somente com o auxílio de microscópio; na presença de oxigênio, respiram e se multiplicam. Na ausência de oxigênio e na presença de açúcar, elas fermentam, e assim produzem gás carbônico e etanol.&lt;br /&gt;  Descanso: o vinho descansou em barricas de carvalho e em tanques inertes, sem movimento, antes do corte.&lt;br /&gt;  Engarrafamento: antes do engarrafamento, o vinho foi clarificado e filtrado cuidadosamente.&lt;br /&gt;  Ensinam-nos neste sentido os enólogos: Cristian Sasso, João Paulo Bassin, Júlio César Spillere Ronchi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  [...] Uma prática muito antiga, hoje é feita com requintes científicos. Envolve processos como filtração, centrifugação, refrigeração, troca iônica e aquecimento. Nesta etapa, o vinho é clarificado, grande parte dos produtos precipitáveis é extraída, e muitos íons metálicos, que tornam o vinho turvo, são retirados. &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;  O vinho que tomamos é, geralmente, transparente à luz. Mas não é desta forma que ele sai dos barris de fermentação. Muitas proteínas e complexos metálicos o deixam turvo, opaco. Finalmente, o vinho passa por uma pasteurização, onde é aquecido subitamente até cerca de 80oC e então resfriado. Alem de acabar com as bactérias restantes, o método auxilia na precipitação das proteínas que por ventura estiverem no vinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      A filtração é uma técnica de clarificação do vinho que consiste em passar o vinho turvo através de uma camada ou meio filtrante, com porosidade reduzida. Existem vários tipos de filtros para vinhos, todos eles baseados em adsorção ou tamisação. Nos vinhos turvos, com impurezas de grande dimensão, utilizam-se filtros pelo princípio de tamisação, como os filtros com camada de terra diatomácea ou kielseguhr depositada sobre um suporte poroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Para vinho quase limpo, que se pretende tornar límpido e brilhante, utiliza-se filtro com princípio de adsorção. Como exemplo desse tipo, o filtro de placa de celulose-amianto ou de celulose somente. Nesse tipo de filtro, existem placas esterilizantes que permitem reter os microrganismos (leveduras e bactérias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A grande vantagem da filtração sobre a colagem é a de clarificar o vinho mais rapidamente e de forma mais segura. A filtração é superior à colagem do ponto de vista de se obter limpidez imediata, ao passo que a colagem é superior quanto à estabilidade da limpidez, pois permite a separação até de suspensões coloidais. A melhor técnica de clarificação de vinho é realizar uma colagem sucedida de uma filtração. [6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Terroir&lt;br /&gt;   O termo terroir é de origem francesa, que deriva do latim (terratorium). Significa originalmente uma extensão limitada de terra caracterizada pelas suas aptidões agrícolas, particularmente à produção vitícola. &lt;br /&gt;  Usa-se também a expressão “Produtos de terroir”, para designar um produto próprio de uma área limitada, como exemplo o vinho que será degustado, “Um Bordeaux”, sendo assim, por si só ele indica as suas características essenciais.&lt;br /&gt;  Pode-se também entender como terroir o conjunto formado pelo: homem, uva, terra e clima, associados na elaboração do vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Harmonização&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O Château les Tuileries “Bordeaux” acompanha: carnes de porco, de aves e assados, massas leves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;1. Texto utilizado pelo Confrade Arnaldo de Souza Ribeiro, como referência para fazer a exposição do vinho Château les Tuileries, que foi degustado durante a 65ª Reunião da Confraria dos Amigos do Vinho de Itaúna – CAVI, no dia 09/10/2010. Foram também apresentados: slides e dois vídeos da Região de Bordeaux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Suserano: deriva do termo suserania, no feudalismo, era o conjunto de faculdades e competências de um suserano, isto é, o senhor feudal que tinha domínio sobre um feudo do qual dependiam outros feudos. O suserano dava pedaços de terras para os vassalos, pois estes o ajudavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. ALBERT, Aguinaldo Záckia. Bordeuax, história e vinhos da mais prestigiosa região produra do mundo. Disponível em : &lt; http://www.degustadoresemfronteiras.com.br/bordeauxparte1.html &gt; Acesso em 09/10/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Concours de Bordeaux – Vins d’ Aquitaine – 2007. Disponível em : &lt;  http://www.concours-de-bordeaux.com/IMG/pdf_medaille_argent2007.pdf &gt; Acesso em 09/10/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. ALBERT, Aguinaldo Záckia. Bordeuax, história e vinhos da mais prestigiosa região produtora do mundo. Disponível em : &lt; http://www.degustadoresemfronteiras.com.br/bordeauxparte1.html &gt; Acesso em 09/10/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SASSO, Cristian,  BASSIM, João Paulo, RONCHI, Júlio César Spillere. Vinhos. Disponível em :&lt;br /&gt;&lt; http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_grad2004/vinho/pagina_final.htm &gt; Acesso em 09/10/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALBERT, Aguinaldo Záckia. Bordeuax, história e vinhos da mais prestigiosa região produtora do mundo. Disponível em:                       &lt; http://www.degustadoresemfronteiras.com.br/bordeauxparte1.html &gt; Acesso em 09/10/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTRES, Duc de. Histoire de France: des origines à 1970. Èditions Robert Laffont: Paris, 1971.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CELIO, Alzer; BRAGA, Danio. Tradição, conhecimento e prática dos vinhos. 6ª ed. José Olímpio Editora: Rio de Janeiro, 1989. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COBBOLD, David; DURAND-VIEL, Sébastien. Le vin et ses plaisirs. Ed. Librio: Paris, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concours de Bordeaux – Vins d’ Aquitaine – 2007. Disponível em : &lt;  http://www.concours-de-bordeaux.com/IMG/pdf_medaille_argent2007.pdf &gt; Acesso em 09/10/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COPELLO, Marcelo. Vinhos e algo mais. Record:Rio de Janeiro, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORDER, Roger. A dieta do vinho. Tradução de Ana Beatriz Rodrigues. Sextante:Rio de Janeiro, 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DARDEAU, Rogério. Vinhos: uma festa dos sentidos. Ed. Mauad:Rio de Janeiro, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GALVÃO, Saul. Guia de tintos e brancos. Codex: São Paulo, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OGRIZEK, Doré. Le monde a table. Ode: Paris, 1952.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SASSO, Cristian,  BASSIM, João Paulo, RONCHI, Júlio César Spillere. Vinhos. Disponível em :&lt;br /&gt;&lt;http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_grad2004/vinho/pagina_final.htm &gt; Acesso em 09/10/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTANA, José Maria. As AOC (Appelations Controlées) em discussão na França.&lt;br /&gt;Disponível em &lt; http://winexperts.terra.com.br/arquivos/reportagem07.html &gt; Acesso em 23/11/03.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIMS, Fiona. Guia del vino: una aproximación para principiantes. Traducción del inglés por Ana Maria Lloret. Parragón Books Ltd: New York, &lt;br /&gt;2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un peu d’histoire . &lt;br /&gt;Disponível em &lt;  http://www.landiras.fr/src/Histoire.htm &gt; Acesso em 02/09/03. O texto foi traduzido e acrescido notas de roda-pé por: RIBEIRO, Arnaldo de Souza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Itaúna, (sábado) 09 de outubro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  * Arnaldo de Souza Ribeiro presidiu a Confraria dos Amigos do Vinho de Itaúna – CAVI, no período de 1º de maio de 2003 a 03 de julho de 2010. É Doutorando pela UNIMES – Santos - SP. Mestre em Direito Privado pela UNIFRAN – Franca - SP. Especialista em Metodologia e a Didática de Ensino pela CEUCLAR – São José de Batatais – SP. Advogado e conferencista. Coordenador e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Itaúna UIT – Itaúna – MG.  Professor convidado da Escola Fluminense de Psicanálise – ESFLUP – Nova Iguaçu - RJ. Sócio efetivo da Associação Brasileira de Filosofia e Psicanálise – ABRAFP. E-mail: souzaribeiro@nwnet.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-3504849679913285851?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/3504849679913285851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/le-vin-chateau-tuileries-profmsarnaldo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3504849679913285851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3504849679913285851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/le-vin-chateau-tuileries-profmsarnaldo.html' title='LE VIN CHÂTEAU TUILERIES- PROF.MS.ARNALDO DE SOUZA RIBEIRO(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UnJqt7jIhSM/Txwqfge7rJI/AAAAAAAAAWg/uMfQ2S4Fm-s/s72-c/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-537633531086557300</id><published>2012-01-22T10:43:00.001-02:00</published><updated>2012-01-22T10:54:37.768-02:00</updated><title type='text'>FRITOS DE BACALHAU COM ARROZ DE FEIJÃO- CHEF ERNANI (FOTO)DO CONFESSIONÁRIO DO DITO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zenKJRR8NTs/TxwG4wj5UDI/AAAAAAAAAWU/-8AaY9863Kc/s1600/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="263" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-zenKJRR8NTs/TxwG4wj5UDI/AAAAAAAAAWU/-8AaY9863Kc/s320/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fritos de Bacalhau com Arroz de Feijão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os fritos de bacalhau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 4 postas de bacalhau do lombo demolhado de véspera&lt;br /&gt; farinha q.b.&lt;br /&gt; sal e pimenta preta moída na altura&lt;br /&gt; ovos batidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o arroz de feijão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 2 chávenas (chá) de arroz&lt;br /&gt; 200 g de feijão demolhado de véspera&lt;br /&gt; 1 dl de azeite&lt;br /&gt; 1 cebola descascada&lt;br /&gt; 2 dentes de alho descascados e picados&lt;br /&gt; 2 tomates sem pele e sem sementes e picados miudamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comece por cozer o feijão em água (numa panela de pressão é mais rápido). Aqueça o azeite e junte-lhe a cebola, os dentes de alho e os tomates picados.  Deixe apurar o refogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adicione o feijão cozido e escorrido, e o arroz.  Adicione água suficiente para a cozedura do arroz.  Pode usar a água onde cozeu o feijão.  Se quer o arroz de feijão caldoso, já sabe que deverá triplicar ou mesmo quadruplicar o volume de água em relação ao de arroz.  Deixe levantar fervura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempere a seu gosto (junte ainda salsa ou coentros picados).  Deixe cozinhar, tapado, até que o arroz fique macio. Limpe o bacalhau de pele e espinhas e corte-o a seguir em pedaços.  Seque-os bem.  Passe-os por farinha, previamente temperada de sal e de pimenta preta, e, depois, por ovo batido.  Frite em azeite quente.  Escorra, sobre papel absorvente de cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sirva decorados com salsa e rodelas de limão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUEM É O CHEF                              &lt;br /&gt;Chef Ernâni Mafer é Gastrólogo graduado pela Faculdade Estácio de Sá, consultor, crítico de vinhos e Diretor Presidente do Confessionário do Dito. Qualificado em cozinha brasileira, francesa, italiana, asiática, planejamento de cardápios, nutrição, segurança alimentar, enologia, padaria, confeitaria, bares e bebidas. Participou de Roteiros Gastronômicos na França e Itália. Crítico de Vinhos - Participou de Roteiros em Vinícolas Chilenas nas regiões de: Aconcagua, Bio-Bio, Casablanca, Colchagua, Curicó, Elqui, Itata, Maipo, Malleco, Rapel e San Antonio; Participou de Roteiros em Vinícolas Argentinas nas regiões de: Mendonza, Catamarca, La Rioja, San Juan, La e Rio Negro. &lt;br /&gt;http//:confessionáriododito.blogspt.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-537633531086557300?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/537633531086557300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/fritos-de-bacahau-com-arroz-de-feijao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/537633531086557300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/537633531086557300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/fritos-de-bacahau-com-arroz-de-feijao.html' title='FRITOS DE BACALHAU COM ARROZ DE FEIJÃO- CHEF ERNANI (FOTO)DO CONFESSIONÁRIO DO DITO'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zenKJRR8NTs/TxwG4wj5UDI/AAAAAAAAAWU/-8AaY9863Kc/s72-c/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-9069021784508992866</id><published>2012-01-18T17:26:00.001-02:00</published><updated>2012-01-18T17:26:35.322-02:00</updated><title type='text'>HORA DERRADEIRA- FLÁVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0Pl-2lMmT7I/Txcbju-yJAI/AAAAAAAAAV8/Rky0H0iFNjs/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://2.bp.blogspot.com/-0Pl-2lMmT7I/Txcbju-yJAI/AAAAAAAAAV8/Rky0H0iFNjs/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                    27 - Hora derradeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma crônica inspiradora, publicada em 2003, Padre Geraldo Gabriel de Bessa aborda um tema que a maioria das pessoas prefere evitar: a morte. Porém, suas palavras não nos conduzem a nada que normalmente a gente esperaria ler nos escritos de um pároco: vida eterna, salvação da alma, juízo final ou outras questões caras à doutrina católica. Seu texto aborda a morte a partir de uma perspectiva psicológica muito interessante. Começa mostrando como as pessoas sentem prazer em dar a notícia da morte de alguém em primeira mão: “É gozado ver a alegria nos olhos daqueles que gostam de antecipar a má notícia”. E isso não mudou de lá pra cá. A novidade é que, hoje, a rede social Twitter tem sido um canal interessante para a divulgação desse tipo de notícia, sobretudo das mortes repentinas de pessoas conhecidas na cidade, ou de gente famosa, em escala nacional:&lt;br /&gt;“Acabou de morrer, em trágico acidente...”. Todos arregalam os olhos, surpresos, e clicam no link para ver se tem alguma foto interessante.&lt;br /&gt;Logo depois de anunciada a morte, dependendo da importância do morto, reportagens especiais são elaboradas, homenagens são prestadas, inimigos se tornam amigos, falsos amigos continuam fingindo ser amigos e consolam a família enlutada, etc. Mesmo os pobres anônimos, quando morrem tragicamente, merecem uma foto e uma matéria nos jornais, talvez as únicas de toda a sua vida além-túmulo [na vida fora do túmulo, raramente um vivo pobre e anônimo tem esse privilégio: na maioria das vezes, é preciso morrer tragicamente ou cometer um crime para aparecer no jornal].&lt;br /&gt;Ao que tudo indica, fotos e matérias desse tipo têm como objetivo atrair a atenção de leitores ávidos por desgraças alheias: notícias de acidentes e mortes muitas vezes aliviam suas angústias, reanimando-os para a vida.&lt;br /&gt;Esse é um outro ponto interessante abordado pelo Padre Gabriel em sua crônica. Referindose aos velórios, ele afirma: “Parece que a gente vai lá para certificar que está vivo (...).&lt;br /&gt;Ninguém quer ocupar o lugar do morto, ainda que ele seja famoso”.&lt;br /&gt;Nem pensar!&lt;br /&gt;Num velório ou numa matéria de jornal bem sangrenta está ali, mortinho da silva, alguém que eu não conheço, ou que, se conheço, pelo menos é OUTRA PESSOA, ou seja: NÃO SOU EU. Eu estou vivo. Ele está morto. Ainda não chegou a minha vez.&lt;br /&gt;Numa passagem da novela “A morte de Ivan Ilitch” (1886), do escritor russo Leon Tolstoi, essa perspectiva também é adotada: “Além das elucubrações sobre possíveis transferências e mudanças de departamento, resultantes da morte de Ivan Ilitch, a simples idéia da morte de um companheiro tão próximo fazia surgir naqueles que ouviram a notícia aquele tipo de sentimento de alívio ao pensar que ‘foi ele quem morreu e não eu’”.&lt;br /&gt;Em uma bela crônica de 1960, Rubem Braga incorpora um personagem que observa uma viúva na praia: “Se eu fosse casado, e morresse, talvez ficasse um pouco ressentido ao pensar que, alguns dias depois, um homem – um estranho, que mal conheço de vista, do café – estaria olhando o corpo de minha mulher na praia. Mesmo que olhasse sem impertinência, antes de maneira discreta, como que distraído. Mas eu não morri; e eu sou o outro homem. (...). Eu estou vivo, e isso me dá uma grande superioridade sobre ele [o morto]”.&lt;br /&gt;Aqui, Rubem Braga se aproxima muito das pessoas que vão a velórios (da crônica de Padre Gabriel), e dos companheiros de Ivan Ilitch (da novela de Tolstoi). Ele pensa no morto com um sentimento de superioridade, simplesmente por estar vivo.&lt;br /&gt;Para a maioria das pessoas, morrer não é bom. Tolstoi e Rubem Braga descrevem o morrer como algo extremamente desagradável para os que assistem à morte. E para quem está morrendo, a sensação parece ser de derrota, a maior de todas: não tem mais jeito, é o fim.&lt;br /&gt;Tolstoi escreve, em “A morte de Ivan Ilitch”: “O horrível, terrível ato de sua morte, ele via, estava sendo reduzido por aqueles que o rodeavam ao nível de um acidente fortuito, desagradável e um pouco indecente (mais ou menos como se comportam com alguém que entra em uma sala de visitas cheirando mal)”. Rubem Braga, por sua vez, observando a viúva na praia com o filho, escreve: “Não, a viúva não está de luto, a viúva está brilhando de sol, está vestida de água e de luz. Respira fundo o vento do mar, tão diferente daquele ar triste do quarto fechado do doente, em que viveu meses. Vendo seu homem se finar; vendo o decair de sua glória de homem fortão de cara vermelha e de seu império de homem da mulher e pai do filho, vendo-o fraco e lamentável, impertinente e lamurioso como um menino, às vezes até ridículo, às vezes até nojento...”.&lt;br /&gt;É. Realmente, morrer não deve ser bom. Mas há quem morra de repente, sem sofrer, sem nem se dar conta do fato. O morrer, nesses casos, acontece numa fração de segundo – “morreu na hora”, como dizem os jornalistas –; e para quem morre assim, o que deve importar é o além-túmulo [se e é que isso importa].&lt;br /&gt;Para concluir esta crônica funesta, eu pergunto a quem conseguiu chegar até aqui: Será que para quem morreu faz alguma diferença se morreu jovem ou velho, se deixou viúva, filhos, pais, amigos e patrimônio? E para quem ficou? Eu não queria estar no lugar do morto. Mas onde está o morto? Por um acaso eu sei onde ele está para eu não querer estar no lugardele? Aquilo ali é só um corpo! Se eu estivesse lá, ONDE eu realmente estaria? Será que existe de fato essa superioridade dos vivos sobre os mortos? Não seria o contrário?&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;BESSA, Geraldo Gabriel de. Padre. Morte de pessoa famosa. In: Sinfonia de Vozes. Itaúna: São&lt;br /&gt;Lucas, 2003, pp. 74-5.&lt;br /&gt;BRAGA, Rubem. Viúva na praia. In: Ai de ti, Copacabana. Editora do Autor – Rio de Janeiro,&lt;br /&gt;1960, p. 129.&lt;br /&gt;TOLSTOI, Leon. A morte de Ivan Ilitch. Porto Alegre: L&amp;PM, 2009, p. 7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUEM É MARCUS FLÁVIO DA SILVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Pará de Minas- MG em 1975. Possui graduação em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado pela Universidade federal de Minas Gerais (2002) com estágio (Doutorado- sanduíche/CAPES) na Universidade de Lisboa- Portugal (2002). Atualmente é Vice- diretor da Faculdade de Pará de Minas- FAPAM-(MG) onde já exerceu os cargos de Coordenador do Curso de História, coordenador do NUPE- Núcleo de Pesquisa, e foi professor nos cursos de História e Administração. Atualmente leciona nos cursos de Direito e Pedagogia. É autor do livro SUBSISTENCIA E PODER: a política do abastecimento alimentar nas Minas Setecentistas (Editora UFMG -2008) e de artigos publicados em periódicos e livros de História. Um de seus trabalhos foi publicado no livro HISTÓRIA DE MINAS GERAIS- As Minas Setecentistas (Editora Autentica 2007) obra vencedora do PREMIO JABUTI&lt;br /&gt;2008 na categoria Ciências Humanas. Atualmente exerce também a função de Pesquisador Institucional da Faculdade de Pará de Minas junto ao Ministério da Educação, sendo responsável pelo acompanhamento dos processos e renovação de reconhecimento dos cursos de graduação da IES. Em 2009 foi eleito para a Academia de Letras de Pará de Minas.&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-9069021784508992866?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/9069021784508992866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/hora-derradeira-flavio-marcus-da-silva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/9069021784508992866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/9069021784508992866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/hora-derradeira-flavio-marcus-da-silva.html' title='HORA DERRADEIRA- FLÁVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0Pl-2lMmT7I/Txcbju-yJAI/AAAAAAAAAV8/Rky0H0iFNjs/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-2838822115737877808</id><published>2012-01-15T11:12:00.001-02:00</published><updated>2012-01-15T11:12:29.676-02:00</updated><title type='text'>VOCÊ SABE O QUE É PSICOPATOLOGIA?- LEIA: O TEXTO DO PROF.MS.ARNALDO DE SOUZA RIBEIRO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--lMURCy6dB8/TxLQpWy0X3I/AAAAAAAAAVw/Op1acjJHWF4/s1600/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="158" width="127" src="http://2.bp.blogspot.com/--lMURCy6dB8/TxLQpWy0X3I/AAAAAAAAAVw/Op1acjJHWF4/s320/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congressos de Psicopatologia Fundamental em Curitiba [1]&lt;br /&gt;          * Prof. Ms. Arnaldo de Souza Ribeiro &lt;br /&gt;  “Ce que j’entends, j’oublie; ce que je regarde, je me souviens et ce que je fais, j’apprends.”&lt;br /&gt; Jean Willian Fritz Piaget. Epistemólogo, Educador e Psicólogo. Nasceu em Neuchâtel, Suíça, no dia 09/08/1896 e faleceu em Genebra, Suíça, no dia 16/09/1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  1. Introdução 2. Participação internacional com destaque para os pesquisadores mexicanos 3. Pierre Fédida: o criador do termo Psicopatologia Fundamental 4. Psicopatologia Fundamental e Psicopatologia Geral 5. Jean Piaget e o conceito de transdiciplinaridade  Conclusão  Biografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Introdução&lt;br /&gt;   Realizou-se nos dias quatro a sete de setembro de 2010, na cidade de Curitiba – Paraná - Brasil, o IV Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e o X Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental, promovidos e organizados pela Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental, com a participação de doze Universidades.&lt;br /&gt;  Participaram dos Congressos: escritores, pensadores, filósofos, historiadores, advogados, médicos, psicólogos e psicanalistas. Também participaram estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação - lato sensu e stricto sensu – que levaram suas monografias, dissertações e teses para apresentá-las e discuti-las com os participantes durante as mesas-redondas.&lt;br /&gt; Durante os quatro dias de Congressos foram apresentadas 408 atividades, dentre elas: Conferências, Cursos, Simpósios, Mesas-redondas, Seminários Clínicos e exposição de vários Pôsteres. Em razão do grande número de participantes os Congressos foram simultaneamente realizados nos seguintes locais: Hotel Bourbon, Hotel Curitiba Palace, Hotel Trevi e Teatro Fernanda Montegro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Participação internacional com destaque para os pesquisadores mexicanos&lt;br /&gt;  Participaram ativamente dos Congressos estudantes, profissionais e pesquisadores da América do Sul, da América do Norte e da Europa. Dentre eles destacaram os mexicanos, pela quantidade e qualidade dos trabalhos que apresentaram e debateram, destacando-se: Hugo Pedrosa Falcón, Mário Orozco Guzmán, da Universidad Autónoma de Querétano. Flor de Maria Gamboa Solis, David Pavón Cuellar, Alfredo Emilio Huerta Arellano, Alejandra Cantoral Pozo, da Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo. Antonia Reyes A-Dautrey, Maria Del Carmen Rojas Hernandéz, Antonia Reyes Arellano, Silvia Larisa Mèndez Martinez, Jeannet Quiroz Bautista, da Universidad Autonoma de San Luis de Potossi e a doutoranda  Xochiquetzaly Yeruti De Avila Ramirez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Pierre Fédida: o criador do termo Psicopatologia Fundamental&lt;br /&gt;  Pierre Fédida nasceu na cidade de Lyon - França, no dia 30 de outubro de 1934 e faleceu em Paris no dia 1º de novembro de 2002, com 68 anos. Seu pai era judeu sefardim [2], oriundo da Argélia e sua mãe francesa, nascida em Lyon. Pierre Fédida nasceu e cresceu em um lar modesto, porém estruturado e honrado. &lt;br /&gt;  Fez seus estudos em Lyon e exerceu com invulgar sabedoria o exercício do magistério, da filosofia, da psicologia e, sobretudo, da psicanálise. Seus livros, artigos e palestras exerceram acentuada influência no exercício da psicanálise na França e no mundo.&lt;br /&gt;  Registre-se que o exercício e o ensino da psicanálise no Brasil também sofreram influência direta do Doutor Pierre Fédida. Ademais, ele declarava de forma ostensiva sua simpatia pelo povo brasileiro e pela forma que os psicanalistas brasileiros exerciam a psicanálise. Em razão desta simpatia que era recíproca ele fez várias viagens ao Brasil e aqui participou de forma efetiva de: cursos, seminários, simpósios e palestras.&lt;br /&gt;  Outra influência do Doutor Pierre Fédida, no Brasil, deu-se através dos trabalhos e obras dos psicanalistas que fizeram sob sua orientação seus cursos de doutorado, na Universidade Paris VII - Denis Diderot.&lt;br /&gt;  Dentre as nobres virtudes do Doutor Pierre Fedida, destacava-se o elevado senso humanista, era um homem de espírito evoluído. Relatam seus amigos que ele sempre estivera atento e preocupado com o sofrimento humano.&lt;br /&gt;  No dia 1º de novembro de 2002, com 68 anos, o homem que colocou o seu talento e o seu trabalho a serviço da ciência, na busca da compreensão entre as correntes de pensamento e de lenitivos para minorar as dores daqueles que sofrem, despediu-se. Em outubro, dias antes de seu falecimento, fez sua última conferência na associação Espace Analytique, sob o título "As figuras da Pietá. O corpo da Virgem e o corpo de Cristo".  Para o homem que estudou e respeitou as dores das pessoas, o título e o conteúdo de sua última conferência não poderiam ser mais oportunos e elucidativos.&lt;br /&gt;  Acredita-se que indiferente à sua crença, o homem que durante uma vida, abraçou, respeitou e acolheu os sofrimentos humanos e enveredou na busca de formas de minorá-los, por certo, no plano superior fora acolhido pelos braços da Pietá, sob os olhos e com as bênçãos do Supremo Criador, para externar-lhe gratidão e reconhecimento pelo que  fizera em benefício da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Psicopatologia Fundamental e Psicopatologia Geral&lt;br /&gt;  O termo Psicopatologia Fundamental, objeto dos Congressos realizados em Curitiba é de uso recente e pouco divulgado; ainda não alcançou a grande massa. Foi utilizado pela primeira vez em meados da década de oitenta, pelo Professor Doutor Pierre Fédida, com o propósito de distinguir o novo campo de pesquisa da Psicopatologia Geral de Karl Jaspers, no início do século XX.&lt;br /&gt;   Psicopatologia Fundamental, na acepção de Manoel Morgato Rezende:   &lt;br /&gt;O termo “Psicopatologia Fundamental” foi criado por Pierre Fédida, para distinguir o novo campo de pesquisa da Psicopatologia Geral, nomeada por Karl Jaspers, no início do século XX. A Psicopatologia Fundamental, segundo Berlinck (2004), dedica-se às manifestações existenciais e sua significação eminentemente consciente, ainda que nem toda a psicopatologia fenomenológica tenha se restringido a esse preceito. A Psicopatologia Fundamental, pretende ser um campo de investigação do sofrimento (pathos) psíquico, através de diferentes posições teórico-metodológicas. A complexidade do pathos não é compatível com tentativas reducionistas de qualquer abordagem. [3]&lt;br /&gt;A Psicopatologia Geral nos ensinamentos de Mario Eduardo Costa Pereira:&lt;br /&gt;   No início do século XX, Karl Jaspers publicou Psicopatologia Geral visando descrever, de forma sistemática, as doenças mentais. Esse importante trabalho deu nome àquilo que muitos médicos faziam, principalmente na França, na Alemanha e na Inglaterra durante todo o século XIX e inaugurou uma rica tradição médica que se manifesta, até hoje, em Tratados de Psiquiatria e em Tratados de Psicopatologia Médica. Essa tradição, que muito contribui para a Psicopatologia Fundamental, está, entretanto, interessada na descrição a mais cuidadosa possível e na classificação das doenças mentais. [4]&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; 5. Jean Piaget e o conceito de transdiciplinaridade &lt;br /&gt;  Jean William Fritz Piaget nasceu em Neuchâtel, Suíça, no dia 9 de agosto de 1896 e faleceu em Genebra, Suíça, no dia 16 de setembro de 1980. Epistemólogo, foi considerado o maior expoente do estudo do desenvolvimento cognitivo. Estudou biologia, e posteriormente se dedicou à área de Psicologia, Epistemologia e Educação, escreveu mais de cinqüenta livros e diversas centenas de artigos, que influenciaram várias gerações e várias correntes de pensamento.&lt;br /&gt;  Jean Piaget utilizou o termo transdiciplinaridade pela primeira vez no I seminário Internacional sobre pluri e interdisciplinaridade, realizado na Universidade de Nice - França, também conhecido como “Seminário de Nice”, em 1970. A proposta de Piaget era estimular a reflexão acerca da interação otimizada entre as diversas disciplinas, sem que estas perdessem suas especificidades, quando asseverou: “...esta etapa deverá posteriormente ser sucedida por uma etapa superior: transdiciplinar”.   &lt;br /&gt;   Ciente e de acordo com a premissa de Jean Piaget, no ano de 1993 o Doutor Pierre Fédida fundou o Centre d´Études du Vivant, que junto ao Forum Diderot, fundado por Dominique Lecourt, organizou grandes debates em que se reuniram notáveis pesquisadores para debaterem temas comuns à biologia, medicina, psiquiatria, filosofia e psicanálise.&lt;br /&gt;  Neste sentido ensina Mario Eduardo Costa Pereira:&lt;br /&gt; A Psicopatologia Fundamental, não dispensando os saberes adquiridos nem pela Psicopatologia Geral, nem por outros saberes que contribuem para a compreensão do sofrimento psíquico - a filosofia, a psicologia, a psicanálise, a literatura, as artes, o jornalismo etc - não está tão interessada na descrição e classificação da doença mental como no que é vivido e expressado pelo paciente, pois baseia-se no pressuposto de que o pathos manifesta uma subjetividade que é capaz, através da narrativa, do relato, do discurso, da expressão em palavras, de transformar a paixão e o assujeitamento numa experiência servindo para a existência do próprio sujeito e, quem sabe, à medida que for compartilhada, para outros sujeitos. [5]&lt;br /&gt;  Psicopatologia Fundamental, segundo Paulo Roberto Cecarelli:&lt;br /&gt; A preocupação central da Psicopatologia Fundamental é de contribuir para a redefinição do campo do psicopatológico, propondo uma reflexão crítica dos modelos existentes e uma discussão dos paradigmas que afetam nossos objetos de pesquisa, nossas teorias e práticas. Isso significa que a Psicopatologia Fundamental reconhece e dialoga com as outras leituras presentes na polis psicopatológica. [6]&lt;br /&gt;  Para aproximar o discurso entre a Psicopatologia Fundamental e as demais ciências, os organizadores dos Congressos convidaram o Professor e filósofo brasileiro Plínio W. Prado Junior, que leciona na Universidade Paris VIII, Vincennes à Saint-Denis – França, para palestrar sob o título “A arte de viver...à beira do abismo” a qual foi proferida de forma elucidativa e com brilhantismo. Durante sua fala o Professor Plínio citou e explicou o pensamento  filosófico  de várias gerações e suas escolas para que os congressistas pudessem ampliar suas reflexões e buscar novos caminhos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;   O IV Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e o X Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental  foram fontes de pesquisa e aprendizado. A estrutura adotada pelos organizadores permitiu que os participantes revezassem nas condições de ouvintes e expositores e, deste modo, viram, ouviram e fizeram...&lt;br /&gt;  Na lição de Jean Piaget: “O que escuto, esqueço; o que vejo, lembro e o que faço, aprendo.” &lt;br /&gt;  Pela intensidade dos trabalhos e a forma em que os mesmos foram apresentados, os participantes muito escutaram, muito viram e muito fizeram, portanto, muito aprenderam. &lt;br /&gt;  Espera-se que o profícuo aprendizado, que fora adquirido nestes Congressos seja aprimorado, multiplicado e repassado, a exemplo do que fizera o Doutor Pierre Fédida, Sabendo-se que, os seus trabalhos e ensinamentos, ainda hoje, promovem inúmeros benefícios para a coletividade e servem de motivação para Congressos e novas pesquisas, cujos resultados transformam-se em lenitivos para amainar o sofrimento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas&lt;br /&gt;  1. Disponível em:  &lt; http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/2531169 &gt; Acesso em 01/10/2010.&lt;br /&gt;  2. Segundo o Dicionário Aurélio: Diz-se de, ou judeu descendente dos primeiros israelitas de Portugal e da Espanha, expulsos, respectivamente, em 1496 e 1492; sefaradita, sefardita.&lt;br /&gt; 3. REZENDE, Manuel Morgato. “Traumas” foi o tema de dois congressos de psicopatologia fundamental.                                                                     &lt;br /&gt;Disponível em: &lt; http://www.metodista.br/ppc/mudancas/mudancas-12-2/201ctraumas201d-foi-o-tema-de-dois-congressos-de-psicopatologia-fundamental &gt; Acesso em 07/09/2010&lt;br /&gt; 4. PEREIRA, Mário Eduardo Costa. O que psicopatologia fundamental?                                                          Disponível em : &lt;http://apesteonirica.blogspot.com/2009/03/o-que-e-psicopatologia-fundamental.html &gt; Acesso em 08/09/2010.  &lt;br /&gt;  5. PEREIRA, Mário Eduardo Costa. O que é psicopatologia fundamental?                                                       Disponível em : &lt;http://apesteonirica.blogspot.com/2009/03/o-que-e-psicopatologia-fundamental.html &gt; Acesso em 08/09/2010.&lt;br /&gt; 6. CECARELLI, Paulo Roberto. A contribuição da psicopatologia fundamental para a saúde mental. Disponivel em : &lt; Disponível em : &lt; http://ceccarelli.psc.br/artigos/portugues/html/saudemental.htm &gt; Acesso em 08/09/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;CECARELLI, Paulo Roberto. A contribuição da psicopatologia fundamental para a saúde mental. Disponível em:&lt;br /&gt;&lt; http://ceccarelli.psc.br/artigos/portugues/html/saudemental.htm &gt; Acesso em 08/09/2010.&lt;br /&gt;FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio eletrônico. Direção de Carlos Augusto Lacerda. São Paulo: Nova Fronteira, 1999. 1 CD-ROM. Produzido por MGB Informática.&lt;br /&gt;PEREIRA, Mário Eduardo Costa. O que é psicopatologia fundamental?                                                       Disponível em : &lt;http://apesteonirica.blogspot.com/2009/03/o-que-e-psicopatologia-fundamental.html &gt; Acesso em 08/09/2010.&lt;br /&gt;PIERRE, Fedida. Dictionnaire de la psychanalyse. Paris: Librairie Larousse, 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REZENDE, Manuel Morgato. “Traumas” foi o tema de dois congressos de psicopatologia fundamental.                                                               &lt;br /&gt;Disponível em: &lt; http://www.metodista.br/ppc/mudancas/mudancas-12-2/201ctraumas201d-foi-o-tema-de-dois-congressos-de-psicopatologia-fundamental &gt; Acesso em 09/09/2010.&lt;br /&gt;RIBEIRO, Arnaldo de Souza. Educação: compromisso de todos. In &lt; http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1812077&gt;  Acesso em 12/09/10.&lt;br /&gt;_______. Psicanálise e educação. Monografia. Nova Iguaçu - RJ: Escola Fluminense de Psicanálise – ESFLUP, 2006. 60 F.&lt;br /&gt;_______. Direito e psicanálise. Monografia. Nova Iguaçu - RJ: Escola Fluminense de Psicanálise –  ESFLUP, 2005. 151 F.&lt;br /&gt;ROUDINESCO, Elisabeth. Mort de Pierre Fédida, grande figure de l’Université et de la psychanalyse. Disponível em: &lt; http://www.siueerpp.org/spip.php?article13 &gt; acesso em 15/09/2010.&lt;br /&gt;  Itaúna, (MG), 15 de setembro de 2010.&lt;br /&gt;  * Arnaldo de Souza Ribeiro é Doutorando pela UNIMES – Santos - SP. Mestre em Direito Privado pela UNIFRAN – Franca - SP. Especialista em Metodologia e a Didática do Ensino pelo CEUCLAR – São José de Batatais – SP. Advogado e conferencista. Coordenador e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Itaúna. Professor convidado da Escola Fluminense de Psicanálise – ESFLUP – Nova Iguaçu - RJ. Sócio efetivo da Associação Brasileira de Filosofia e Psicanálise – ABRAFP. E-mail: arnaldodesouzaribeiro@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-2838822115737877808?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/2838822115737877808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/voce-sabe-o-que-e-psicopatologia-leia-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2838822115737877808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2838822115737877808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/voce-sabe-o-que-e-psicopatologia-leia-o.html' title='VOCÊ SABE O QUE É PSICOPATOLOGIA?- LEIA: O TEXTO DO PROF.MS.ARNALDO DE SOUZA RIBEIRO'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--lMURCy6dB8/TxLQpWy0X3I/AAAAAAAAAVw/Op1acjJHWF4/s72-c/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-801138249767179376</id><published>2012-01-12T11:35:00.000-02:00</published><updated>2012-01-12T11:35:46.536-02:00</updated><title type='text'>O CONSTRUTOR DE PONTES-  FERNANDO MARTINS FERREIRA</title><content type='html'>O CONSTRUTOR DE PONTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contou-me certa vez, o Vicente, um velho amigo da família, morador do Distrito de Torneiros, que por aqueles lados, na década de 40, viveram dois irmãos, que além do parentesco, eram grandes amigos. Cresceram e trabalharam sempre juntos, e quando foram se casar (com duas irmãs) dividiram a fazenda paterna em duas e cada um tocou o seu negócio. As fazendas eram divididas por um riacho que não os impedia de se encontrar todo o final de tarde, ou até mesmo durante o dia, pois estavam sempre auxiliando um ao outro nas tarefas diárias. Tornaram-se compadres duas vezes, pois um batizou o filho do outro.&lt;br /&gt;Júlio e José (me permitam omitir os sobrenomes) eram mesmo inseparáveis. Mas eis, que os cães de José, na calada da noite, invadiram a propriedade de Júlio e mataram dois bezerros.&lt;br /&gt;O que antes teria sido resolvido de maneira pacífica tomou enormes proporções.&lt;br /&gt;Agrediram-se verbalmente e ficaram sem se falar para desgosto das famílias.&lt;br /&gt;Às vésperas de uma viagem ao sul de Minas, para adquirir algumas novilhas, Júlio recebeu a visita de um homem alto, fala mansa, sorriso franco e de olhar límpido e penetrante.&lt;br /&gt;Diz-se tratar de um carpinteiro e que andava em busca de trabalho.&lt;br /&gt;Júlio agradeceu e ia dispensá-lo, quando num arroubo de raiva disse:&lt;br /&gt;- “Tenho um serviço para você. Está vendo aquela casa do outro lado do riacho? É do meu irmão. Não quero nem, ao menos ver aquela casa! Ele é meu desafeto. No depósito tenho muita madeira. Faça uma cerca alta, pois quando voltar de viagem não quero ver nada do outro lado”.&lt;br /&gt;Dito isso, na manhã bem cedo, Júlio partiu em busca das novilhas de boa cria. Após uma semana retornou à fazenda e qual não foi a sua surpresa. Ao invés de cerca, o carpinteiro maluco havia construído uma linda ponte ligando as duas propriedades.&lt;br /&gt;Júlio exasperado correu para a ponte e foi pedir satisfação ao carpinteiro. Teria que derrubar aquela monstruosidade.&lt;br /&gt;Enquanto corria para a ponte, viu do outro lado o irmão José, correndo de braços abertos, bradando:&lt;br /&gt;- “Me desculpe irmão”! Chorava copiosamente.&lt;br /&gt;Os dois se abraçaram no meio da ponte e refizeram a amizade. Júlio emocionado procurou o carpinteiro para pagar o trabalho executado e ofereceu-lhe que ficasse na fazenda. Teria outros trabalhos para ele. Porém o carpinteiro agradeceu e disse-lhe:&lt;br /&gt;- “Não posso ficar, meu caro. Tenho ainda muitas pontes a construir” e nunca mais foi visto na região.&lt;br /&gt;Antigamente subsistir bastava. Um pouco depois o homem além da subsistência passou também a aspirar a algum conforto e ao bem querer e afeto dos que lhe eram caros. Além naturalmente da preocupação com a sobrevivência própria e da família.&lt;br /&gt;Hoje a vida virou um jogo desorganizado em que a busca desesperada transformou a todos em rivais e potenciais inimigos. Os valores cultivados por nossa civilização ocidental geraram uma sociedade altamente competitiva na qual o objetivo maior passou a ser a necessidade de ser melhor que o outro, de mostrar que se chegou lá aonde a maioria não chegou e nem chegará, no topo da pirâmide. Com isso vivemos angustiados com a necessidade doentia de mostrar aos outros que somos “bons” que vencemos na vida.&lt;br /&gt;Vivemos às vezes em função do conceito e da opinião dos outros e não para nós mesmos. Na verdade todos nós corremos em busca da gloria ou poder, o modelo do sonho pode variar, mas a essência de todos os sonhos é a grandeza e o destaque em relação a media das pessoas.&lt;br /&gt;Com isso nos esquecemos de construir pontes.&lt;br /&gt;Esquecemos-nos também que o verdadeiro êxito não é realizar um grande empreendimento nem acumular riquezas.&lt;br /&gt;Ser bem sucedido é viver plenamente de modo a ser senhor de si próprio. A base do verdadeiro êxito está na formação do caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-C90_kqhMZeA/Tw7hbd6AzBI/AAAAAAAAAVk/4OU-u_C66nw/s1600/Capa%2BContando%2Bhist%25C3%25B3rias.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="233" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-C90_kqhMZeA/Tw7hbd6AzBI/AAAAAAAAAVk/4OU-u_C66nw/s320/Capa%2BContando%2Bhist%25C3%25B3rias.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Livro editado em 2009-(esgotado)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-801138249767179376?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/801138249767179376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/o-construtor-de-pontes-fernando-martins.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/801138249767179376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/801138249767179376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/o-construtor-de-pontes-fernando-martins.html' title='O CONSTRUTOR DE PONTES-  FERNANDO MARTINS FERREIRA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-C90_kqhMZeA/Tw7hbd6AzBI/AAAAAAAAAVk/4OU-u_C66nw/s72-c/Capa%2BContando%2Bhist%25C3%25B3rias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-8667664853106733851</id><published>2012-01-11T18:12:00.001-02:00</published><updated>2012-01-11T18:15:45.489-02:00</updated><title type='text'>A INDIGNAÇÃO DE DONA JACIARA-  FLÁVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RrNOSkd1Kbk/Tw3sm8N7fZI/AAAAAAAAAVY/stx-uTllp6M/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://2.bp.blogspot.com/-RrNOSkd1Kbk/Tw3sm8N7fZI/AAAAAAAAAVY/stx-uTllp6M/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26 - A indignação de Dona Jaciara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No programa de hoje vamos conversar novamente com a líder do movimento “Somos chiques mesmo, e daí?”, D. Jaciara de Assunção Menezes Torres e Albuquerque.&lt;br /&gt;Convidei-a para esta entrevista atendendo a um pedido do seu primo, o senador Aníbal Menezes Torres, que me ligou hoje pela manhã. A entrevistada desta noite seria D. Ana “do Zé Preto”, responsável pelo restaurante da criança do Bairro da Consolação, mas diante do pedido do nosso querido senador, eu tive que cancelar.&lt;br /&gt;[Bruno sorri para a sua convidada]: - Boa noite, D. Jaciara. É uma honra tê-la novamente conosco para mais um bate-papo.&lt;br /&gt;- Boa noite, Bruno. Eu sabia que você não ia negar um pedido do seu padrinho, que sempre te acolheu muito bem em Brasília, não é mesmo? [risos]. Mas antes de tratar do assunto que me trouxe aqui hoje, eu gostaria de agradecer publicamente ao meu grande amigo, Dr. Américo Torres [que é também meu primo em segundo grau e membro do movimento “Somos chiques...”], pelo atendimento dado a mamãe no hospital ontem à noite.&lt;br /&gt;Normalmente, quando o problema parece grave, utilizamos um dos helicópteros da família e levamos mamãe até a capital. Mas ontem, como tudo indicava se tratar apenas de uma simples micose na virilha, eu liguei imediatamente para o Américo, que estava em seu horário de plantão no SUS. Na mesma hora ele se levantou da mesa [onde jogava baralho com outros médicos, na fazenda do seu irmão] e veio correndo para o hospital.&lt;br /&gt;E me permita um desabafo, meu caro Bruno: quando chegou lá, o Dr. Américo tornou-se vítima de dez pacientes pobres, que aguardavam na fila do SUS, e que o acusaram de um monte de coisas absurdas, só porque ele não estava no hospital para atendê-los quando eles queriam e porque atendeu a mamãe primeiro. Veja bem: o SUS paga uma miséria para os médicos, que são obrigados a atender a qualquer um que chegar [um absurdo]. Mamãe, riquíssima, membro do movimento “Somos chiques...” e de clubes de altíssimo nível na cidade, irmã de deputados e senadores, não vai ser atendida primeiro?&lt;br /&gt;Foi um horror! Queriam matar o coitado do Américo: as crianças pobres começaram a chorar e a gritar, as mães arrancaram seus chinelos e tamancos sujos de terra vermelha, enquanto os homens tiveram que ser contidos pelos enfermeiros para não cometerem uma loucura. A sorte foi que eu consegui falar com o capitão Nascimento [irmão da esposa de um sobrinho de papai], que interrompeu uma partida de truco com traficantes na periferia só para colocar fim ao motim do hospital. Tudo acabou bem: os amotinados foram recolhidos ao camburão e levados à delegacia. Que noite!&lt;br /&gt;- Impressionante! Que absurdo... Mas, D. Jaciara, qual é o assunto que a senhora gostaria de discutir conosco esta noite?&lt;br /&gt;- Pois bem. Estou aqui com uma crônica intitulada “Coluna Social Suburbana”, de autoria de um rapaz chamado Paulo Giardullo, que teve a OU-SA-DIA de sugerir, numa narrativa grotesca, a possibilidade de se publicar, em jornais, colunas sociais de pobres.&lt;br /&gt;O exemplo que ele usa para ilustrar a sua coluna fictícia é de arrepiar os cabelos: uma festa na casa do “Seu João do Forno”, para comemorar a sua aposentadoria, depois de décadas trabalhando em uma siderúrgica.&lt;br /&gt;Vou comentar algumas passagens do texto. Ouçam isto: “Os Pratos: foi servida uma deliciosa feijoada, com miúdos de porco e feijão preto legítimo, sendo contratada, com exclusividade, a Dona Janaíra, cozinheira do famoso ‘Bar do Sô Quim’ e sua equipe”.&lt;br /&gt;Ora, desde quando uma feijoada de pobre possui a sofisticação e o requinte necessários para ser servida como prato em uma festa digna de coluna social? Só para citar alguns exemplos do que significa requinte e sofisticação, meus caros ouvintes, apresento-lhes algumas iguarias servidas durante uma festa que eu dei semana passada, no meu palacete, em comemoração à medalha “Abolição da República”, recebida das mãos do próprio presidente pelo meu irmão, Otávio, que é Promotor de Justiça aqui na cidade. Ouçam com atenção: Plateau de fruits de mer [para quem não sabe francês, eu traduzo: peixes,crustáceos e frutos do mar, de frescor absoluto, servidos em uma tábua de madeira nobre dourada com fios de ouro comestíveis], pizza contendo no recheio quatro tipos de caviar e lagosta, frozen yogurt de melão, chocolate feito com leite de camelo de Dubai, sorvete de caviar e de fígado de ganso, vodca polonesa envelhecida 25 anos... [Só para vocês terem uma ideia, as bebidas chegaram em carro-forte blindado].&lt;br /&gt;Agora ouçam mais este trecho da crônica do tal Giardullo: [Quando eu li esta passagem na reunião de sábado do “Somos chiques mesmo, e daí?”, minha amiga Lúcia passou mal e teve que ser conduzida de helicóptero à capital]: “A Decoração e o Figurino: A casa foi lindamente decorada pelo cabeleireiro do bairro, o Jesuíno, com motivos lembrando o aço e no centro da sala, uma maquete da Siderúrgica onde Seu João trabalhou, feita pelo neto dele, o Zezinho, o qual foi o tempo todo acompanhado pela sua Baby Sister, na verdade sua priminha, a Aninha, que ganha alguns trocados para tomar conta dele, enquanto a sua mãe trabalha de doméstica”.&lt;br /&gt;Tem cabimento uma coisa dessas? Dá para acreditar nisso? Uma mulher do meu nível, que tem na sua suíte uma banheira esculpida numa peça maciça de quartzo amazônico, avaliada em 2 milhões de reais; na sala de estar um piano-bar com paredes revestidas em couro de iguana de Galápagos [não preciso nem dizer como é que eu obtive a autorização para isso, não é mesmo?]; e nas unhas um esmalte feito de lascas de ouro, mantido em um recipiente de cristal com tampa cravejada de brilhantes, não pode se calar diante de uma sucessão de absurdos como essa!&lt;br /&gt;E tem mais! Ouçam isto: “A filha mais nova do Seu João, a Adelaide, estava simplesmente magnífica em um modelito saia e blusa jeans, adquirido na Boutique da Silvinha, que fica ali na esquina. A mulher dele, Dona Efigênia, apareceu subitamente no Salão, digo, quintal, com um vestido legítimo do ateliê da Dona Tereza, a ‘Te Costureira’. Era um ‘tomara-quecaia’lilás, com babados dourados, realmente um luxo!” [D. Jaciara se abana com seu leque japonês]: - Estou simplesmente HOR-RO-RI-SA-DA com isso! E gostaria de deixar registrada aqui, meu caro Bruno e queridos ouvintes, a minha INDIGNAÇÃO diante da ousadia desse Paulo Giardullo, que não tem a mínima noção do que é ser chique neste nosso país.&lt;br /&gt;Pará de Minas, 27 de novembro de 2010&lt;br /&gt;P. S.: Com exceção do meu amigo Paulo Giardullo, todos os outros personagens desta crônica não existem.&lt;br /&gt;São frutos apenas da minha imaginação.&lt;br /&gt;Texto citado: GIARDULLO, Paulo. Coluna Social Suburbana. Pará de Minas: Jornal Diário, 23 de outubro&lt;br /&gt;de 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUEM É MARCUS FLÁVIO DA SILVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Pará de Minas- MG em 1975. Possui graduação em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado pela Universidade federal de Minas Gerais (2002) com estágio (Doutorado- sanduíche/CAPES) na Universidade de Lisboa- Portugal (2002). Atualmente é Vice- diretor da Faculdade de Pará de Minas- FAPAM-(MG) onde já exerceu os cargos de Coordenador do Curso de História, coordenador do NUPE- Núcleo de Pesquisa, e foi professor nos cursos de História e Administração. Atualmente leciona nos cursos de Direito e Pedagogia. É autor do livro SUBSISTENCIA E PODER: a política do abastecimento alimentar nas Minas Setecentistas (Editora UFMG -2008) e de artigos publicados em periódicos e livros de História. Um de seus trabalhos foi publicado no livro HISTÓRIA DE MINAS GERAIS- As Minas Setecentistas (Editora Autentica 2007) obra vencedora do PREMIO JABUTI&lt;br /&gt;2008 na categoria Ciências Humanas. Atualmente exerce também a função de Pesquisador Institucional da Faculdade de Pará de Minas junto ao Ministério da Educação, sendo responsável pelo acompanhamento dos processos e renovação de reconhecimento dos cursos de graduação da IES. Em 2009 foi eleito para a Academia de Letras de Pará de Minas.&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-8667664853106733851?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/8667664853106733851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/indignacao-de-dona-jaciara-flavio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/8667664853106733851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/8667664853106733851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/indignacao-de-dona-jaciara-flavio.html' title='A INDIGNAÇÃO DE DONA JACIARA-  FLÁVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-RrNOSkd1Kbk/Tw3sm8N7fZI/AAAAAAAAAVY/stx-uTllp6M/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-6455195575810740515</id><published>2012-01-08T19:09:00.000-02:00</published><updated>2012-01-08T19:09:37.373-02:00</updated><title type='text'>O MENOS É MAIS-   ROSA HELAINE MOTA</title><content type='html'>O menos é mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todo respeito e admiração que tenho pelas grandes conquistas da humanidade que vão das asas de Ícaro a Apolo 11, curvo-me diante da de Da Vinci.&lt;br /&gt;Com toda sua licença Gioconda, mas a vez agora é das duas rodas. Primeiramente feita de material pesado chega ao século XXI com toda leveza e polivalência do carbono. Em uma pequena passagem pelo século passado inebriamos por caminhos irreverentes e vanguardistas nas rodas de Duchamp,  o casamento perfeito: diversão e arte.&lt;br /&gt;Dos caminhos inebriantes a distâncias abreviadas. A paradoxal China que quase uniu Xangai a Pequim em tempo record é a maior produtora de bicicletas no mundo e também  uma das que mais acinzentam nosso planeta. E esquece  da  palavra que define o século XXI: sustentabilidade.&lt;br /&gt;Oi, Fernando, a alma está ficando pequena porque aumentam as velocidades e abreviam os relacionamentos, os sentimentos são cibernéticos e não nos deixam raízes. Mares nunca dantes navegados, agora só os da banda larga e com isto estão nos robotizando.&lt;br /&gt;Por mais que decantem toda essa velocidade prefiro as sincopadas pedaladas em uma bela manhã de domingo. Cabelo ao vento, sentir o abraço do sol e o melhor de tudo: encontros inusitados.&lt;br /&gt;A única aceleração é a do coração quando invadido por uma enorme sensação de liberdade. E aí vai mais um pedido de licença poética a você, grande Cecília, que nos presenteou com esta metáfora maravilhosa sobre um dos sentimentos mais nobre que o homem tanto procura: a liberdade.  “Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”.&lt;br /&gt;              &lt;br /&gt;Rosa Helaine Mota &lt;br /&gt;*Rosa é Professora-Ciclista apaixonada- amiga e revisora de meus livros&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-6455195575810740515?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/6455195575810740515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/o-menos-e-mais-rosa-helaine-mota.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/6455195575810740515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/6455195575810740515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/o-menos-e-mais-rosa-helaine-mota.html' title='O MENOS É MAIS-   ROSA HELAINE MOTA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-8850953705114546062</id><published>2012-01-07T18:49:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T18:49:24.306-02:00</updated><title type='text'>REFLEXOS DA CONFERENCIA DE ESTOCOLMO - PROF.MS.ARNALDO DE SOZA RIBEIRO(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_xG8_Kq6mGA/TwivuidpcxI/AAAAAAAAAVM/cJRgVJaNPTE/s1600/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="158" width="127" src="http://2.bp.blogspot.com/-_xG8_Kq6mGA/TwivuidpcxI/AAAAAAAAAVM/cJRgVJaNPTE/s320/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   Reflexos da Conferência de Estocolmo    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   * Prof. Ms. Arnaldo de Souza Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca.&lt;br /&gt;Provérbio popular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  As pessoas que passarem pela Avenida Juscelino Kubitscheck, próximo ao Bairro Tropical, perceberão os trabalhos ali realizados e uma placa que os registram, com os seguintes dizeres:&lt;br /&gt;  “Nascente protegida pelo projeto Rio São João, com parceria da Empresa Usiminas” Usiminas, São João, SAAE e PMI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Trata-se de uma importante e meritória obra, tendo em vista o objeto por ela tutelado: a água e ainda, pela participação conjunta da iniciativa privada, do poder público municipal e de uma das suas autarquias, com vistas à defesa deste bem escasso e imprescindível à sobrevivência digna da humanidade.&lt;br /&gt;  Foi a Conferência Mundial das Organizações das Nações Unidas, realizada entre os dias 5 a 16 de junho de 1972, em Estocolmo – Suíça, que abordou pela primeira vez a temática: “Homem e Meio Ambiente”. &lt;br /&gt;  Sabe-se que antes daquela Conferência, as questões relativas ao tema eram vistas com descrédito e, sobretudo, imputadas pelos críticos como preciosismo daqueles que as defendiam.   &lt;br /&gt;  A partir daquela Conferência, um novo conceito se estabeleceu e propiciou a difusão da idéia que é dever do Estado conservar e melhorar o meio ambiente. Estabeleceu-se também o princípio: “todos têm direito a condições adequadas de vida e a um meio ambiente sadio, que deve ser preservado em benefício das gerações presentes e futuras.”&lt;br /&gt;  Diante deste novo dever do Estado e, sobretudo, da consciência de que os recursos naturais são limitados e nem todos são renováveis, envidou-se uma ostensiva campanha de conscientização da necessidade de preservá-los.&lt;br /&gt;   Escudados nestes princípios e na conscientização, os dirigentes e legisladores dos países mais avançados fizeram inserir em suas Legislações constitucionais e infraconstitucionais, artigos que tutelassem o meio ambiente.  &lt;br /&gt;  Nos países da América do Sul e Central, 50% e 75%, respectivamente, tiveram suas constituições revistas a partir daquela Conferência e fizeram incorporar princípios de tutela ao meio ambiente.&lt;br /&gt;  No Brasil, a Constituição de 05 de outubro de 1988 pontificou no título VIII “Da Ordem Social” no capítulo “Do Meio Ambiente”, no caput do artigo 225:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Deste modo, os trabalhos realizados, a placa fixada e a parceria das instituições que os fizeram comprovam que acolheram os princípios da Conferência de Estocolmo e das Legislações vigentes, ou seja, a participação do poder público, da iniciativa privada e o envolvimento da comunidade na proteção e recuperação do meio ambiente. E o fizeram de forma pedagógica, quando cercaram a nascente, incentivaram o plantio de árvores próximo a ela, com a participação popular. Portanto, a consequência deste ato vai além da sobrevivência de uma nascente, para alcançar a consciência da coletividade. &lt;br /&gt;  Admite-se que este ato possa ser visto como uma “gota de água”, e que aos olhos dos derrotistas: nada alterará. Porém, aos olhos das pessoas conscientes e comprometidas será visto como mais uma “gota de água” que irá juntar-se às muitas outras que dão vida ao Rio São João, que um dia, não muito distante, foi caudaloso e piscoso. Este rio abastece 11 municípios mineiros, sendo eles: Itaguara, onde se encontra a sua nascente, Itatiaiuçu, Carmo do Cajuru, Itaúna, Mateus Leme, São Gonçalo do Pará, Igaratinga, Conceição do Pará, Pará de Minas, Onça do Pitangui e Pitangui.    &lt;br /&gt;  Segundo informações veiculadas em sites e jornais a sua vazão média diminuiu em 60% em oito anos, de 12,5m3/s para 5,0 m3/s, sendo assim, qualquer “gota de água” que vier para somar, será bem vinda. &lt;br /&gt;  Espera-se ainda, que este trabalho, materializado na placa que o divulga, na cerca e nas árvores que tutelam a nascente, sirvam de motivação a outras instituições públicas e privadas a somarem suas forças na defesa do meio ambiente e na conscientização da coletividade, tendo em vista que: meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito e também, compromisso e dever de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  * Arnaldo de Souza Ribeiro é Doutorando pela UNIMES – Santos - SP. Mestre em Direito Privado pela UNIFRAN – Franca - SP. Especialista em Metodologia e a Didática do Ensino pelo CEUCLAR – São José de Batatais – SP. Advogado e conferencista. Coordenador e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Itaúna. Professor convidado da Escola Fluminense de Psicanálise – ESFLUP. Sócio efetivo da Associação Brasileira de Filosofia e Psicanálise – ABRAFP. E-mail: souzaribeiro@nwnet.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-8850953705114546062?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/8850953705114546062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/reflexos-da-conferencia-de-estocolmo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/8850953705114546062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/8850953705114546062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/reflexos-da-conferencia-de-estocolmo.html' title='REFLEXOS DA CONFERENCIA DE ESTOCOLMO - PROF.MS.ARNALDO DE SOZA RIBEIRO(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_xG8_Kq6mGA/TwivuidpcxI/AAAAAAAAAVM/cJRgVJaNPTE/s72-c/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-1740660940943715387</id><published>2012-01-05T17:28:00.000-02:00</published><updated>2012-01-05T17:28:13.180-02:00</updated><title type='text'>O INIMIGO -                                          FERNANDO MARTINS FERREIRA</title><content type='html'>O INIMIGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho ratão, que vivia no bosque mandou o filhote em busca de comida, recomendou-lhe, porém que tomasse cuidado com o inimigo.&lt;br /&gt;O ratinho, na primeira curva do caminho esbarrou de repente, com um galo; voltou correndo ao pé do pai, assustadíssimo, descreveu o inimigo como um bicho soberbo, de crista arrogante, vermelha e grandes esporas nos pés.&lt;br /&gt;- Não é esse o nosso inimigo sentenciou o ratão.&lt;br /&gt;E ordenou o filho que saísse outra vez.&lt;br /&gt;O segundo encontro do ratinho foi com o peru, que o deixou meio tonto de pavor.&lt;br /&gt;- Vi um demônio horrível, enorme e emproado. Tinha um olhar terrível pronto para matar.&lt;br /&gt;Também não é esse o nosso inimigo. Tranqüilizou o pai, com docilidade.&lt;br /&gt;O nosso inimigo caminha silencioso, de cabeça baixa, como uma criatura humilde, é macio, discreto, de aparência amável e deixa a expressão de ser inofensivo e muito bondoso.&lt;br /&gt;Se encontrar com ele, toma cuidado! Fuja!&lt;br /&gt;Fujamos, pois, desse perigoso inimigo de aparência amável, que se finge de solicito e prestativo e que, no entanto, só deseja a nossa ruína e perdição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Adaptação livre de um conto-mesmo nome-de Malba Tahan).&lt;br /&gt;O LIVRO CONTANDO HISTÓRIAS...FOI EDITADO EM 2009 E SE ENCONTRA ESGOTADO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-1740660940943715387?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/1740660940943715387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/o-inimigo-fernando-martins-ferreira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/1740660940943715387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/1740660940943715387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/o-inimigo-fernando-martins-ferreira.html' title='O INIMIGO -                                          FERNANDO MARTINS FERREIRA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-999062424870054069</id><published>2012-01-05T16:52:00.000-02:00</published><updated>2012-01-05T16:52:57.699-02:00</updated><title type='text'>BACALHAU RECHEADO A MODA DE MONÇÃO-   CHEF ERNANE(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0B21GNeyAFU/TwXxIVidA1I/AAAAAAAAAUo/EMuj0PM1I5s/s1600/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="263" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-0B21GNeyAFU/TwXxIVidA1I/AAAAAAAAAUo/EMuj0PM1I5s/s320/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Bacalhau Recheado a Moda de Monção&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 4 postas de bacalhau &lt;br /&gt; 4 fatias de presunto &lt;br /&gt; 2 tomates maduros mas firmes &lt;br /&gt; l pimento verde &lt;br /&gt; farinha q.b.&lt;br /&gt; azeite q.b. &lt;br /&gt; 4 cebolas descascadas e cortadas em rodelas finas &lt;br /&gt; 2,5 dl maionese&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Demolhe o bacalhau (lombo) durante dois dias em água, substituindo a água por várias vezes, e um dia em leite.  Escorra o bacalhau e seque-o.  Abra ao meio cada uma das postas de bacalhau.  Recheie com fatias de presunto de boa qualidade.  Poderá, ainda, rechear cada posta de bacalhau com tomate fatiado, sem pele, nem sementes, e pimento, sem sementes, cortado em tiras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Passe as postas de bacalhau recheado por farinha, sacudindo o excesso.  Frite-as em azeite, virando-as a meio da fritura.  Escorra-as sobre papel absorvente de cozinha.  Coloque-as depois numa assadeira.  Entretanto, refogue as rodelas de cebola num pouquinho de azeite. Deixe as cebolas ganharem boa cor.  Deite a cebolada sobre as postas de bacalhau.  Cubra-as com a maionese.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Leve a assadeira ao forno por uns quinze minutos ou até que a superfície fique dourada.  Decore com pimentões vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;QUEM É O CHEF                              &lt;br /&gt;Chef Ernâni Mafer é Gastrólogo graduado pela Faculdade Estácio de Sá, consultor, crítico de vinhos e Diretor Presidente do Confessionário do Dito. Qualificado em cozinha brasileira, francesa, italiana, asiática, planejamento de cardápios, nutrição, segurança alimentar, enologia, padaria, confeitaria, bares e bebidas. Participou de Roteiros Gastronômicos na França e Itália. Crítico de Vinhos - Participou de Roteiros em Vinícolas Chilenas nas regiões de: Aconcagua, Bio-Bio, Casablanca, Colchagua, Curicó, Elqui, Itata, Maipo, Malleco, Rapel e San Antonio; Participou de Roteiros em Vinícolas Argentinas nas regiões de: Mendonza, Catamarca, La Rioja, San Juan, La e Rio Negro. &lt;br /&gt;http//:confessionáriododito.blogspt.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-999062424870054069?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/999062424870054069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/bacalhau-recheado-moda-de-moncao-chef.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/999062424870054069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/999062424870054069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/bacalhau-recheado-moda-de-moncao-chef.html' title='BACALHAU RECHEADO A MODA DE MONÇÃO-   CHEF ERNANE(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0B21GNeyAFU/TwXxIVidA1I/AAAAAAAAAUo/EMuj0PM1I5s/s72-c/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-4813787075906531298</id><published>2012-01-04T17:09:00.004-02:00</published><updated>2012-01-04T17:24:43.518-02:00</updated><title type='text'>COMADRE SECA-                             FLAVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OvJvUiScpN0/TwShlmuz94I/AAAAAAAAAUc/tTIZYILc6nE/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://4.bp.blogspot.com/-OvJvUiScpN0/TwShlmuz94I/AAAAAAAAAUc/tTIZYILc6nE/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25 - Comadre seca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De três em três meses, os três irmãos gêmeos se reuniam na casa de um sobrinho, filho de um irmão mais velho deles, já falecido. Apolinário, Aparício e Aprígio tinham 85 anos. O sobrinho, Leandro, era um analista de sistemas de 33 anos, que morava sozinho e passava o dia inteiro no computador atualizando blogs e inventando games.&lt;br /&gt;No dia marcado para receber os tios, o rapaz preparava o enorme tabuleiro na mesa de jantar, colocando as peças exatamente nos mesmos lugares que tinham ficado três meses antes, após a última partida. O jogo, inventado pelo sobrinho, chamava-se “Comadre seca”, e era, para os três velhos jogadores, o maior prazer de suas vidas.&lt;br /&gt;Numa ponta do tabuleiro ficavam três peças representando cada um dos três jogadores. De cada peça partia um caminho quadriculado e retilíneo, com dezenas de casas, que ia até a outra ponta do tabuleiro. Ali, três outras peças eram posicionadas, cada uma em um caminho, na mesma linha da peça que ficava do outro lado. Elas representavam três “comadres secas”: três velhas enrugadas, vestidas de preto e segurando na mão direita uma enorme foice, pontuda e afiada.&lt;br /&gt;Na verdade, as peças que andavam eram as comadres, e naquele dia, a comadre que estava à frente era a do Apolinário, seguida pela do Aprígio e, por último, pela do Aparício. A comadre que chegasse primeiro à peça representando o seu jogador dava a vitória a ele.&lt;br /&gt;Mas como as comadres se movimentavam?&lt;br /&gt;De três em três meses, na hora marcada para a partida, cada jogador levava à casa do sobrinho uma pasta contendo vários exames. Para não cansar o leitor, vou citar apenas alguns: Hemograma, Uréia, Creatinina, TSH, Glicemia, Colesterol, Triglicérides, Densitometria óssea, Teste Ergométrico, Ecocardiodoppler [Ultrassom do coração], Exame de Próstata, Ultrassom de abdômen, Medição Ambulatorial da Pressão Arterial, Urina, Fezes e muitos outros. De posse de todos os resultados, o sobrinho ia para o computador e cadastrava as centenas de números e dados qualitativos em um sistema desenvolvido por ele, onde cada jogador tinha a sua tela, com vários campos de preenchimento. Depois de processar os dados de cada irmão, o sistema estabelecia um número para cada um, que indicava quantas casas as comadres secas deveriam andar.&lt;br /&gt;Na última partida, devido a um resultado bastante satisfatório na glicemia do Apolinário [sua glicose foi de 150 para 250], e também ao fato de terem sido detectados traços de sangue em suas fezes, sua comadre avançou três casas, enquanto a do Aprígio avançou duas e a do Aparício só uma. Aparício ficou muito chateado, pois ele tinha abandonado de vez a caminhada havia quatro meses, na esperança de que o seu colesterol atingisse níveis mais&lt;br /&gt;altos, o que não aconteceu. Já o Aprígio havia contado com o aumento do prolapso em uma das valvulas do seu coração, anomalia que tinha um peso muito grande na contagem dos pontos, o que também não aconteceu – embora a sua urina estivesse numa situação bem favorável, com uma coloração turva e cheiro muito forte, o que acabou colocando a sua comadre em segundo lugar.&lt;br /&gt;Nos três meses que Apolinário ficou na dianteira, os outros irmãos tiveram que satisfazer uma série de caprichos seus, conforme determinavam as regras do jogo: levar café na cama para ele todas as manhãs, ler para ele os contos de Edgar Allan Poe à noite, antes dele dormir [a sua visão não estava muito boa], esfregá-lo na banheira todas as tardes, preparar&lt;br /&gt;sua comida seguindo um rigoroso cardápio, e muitos outros. Aprígio, que havia ficado em segundo lugar, pôde escolher quais caprichos atender, ficando o resto para o Aparício.&lt;br /&gt;Para o que estava na dianteira, era uma maravilha. Mas mesmo para os outros dois irmãos, esse período de desvantagem temporária era divertido, pois eles sempre tinham novas estratégias para colocar em prática visando a melhorar seus resultados na próxima partida: fumar mais, exercitar menos, aumentar a dose diária de cachaça [ou trocar a cachaça de melhor qualidade por uma mais vagabunda], aumentar o consumo de doces e gorduras, escolhendo sempre os produtos mais calóricos, etc.&lt;br /&gt;Naquele dia, os dados foram preenchidos num clima de muito suspense, poisum irmão não mostrava nem comentava seus exames com os outros, e a palidez, os olhos fundos e o leve tremor observado nas mãos do Aprígio pareciam indicar que o primeiro lugar seria dele.&lt;br /&gt;Mas não foi o que aconteceu. A comadre seca de Apolinário avançou mais três casas e as dos outros dois somente uma. A glicose continuou pesando no destino do velho Apolinário, embora já não houvesse nenhum traço de sangue nas suas fezes. Mas surgiu uma novidade: o aumento da sua creatinina indicava algum problema grave nos rins. Apolinário sabia que este seria o seu trunfo, por isso entrou na casa do sobrinho com aquele ar superior e arrogante, como se cantasse vitória antes da hora. E não deu outra: mais uma vez seus caprichos teriam que ser atendidos pelos irmãos.&lt;br /&gt;Naquela mesma noite, porém, Aparício teve um enfarte fulminante e morreu no banheiro, enquanto preparava um banho especial com sais aromáticos para o Apolinário. Dois dias depois, Aprígio perdeu o equilíbrio no quintal, enquanto estendia as cuecas de Apolinário no varal, e bateu a cabeça numa pedra, vindo a falecer alguns minutos depois.&lt;br /&gt;Apolinário foi morar com o sobrinho, que cuidou muito bem dele por três anos.&lt;br /&gt;Por que três anos? O velho morreu? Não. É que dois meses depois de Apolinário completar 88 anos, o sobrinho, que tinha 37, morreu atropelado na calçada por um motorista bêbado, deixando todos os seus bens para o tio, que viveu até os 98 anos, lúcido e feliz.&lt;br /&gt;Na hora da partida, a comadre entrou, silenciosa e sorrateira, no quarto de Apolinário.&lt;br /&gt;Quando o velho sentiu sua presença, lembrou-se de um belo poema de Mário Quintana e disse, sorrindo: “Ê comadre... a senhora sempre chega pontualmente na hora mais incerta...&lt;br /&gt;Mas que importa, afinal? Entre... Estou pronto”.&lt;br /&gt;E partiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUEM É MARCUS FLÁVIO DA SILVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Pará de Minas- MG em 1975. Possui graduação em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado pela Universidade federal de Minas Gerais (2002) com estágio (Doutorado- sanduíche/CAPES) na Universidade de Lisboa- Portugal (2002). Atualmente é Vice- diretor da Faculdade de Pará de Minas- FAPAM-(MG) onde já exerceu os cargos de Coordenador do Curso de História, coordenador do NUPE- Núcleo de Pesquisa, e foi professor nos cursos de História e Administração. Atualmente leciona nos cursos de Direito e Pedagogia. É autor do livro SUBSISTENCIA E PODER: a política do abastecimento alimentar nas Minas Setecentistas (Editora UFMG -2008) e de artigos publicados em periódicos e livros de História. Um de seus trabalhos foi publicado no livro HISTÓRIA DE MINAS GERAIS- As Minas Setecentistas (Editora Autentica 2007) obra vencedora do PREMIO JABUTI&lt;br /&gt;2008 na categoria Ciências Humanas. Atualmente exerce também a função de Pesquisador Institucional da Faculdade de Pará de Minas junto ao Ministério da Educação, sendo responsável pelo acompanhamento dos processos e renovação de reconhecimento dos cursos de graduação da IES. Em 2009 foi eleito para a Academia de Letras de Pará de Minas.&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-4813787075906531298?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/4813787075906531298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/comadre-seca-flavio-marcus-da-silvafoto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4813787075906531298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4813787075906531298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/comadre-seca-flavio-marcus-da-silvafoto.html' title='COMADRE SECA-                             FLAVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OvJvUiScpN0/TwShlmuz94I/AAAAAAAAAUc/tTIZYILc6nE/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-7135203515251628576</id><published>2012-01-01T19:27:00.001-02:00</published><updated>2012-01-01T19:27:45.048-02:00</updated><title type='text'>CONSCIÊNCIA AMBIENTAL: EVOLUÇÃO HISTÓRICA E LEGISLATIVA -PROF.ARNALDO DE SOUZA RIBEIRO(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jeflDtJLmYw/TwDPulz5PNI/AAAAAAAAAUE/0LJHeVhxwxc/s1600/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="158" width="127" src="http://2.bp.blogspot.com/-jeflDtJLmYw/TwDPulz5PNI/AAAAAAAAAUE/0LJHeVhxwxc/s320/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Consciência ambiental: evolução histórica e legislativa [1]&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;                                  * Prof. Arnaldo de Souza Ribeiro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  1. Introdução 2. A evolução histórica da legislação ambiental nos países americanos 3. Abordagem constitucional 4. A Lei dos Crimes Ambientais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Introdução&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Por certo que desde a confirmação científica da fotossíntese, o homem conscientizou-se da necessidade de sua interação com a natureza.&lt;br /&gt;São Francisco de Assis, modelo de humildade, praticante contumaz da caridade Cristã, também ensinou ao mundo o alegre e gratificante convívio com a natureza, em especial com sua assertiva: “irmão sol, irmã lua, passarinhos meus irmãos”.&lt;br /&gt;   Em pleno renascimento, Leonardo Da Vinci vociferou: “Quanto mais conheço os homens mais respeito os animais”.&lt;br /&gt;  No Império Português no início do século XVII, ano de 1603, no título LXXXV das Ordenações e Leis do Reino de Portugal (Imprensa da Universidade de Coimbra, 12ª Ed., tomo III, 1851 págs. 337/338), encontra-se o seguinte dispositivo recopilado por mandado Del Rei D. Felippe, o Primeiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  “E mandamos, que pessoa alguma não corte, nem mande cortar Sovereiro, Carvalho, Ensinho, Machieiro por o pé, nem mande fazer delle carvão, nem cinza; nem escassque, nem mande escascar, nem cernar algumas das ditas árvores, desde onde entra o Rio Elga no Termo da villa do Rosmaninhal, até a Villa de Abrantes, e dahi até a foz do Rio Lisboa, nem até dez legoas do Tejo, contadas delle para ambas as bandas do Sertão, desde onde se mette o Rio Sever no Termo de Montalvão, até a foz do Rio de Lisboa, e donde se mette o Rio Elga, até onde entre o Rio Sever. As quaes dez legoas se contarão da banda de Portugal somente. E fazendo o contrário, vá degradado quatro annos para África, e pague cem cruzados, e perca o carvão e a cinza, a metade para quem o accusar, e a outra para os Captivos. E se for peão, seja além disso açoutado. Porém os que tiverem Sovererios próprios, os poderão cortas, não sendo para carvão ou cinza; e cortando-os para isso, incorrerão nas ditas penas. E os Juízes dos lugoares dos ditos limites tirarão disso devassa ao tempo, que tiram a devassa geral, e procederão contra os culpados, como for Justiça” (sic).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Corroborando ainda mais a preocupação e a coerência dos portugueses com o meio ambiente no século XVI, verifique o trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha:&lt;br /&gt;  Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, no ano de 1855, conforme relata o historiador mineiro, João Dornas Filho em seu livro Aspectos da Economia Colonial, a comissão científica do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro recebeu as seguintes Reflexões Anônimas, que serviram de fonte inspiradora para organizar as instruções à missão que ia percorrer o interior de algumas Províncias:&lt;br /&gt;“O Ceará durante o século passado, derrubou imensas porções de suas matas para substituí-las por algodoeiros. Ricas foram as primeiras safras; mas bem depressa teve de ressentir-se das graves conseqüências de um passo tão irrefletido. A devastação das florestas, expondo o terreno posto a descoberto à ação direta do sol foi diminuindo o grau relativo da umidade atmosférica que elas entretinham; o que produziu afinal o dessecamento das fontes que, nascendo das montanhas, molhavam seus vales. Extensões de terreno, outrora cobertas de ricos vegetais, acham-se hoje mudadas em áridos desertos sem o menor vestígio de água”. (Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. XIX, 77). [2]&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Outro importante registro histórico que retrata preocupação do homem com a natureza, ocorreu também em 1855, quando o Cacique Seatle, respondeu ao Presidente dos Estados Unidos Franklin Piece e assim manifestou:&lt;br /&gt;“De uma coisa sabemos: A terra não pertence ao homem; é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra, não foi o homem que teceu a trama da vida. Ele é meramente um fio da mesma. Tudo que ele fizer à terra, a si próprio fará”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Deste modo, a sabedoria de um Santo; a perspicácia de um renascentista; a inteligência de um Imperador; o conteúdo de uma denúncia anônima e as palavras do sábio Cacique  Seatle, se aproximam em muito dos propósitos dos ambientalistas contemporâneos, ou seja, proteger e integrar o homem à natureza.&lt;br /&gt; Ensinam os economistas: tudo o que temos e usamos veio da natureza, resultantes da transformação dos fatores de produção: capital, terra, trabalho, tecnologia, e ainda, uma verdade que não admite sofisma: as necessidades das pessoas são infinitas e os recursos da natureza finitos, deste modo é preciso preservar, para sobreviver. Preservar a natureza é preservar a nossa vida e, sobretudo, a vida das gerações futuras.&lt;br /&gt;  A exploração e utilização da natureza, de forma acelerada e predatória, tiveram início com a Revolução Industrial e se agravaram a partir da década de 40.&lt;br /&gt;  Durante séculos a natureza foi explorada e somente com a Conferência Mundial das Organizações das Nações Unidas, realizada entre os dias 5 a 16 de junho de 1972, em Estocolmo – Suíça, abordou-se, pela primeira vez, a temática: “Homem e Meio Ambiente”. Nesta oportunidade constatou-se e divulgou que a poluição não era obra e responsabilidade apenas dos países ricos e sim uma questão planetária.&lt;br /&gt;  Até aquela data, poucas legislações continham normas protetivas ou estabeleciam sanções pelo uso desordenado dos recursos naturais. As escolas e as faculdades não incluíam em seus currículos disciplinas alusivas à importância e à necessária proteção ao meio ambiente. Curso igual a este não se imaginava antes da década de 80.&lt;br /&gt;  A título de registro histórico, no Brasil, na década de 70, com a Transamazônica e o “milagre econômico”, desmatar para produzir de forma acelerada era incentivado, por quem deveria proteger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A evolução histórica da legislação ambiental nos países americanos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à extensão do tema e a exiguidade do tempo, limitar-me-ei a comentários sucintos e objetivos acerca da evolução da Legislação Americana, com enfoque para a América Central e América do Sul e Brasil.&lt;br /&gt; De forma sucinta e inteligente, o eminente escritor mexicano Raul Brañes Ballesteros resumiu a evolução histórica da legislação ambiental em três períodos distintos:&lt;br /&gt;1ª- A partir do período de declaração da Independência (emancipação) até o final do século XIX. Nessa fase as normas de relevância ambiental são tratadas nos códigos civil, penal, rural, administrativo, dentre outros, que norteavam pelas idéias liberais da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  2ª- Do início do século XX até 1972. Há um avanço das idéias intervencionistas que amplia o caráter preservador dos recursos naturais. Constatamos uma multiplicação das normas de relevância ambiental, porém de caráter setorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  3ª- A partir de 1972 até nossos dias. Começamos a verificar uma certa mudança na legislação ambiental sob o influxo da nova concepção holística. Surgem as primeiras leis orgânicas do ambiente e até mesmo um código. [3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Deste modo, pode-se verificar que em vários Países americanos o Estado Liberal cedeu espaço para o Estado Social e, assim, legitimou-se para interferir diretamente na economia e na propriedade privada e esta, por sua vez, passou a ter função social.&lt;br /&gt;3. Abordagem constitucional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Segundo ensina a Professora Maria Gravina Ogata em notável e erudito artigo publicado na Revista Ciência Jurídica: &lt;br /&gt;  “A partir da conferência de Estocolmo se difundiu a idéia de que era responsabilidade dos Estados melhorar e conservar o meio ambiente, bem como o princípio de que todos têm direito às condições de vida adequada e a um ambiente são, devendo protegê-lo e melhorá-lo em benefício das gerações presentes e futuras”. [4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Diante desta nova conformação do Estado Social e da consciência da necessidade de preservar os recursos naturais os países das Américas do Sul e Central, 50% e 75%, respectivamente, tiveram suas constituições revistas a partir daquela data, para incorporar artigos com vistas à tutela do meio ambiente.&lt;br /&gt; Registre-se, por oportuno, que os Países da América do Norte, Canadá e Estados Unidos, por razões históricas e por interesse comerciais, não modificaram suas Constituições centenárias. Ressalte-se ainda: quando estas foram redigidas, proteção ambiental era conteúdo pouco conhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.1 Constituição Mexicana de 1917&lt;br /&gt; Ao redigirem a Constituição de 1917, os legisladores e pensadores mexicanos inovaram-na e avançaram, quando nela inseriram conceitos modernos, tais como função social da propriedade e a definição de domínio direto de determinados recursos naturais por parte do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.2 A Constituição da Venezuela de 1961&lt;br /&gt;  A Carta Constitucional Venezuelana, de 1961, sustenta no art. 106, que “o Estado promoverá a defesa e conservação dos recursos naturais de seu território e a exploração dos mesmos será dirigida, primordialmente, para o benefício coletivo dos Venezuelanos”, agregando que “é obrigação do Estado prevenir e controlar a contaminação ambiental”.&lt;br /&gt;3.3 Constituição da Bolívia de 1964&lt;br /&gt;  A Carta Constitucional Boliviana, de 1964, defende que “O Estado, a quem é atribuído o domínio originário do solo e do subsolo, regulará o regime de exploração dos recursos naturais renováveis em função de sua conservação e incremento” (art. 170).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.4 Constituição do Panamá de 1972&lt;br /&gt;  A Carta Constitucional Panamenha, de 1972, establece que “…Es deber fundamental Del Estado velar por la conservación de las condiciones ecológicas, previniendo la contaminación del ambiente y  el desequilibrio de los ecosistemas, en armonía con el desarrollo económico y social del país” (Art. 110).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.5 A Constituição de Cuba de 1976&lt;br /&gt;A Carta Constitucional Cubana de 1976, traz o seguinte teor: “…Para asegurar el bienstar de los ciudadanos, el Estado y la sociedad, protegen la naturaleza. Incumbe a los órganos competentes y además a cada ciudadano velar por quen sean mantenidas limpias las aguas y la atmósfera, y que se proteja el suelo, la flora y la fauna” (Art. 27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.6 A Constituição do Peru de 1979&lt;br /&gt;  A Carta Constitucional Peruana, de 1979, dispõe, em seu art. 110,  “todos têm o direito a viver em um ambiente saudável, e ecologicamente equilibrado e adequado para a preservação da paisagem e o desenvolvimento da vida, acrescentando que “é obrigação do Estado prevenir e controlar a contaminação ambiental”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.7 Constituição do Suriname de 1987&lt;br /&gt;  A Carta Constitucional do Suriname, em seu art. 6º, define dentre os objetivos sociais do Estado, em sua alínea “a”: […] identificar as possibilidades de desenvolvimento do próprio meio ambiente natural e a ampliação da capacidade para o aumento progressivo dessas possibilidades […], bem como na alínea “g” […] a criação e promoção de condições propícias para a proteção da natureza e a manutenção do equilíbrio ecológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.8 Constituição do Haiti de 1987&lt;br /&gt;  A Carta Constitucional Haitiana de 1987 considera também que é dever do cidadão respeitar e proteger o meio ambiente (art. 52,1, h).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.9 Constituição do Chile&lt;br /&gt; A Carta Constitucional Chilena, de 1990, assegura a todas as pessoas: “El Derecho a vivir em um médio ambiente libre de contaminación. Es deber Del Estado velar para que este derecho no sea afectado y tutelar la preservación de la naturaleza. La ley podrá establecer restricciones específicas al ejercicio de determinados derechos o libertades para proteger el medio ambiente (Art. 19, § 8º). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. 10 Constituição do Brasil de 1988&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Carta Constitucional Brasileira, de 05 de outubro de 1988, também conhecida por “Constituição Cidadã” pelas inovações sociais e valorização da pessoa humana, pontificou em seu título VIII “Da Ordem Social”  no capítulo “Do Meio Ambiente”,  cujo caput do art. 225, trouxe a seguinte redação:&lt;br /&gt; “… Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.&lt;br /&gt;  E ainda criou o Mandado de Injunção, em seu artigo 5º, LXXI: &lt;br /&gt;  “… sempre que a falta de norma regulamentadora torna inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Diante destes novos preceitos constitucionais que passaram a viger na America do Sul e no Brasil os governantes e legisladores alteraram as legislações existentes e criaram outras para atender às determinações Constitucionais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Lei dos Crimes Ambientais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com as inovações trazidas pela Constituição de 1988, fez-se necessário que os legisladores brasileiros alterassem as Leis pré-existentes e ainda criassem novas.  &lt;br /&gt;  Dentre as novas leis criadas, merece destaque a Lei n. 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, tendo em vista que ela veio para consolidar vários textos legais que tratavam de matérias afetas ao meio ambiente, dentre eles:&lt;br /&gt;  -  Lei n. 4.771, de 15 de setembro de 1965 (Código Florestal), alterada pela Lei nº 7.803, de 1989; &lt;br /&gt;  - Lei nº 5.197, de 3 de janeiro de 1967 (Código de Caça), com as modificações da Lei nº 7.653, de 1988; &lt;br /&gt;  - Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, alterada pela Lei nº 7.804, de 18 de julho de 1989, que cuida da lavra garimpeira; &lt;br /&gt;- A Lei nº 3.924, de 26 de julho de 1961, que dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos. O dano em coisa de valor artístico, arqueológico ou histórico conforme previsto no art. 165 do Código Penal também é tratado nesta Lei a qual prevê penas de detenção que podem alcançar de 6 meses a 2 anos e multa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.1 Pontos relevantes da Lei n. 9.605, de 17 de fevereiro de 1998&lt;br /&gt;  Dentre os pontos relevantes da Lei de Crimes Ambientais que mereceram  elogios e críticas dos operadores do direito, destacam-se: &lt;br /&gt; a)  A previsão de crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural e ainda crimes contra a administração ambiental.&lt;br /&gt; b)   Questão sobejamente discutida na doutrina, porém inserida e posta em prática nesta lei: a responsabilidade penal da pessoa jurídica, que se efetivou desta maneira, em cumprimento ao art. 225, § 3º, da Constituição Federal.&lt;br /&gt;      Esta penalização foi objeto de vários debates nos dias 07, 08 e 09 de setembro próximo passado em Ouro Preto, pelos renomados expositores e os oitocentos participantes do “I Encontro Nacional de Estudantes de Direito Ambiental - ENEDA”&lt;br /&gt; c)  A despersonalização da pessoa jurídica – Disregard of Legal Entity, ou seja, não se consideram os efeitos da personalidade jurídica para atingir a responsabilidade dos sócios, quando essa personalidade “for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente”. Afasta-se a pessoa jurídica constituída ou utilizada, preponderantemente, com o fim de permitir ou facilitar a prática de crime definido nessa lei (art. 24).&lt;br /&gt; d)  As penas restritivas de direito, entre elas prestação de serviços à comunidade; interdição temporária de direitos, recolhimento domiciliar (art. 8º), são impostas levando em consideração o objeto do crime, sendo assim diferentes das estabelecidas no Código Penal, art. 43.&lt;br /&gt; e)   Estabelece agravantes e atenuantes específicas para o crime ambiental (art. 14), como exemplo: são circunstâncias que atenuam a pena, a “comunicação prévia pelo agente, do perigo iminente de degradação ambiental”. Agrava a pena a circunstância de ter o agente cometido a infração “em período de defesa à fauna”; “em domingos e feriados”; “à noite”; “em épocas de secas ou inundações”;  (art. 15).&lt;br /&gt; f)  A ação de maltratar ou abusar também de animais domésticos ou domesticados – e não só silvestres como antes – passou de contravenção (art. 64 da lei das Contravenções Penais) à crime (art. 32), com pena de detenção de três meses a um ano e multa.&lt;br /&gt; g)   Várias infrações ao Código Florestal, que eram consideradas contravenções penais, passaram, a partir desta lei, à crimes: “destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente”; “cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente, sem permissão da autoridade competente”, “fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e assentamento humano”. Voltaram, assim, tais infrações serem da competência da Justiça Federal, quando praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesses da União Federal, ou de suas entidades autárquicas, ou empresas públicas, ante o que dispõe o art. 109, IV, da Constituição Federal.&lt;br /&gt; h)   As infrações que não foram elevadas à condição de crime, continuam em vigor. Deste modo, não se pode dizer que o art. 26 do Código Florestal foi revogado na íntegra. Houve, sim, uma derrogação, ou seja, uma revogação parcial.&lt;br /&gt; I)   Transportar madeira ou carvão, sem licença da autoridade competente era mera infração administrativa, para qual o IBAMA estabelecia sanção penal. A nova lei ambiental tipificou criminalmente tal conduta – art. 46, parágrafo único. Pena 6 meses a um ano e multa.&lt;br /&gt; j)   Destruir ou danificar plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada passou a ser crime – art. 49. E a pena é alta: três meses a um ano, ou multa, ou ambas as penas, cumulativamente. Ainda que o dano se dê por negligência ou imprudência, haverá crime culposo, com pena de um a seis meses, ou multa. &lt;br /&gt;  k)   A ação de dificultar ou impedir o uso público das praias – pratica que vem se tornando comum e abusiva pelos condomínios de luxo e pelos barraqueiros, na orla urbana – foi tipificada como crime, e não como contravenção (art. 54, § 2º, IV).&lt;br /&gt; l)   Instituiu uma Seção referente aos crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural. A prática de pichar e grafitar, por exemplo, passou a ser crime, segundo dispõe o art. 65 “Pichar, grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano: Pena – detenção de três meses a um ano e multa”.&lt;br /&gt; Esta nova lei ambiental trouxe pontos inovadores, porém alguns de seus dispositivos começam a sofrer críticas contundentes.&lt;br /&gt; Neste sentido, o jurista Miguel Reale Júnior, em artigo publicado na Folha de São Paulo, de 6 de abril de 1998, pág. 3:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A defesa imprescindível do meio ambiente não autoriza que se elabore e que o Congresso aprove lei penal ditatorial, seja por transformar comportamentos irrelevantes em crime, alçando, por exemplo, à condição de delito o dano culposo, seja fazendo descrição ininteligível de condutas, seja considerando infrações nitidamente de caráter apenas administrativo, o que gera a mais profunda insegurança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Lei 9.605 de 12 de fevereiro de 1998, a exemplo de outras leis, não nasce perfeita, por certo será aprimorada pelos legisladores depois de ouvirem a sociedade organizada, os doutrinadores e se inspirarem nas sábias decisões judiciais, que formarão as jurisprudências a partir das análises dos casos concretos.&lt;br /&gt;  Nos ensinamentos do eminente jurista, Eros Roberto Grau, “As leis não dizem nada. Os intérpretes é que dizem o que as leis dizem”. &lt;br /&gt;  Prezados senhores e senhoras, pelas razões expostas, convido-os para que continuemos a estudar a matéria e participar de novos Cursos da importância deste e, sobretudo, que estejamos sempre atentos às decisões dos Tribunais.&lt;br /&gt;  Para encerrar gostaria de agradecer a todos pela presença e atenção, e em especial à Dra. Maria Geralda Pio [5], pelo honroso convite para participar deste Curso de Capacitação em Educação Ambiental, que não tenho dúvidas, muitas luzes trará para todos os participantes.&lt;br /&gt;  Muito obrigado a todos e um fraternal abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Itaúna, 27 de outubro de 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Prof. Arnaldo de Souza Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Notas&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;1. Texto publicado no site Recanto das Letras no dia 15 de março de 2010: &lt; http://recantodasletras.uol.com.br/textosjuridicos/2140017 &gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. FILHO, João Dornas.  Aspectos da economia colonial.  Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 158. p.10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. BRAÑES BALESTEIROS, R.  La legislación ambiental em  américa latina: visón comparativa.  México: Universidade Autônoma Metropolitana, 1981.  p. 67.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. OGATA, Maria Gravina. A proteção do meio ambiente nos países americanos. RCJ Edições Jurídicas Ltda., Belo Horizonte, n. 49,p. 339/351, jan/fev. 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Este texto foi escrito a pedido da Dra. Maria Geralda Pio - Coordenadora Regional do IEF – Instituto Estadual de Florestas e utilizado como referência para ministrar 2 palestras, sendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - I Curso de Capacitação em Educação Ambiental, realizado em Itaúna – Minas Gerais, no dia 27 de outubro de 2000 e,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - I Curso de Capacitação em Educação Ambiental, realizado em Arcos – Minas Gerais, no dia 22 de junho de 2001.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARAÚJO, Vandick Nóbega de. Fundamentos aristotélicos do direito natural. Porto Alegre: Sérgio Antonio Fabris Editor, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOBBIO, Norberto. Estado, gobierno y socyedad  por una teoría general de la politica. 5ª reimpresión. Traducción de José F. Fernández Santillán. México: Fondo de Cultura Económica, 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRAÑES BALLESTEIROS, R.  La legislación ambiental en américa latina: visón comparativa.  México.  Universidade Autónama Metropolitana.  División de Ciencias Sociales y Humanidades,  1981,  107 p. (Reporte de investigación 67).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Estado de direito e constituição. 2ª ed. São Paulo: Saraiva. 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FILHO, João Dornas.  Aspectos da economia colonial.  Rio de Janeiro:  Biblioteca do Exército. 1958.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUERRA FILHO, Willis Santiago. Teoria processual da constituição. São Paulo: Instituto Brasileiro de Direito Constitucional. 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUSMÃO, Paulo dourado de. Introdução ao estudo do direito. 8ª ed. Rio de Janeiro: Forense. 1978&lt;br /&gt;JACQUES, Paulino. Curso de direito constitucional. 10. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1987. &lt;br /&gt;KORZENIAK, Jose. Dercho constitucional I: generalidades. Montivideo: Fundacion de Cultura Universitária, 1978.&lt;br /&gt;OGATA, M.G. A proteção do meio ambiente nos países americanos.  RCJ Edições Jurídicas Ltda, Belo Horizonte, n. 49, p. 339/351, jan/fev. 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVEIRA, Ramom Tácio de. Manual de direito constitucional. Belo Horizonte: Del Rey. 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REALE, Miguel. Fundamentos do direito. 3ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  * Arnaldo de Souza Ribeiro é Mestrando em Direito Privado pela UNIFRAN – Franca - SP. Especialista em Metodologia e a Didática do Ensino pelo CEUCLAR – São José de Batatais – SP. Professor de Direito Civil e Direito Empresarial da Faculdade de Direito da Universidade de Itaúna. Advogado e Conferencista. E-mail: souzaribeiro@nwnet.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-7135203515251628576?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/7135203515251628576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/consciencia-ambiental-evolucao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7135203515251628576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7135203515251628576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2012/01/consciencia-ambiental-evolucao.html' title='CONSCIÊNCIA AMBIENTAL: EVOLUÇÃO HISTÓRICA E LEGISLATIVA -PROF.ARNALDO DE SOUZA RIBEIRO(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jeflDtJLmYw/TwDPulz5PNI/AAAAAAAAAUE/0LJHeVhxwxc/s72-c/Foto%2Bdo%2BPROF.ARNALDO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-5251476621695647324</id><published>2011-12-28T17:54:00.006-02:00</published><updated>2011-12-30T12:47:36.631-02:00</updated><title type='text'>CADA UM NO SEU LUGAR COM O QUE MERECE- FLÁVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ftycRYKag08/TvtxX7E_eaI/AAAAAAAAAT4/xB7XBYCdAUs/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://4.bp.blogspot.com/-ftycRYKag08/TvtxX7E_eaI/AAAAAAAAAT4/xB7XBYCdAUs/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 - Cada um no seu lugar com o que merece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hoje vamos conversar com o Sr. Samuel Almeida, funcionário responsável pelo recrutamento de professores na cidade. Ele vai nos falar um pouco sobre como acontece esse recrutamento e sobre como se dá o processo de seleção de professores.&lt;br /&gt;[Bruno olha para o seu entrevistado e sorri]: - Boa noite Samuel. É um prazer tê-lo conosco esta noite. [Samuel balança a cabeça, mantendo-se sério]. [Bruno continua]:&lt;br /&gt;- Vou começar com uma pergunta básica: Como vocês recrutam os professores para as escolas municipais da cidade?&lt;br /&gt;- Bem, o ônibus do recrutamento circula por toda a cidade, de manhã e à tarde, anunciandopelo auto-falante as contratações imediatas: quase sempre, professores de todas as áreas,para trabalhar na maioria das escolas, recebendo dois salários mínimos mensais por trinta aulas semanais.&lt;br /&gt;- E é fácil encher o ônibus?&lt;br /&gt;- Não. Às vezes circulamos durante meses sem encontrar professores de Biologia, Física,Química e Matemática. De História, Geografia, Português e Inglês, geralmente com um mês de procura a gente encontra uns três ou quatro para cada disciplina, e a Prefeitura organiza um rodízio entre eles, em duas ou três escolas, com uma carga horária maior para cada um,resolvendo o problema. Mas isso é só até eles desistirem da sala de aula e a gente ter que correr atrás de mais professores pelas ruas da cidade. É só uma questão de tempo.&lt;br /&gt;- Mas por que vocês não anunciam as contratações nos jornais locais ou nas rádios?&lt;br /&gt;- Porque ninguém aparece. A gente precisa circular pela cidade de ônibus, que é pago pelos pais dos alunos, e ainda oferecer um lanche aos candidatos lá dentro [também pago pelos pais], para aparecer alguém.&lt;br /&gt;- E quem pode se candidatar?&lt;br /&gt;- Qualquer pessoa.&lt;br /&gt;- Qualquer um? Não precisa ser formado?&lt;br /&gt;- Formado em quê?&lt;br /&gt;- Ora, em algum curso superior de Licenciatura.&lt;br /&gt;[risos e mais risos, que logo viram gargalhadas, até o entrevistado suspirar, recuperando fôlego]: - Em algum curso de Licenciatura? Essa foi boa. Onde? Quem estuda para ser professor hoje em dia? Em que lugar o senhor vive? Nas nuvens?&lt;br /&gt;- Mas quem leciona?!&lt;br /&gt;- Para o senhor ter uma idéia de quem os alunos das escolas municipais têm como professores, eu vou citar só alguns exemplos: ontem mesmo, quando desembarcamos um lote de dez candidatos no prédio da Secretaria de Educação, fiquei sabendo que o Januário, açougueiro, com Ensino Médio incompleto, foi contratado para dar aulas de Biologia ànoite. A Jandira, que nem concluiu o Técnico em Contabilidade, virou professora de Matemática da noite para o dia. O Epaminondas, só porque disse adorar ler gibis, foi contratado como professor de Português, sem nunca ter concluído o Ensino Fundamental!&lt;br /&gt;Para dar aulas de História, qualquer um serve: os entrevistadores nem querem saber se o candidato gosta de ler [nem mesmo se SABE ler], se tem algum conhecimento histórico,etc.; vão logo perguntando [para ficarem livres]: “Quer dar aula de História?”. E de Geografia? Meu primo Juca, que foi vendedor de sapato e conhece várias regiões do Brasil,quando resolveu largar o ramo do comércio, foi contratado para dar aulas de Geografia no Ensino Médio. E olha que ele nem concluiu o Ensino Fundamental!&lt;br /&gt;- Mas vocês não encontram ninguém com curso superior, nem que seja em outras&lt;br /&gt;profissões, para lecionar?&lt;br /&gt;- De jeito nenhum! Foi-se o tempo que engenheiro dava aula de Matemática e advogado de História! Acabou. E eu conheço um gari semi-analfabeto que recebeu uma proposta da Secretaria de Educação para ganhar meio salário a mais para lecionar Física numa escola e recusou na hora. Ele sabia do perigo que correria. O tio dele, ex-presidiário, especialista em refinar cocaína, que havia concluído o Ensino Fundamental no presídio, foi contratado para dar aulas de Química e acabou sendo assassinado por um aluno esquizofrênico, que achava que o coitado do professor era Lúcifer em pessoa.&lt;br /&gt;- E Filosofia? Quem dá aula de Filosofia?&lt;br /&gt;- [risos]. De que país o senhor é? Filosofia? Acabou Filosofia. Não existe isso mais na escolas, nem Sociologia, nem Redação e nem Literatura.&lt;br /&gt;- Mas como é possível?&lt;br /&gt;- Não entendi.&lt;br /&gt;- Os alunos não estudam Literatura?&lt;br /&gt;- Meu senhor, 80% dos professores são semi-analfabetos. Eles não conhecem nada de Literatura, nem o mínimo necessário para enrolar os alunos, como fazem nas outras disciplinas [com base nas suas experiências de vida]. Literatura é coisa de gente rica, de professor de escola particular da capital – e olhe lá..., pois na capital, os colégios que não pagam salários milionários aos professores ficam a ver navios.&lt;br /&gt;- E professor de Inglês?&lt;br /&gt;- Qualquer pessoa que tenha passado uma temporada em um país de língua inglesa, que seja uma semana, está apta a lecionar inglês. A minha tia, por exemplo [que só conseguiu concluir na vida um curso de corte e costura por correspondência], lavou pratos durante dois meses no Canadá e, quando voltou, foi contratada imediatamente para dar quarenta aulas semanais de inglês em uma escola da cidade. Pobrezinha... Numa noite, quando ela&lt;br /&gt;tentava explicar uma matéria qualquer, os alunos faziam tanta bagunça, gritavam tanto [inclusive ameaçando-a de morte], que ela resolveu fingir um desmaio e desabou no chão.&lt;br /&gt;Lá do fundo, um aluno gritou: “Enfia o dedo no cú dela que ela acorda!”. [risos]. Depois disso, ela nunca mais entrou numa sala de aula, coitada.&lt;br /&gt;- Mas por que as autoridades públicas não tomam providências para melhorar essa situação?&lt;br /&gt;- Melhorar para quê? A maioria do povo tem é que ser dirigida pela minoria. Filho de rico é que tem que estudar em escola boa, para virar engenheiro, advogado, médico, administrador, contador, executivo, etc. Pobre não precisa nem aprender a ler direito. Pobretem é que ser passivo, aceitar as explicações dadas por aqueles que estão no poder, sem questionar, refletir ou criticar. É por isso que a Educação está desse jeito. É por isso que&lt;br /&gt;ninguém quer ser professor.&lt;br /&gt;- É difícil de acreditar...&lt;br /&gt;- Mas é a verdade. Pergunte aos meus colegas, que trabalham comigo no recrutamento. E os pais pagam o ônibus e o lanche porque não aguentam os filhos em casa o dia inteiro. Só um ou outro pai consegue juntar muito dinheiro e mandar seus filhos para a capital, onde ainda existem algumas [poucas] escolas boas, particulares, com mensalidades que giram em torno&lt;br /&gt;de R$3.000,00. Só ali é possível encontrar professor formado em faculdade, às vezes até com mestrado e doutorado, recebendo até R$10.000,00 por mês, mas isso é uma raridade.&lt;br /&gt;Nas escolas públicas de nível básico, a situação é a que eu acabo de descrever para o senhor...&lt;br /&gt;- Estou bestializado! Como é que pode?... [Bruno olha para o seu notebook e levanta as sobrancelhas, surpreso]: Vejo que acabo de receber um e-mail de Dona Jaciara Menezes Torres e Albuquerque, que está em sua mansão acompanhando a entrevista. Ela diz o seguinte: “Meu caro Bruno, gostaria de aproveitar este espaço para parabenizar ao prefeito e ao seu secretário de Educação pelo excelente trabalho realizado no recrutamento dos professores para as escolas municipais da nossa cidade. Fico muito feliz em perceber que no nosso município, apesar de algumas vozes discordantes, ainda vigora, para o bem da harmonia social, a filosofia do ‘Cada um no seu lugar com o que merece’. Um abraço a todos os ouvintes”.&lt;br /&gt;P.S.: Esta crônica não é uma crítica à Secretaria Municipal de Educação de Pará de Minas, que tem se empenhado muito em garantir a qualidade do Ensino em nossa cidade, apesar da tradição histórica, de raízes&lt;br /&gt;profundas, de desvalorização do professor e da Educação no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUEM É MARCUS FLÁVIO DA SILVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Pará de Minas- MG em 1975. Possui graduação em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado pela Universidade federal de Minas Gerais (2002) com estágio (Doutorado- sanduíche/CAPES) na Universidade de Lisboa- Portugal (2002). Atualmente é Vice- diretor da Faculdade de Pará de Minas- FAPAM-(MG) onde já exerceu os cargos de Coordenador do Curso de História, coordenador do NUPE- Núcleo de Pesquisa, e foi professor nos cursos de História e Administração. Atualmente leciona nos cursos de Direito e Pedagogia. É autor do livro SUBSISTENCIA E PODER: a política do abastecimento alimentar nas Minas Setecentistas (Editora UFMG -2008) e de artigos publicados em periódicos e livros de História. Um de seus trabalhos foi publicado no livro HISTÓRIA DE MINAS GERAIS- As Minas Setecentistas (Editora Autentica 2007) obra vencedora do PREMIO JABUTI&lt;br /&gt;2008 na categoria Ciências Humanas. Atualmente exerce também a função de Pesquisador Institucional da Faculdade de Pará de Minas junto ao Ministério da Educação, sendo responsável pelo acompanhamento dos processos e renovação de reconhecimento dos cursos de graduação da IES. Em 2009 foi eleito para a Academia de Letras de Pará de Minas.&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-5251476621695647324?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/5251476621695647324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/cada-um-tem-no-seu-lugar-com-o-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/5251476621695647324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/5251476621695647324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/cada-um-tem-no-seu-lugar-com-o-que.html' title='CADA UM NO SEU LUGAR COM O QUE MERECE- FLÁVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ftycRYKag08/TvtxX7E_eaI/AAAAAAAAAT4/xB7XBYCdAUs/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-864073319193894626</id><published>2011-12-25T13:16:00.004-02:00</published><updated>2012-01-09T11:56:10.140-02:00</updated><title type='text'>OSCAR NIEMAYER: PARABÉNS E OBRIGADO -PROF.ARNALDO DE SOUZA RIBEIRO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sAoYykzvFP8/TviVgU0d50I/AAAAAAAAATs/PiLUgzJJ9Ac/s1600/GetAttachmentCATQ8PPA%2B4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="159" width="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-sAoYykzvFP8/TviVgU0d50I/AAAAAAAAATs/PiLUgzJJ9Ac/s320/GetAttachmentCATQ8PPA%2B4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Oscar Niemeyer: Parabéns e obrigado &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Prof. Ms. Arnaldo de Souza Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "As ideias marxistas continuam perfeitas, os homens é que deveriam ser mais fraternos.” &lt;br /&gt;  Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares. Arquiteto. Encontra-se entre aqueles que mais influenciaram a Arquitetura Moderna. Nasceu no Rio de Janeiro, no dia 15 de dezembro de 1907.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Introdução  &lt;br /&gt;  Na manhã desta sexta-feira, chuvosa e permeada de neblina em vários pontos da estrada que conduz a Ouro Preto, enquanto dirigia escutava um locutor que informava e advertia acerca das chuvas torrenciais que caíam em algumas cidades de Minas Gerais desde quarta-feira e recomendava que as pessoas permanecessem em suas casas e, se necessário sair, o fizessem com cuidado. Aqueles que estivessem nas estradas redobrassem a atenção, reduzissem a velocidade, não fizessem ultrapassagem em lugar proibido e evitassem o álcool.&lt;br /&gt;  Em seguida com entusiasmo e mistério, informou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Completou ontem 104 anos e a comemoração foi na companhia de parentes e amigos no seu Escritório, em Copacabana, localizado de frente para o mar, local de que ele mais gosta, onde trabalha todos os dias. Trata-se do arquiteto Oscar Niemeyer. A ele os nossos parabéns e votos de felicidades.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Embora o locutor só tenha declarado o nome do aniversariante no final da notícia, por certo, todos que o ouviram, a partir da terceira palavra já sabiam de quem se tratava, considerando a singularidade do aniversariante a quem ele se referia.&lt;br /&gt;   Seguramente o arquiteto Oscar Niemeyer é hoje o cidadão brasileiro mais longevo em atividade, cuja vida e história se traduzem em orgulho para o povo brasileiro e, sobretudo, em exemplo a ser seguido. &lt;br /&gt;  Nasceu no dia 15 de dezembro de 1907, no Rio de Janeiro, também conhecida por Cidade Maravilhosa e, certamente, a teve como sua primeira fonte de inspiração. Nasceu em um tempo em que as crianças podiam jogar bola na rua, conforme ele mesmo relata.&lt;br /&gt;  Oscar Niemeyer já elaborou mais de 600 projetos arquitetônicos executados no Brasil e no mundo. E todos eles dotados de invulgar beleza e modernismo que, somados a sua inteligência e à força de seu caráter, o fizeram conhecido e respeitado no Brasil e no exterior. Este respeito e admiração comprovam-se pela forma com que todos o tratam e, sobretudo, pelas incontáveis homenagens e condecorações que recebeu.&lt;br /&gt;  Trabalhador obstinado, ainda dirige vários projetos dentre eles a renovação do Sambódromo do Rio de Janeiro, com vistas a adaptá-lo para os Jogos Olímpicos de 2016. Em recente declaração à imprensa disse que ainda existem coisas que gostaria de fazer, dentre elas um “belo projeto para Copacabana”.&lt;br /&gt;  As obras de Oscar Niemeyer possuem o condão de agradar a gregos e a troianos. São capazes de impressionar pessoas simples e até cosmonauta, a exemplo do que ocorreu com o russo Iuri Gagarin que, ao visitar Brasília, teria dito: “ ... é viver a experiência de aterrissar em um planeta diferente.” &lt;br /&gt;  Particularmente, dentre as centenas de obras de Oscar Niemeyer, sem desmerecer nenhuma delas, muito antes pelo contrário, as que mais me impressionam e admiro são: O Grande Hotel de Ouro Preto, O Conjunto Arquitetônico da Pampulha e Brasília.&lt;br /&gt;2. O Grande Hotel de Ouro Preto&lt;br /&gt;  Em 1938, por ocasião do translado dos Restos Mortais dos Inconfidentes, para Ouro Preto, estes foram acompanhados pelo Presidente da República Getúlio Dorneles Vargas, por sua família e comitiva. Àquele tempo, era seu Prefeito o Dr. Washington Dias que os hospedou.&lt;br /&gt;  Naquela oportunidade Getúlio Dorneles Vargas, como bom político, em agradecimento à fraterna acolhida que tivera em Ouro Preto, perguntou ao seu anfitrião, o que ele desejava que o Presidente da República fizesse para sua cidade. E para surpresa de Getúlio o prefeito respondeu que gostaria de um hotel, no que foi atendido.&lt;br /&gt;  A princípio o então diretor do SPHAN, Rodrigo Melo Franco de Andrade, entregou o projeto a Carlos Leão, que era assessor técnico do órgão e membro da equipe de arquitetos do Ministério de Educação. O local da edificação seria um terreno cedido pelo Estado, uma ladeira que ligava a Casa dos Contos ao Museu de Mineralogia. &lt;br /&gt;  O projeto original seria um edifício neocolonial de alvenaria de tijolos sobre uma base de pedra, com vistas a imitar os casarões do século XVIII, projeto que foi desaconselhado por Lúcio Costa, então consultor do SPHAN, com o propósito de não induzir os turistas a atribuírem valor histórico a uma construção contemporânea. &lt;br /&gt;  Como alternativa ao projeto de Carlos Leão foi apresentado um projeto desenhado sem maiores pretensões por Oscar Niemeyer. A beleza e a viabilidade deste projeto despertaram as atenções de todos, inclusive dos integrantes do SPHAN (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).&lt;br /&gt;  Ao fazê-lo, com a inteligência e a genialidade que lhes são próprias, Oscar Niemeyer conseguiu o que até então parecia impossível: harmonizar o antigo e o moderno, sem que um ofuscasse o outro. Superado este obstáculo, o seu projeto foi aprovado. &lt;br /&gt;   Deste modo, o despretensioso projeto arquitetônico desenhado por Oscar Niemeyer em 1938, se transformou no Grande Hotel de Ouro Preto, concluído em 1944. E hoje, 73 anos depois, consegue coabitar o mesmo espaço entre os casarões barrocos do século XVIII em perfeita harmonia e, sobretudo, atrair a atenção e visita dos guias e turistas que o incorporaram aos principais monumentos a serem visitados em Ouro Preto.&lt;br /&gt;3. Conjunto Arquitetônico da Pampulha&lt;br /&gt;  No ano de 1940, Oscar Niemeyer conheceu o então prefeito de Belo Horizonte Juscelino Kubitschek de Oliveira e este lhe solicitou que fizesse o projeto de um conjunto de edificações a ser desenvolvido na área norte da cidade, denominada Pampulha.&lt;br /&gt;  Dentre estas edificações constam a Igreja de São Francisco de Assis, A Casa do Baile, o Cassino, o Museu, o Iate Clube.&lt;br /&gt;  Destas edificações a mais visitada e também mais conhecida é a Igreja de São Francisco de Assis, pela sua beleza, a começar pela porta principal, diretamente ligada com a parte mais bonita da lagoa. Soma-se ainda a obra de Candido Torquato Portinari, nela existente. Beleza que também gerou protestos e polêmicas por parte dos representantes da Igreja Católica, pela inserção de um cachorro junto a São Francisco de Assis. Por dezesseis anos a Igreja ficou fechada e somente em 1959, o bispo auxiliar de Belo Horizonte, Dom José Rezende Costa benzeu-a e entregou-a aos cristãos.&lt;br /&gt;4. Brasília&lt;br /&gt;   No ano de 1956, eleito presidente do Brasil Juscelino Kubitscheck de Oliveira, assumiu o governo com o propósito de estender ao Brasil o progresso e a profícua administração que desenvolvera em Minas Gerais.   No seu plano de governo, divulgado em campanha, comprometeu-se fazer o Brasil crescer 50 anos em 5, e que interiorizaria a administração do pais, conforme antes previra o Marquês de Pombal, José Bonifácio e as profecias de Dom Bosco.&lt;br /&gt;  Para alcançar o ousado projeto não poderia prescindir da colaboração, da inteligência e da determinação de Oscar Niemeyer e o convidou para dirigir a Novacap, empresa que urbanizou a nova capital.&lt;br /&gt;  No ano de 1957, foi aberto o concurso público para a escolha do plano piloto de Brasília. Lúcio Costa foi o vencedor e Niemeyer foi escolhido por Juscelino para ser responsável pelos projetos dos novos edifícios, o que foi feito em poucos meses dado a exiguidade do tempo.&lt;br /&gt;  Dentre esses projetos destacam-se: o Palácio da Alvorada, o Palácio do Planalto, a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional, com as famosas conchas, uma para cima e outra para baixo, para materializar a aspiração e a confirmação do desejo do povo brasileiro; a Catedral de Brasília e os prédios residenciais e comerciais.&lt;br /&gt;  Niemeyer chegou a definir assim os seus trabalhos na construção de Brasília: &lt;br /&gt;  “…quem for a Brasília, pode gostar ou não dos palácios, mas não pode dizer que viu antes coisa parecida. E arquitetura é isso - invenção.”&lt;br /&gt;  Realmente, Brasília materializa a invenção, a coragem e a genialidade de grandes brasileiros e por esta razão ainda impressiona àqueles que vão conhecê-la, tornando-se motivo de orgulho para todos os brasileiros.&lt;br /&gt;5. Conclusão&lt;br /&gt;  Aproveito a data e associo-me a todos aqueles que ontem e hoje apresentaram suas congratulações ao eminente arquiteto Oscar Niemeyer, pelo seu aniversário, conforme registrado pela imprensa escrita, falada, televisa e on line, do Brasil e do exterior &lt;br /&gt;  Quero também cumprimentá-lo e agradecê-lo pelas magníficas obras que edificou no Brasil e no mundo. Obras que, além da beleza, são úteis a exemplo do Grande Hotel de Ouro Preto, de onde nesta noite chuvosa passo para o computador estas breves informações, diversas vezes já repetidas para amigos e turistas que se abismam diante delas, tendo em vista que suas obras de arquitetura, algumas de imediato e outras com o tempo, se transformam em obras de arte e endereço de constantes visitações.&lt;br /&gt;  Parabéns e muito obrigado.&lt;br /&gt;  Ouro Preto – Grande Hotel, sexta-feira 16 de dezembro de 2011.&lt;br /&gt;   * Arnaldo de Souza Ribeiro é Doutorando pela UNIMES – Santos - SP. Mestre em Direito Privado pela UNIFRAN – Franca - SP. Especialista em Metodologia e a Didática do Ensino pelo CEUCLAR – São José de Batatais – SP. Advogado e conferencista. Coordenador e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Itaúna. Professor convidado da Escola Fluminense de Psicanálise – ESFLUP – Nova Iguaçu - RJ. Sócio efetivo da Associação Brasileira de Filosofia e Psicanálise – ABRAFP. E-mail: souzaribeiro@nwnet.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-864073319193894626?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/864073319193894626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/oscar-niemayer-parabens-e-obrigado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/864073319193894626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/864073319193894626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/oscar-niemayer-parabens-e-obrigado.html' title='OSCAR NIEMAYER: PARABÉNS E OBRIGADO -PROF.ARNALDO DE SOUZA RIBEIRO'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sAoYykzvFP8/TviVgU0d50I/AAAAAAAAATs/PiLUgzJJ9Ac/s72-c/GetAttachmentCATQ8PPA%2B4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-3102781124226473627</id><published>2011-12-23T09:31:00.001-02:00</published><updated>2011-12-23T09:33:50.635-02:00</updated><title type='text'>CATAPLANA DE BACALHAU À MODA DO CHEF ERNANE (FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-D0RE022xLHM/TvRmcfTKlRI/AAAAAAAAATg/ZmDtFxiD0TI/s1600/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="263" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-D0RE022xLHM/TvRmcfTKlRI/AAAAAAAAATg/ZmDtFxiD0TI/s320/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cataplana de Bacalhau à Moda do Chef&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingredientes (l pessoa):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bacalhau posta alta &lt;br /&gt; Pimento verde &lt;br /&gt; Pimento vermelho &lt;br /&gt; Cerveja &lt;br /&gt; Louro&lt;br /&gt; Alho &lt;br /&gt; Cebola&lt;br /&gt; Pimenta &lt;br /&gt; Cravinho&lt;br /&gt; Batata à colher &lt;br /&gt; Coentros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cora-se o bacalhau em azeite e coloca-se em uma terrine.  Noutro recipiente refoga-se levemente a cebola, o alho, os pimentões e coloca-se tudo em cima do bacalhau. Guarnecer com batatinhas feitas à colher e regar depois com a cerveja. Quando estiver pronto decorar com pimentões vermelhos e azeitonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;QUEM É O CHEF                              &lt;br /&gt;Chef Ernâni Mafer é Gastrólogo graduado pela Faculdade Estácio de Sá, consultor, crítico de vinhos e Diretor Presidente do Confessionário do Dito. Qualificado em cozinha brasileira, francesa, italiana, asiática, planejamento de cardápios, nutrição, segurança alimentar, enologia, padaria, confeitaria, bares e bebidas. Participou de Roteiros Gastronômicos na França e Itália. Crítico de Vinhos - Participou de Roteiros em Vinícolas Chilenas nas regiões de: Aconcagua, Bio-Bio, Casablanca, Colchagua, Curicó, Elqui, Itata, Maipo, Malleco, Rapel e San Antonio; Participou de Roteiros em Vinícolas Argentinas nas regiões de: Mendonza, Catamarca, La Rioja, San Juan, La e Rio Negro. &lt;br /&gt;http//:confessionáriododito.blogspt.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-3102781124226473627?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/3102781124226473627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/cataplana-de-bacalhau-moda-do-chef.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3102781124226473627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3102781124226473627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/cataplana-de-bacalhau-moda-do-chef.html' title='CATAPLANA DE BACALHAU À MODA DO CHEF ERNANE (FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-D0RE022xLHM/TvRmcfTKlRI/AAAAAAAAATg/ZmDtFxiD0TI/s72-c/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-7826134583928110345</id><published>2011-12-21T16:34:00.003-02:00</published><updated>2011-12-27T17:56:01.960-02:00</updated><title type='text'>HISTÓRIAS DE PESCADORES-   FERNANDO MARTINS FERREIRA</title><content type='html'>HISTÓRIA DE PESCADORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa história sou testemunho ocular e dou fé, pena que seu protagonista não esteja mais entre nós para confirmá-la.&lt;br /&gt;O Sr. Ênio Mendonça Marinho deve estar com certeza fazendo boas pescarias nos lagos e rios do paraíso junto com D. Zica’, sua esposa.&lt;br /&gt;Meu pai e alguns amigos construíram um rancho no rio Pará, na primeira Itaoca, entre Pitangui e Martinho Campos. O dicionário diz que Itaoca, vem do Tupi e significa Casa de Pedra ou Furna.&lt;br /&gt;É exatamente isso. O maciço de pedra tem no mínimo vinte metros de altura e investe em sua parte mais alta sobre o rio. Aberturas na rocha formando furnas é criatório natural de pássaros e bichos da região. Os pescadores conseguiram colocar na pedra uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e todos que ali passam, rendem suas homenagens à padroeira do Brasil.&lt;br /&gt;Lugar mágico, de uma energia telúrica sem igual.&lt;br /&gt;O rancho foi construído pelos próprios companheiros pescadores que transportaram toda madeira e areia através do rio, em pequenas e frágeis canoas tocadas a remo e varejão.&lt;br /&gt;Ainda garoto, assisti a construção do rancho que distava uns cem metros acima da primeira Itaoca, sobre um barranco alto, protegido das cheias do rio e debaixo de frondosas árvores.&lt;br /&gt;De lá, tinha-se uma vista privilegiada do rio caudaloso, de águas límpidas.&lt;br /&gt;O rancho era de uma simplicidade espartana, sem toque feminino, casa típica de pescadores.&lt;br /&gt;O café no bule estava sempre pronto na trempe do fogão a lenha, tarefa de quem chegava mas cedo da pescaria.&lt;br /&gt;Sábado, domingo ou qualquer feriado, íamos para o rancho.&lt;br /&gt;Às vezes íamos mesmo no domingo, não sem antes de assistirmos a missa dos pescadores que era celebrada às cinco horas da manhã pelo saudoso Padre Grevi na antiga matriz de Nossa Senhora da Piedade.&lt;br /&gt;O Padre Grevi tinha uma particularidade, sua missa demorava no máximo trinta minutos. Dali seguíamos na Kombi do João Sapateiro ou do Geraldo seu irmão, ambos sócios do rancho, e no máximo às sete horas estávamos lá. Ao chegarmos, descíamos a tralha, varríamos todo o rancho, fazíamos o café forte, colocávamos o feijão para cozinhar no fogão a lenha e só então saíamos para pescar. Era um ritual.&lt;br /&gt;Todos colaboravam e em meia hora tudo estava pronto.&lt;br /&gt;O rio Pará naquela época era extremamente piscoso e de suas águas saiam belas corvinas, surubins, dourados, pacus, matrinxâs, piaus, mandis amarelo, o pirá e até mesmo o pacamão, peixe de couro, característico do rio São Francisco, cujo rio Pará é afluente.&lt;br /&gt;Certa feita, em um só dia, meu pai fisgou dois belos exemplares, um com uns 18 kg e outro com uns 12 kg e duas enormes piranhas. Amarrou os dois brutos e as piranhas em uma corda e os deixou dentro do rio, com a intenção de trazê-los vivos  para a casa.&lt;br /&gt;No dia seguinte cadê os peixes? As piranhas cortaram a corda com seus afiadíssimos dentes e adeus peixes.&lt;br /&gt;“Não se preocupe, logo a gente pega mais”, disse meu pai.&lt;br /&gt;Certa vez, ele e os demais companheiros, desceram o rio até a terceira Itaoca, em busca de um cardume de piaus que tinha sido avistado naquelas paragens. Da primeira à terceira Itaoca gastava-se uma hora de viagem rio abaixo e duas horas para retornar. O Sr Enio não quis ir à busca dos piaus e me convidou para ficar pescando com ele na primeira Itaoca.&lt;br /&gt;Assim fizemos e até que estávamos pescando umas boas corvinas.&lt;br /&gt;De repente, ele me chamou a atenção, pois fazia um grande esforço para recolher a linha de sua carretilha PEN.&lt;br /&gt;Pensávamos se tratar de um grande pacu ou até mesmo uma boa piranha. Devido ao movimento da linha. Pasmem-se: O anzol tinha entrado caprichosamente em um minúsculo buraco, bem no centro de um prato esmaltado. Daí o peso e os rodopios. Ele me disse: “Que bom que você está aqui, se eu contar ninguém vai acreditar”.&lt;br /&gt;Levamos o prato para o rancho e mais tarde contamos o fato e ninguém acreditou e foi verdade, eu vi.&lt;br /&gt;De outra vez, no mesmo rio Pará, no lugar denominado Porto da Formiga foram pescar meu pai Walter Martins, José Ferreira de Oliveira, Geraldo Magela dos Santos, o Sr. Gillica, seu irmão José do Pedro, José Pereira Campos e o Manoel Pereira Campos.&lt;br /&gt;As canoas com bons motores cortaram rapidamente as águas rio acima.&lt;br /&gt;Apoitaram a uns 250 metros acima da ponte do Porto da Formiga e lançaram suas linhas n’água. Não demorou nada e o José Ferreira fisgou um dourado que é um belíssimo peixe carnívoro de grande porte, coloração dourada, tendente ao vermelho e carne extremamente saborosa.&lt;br /&gt;Peixe guerreiro, ao ser fisgado proporciona um belo espetáculo com seus enormes saltos sobre a água e aquele fisgado pelo José Ferreira era um belo exemplar com aproximadamente uns 10 kg.&lt;br /&gt;Todos pararam de pescar e ficaram apreciando o espetáculo da luta do peixe e do homem.&lt;br /&gt;O Sr. José Ferreira pescador experiente foi trabalhando o peixe com calma para que ele se cansasse, mas por uma fatalidade a linha passou na hélice do motor e lá se foi o peixe.&lt;br /&gt;Diante da desolação do Sr. José Ferreira, o Gillica, que havia fisgado um pequeno timburé, iscou com ele o seu anzol e disse ao Sr. José Ferreira, logicamente brincando:&lt;br /&gt;- “Não se preocupe, vou buscar o seu anzol”.&lt;br /&gt;Atirou a linha no rio e não demorou nem dois minutos e fisgou um dourado.&lt;br /&gt;Depois de muita luta conseguiu içá-lo para o barco.&lt;br /&gt;Qual não foi o espanto de todos: A linhada, o anzol do Sr. José Ferreira, estava na boca do dourado.&lt;br /&gt;O Gillica calmamente apanhou o material e o entregou ao Sr. José Ferreira que para riso de todos afirmava ser dele o peixe.&lt;br /&gt;Se duvidarem da história pergunte ao Gillica, ao Dr. Manoel Pereira Campos e ao meu pai. Eles estão aí e podem confirmá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-7826134583928110345?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/7826134583928110345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/historias-de-pescadores-fernando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7826134583928110345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7826134583928110345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/historias-de-pescadores-fernando.html' title='HISTÓRIAS DE PESCADORES-   FERNANDO MARTINS FERREIRA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-8625858563823809024</id><published>2011-12-21T11:46:00.001-02:00</published><updated>2011-12-21T11:49:58.519-02:00</updated><title type='text'>O SOAR DA TROMBETA-                 FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-auOkO7jy5vs/TvHirfs5FKI/AAAAAAAAATU/lz7lmvFT_W8/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://2.bp.blogspot.com/-auOkO7jy5vs/TvHirfs5FKI/AAAAAAAAATU/lz7lmvFT_W8/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;23 - O soar da Trombeta&lt;br /&gt;A sessão da Câmara que votaria o aumento salarial dos deputados já estava quase lotada.&lt;br /&gt;Enfiados em seus ternos caros e engomados, os representantes do povo desfilavam pelos corredores do Congresso, acompanhados de seus assessores, que também esperavam ansiosos o resultado da votação, já que receberiam, com o aumento de seus chefes, um rechonchudo quinhão.&lt;br /&gt;Ao final da sessão, marcada por aplausos efusivos e nenhuma voz discordante, uma turba de deputados saiu, sorridente, pela porta principal, em direção ao estacionamento. Porém,algo muito estranho os impediu de ultrapassar o final da rampa de granito: uma força magnética poderosa [ou algo parecido], que não os deixava prosseguir seu caminho de volta à abastança, agora ainda mais farta com o novo aumento salarial.&lt;br /&gt;Os outros deputados e assessores se juntaram aos primeiros e forçaram a passagem, mas nada que fizessem conseguia romper aquela barreira invisível que parecia se erguer sobre todo o prédio, formando uma imensa redoma. Tentaram outros lugares, outros pontos de fuga, mas nada.&lt;br /&gt;Estavam presos.&lt;br /&gt;Do lado de fora, o povo se aglomerava para tentar entender o que estava acontecendo com aqueles homens engravatados e mulheres elegantes parados no final da rampa de acesso aoestacionamento. Uma senhora idosa se aproximou de um deputado e perguntou: “Por que o senhor não sai?”. Ele não respondeu. Tentou mais uma vez dar um passo, mas não conseguiu. “Não posso”, disse ele por fim, olhando nos olhos da velha, desesperado. “Eles não podem sair”, gritou a velha para a multidão, que crescia cada vez mais em torno da redoma invisível.&lt;br /&gt;A noite chegou e os deputados continuavam lá, presos. Redes de TV e rádio se instalaram ao redor do Congresso, registrando tudo. Sindicatos e movimentos sociais de todo o país organizaram caravanas de partidários e simpatizantes para irem à capital testemunhar de perto aquele fato inusitado e surreal: no dia da aprovação do substancioso aumento salarial concedido pelos deputados a eles mesmos, uma força sobrenatural os impedia de sair do local da votação.&lt;br /&gt;“O que você acha que vai acontecer com eles?”, perguntavam os repórteres às pessoas do lado de fora. “Eu acho que isto é um castigo de Deus, e que eles vão ficar lá dentro até apodrecerem”, respondiam alguns mais revoltados, que aos poucos foram se juntando em torno de um líder barbudo, de aspecto desleixado.&lt;br /&gt;Três semanas se passaram.&lt;br /&gt;Os deputados já não se encontravam mais de terno e gravata. Andavam pelo Congresso sem camisa, alguns só de cueca, calcinha e sutiã, descalços e famintos, pois o ar condicionado tinha pifado e a comida acabado. Por mais que eles tentassem desligar ou destruir as câmeras de segurança do interior do prédio, nada as impedia de continuarem registrando todos os seus movimentos, que – por um desses milagres da tecnologia – puderam ser acompanhados em todo o país, em rede nacional. Milhões de pessoas puderam ver, por exemplo, dois deputados disputando um pacote de bolachas importadas, sob o olhar atento de um assessor, que vasculhava o chão à procura de migalhas; uma deputada gorda agredindo a tapas um colega, acusando-o de ter invadido seu gabinete à procura de chocolates e outras guloseimas; a morte de um deputado idoso, que implorava a alguém do lado de fora o seu remédio do coração que, mesmo comprado na farmácia mais próxima, não passava pelo campo de forças invisível.&lt;br /&gt;Nada passava pela barreira. Parentes e amigos dos parlamentares tentaram entregar-lhes comida, bebida e água, mas a redoma jogava tudo para fora novamente, com uma força descomunal.&lt;br /&gt;Seis meses se passaram.&lt;br /&gt;Quinze deputados haviam morrido, dez deles devorados por outros parlamentares, que não agüentaram a fome atroz que os rasgava por dentro, causando dores lancinantes em seus estômagos vazios. Estavam sujos e fediam, pois não tinham água há vários dias. Algunsenlouqueceram: pediram perdão a Deus pelos seus pecados, prometendo que nunca mais roubariam o povo; olhavam para as câmeras de segurança e, aos prantos, imploravam misericórdia, reconhecendo que aquele salário era uma afronta à pobreza da população, uma indecência, uma injustiça sem tamanho.&lt;br /&gt;Do lado de fora, o líder barbudo gritava insultos e era acompanhado por uma multidão de seguidores, que mais parecia um exército infernal pronto para o ataque. No meio do povo, um jovem negro recitava, aos gritos, trechos de antigos e quase esquecidos poemas de Vinicius de Moraes: “Senhor! Tudo é blasfêmia e tudo é lodo. / Vós não vedes, Senhor, não vedes, todo / Esse povo a sofrer? / Deixai por um momento a Igreja Santa / A iniqüidade do pecado é tanta / Que Roma vai morrer!”. A multidão se inflamava e erguia foices, facas, machados, pás e picaretas, dando mostras de querer atravessar a redoma e acabar comaquilo de uma vez por todas. “Escutai, Senhor Deus, a imensa grita / Da humanidade sofredora e aflita / Que morre no pavor! / - Dai-lhe a morte no campo de batalha / Dai-lhe sangue vermelho por mortalha / - Dai-lhe a guerra, Senhor!”.&lt;br /&gt;Mas a redoma não se abriu. Não houve carnificina. O fim chegou lentamente para os deputados.&lt;br /&gt;Só quatro parlamentares sobreviveram. E, por isso, o povo passou a acreditar que eles eram os únicos que realmente tinham a ficha limpa. Os quatro se uniram e organizaram um movimento político no país contra a corrupção, a favor da justiça, da dignidade e da igualdade que, pela primeira vez na história, foi um sucesso e mudou radicalmente a&lt;br /&gt;Política Nacional.&lt;br /&gt;Foi aí que eu acordei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUEM É MARCUS FLÁVIO DA SILVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Pará de Minas- MG em 1975. Possui graduação em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado pela Universidade federal de Minas Gerais (2002) com estágio (Doutorado- sanduíche/CAPES) na Universidade de Lisboa- Portugal (2002). Atualmente é Vice- diretor da Faculdade de Pará de Minas- FAPAM-(MG) onde já exerceu os cargos de Coordenador do Curso de História, coordenador do NUPE- Núcleo de Pesquisa, e foi professor nos cursos de História e Administração. Atualmente leciona nos cursos de Direito e Pedagogia. É autor do livro SUBSISTENCIA E PODER: a política do abastecimento alimentar nas Minas Setecentistas (Editora UFMG -2008) e de artigos publicados em periódicos e livros de História. Um de seus trabalhos foi publicado no livro HISTÓRIA DE MINAS GERAIS- As Minas Setecentistas (Editora Autentica 2007) obra vencedora do PREMIO JABUTI&lt;br /&gt;2008 na categoria Ciências Humanas. Atualmente exerce também a função de Pesquisador Institucional da Faculdade de Pará de Minas junto ao Ministério da Educação, sendo responsável pelo acompanhamento dos processos e renovação de reconhecimento dos cursos de graduação da IES. Em 2009 foi eleito para a Academia de Letras de Pará de Minas.&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-8625858563823809024?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/8625858563823809024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/o-soar-da-trombeta-flavio-marcus-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/8625858563823809024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/8625858563823809024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/o-soar-da-trombeta-flavio-marcus-da.html' title='O SOAR DA TROMBETA-                 FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-auOkO7jy5vs/TvHirfs5FKI/AAAAAAAAATU/lz7lmvFT_W8/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-7863306024103523125</id><published>2011-12-14T17:48:00.000-02:00</published><updated>2011-12-14T17:48:17.718-02:00</updated><title type='text'>AMOR, ESSA PALAVRA DE LUXO- FLÁVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fFV_gCRiUwg/Tuj89ykWVqI/AAAAAAAAATI/MFx4UBLEWUs/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://4.bp.blogspot.com/-fFV_gCRiUwg/Tuj89ykWVqI/AAAAAAAAATI/MFx4UBLEWUs/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              21 - Amor, essa palavra de luxo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31 de dezembro de 2010.&lt;br /&gt;Pará de Minas acorda hoje sob a luz fraca de um sol invisível, escondido por nuvens densas e tristes... Ouço as notícias locais no rádio. Ouço meus filhos brincarem. Eles estão felizes: sorriem, correm, derrubam coisas...; curtem a manhã como se nada mais existisse além das brincadeiras e pequenas alegrias da infância, sem qualquer preocupação com o amanhã.&lt;br /&gt;Para eles o futuro não vai além daquilo que estão programando para agora, para os próximos minutos. Minha filha canta e conversa sozinha, inventando histórias, como faz seu pai em noites solitárias, quando todos estão dormindo. Mas, diferente do pai, ela não precisa escrever para fugir da dor, para não se sufocar com a alma que grita no silêncio e se debate entre monstros e abismos escuros. São histórias de borboletas e casulos, de cachorrinhos que se perdem e são achados, de patinhos que brincam na lagoa. Os desenhos ela mesma faz e colore. Os textos ela dita e eu escrevo, do jeitinho que ela conta.&lt;br /&gt;Meus filhos acordam cedo. Adoram viver. Querem descobrir o mundo. O pequeno, de dois anos, percorre a casa com um tamborete nas mãos e sobe em tudo. Quer ver o que tem ali em cima, do outro lado, atrás, na frente... Quer explorar, brincar, conhecer. Ele também gosta de histórias... Parece que este vai ser o meu maior legado a eles: o amor pelos livros, pela fantasia da literatura [herança que não é pequena; ou melhor, é infinita]. Não tenho nenhuma estratégia montada para o futuro dos dois, pois sei que eles não me pertencem.&lt;br /&gt;Não forço nada. Oriento, coloco limites, estimulo a paixão pela leitura, mas de forma natural, sem obrigá-los a nada. O que eu faço? Leio perto deles, levo-os até a minha biblioteca e deixo que eles a explorem, compro livrinhos e revistinhas, leio para eles,invento contos, e sinto que eles têm prazer.&lt;br /&gt;Prazer. Alegria. Saúde. Espontaneidade. É isso que eu quero para os meus filhos. Que eles se descubram e descubram o mundo, sem se preocuparem com convenções estúpidas, com regras pré-definidas sobre o sucesso, que criam caminhos artificiais: projetos que são verdadeiros pacotes de felicidade, quase sempre com os mesmos ingredientes: esposa rica, marido rico, casa de luxo, bom emprego, viagens, carros, prestígio, fama, poder, riqueza...&lt;br /&gt;É isso que eles realmente querem? Se for, que busquem isso, então. Mas se não for [e eles precisam aprender a difícil arte de descobrir que não é], que eles busquem outra coisa, algo que tenha a ver com eles, com o que há de mais verdadeiro e único neles.&lt;br /&gt;Minha missão impossível é evitar que os artificialismos do mundo impeçam meus filhos de serem eles mesmos. Não tem jeito. Digo isso porque, apesar de todas as leituras que eu fiz, de todas as viagens de auto-conhecimento que empreendi, eu não consigo ser eu mesmo numa sociedade como a nossa. São tantas regras de conduta e de convívio social; tanto consumismo e futilidades, que não dá... simplesmente não dá...&lt;br /&gt;Mas mesmo assim, eu tento mostrar aos meus filhos que no palco onde acontece este baile de máscaras que é a nossa vida, eles podem encontrar uma saída, um ponto de fuga, dentre deles mesmos: um lugar de prazer onde eles são aquilo que Deus fez, como Criador, e que, depois, nós, pecadores, ambiciosos e egoístas, destruímos. Porque eu não acredito [não consigo acreditar] que Deus tenha criado este mundo de injustiças no qual vivemos, onde deputados aumentam seus próprios salários em mais de 60%, enquanto crianças passam fome, cercadas de desamparo e solidão; onde pobres e negros são marginalizados e não conseguem estudar em boas escolas, mesmo sendo mais capazes e competentes que muitos brancos e ricos. Não. Deus não pode ter criado o mundo assim. Isso só pode ser obra do homem, imperfeito, orgulhoso, ambicioso. Por isso nossos filhos não precisam aceitar tudo que os cerca como verdades absolutas, já que esse mundo é artificial, criado por seres de vontades ilimitadas, forjadas na guerra, na violência, no consumo desenfreado, na ascensão ao poder e ao dinheiro: sempre mais, cada vez mais, infinitamente mais...&lt;br /&gt;E o amor? Onde está o amor?&lt;br /&gt;Tem gente que enxerga a vida como um grande tabuleiro, e as pessoas como peças de um jogo complexo, cujo objetivo único é a vitória. Nessa perspectiva, ser caridoso [sem transformar a caridade em estratégia de jogo, como fazem os políticos] é andar para trás; amar de verdade, só de amor, uma mulher pobre, sem patrimônio, é não sair do  enquanto outros avançam rumo à prosperidade [não importa se não existir amor, se a&lt;br /&gt;relação com o outro for simplesmente contratual, seca, cheia de vazios]; não conseguir convencer o filho a fazer um curso respeitado, como Medicina ou Direito, em uma boa universidade, é como perder um peão no jogo; se o filho expõe à sociedade o seu vício em cocaína ou a sua homossexualidade, é um rei que é eliminado do tabuleiro.&lt;br /&gt;A meu ver, se houver respeito ao próximo, a vida pode seguir seu curso sem tantos formalismos e ideias prontas sobre como deve ser o trajeto. Não quero que meus filhos vejam a vida como um jogo frio, sem amor, ditado pela sociedade de consumo. Não quero isso para eles. Não quero...&lt;br /&gt;Descobrir o “eu” interior original e único de cada um não é fácil, com tantos estímulos capazes de nos desviar dessa descoberta. Meu objetivo, como pai, é tentar facilitar o caminho, ajudar meus filhos a se encontrarem. Se isso é possível? Confesso que não sei.&lt;br /&gt;A única coisa que eu sei, parafraseando Adélia Prado, é que falta amor...&lt;br /&gt;Essa palavra de luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              QUEM É MARCUS FLÁVIO DA SILVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Pará de Minas- MG em 1975. Possui graduação em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado pela Universidade federal de Minas Gerais (2002) com estágio (Doutorado- sanduíche/CAPES) na Universidade de Lisboa- Portugal (2002). Atualmente é Vice- diretor da Faculdade de Pará de Minas- FAPAM-(MG) onde já exerceu os cargos de Coordenador do Curso de História, coordenador do NUPE- Núcleo de Pesquisa, e foi professor nos cursos de História e Administração. Atualmente leciona nos cursos de Direito e Pedagogia. É autor do livro SUBSISTENCIA E PODER: a política do abastecimento alimentar nas Minas Setecentistas (Editora UFMG -2008) e de artigos publicados em periódicos e livros de História. Um de seus trabalhos foi publicado no livro HISTÓRIA DE MINAS GERAIS- As Minas Setecentistas (Editora Autentica 2007) obra vencedora do PREMIO JABUTI&lt;br /&gt;2008 na categoria Ciências Humanas. Atualmente exerce também a função de Pesquisador Institucional da Faculdade de Pará de Minas junto ao Ministério da Educação, sendo responsável pelo acompanhamento dos processos e renovação de reconhecimento dos cursos de graduação da IES. Em 2009 foi eleito para a Academia de Letras de Pará de Minas.&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-7863306024103523125?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/7863306024103523125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/amor-essa-palavra-de-luxo-flavio-marcus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7863306024103523125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7863306024103523125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/amor-essa-palavra-de-luxo-flavio-marcus.html' title='AMOR, ESSA PALAVRA DE LUXO- FLÁVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fFV_gCRiUwg/Tuj89ykWVqI/AAAAAAAAATI/MFx4UBLEWUs/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-3263319083488003955</id><published>2011-12-07T11:07:00.000-02:00</published><updated>2011-12-07T11:07:17.166-02:00</updated><title type='text'>O SABIO E O DEMONIO- FERNANDO MARTINS FEREIRA</title><content type='html'>O SÁBIO E O DEMÔNIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa feita deixava um grande sábio e santo homem à cidade quando se encontrou com o demônio que conduzia uma tropa com seis cavalos.&lt;br /&gt;Perguntou o servo de Deus:&lt;br /&gt;- Que levas aí ó demônio?&lt;br /&gt;Respondeu o demônio:&lt;br /&gt;- É a mercadoria que pretendo vender na cidade.&lt;br /&gt;- Poderás dizer-me que mercadoria é essa cujo peso parece cansar os teus cavalos?&lt;br /&gt;- O primeiro cavalo está carregado de injustiça; o segundo leva uma bela carga de avareza; trago no terceiro, mil arrobas de vaidade; o quarto está carregado de perfídia; o quinto de egoísmo e o último o mais forte de todos está carregado de ambição.&lt;br /&gt;Injustiça, avareza, vaidade, perfídia, egoísmo e ambição, repetiu o sábio cheio de espanto.&lt;br /&gt;- E a quem pretende vender essa mercadoria?&lt;br /&gt;- Venderei a injustiça aos magistrados, explicou o demônio. Os ricos de mim comprarão a avareza. A vaidade será adquirida pelas mulheres. A perfídia pelos políticos. O egoísmo será para os poderosos. A ambição será comprada pelos comerciantes.&lt;br /&gt;- Volta com sua tropa ó demônio! Bradou com veemência o sábio. Não conseguirás um centavo. A tua mercadoria será repelida por todos!&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, repousava o santo homem sob a sombra de uma árvore, quando avistou de novo o demônio que regressava da cidade, trazendo em tranqüila marcha os seis cavalos, sem as cargas.&lt;br /&gt;- A quem, ó maligno, vendestes a tua horrível mercadoria? Indagou o santo homem.&lt;br /&gt;- Ao entrar na cidade, contou o demônio, encontrei um homem rico e poderoso. Interessou-se logo pelas mercadorias e quis arrematar tudo sem fazer questão de preço.&lt;br /&gt;- E vendestes tudo a um só homem? Acudiu o santo assombrado.&lt;br /&gt;- Sim. A um homem só. E creia-me, o exigente comprador achou pouco queria mais. Mora num suntuoso palácio de colunas azuis.&lt;br /&gt;- Meu Deus! Quem mora ali é o nosso presidente. Se ele precisou de suas mercadorias, é porque pretende abolir as leis, esquecer o direito dos fracos, perseguir os humildes, e transformar-se enfim num tirano!&lt;br /&gt;E concluiu desolado.&lt;br /&gt;- Sim, aquele que abusa da força e do poder para negar o direito e exercer a tirania, tem por certo a alma repleta de todas as mercadorias do diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Adaptação livre conto com o mesmo nome de Malba Tahan)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-3263319083488003955?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/3263319083488003955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/o-sabio-e-o-demonio-fernando-martins.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3263319083488003955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3263319083488003955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/o-sabio-e-o-demonio-fernando-martins.html' title='O SABIO E O DEMONIO- FERNANDO MARTINS FEREIRA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-4771808383729947959</id><published>2011-12-07T10:53:00.001-02:00</published><updated>2011-12-07T10:57:05.800-02:00</updated><title type='text'>"MUITO ESQUISITO" - FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BNlOESH4dNY/Tt9ifGGjkxI/AAAAAAAAAS8/1wdm6-ITQws/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://1.bp.blogspot.com/-BNlOESH4dNY/Tt9ifGGjkxI/AAAAAAAAAS8/1wdm6-ITQws/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;20 - Muito esquisito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vizinhança não gostava dele. Achava-o muito esquisito. Era um jovem calado, de olhar triste, que andava pelas ruas do bairro quase sempre de mãos dadas com a filha de seis anos[uma cópia em miniatura do pai, de quem herdara, além dos traços tristes e o olhar perdido, a timidez e o medo das pessoas].&lt;br /&gt;A esposa era uma professora primária. Ele, um escritor. Mas ninguém conhecia seus livros– o que não era estranho naquela cidade, onde ler, para a maioria dos habitantes, era considerado uma perda de tempo. Porém, mesmo se houvesse ali uma cultura literária mais refinada, que não se limitasse apenas à leitura esporádica de alguns livros de auto-ajuda, ninguém seria capaz de descobrir as obras daquele misterioso escritor. Alguns vizinhos chegaram até a vasculhar a sua caixa de correio, descobriram seu nome completo e pesquisaram na internet, mas não encontraram nada sobre a sua ocupação.&lt;br /&gt;O que ninguém desconfiava era que aquele jovem desagradável havia se tornado, nos últimos anos, um famoso escritor de livros de terror, que ele publicava em vários países com o pseudônimo de Daniel Zafón. Escrevia originalmente em inglês, mas havia traduções de seus trabalhos em quase todas as línguas do mundo, inclusive em português. Ganhava rios de dinheiro [algo raro entre escritores], mas vivia modestamente, numa pequena casa alugada, em um bairro tranquilo de classe média. Tinha um carro popular bem conservado, que só saía da garagem nos finais de semana, quando ia com a mulher e a filha passear pelos pequenos vilarejos das redondezas, para pescar, acampar e curtir a natureza. Doava grande parte da sua renda para instituições de caridade, que cuidavam de crianças e idosos, mas investia também em livros, sobretudo em histórias de terror [a maioria importada da Europa], e na educação da filha, que, se quisesse, quando completasse 18 anos, poderia estudar em qualquer universidade do mundo.&lt;br /&gt;Na casa ao lado vivia um casal de aposentados e seu filho solteiro. O rapaz tinha a mesma idade do escritor, 32 anos, mas não podia ser mais diferente. A começar pelo tamanho.&lt;br /&gt;Enquanto o escritor era magro, pequeno e de aspecto doentio, o vizinho era um armário de músculos, conquistados e mantidos com várias horas de academia por semana e, para minimizar os esforços e o tempo nos aparelhos, com algumas injeções de hormônio bovino, aplicadas, regularmente, por um amigo veterinário. Trabalhava como entregador de móveis numa loja e vendia cigarros de maconha de vez em quando; ganhava uma miséria, mas tinha um carro importado e um guarda-roupa entupido de marcas famosas e caras. Seu dinheiro era todo queimado em malhação, injeções, roupas, tênis, parcelas do carro financiado, mulheres e, é claro, nas latinhas de cerveja dos finais de semana. O resto da despesa era pago pelos pais, que o tratavam como uma criancinha mimada, aceitando seus caprichos e violências como algo normal: “Coisas de homem” – costumava dizer a mãe, sempre que recebia um soco ou um pontapé do filhinho querido.&lt;br /&gt;Todas as tardes, quando chegava do trabalho, o Bad Boy colocava uma camiseta que valorizasse bem seus músculos tatuados, uma bermuda e um tênis, e ia passear na avenida com Stálin, seu cão Pit Bull, o terror da vizinhança. O animal era quase uma miniatura do dono, cheio de músculos, com dentes enormes, e andava pelos passeios sem focinheira, latindo para todo mundo.&lt;br /&gt;Quando o escritor e sua filha voltavam da escola, quase sempre se encontravam com o cão e seu dono a caminho do desfile exibicionista na avenida. Pai e filha mudavam de passeio, mas mesmo assim o animal latia ferozmente para eles, enquanto o dono, embora segurasse firme a guia, fazia movimentos com o braço como se ameaçasse soltar o animal [e um leve sorriso de desprezo se desenhava em seus lábios]. A menina tremia de medo, mas o pai não dizia nada. Segurava-a firme em seus braços e seguia seu caminho sem olhar para trás.&lt;br /&gt;Numa sexta-feira à tarde, a cena se repetiu; só que no momento em que o rapaz sorria e ameaçava soltar o cão no escritor e sua filha, uma dor muito forte no seu braço fez com que ele largasse a guia. Sentindo-se livre, Stálin avançou sobre a menina, sedento de sangue.&lt;br /&gt;Tudo aconteceu em apenas alguns segundos, mas vou descrever a cena em câmera lenta, de forma que o leitor possa aproveitar melhor os detalhes.&lt;br /&gt;Como eu dizia, Stálin avançou sobre a pobre criança com a rapidez de um touro que, enlouquecido, salta de seu cubículo em direção ao matador no meio da arena. Seu alvo era o frágil pescoço da menina, que ele queria morder com toda a sua força e estraçalhá-lo, até transformá-lo numa pasta de carne, pele e cartilagem moídas.&lt;br /&gt;Enquanto corria, contraindo seus músculos num tiro de alta potência, Stálin mantinha seus olhos focados naquele pescoço que, por instinto, ele sabia ser o ponto vital da sua presa.&lt;br /&gt;A menina fechou os olhos, aterrorizada.&lt;br /&gt;Felizmente, ela não sentiu nenhuma dor.&lt;br /&gt;Ao abrir os olhos novamente, segundos depois, num movimento involuntário das pálpebras, tudo já tinha acabado.&lt;br /&gt;Dois corpos jaziam sobre o passeio: o do cão e o do dono do cão.&lt;br /&gt;Como eu disse há pouco, tudo aconteceu em questão de segundos. O cão enraivecido saltou como um touro sobre a menina, mas antes de conseguir fechar sua poderosa mandíbula em torno do seu alvo, duas mãos a seguraram no ar com a rapidez de um relâmpago e ergueram o animal, que se debatia ferozmente, sem conseguir se soltar. As mãos daquele pai franzino abriram a mandíbula de Stálin até seus ossos e cartilagens se quebrarem, transformando a cabeça do animal numa planta carnívora gigante, com suas pétalas cor de sangue escancaradas, esperando a chegada de um besouro ou de um pássaro. Um som borbulhante, como um gargarejo, saía do buraco onde antes estava a boca do animal, cujos membros continuavam se debatendo violentamente no ar. Foi quando o escritor começou a morder a barriga de Stálin, puxando para fora, com os dentes, fígado, rins, estômago, tripas e outras vísceras. Em seguida [quase ao mesmo tempo], abriu o peito do animal e arrancou com as mãos coração e pulmões, puxando também traquéia, esôfago, língua e outras partes difíceis de identificar.&lt;br /&gt;Os restos mortais de Stálin, espalhados pelo passeio, foram então pisoteados pelo escritor, que, sujo de sangue dos pés à cabeça, mais parecia um personagem possuído pelo demônio em uma de suas histórias macabras.&lt;br /&gt;Logo à frente, o dono do cão morria de enfarte assistindo à cena.&lt;br /&gt;A menina nada sofreu.&lt;br /&gt;O escritor também nada sofreu.&lt;br /&gt;Mas a vizinhança continuou não gostando dele...&lt;br /&gt;Realmente, ele era muito esquisito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-4771808383729947959?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/4771808383729947959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/muito-esquisito-flavio-marcus-da-silva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4771808383729947959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4771808383729947959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/muito-esquisito-flavio-marcus-da-silva.html' title='&quot;MUITO ESQUISITO&quot; - FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BNlOESH4dNY/Tt9ifGGjkxI/AAAAAAAAAS8/1wdm6-ITQws/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-5029183708722816598</id><published>2011-12-02T12:56:00.000-02:00</published><updated>2011-12-02T12:56:34.682-02:00</updated><title type='text'>BACALHAU A FERNANDO FERREIRA -CHEF ERNANE-(FOTO)-</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-S0Mib6syhZU/Ttjmklj3Z2I/AAAAAAAAASw/9_rMUU7fs9k/s1600/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="263" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-S0Mib6syhZU/Ttjmklj3Z2I/AAAAAAAAASw/9_rMUU7fs9k/s320/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bacalhau à FernandoFerreira&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 1 colher (chá) de mostarda &lt;br /&gt; 600 g de bacalhau demolhado &lt;br /&gt; l kg de batatas &lt;br /&gt; leite meio gordo, q.b. &lt;br /&gt; 3 cebolas brancas &lt;br /&gt; 2 colheres de manteiga &lt;br /&gt; azeite fino&lt;br /&gt; farinha de trigo para envolver o bacalhau &lt;br /&gt; ½  chávena de maionese &lt;br /&gt; sal q.b.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Coza o bacalhau em leite durante 3 minutos.  Coe o leite por um passador fino e reserve.  Limpe o bacalhau das peles e espinhas mais fáceis de retirar e divida-o em pedaços. Com as batatas cozidas e passadas a puré, dê-lhe espessura juntando a manteiga e o leite que reservou.  Tempere com sal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Corte as cebolas às rodelas e refogue ligeiramente em bastante azeite.  Retire a cebola com uma escumadeira e, na gordura, frite o bacalhau passado por farinha. Num pirex untado, espalhe metade do puré.  Cubra com o bacalhau e regue com a maionese.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Disponha as rodelas de cebola e, à volta, enfeite a seu gosto com rosetas do puré que sobrou.  Leve ao forno para aquecer e tostar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://confessionariododito.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-5029183708722816598?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/5029183708722816598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/bacalhau-fernando-ferreira-chef-ernane.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/5029183708722816598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/5029183708722816598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/bacalhau-fernando-ferreira-chef-ernane.html' title='BACALHAU A FERNANDO FERREIRA -CHEF ERNANE-(FOTO)-'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-S0Mib6syhZU/Ttjmklj3Z2I/AAAAAAAAASw/9_rMUU7fs9k/s72-c/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-6893458424065838301</id><published>2011-12-01T09:09:00.000-02:00</published><updated>2011-12-01T09:09:11.766-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-18tPbGAB5-w/TtdfC3CoRgI/AAAAAAAAASk/e0QWSRlkmgA/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://1.bp.blogspot.com/-18tPbGAB5-w/TtdfC3CoRgI/AAAAAAAAASk/e0QWSRlkmgA/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;                   19 - Na voz de Amália&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem namorada, cansada do tédio de uma relação que, para ela, já tinha ido longe demais, terminou com ele no dia 29 de dezembro, já com as malas prontas para um fim semana na praia com as amigas. Era para ter sido antes, mas ela não conseguia falar, com medo de prejudicar o tratamento que ele seguia contra a depressão [com remédios fortíssimos], desde que tentara se matar cortando os pulsos na banheira da sua casa, numa manhã chuvosa de segunda-feira. Foi encontrado pela faxineira, inconsciente, mergulhado na água quente e completamente tomada pelo vermelho intenso que brotava de seus pulsos abertos. Foi levado às pressas pelo caseiro ao hospital, onde se recuperou, preso a tubos e aparelhos, após uma longa transfusão de sangue. Ela tinha medo de que o término do namoro fosse mergulhá-lo de novo numa espiral de melancolia profunda que o levasse, mais tarde, a uma nova tentativa de suicídio, talvez bem sucedida. Preferiu ir adiando a conversa até não ter mais jeito.&lt;br /&gt;Foi então que, com a consciência pesada pelas inúmeras traições e pressionada pelas amigas, ela decidiu terminar o namoro de uma vez por todas numa quinta-feira à tarde, quatro dias depois do Natal, enquanto tomavam café numa lanchonete do centro histórico da cidade.&lt;br /&gt;Ele era funcionário de uma siderúrgica, onde trabalhava no setor contábil, e morava sozinho numa bela casa de madeira e vidro, no alto de um morro, cercada por uma floresta exuberante e assustadora. A casa era herança dos pais, falecidos em um acidente de avião quando voltavam de Portugal, onde tinham ido visitar alguns parentes. Era jovem, com dupla cidadania, mas nunca tinha saído daquela cidade, embora conhecesse muito sobre o mundo e o ser humano através dos livros, que lia com voracidade e prazer. Era dono de uma biblioteca que, além de relíquias religiosas e místicas, que iam do espiritismo ao candomblé, passando por práticas mágicas indígenas [herança da mãe], possuía uma enorme variedade de clássicos, entre contos, romances e tratados filosóficos, em várias línguas [que ele dominava fluentemente, graças a uma educação de alto nível, recebida em um colégio de padres franceses].&lt;br /&gt;Na primeira vez que visitou a sua casa, a jovem namorada, que nunca tinha lido um livro na vida, ficou espantada com a biblioteca e, ao mesmo tempo, desconfiada, diante da cultura do namorado, que aquela relação dificilmente daria certo. Ela era linda, tinha a pele clara, os olhos azuis; trabalhava como vendedora em uma boutique, só gostava de música sertaneja e tinha como bagagem de leitura apenas o que seus amigos escreviam no Orkut e no Facebook.&lt;br /&gt;Ele não tinha amigos. Era de pouca conversa, não gostava de sair, e sempre que um colega de espírito mais generoso se aproximava dele, era como se um campo de forças os separasse. O namoro com a bela vendedora exigia dele um esforço quase sobre-humano, pois ele tinha que sair de casa, ir a barzinhos, ouvir música sertaneja, conversar&lt;br /&gt;trivialidades e, o pior, aguentar os amigos dela em intermináveis churrascos regados a cerveja nos finais de semana. Ele simplesmente não tinha assunto nessas festas, pois não entendia nada de futebol e carros, e detestava ficar na beira da piscina bebendo e comendo, enquanto o álcool ia subindo às cabeças daqueles jovens, tornando-os ainda mais insuportáveis [eles gritavam, dançavam e posavam para fotos com as latinhas de cerveja nas mãos, levantando-as em direção ao céu, às gargalhadas]. O que ele sentia não era preconceito, pois admirava a alegria e a espontaneidade daquelas pessoas, às vezes até com um pouco de inveja. No fundo, o que ele experimentava era uma sensação de inadequação, um estranhamento que beirava a angústia e, às vezes, o desespero.&lt;br /&gt;Foi em meio a uma crise assim, numa segunda-feira chuvosa, depois de um longo churrasco no domingo [e com meia garrafa de vinho tinto na corrente sanguínea], que ele tentou se matar, após ligar para a namorada dizendo que a amava e que não queria perdê-la de jeito nenhum. Ela gostava dele, do seu jeito doce e olhar perdido, mas se incomodava de vê-lo fazer tanta coisa só para agradá-la, pois sabia que ele detestava sair, ouvir música sertaneja e estar com os amigos dela. O tempo que ele tinha para ler e assistir a filmes de arte, saboreando bons vinhos europeus, ele passava com ela, fazendo o que mais odiava [exceto sexo, que ambos adoravam, mas que, nos últimos tempos, vinha perdendo a energia dos primeiros meses]. Ela, por sua vez, não abria mão do que gostava. Detestava vinho, queijo gorgonzola, filmes franceses, música clássica e não tinha nada para conversar sobre livros, pois na vida só tinha lido um [e, mesmo assim, sem concluí-lo]: “A Ilha Perdida”, de Maria José Dupré.&lt;br /&gt;Não dava para continuar.&lt;br /&gt;O rompimento foi frio, rápido; ela nem quis terminar o suco. Uma praia ensolarada, homens sarados e muita cerveja a esperavam. Ele ficou ali, quieto, saboreando um café com conhaque e pensando na vida que lhe escapava, no tempo que não voltava mais. Trabalhava oito horas por dia numa empresa e numa função que não tinham nada a ver com ele, e, nos últimos dois anos, tinha amado uma mulher que o fazia deixar de lado o que ele mais gostava: livros, filmes e, o mais importante: o sonho de ser escritor.&lt;br /&gt;Levantou-se da mesa com a certeza de que a morte não era a melhor saída, que a vida podia ser diferente, bastava ele querer.&lt;br /&gt;A caminho de casa, ligou o rádio numa estação qualquer, enquanto observava pelo párabrisa do carro uma tempestade que se formava sobre a cidade. A música, um fado muito bonito na voz de Amália Rodrigues, fez com que ele pensasse no país de seus avós, na cidade onde nascera sua mãe e para onde seu pai se exilara, nos anos 80, para fugir da família e dos falsos amigos que o sufocavam no Brasil.&lt;br /&gt;Lisboa. Sempre quis conhecer a velha Lisboa, suas ruas e colinas cheias de história e encanto, seus fados, seus cheiros, suas texturas e cores...&lt;br /&gt;Por que não?&lt;br /&gt;Naquele mesmo dia colocou a casa à venda, pediu demissão do emprego e comprou uma passagem só de ida para Portugal. Levou consigo apenas algumas roupas, três manuscritos esquecidos no fundo de uma gaveta, contendo vinte pequenos contos de terror [que ele escreveu quando tinha 18 anos], e o desejo ardente de fazer a vida valer a pena.&lt;br /&gt;Em Lisboa, alugou um quarto numa pensão barata, próximo à estação de metrô Saldanha, na Avenida Almirante Reis. Comprou um notebook e se pôs a escrever, reservando uma parte do dia para ler e a outra para procurar emprego em algum jornal como cronista, revisor ou tradutor.&lt;br /&gt;Alguns meses depois, suas histórias de terror começaram a ser publicadas em revistas e jornais de Lisboa, Porto e Coimbra, mas ele recebia muito pouco por elas. Foi quando um conhecido da pensão, que havia sido livreiro em Paris por mais de trinta anos, lhe deu os endereços de algumas editoras e revistas em Londres, que eram especializadas em histórias de terror e que, segundo ele, pagariam muito mais pelos seus contos. “Seus textos são muito bons, não devem ficar restritos aos jornais portugueses”. O jovem escritor achou a ideia interessante e começou a escrever em inglês, língua que dominava desde a infância [aos 9 anos, quase sem consultar o dicionário, leu todos os contos do monumental Grimms’Fairy Tales – de onde talvez tenha surgido a sua paixão por bruxas e monstros].&lt;br /&gt;Suas histórias foram muito bem aceitas pelo público inglês, e como eram escritas numa língua universal, correram o mundo com uma velocidade espantosa, causando enorme sensação entre o público e a crítica especializada.&lt;br /&gt;Um ano depois de chegar a Lisboa, uma coletânea de seus contos já tinha sido publicada por uma importante editora inglesa [que vendia milhões de cópias do livro nos quatro cantos do mundo] e sua primeira novela de terror já estava no prelo, sendo aguardada com ansiedade por um público ávido por tramas inteligentes, mistério e muito sangue.&lt;br /&gt;Porém, ele continuou no anonimato, vivendo na mesma pensão da Avenida Almirante Reis, tomando o café da manhã na mesma pastelaria da esquina [onde pedia sempre uma tosta mista com café Sical], almoçando no restaurante da Biblioteca Nacional e jantando um sanduíche de fiambre na Casa das Sandes. Publicava seus textos sob o pseudônimo de Daniel Zafón, e fazia questão de não aparecer [ele até recusou uma entrevista no programa da Oprah Winfrey, que tinha lido um comentário elogioso sobre sua coletânea de contos, feito por ninguém menos que Stephen King, o mestre do macabro].&lt;br /&gt;Num sábado de primavera, passeando pelas livrarias do Chiado, ele conheceu a mulher que em menos de seis meses se tornaria sua esposa, e com quem voltaria para o Brasil, vivendo ao seu lado, muito feliz, por mais de sessenta anos. Ela era angolana e trabalhava como bancária. Não gostava muito de livros nem de filmes, nem trocava uma cerveja por um vinho, mas era generosa, e soube, naquele momento, que ali estava o homem da sua vida e que, por ele, seria capaz de abrir mão de muitas coisas; assim como soube, também, que aquele jovem encantador e de olhar triste era muito humilde e bondoso, com uma enorme capacidade para amar e compartilhar a vida com ela, também abrindo mão de muitos de seus prazeres para satisfazê-la.&lt;br /&gt;Foi assim que se conheceram, num café da Rua Garret, próximo à Praça Luiz de Camões, em Lisboa, onde conversaram por mais de duas horas, ouvindo, ao fundo, os mais belos fados portugueses, na inesquecível voz de Amália.&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-6893458424065838301?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/6893458424065838301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/19-na-voz-de-amalia-jovem-namorada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/6893458424065838301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/6893458424065838301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/12/19-na-voz-de-amalia-jovem-namorada.html' title=''/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-18tPbGAB5-w/TtdfC3CoRgI/AAAAAAAAASk/e0QWSRlkmgA/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-7755049712762734122</id><published>2011-11-30T10:51:00.001-02:00</published><updated>2011-11-30T10:51:58.331-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>TAPAJÓS E CARAJÁS: FURTO, FURTEI, FURTAREI&lt;br /&gt;TEXTO DO PROF. JOSÉ R.B. FREIRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um artigo sobre a divisão do Estado do Pará, com uma análise feita pelo professor José R.B. Freire é uma obra-prima jornalística, que nos remete aos tempos de Padre Antônio Vieira e seus famosos sermões. Vale a pena ler todo o artigo com atenção. Excelente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PBn P.S. - O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de&lt;br /&gt;Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de&lt;br /&gt;Pós-Graduação em Memória Social (UNI RIO).&lt;br /&gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;TAPAJÓS E CARAJÁS: FURTO, FURTEI, FURTAREI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAPAJÓS E CARAJÁS:FURTO, FURTEI, FURTAREI&lt;br /&gt;TEXTO DO PROF. JOSÉ R.B. FREIRE&lt;br /&gt;Eis um artigo sobre a divisão do Estado do Pará, com uma análise feita pelo professor José R.B. Freire é uma obra-prima jornalística, que nos remete aos tempos de Padre Antônio Vieira e seus famosos sermões. Vale a pena ler todo o artigo com atenção. Excelente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PBn P.S. - O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de&lt;br /&gt;Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de&lt;br /&gt;Pós-Graduação em Memória Social (UNI RIO).&lt;br /&gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;TAPAJÓS E CARAJÁS: FURTO, FURTEI, FURTAREI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Ribamar Bessa Freire&lt;br /&gt;09/10/2011 - Diário do Amazonas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a vaia mais estrondosa e demorada de toda a história da&lt;br /&gt;Amazônia.&lt;br /&gt;Começou no dia 4 de abril de 1654, em São Luís do Maranhão, com a&lt;br /&gt;conjugação do verbo furtar, e continuou ressoando em Belém, num&lt;br /&gt;auditório da Universidade Federal do Pará, na última quinta-feira, 6 de&lt;br /&gt;outubro, quando estudantes hostilizaram dois deputados federais que&lt;br /&gt;defendiam a criação dos Estados de Tapajós e Carajás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vaia, que atravessou os séculos, só será interrompida no dia 11 de&lt;br /&gt;dezembro próximo, quando quase 5 milhões de eleitores paraenses irão às&lt;br /&gt;urnas para votar, num plebiscito, se querem ou não a criação dos dois&lt;br /&gt;Estados desmembrados do Pará, que ficará reduzido a apenas 17% de seu&lt;br /&gt;atual território caso a resposta dos eleitores seja afirmativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta de divisão territorial não é nova. Embora o fato não seja&lt;br /&gt;ensinado nas escolas, o certo é que Portugal manteve dois estados na&lt;br /&gt;América: o Estado do Brasil e o Estado do Maranhão e Grão-Pará, cada um&lt;br /&gt;com governador próprio, leis próprias e seu corpo de funcionários.&lt;br /&gt;Somente um ano depois da Independência do Brasil, em agosto de 1823, é&lt;br /&gt;que o Grão-Pará aderiu ao estado independente, com ele se unificando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, no século XVII, a proposta era criar mais estados. Os colonos&lt;br /&gt;começaram a pressionar o rei de Portugal, D. João IV, para que as&lt;br /&gt;capitanias da região norte fossem transformadas em entidades autônomas. O padre Antônio Vieira, conselheiro do rei de Portugal, D. João IV,&lt;br /&gt;convenceu o monarca a fazer exatamente o contrário, criando um governo&lt;br /&gt;único do Estado do Maranhão e Grão-Pará sediado inicialmente em São&lt;br /&gt;Luís e depois em Belém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, o missionário jesuíta usou um argumento singular. Ele alegava&lt;br /&gt;que se o rei criasse outros estados na Amazônia, teria que nomear mais&lt;br /&gt;governadores, o que dificultaria o controle sobre eles. "É mais fácil&lt;br /&gt;vigiar um ladrão do que dois", escreveu Vieira em carta ao rei, de 4 de&lt;br /&gt;abril de 1654: “Digo, Senhor, que menos mal será um ladrão que dois, e&lt;br /&gt;que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um só”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num sermão que pregou na sexta-feira santa, já em Lisboa, perante um&lt;br /&gt;auditório onde estavam membros da corte, juízes, ministros e conselheiros&lt;br /&gt;da Coroa, o padre Vieira, recém-chegado do Maranhão, acusou os&lt;br /&gt;governadores, nomeados por três anos, de enriquecerem durante o triênio,&lt;br /&gt;juntamente com seus amigos e apaniguados, dizendo que eles conjugavam o verbo furtar em todos os tempos, modos e pessoas. Vale a pena transcrever um trecho do seu sermão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do&lt;br /&gt;governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos.&lt;br /&gt;Esses mesmos modos conjugam po r todas as pessoas: porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras quantos para isso têm indústria e consciência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Vieira, "os governadores furtam juntamente por todos os tempos". Roubam no tempo presente , "que é o seu tempo" durante o triênio em que governam, e roubam ainda "no pretérito e no futuro". Roubam no passado perdoando dívidas antigas com o Estado em troca de propinas, "vendendo perdões" e roubam no futuro quando "empenham as rendas e antecipam os contrato, com que tudo, o caído e não caído, lhe vem a cair nas mãos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O missionário jesuíta, conselheiro e confessor do rei, prosseguiu:&lt;br /&gt;"Finalmente, nos mesmos tempos não lhe escapam os imperfeitos, perfeitos, mais-que-perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtavam, furtaram, furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse. Em suma, que o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a furtar, para furtar. E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e as miseráveis províncias suportado toda a passiva, eles como se tiveram feito grandes serviços tornam carregados de despojos e ricos; e elas ficam&lt;br /&gt;roubadas e consumidas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa atitude audaciosa, Padre Vieira chama o próprio rei às suas&lt;br /&gt;responsabilidades, concluindo:&lt;br /&gt;"Em qualquer parte do mundo se pode verificar o que Isaías diz dos&lt;br /&gt;príncipes de Jerusalém: os teus príncipes são companheiros dos&lt;br /&gt;ladrões. E por que? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam;&lt;br /&gt;são companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos ladrões, porque lhes dão os postos e os poderes; são companheiros dos ladrões, porque talvez os defendem; e são finalmente, seus companheiros, porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos ladrões os levam consigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois novos Estados – Carajás e Tapajós – se criados, significam&lt;br /&gt;mais governadores, mais deputados, mais juizes, mais tribunais de contas,&lt;br /&gt;mais mordomias, mais assaltos aos cofres públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o Conselho Indígena dos rios Tapajós e Arapiuns, sediado em&lt;br /&gt;Santarém, representando 13 povos de 52 aldeias, se pronunciou criticamente&lt;br /&gt;em relação à proposta. Em nota oficial, esclarece:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os indígenas, os quilombolas e os trabalhadores da região nunca&lt;br /&gt;estiveram na frente do movimento pela criação do Estado do Tapajós,&lt;br /&gt;porque essa não era sua reivindicação e também porque não eram&lt;br /&gt;convidados. Esse movimento foi iniciado e liderado nos últimos anos por&lt;br /&gt;políticos. E nós temos aprendido que o que é bom para essa gente&lt;br /&gt;dificilmente é bom para nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-7755049712762734122?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/7755049712762734122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/tapajos-e-carajas-furto-furtei-furtarei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7755049712762734122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7755049712762734122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/tapajos-e-carajas-furto-furtei-furtarei.html' title=''/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-1076167031568333251</id><published>2011-11-25T11:10:00.002-02:00</published><updated>2011-11-25T11:17:00.934-02:00</updated><title type='text'>UMA CARTINHA AO PAPAI NOEL- FLAVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CtERXM7L21I/Ts-QM08lzVI/AAAAAAAAASY/VbYnIUrYSag/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://2.bp.blogspot.com/-CtERXM7L21I/Ts-QM08lzVI/AAAAAAAAASY/VbYnIUrYSag/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 - Uma cartinha ao Papai Noel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido Papai Noel,&lt;br /&gt;Neste ano eu me comportei direitinho. Obedeci à mamãe e ao papai, não briguei com a minha irmã e usei o dinheiro da minha mesada com muita responsabilidade. O papai me dá 700 reais todos os meses para eu gastar com o que eu quiser, mas eu economizo 200 reais por mês. É que eu quero juntar 3.000 reais para eu levar para a Disney ano que vem e comprar um monte de coisas legais para mim.&lt;br /&gt;Na escola eu também fiz tudo direitinho. Meus colegas fizeram muitas coisas erradas, mas eu não: todos os dias eles insultavam um outro menino, que veio estudar na nossa sala com uma bolsa de estudos, porque ele é pobre e negro, coitado... Eles batiam nele e o chamavam de um monte de coisas feias, como urubu, filhote de cruz credo e favelado; e ainda chamavam a mãe dele de prostituta e o pai de drogado e traficante. Só que eu não. Eu ficava caladinho. Eu não conversava com o menino porque ninguém nem chegava perto dele, só a professora, então eu não podia conversar também. Mas eu nunca bati nele nem o chamei de nomes feios.&lt;br /&gt;De vez em quando umas pessoas muito pobres tocam o interfone daqui de casa pedindo um prato de comida ou um pedaço de pão. Quando sobram restos de comida nos pratos, eu junto tudo, embrulho num jornal e levo para eles. Quando não sobra comida, eu pego uns dois ou três pães, que ficam guardados no armário a semana inteira para endurecer e a empregada poder ralar para fazer farinha de pão, e jogo para eles por cima da grade. Um dia um menino que estava com eles me pediu água. Mesmo correndo o risco de sujar o piso&lt;br /&gt;de granito da mamãe, eu abri o portão e deixei o coitado usar a torneira do jardim. O meu pai até chegou na hora e empurrou o menino para fora,chamando-o de pivete imundo. Eu fiquei muito triste com o papai.&lt;br /&gt;Ontem esteve aqui em casa a minha tia Jaciara. Ela me contou que só existe um Papai Noel de verdade: o senhor. Ela disse que aquele Papai Noel que fica na casinha da ASCIPAM é de mentira; que o Papai Noel de verdade é um espírito superior, que só visita as residências de pessoas superiores, como nós, que merecem ser presenteadas. Foi aí que eu entendi porque os alunos bolsistas lá da escola, que são inferiores, só ganham de Natal brinquedos&lt;br /&gt;ruins, enquanto nós, superiores, ganhamos brinquedos bons e caros. É que quem dá os presentes para as crianças pobres são os próprios pais delas (ou alguma instituição de caridade ou empresa), que não têm muito dinheiro, enquanto, no nosso caso, é o senhor mesmo, que vem com as suas renas mágicas visitar as nossas casas.&lt;br /&gt;Aproveito esta carta também para agradecer ao senhor o helicóptero de controle remoto, o computador, o tênis Puma e o celular que o senhor me deu no ano passado. Muito obrigado, Papai Noel. Gostei demais! O helicóptero ainda está funcionando, mas eu não brinco mais com ele porque fiquei enjoado, então eu o empresto ao filho da empregada todo sábado de manhã. O senhor precisa ver a alegria do menino! (Mas acho que o senhor vê, não é?). O computador já não me serve mais, porque de uma hora para outra ele ficou muito devagar e o papai teve que comprar outro. O tênis eu tive que parar de usar porque o Eloi, meu colega, chegou com um muito mais caro do que o meu; então eu tive que pedir ao papai para comprar um de uma marca ainda mais cara, para eu não ficar para trás. E o celular, o senhor sabe... Não dá para ficar com o mesmo por muito tempo, no máximo dois ou três meses, porque sempre aparece um mais avançado, com design mais moderno e mais caro lá na escola, e a gente tem que trocar o nosso, para ninguém ficar zoando a gente.&lt;br /&gt;Neste Natal, eu peço ao senhor um laptop (o melhor que tiver no mundo), porque oito colegas meus já têm os seus e eu preciso ter o meu também; uma viagem ao Japão, porque até hoje ninguém na minha sala foi ao Japão; e um celular novo (também o melhor do mundo), porque eu não posso ficar para trás.&lt;br /&gt;Ah! Já ia me esquecendo! Se for possível, eu gostaria de confirmar uma coisa com o senhor. É que ontem, junto com a tia Jaciara, veio nos visitar o tio Tomás, que é deputado lá no Congresso. Ele ficou o tempo todo rindo (com a mão naquela pança enorme que ele tem), bebendo um vinho importado da mamãe (reservado para ocasiões especiais), e disse que este ano o Papai Noel DELE vai chegar bem mais gordo (e de jatinho), por causa de um aumento de mais de 60% no salário que eles mesmos se deram lá no Congresso. A tia Jaciara tinha acabado de me contar a verdadeira história do Papai Noel (ou seja, do senhor), e na hora só pude crer que o tio Tomás tinha se equivocado. Como é possível que ele possa ter um Papai Noel só dele (mais gordo do que o dos outros e que chega de jatinho e não de renas mágicas) se só existe um Papai Noel: o senhor?&lt;br /&gt;Um forte abraço, blá blá blá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-1076167031568333251?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/1076167031568333251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/uma-cartinha-ao-papai-noel-flvio-marcus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/1076167031568333251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/1076167031568333251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/uma-cartinha-ao-papai-noel-flvio-marcus.html' title='UMA CARTINHA AO PAPAI NOEL- FLAVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CtERXM7L21I/Ts-QM08lzVI/AAAAAAAAASY/VbYnIUrYSag/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-8770275281481572876</id><published>2011-11-17T17:46:00.001-02:00</published><updated>2011-11-17T17:51:31.834-02:00</updated><title type='text'>LABAREDAS NA ESCURIDÃO- FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oOJ3t8zBCUU/TsVkhI-h7JI/AAAAAAAAASM/YQlozRdbfH8/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://1.bp.blogspot.com/-oOJ3t8zBCUU/TsVkhI-h7JI/AAAAAAAAASM/YQlozRdbfH8/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;18 - Labaredas na Escuridão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa ficava numa rua estreita e escura do centro histórico da cidade. Ali, num passado recente, àquela hora da noite, bêbados e mendigos dividiam as calçadas com prostitutas&lt;br /&gt;desesperadas, que ofereciam seus corpos a qualquer um que passasse, muitas vezes em troca de um pão bolorento ou de um prato de sopa. Naquela noite, porém, ao caminhar pelo passeio à procura do endereço que eu trazia rabiscado num pedaço de papel, só vi sacos de lixo rasgados por cães famintos, garrafas quebradas e um gambá morto em avançado estado de putrefação. O resto era silêncio e sombras. Na mochila eu levava um caderno de anotações, uma garrafa de água e três folhas soltas de um livro há muito desaparecido.&lt;br /&gt;A casa tinha dois andares e parecia abandonada: vidraças quebradas, pichações, pintura descascada e mofo nas paredes davam a impressão de que ali eu só encontraria ratos, baratas e morcegos [e talvez alguns fantasmas]. Mas o professor Fábio tinha me garantido que o ex-vereador Alípio e seu filho ainda viviam na casa, e que o livro que eu procurava, se existisse, provavelmente estaria na biblioteca.&lt;br /&gt;Na entrada, acima da enorme porta de madeira maciça, esculpido em pedra sabão e já quase completamente tomado pelo mofo, o ano 1813. Bati três vezes. Pela fresta vi que uma luz mortiça, quase imperceptível, iluminou o interior. Logo em seguida, um grito raivoso ecoou como um trovão pela casa até os meus ouvidos: “Quem está aí?”. A voz não parecia ser a de alguém com quase noventa anos, por isso deduzi que fosse do filho. Respondi: “Sou amigo do professor Fábio, que trabalhou com o senhor na faculdade”. Silêncio. O homem devia estar decidindo o que fazer [ou simplesmente amaldiçoando a vida por ter lhe trazido uma visita indesejada àquela hora, obrigando-o a interromper sua insônia em meio aos livros, enquanto o pai talvez dormisse o sono artificial dos doentes terminais, dopado com morfina e tranquilizantes].&lt;br /&gt;A porta se abriu pela metade e o homem que me encarou com um olhar suspeito, pouco convidativo, não devia ter mais que 50 anos. Era alto, magro, grisalho, com o cabelo cortado bem curto. Vestia uma camisa branca de algodão e uma calça social bastante surrada. “O que você quer?”, ele perguntou. Sem dizer uma palavra, abri minha mochila e tirei uma folha do livro que eu procurava. Ele a pegou, olhou-a atentamente e sorriu. “Você só tem isto?”. Tirei as outras duas folhas da mochila e respondi: “Só isto”. Ele não quis pegá-las. Abriu a porta e me convidou para entrar.&lt;br /&gt;O interior da casa não tinha nada a ver com o exterior. O que do lado de fora parecia desleixo e abandono, no interior se transformava em aconchego, limpeza e simplicidade.&lt;br /&gt;Ele me indicou um sofá na sala e foi à cozinha preparar um café.&lt;br /&gt;O que eu sabia sobre o ex-vereador Alípio era só o que minha mãe tinha me contado uma vez, aos sussurros, na mesa de jantar, enquanto baixávamos uma garrafa de vinho tinto e meu pai roncava alto no quarto, com a televisão ligada.&lt;br /&gt;Ela me disse que no início da década de 1960 ele era um vereador combativo, articulado em seus discursos, e que foi muito perseguido por apoiar o presidente João Goulart na cidade, onde a maioria das pessoas era radicalmente contra a reforma agrária, por razões óbvias.&lt;br /&gt;Defendida pelo presidente Goulart em seus discursos inflamados na capital do país, a reforma da estrutura fundiária nacional era também um tema recorrente nos pronunciamentos do vereador Alípio durante as sessões da câmara municipal. Por isso [e também por ser contrário à perpetuação de duas importantes famílias no poder local, com toda a sua corja de parasitas sugando o dinheiro público sem trabalhar] ele foi&lt;br /&gt;violentamente perseguido: recebia ameaças de morte todos os dias; pedras eram arremessadas nas vidraças da sua casa, onde também muros e paredes eram pichados com palavrões e boatos envolvendo sua esposa e seu filho [diziam que ele espancava o menino e a mulher sem piedade e que praticava rituais de magia negra]; todos os sábados, o vigário local organizava passeatas anticomunistas pelas ruas da cidade, durante as quais a população gritava sem parar, com os punhos erguidos: “Fora Alípio comunista!”, “Fora Alípio comunista!”...&lt;br /&gt;Os meios de comunicação locais, que pertenciam às duas famílias mais ricas da cidade [que se revezavam no poder], não deixavam passar um mínimo deslize do vereador, que era apresentado ao público como um político despreparado, incompetente e louco.&lt;br /&gt;O golpe militar de 1964 encerrou sua carreira definitivamente. Alípio se recolheu, com a esposa e o filho, à velha casa da família [construída no início do século XIX], passando a viver unicamente da sua aposentadoria e do que a mulher ganhava como costureira.&lt;br /&gt;Nem para ir ao enterro da esposa, alguns anos depois, ele saiu de casa. Vivia recluso, juntamente com o filho, em meio a livros e jornais que ele recebia do mundo inteiro.&lt;br /&gt;“Meu pai era muito amigo do autor deste livro”, disse o filho do ex-vereador ao me entregar uma xícara de café bem forte e se sentar no sofá à minha frente. “Na verdade,quem o escreveu não foi o advogado criminalista que tem seu nome publicado na capa como sendo o autor do texto [e de quem meu pai era amigo]. Foi um jovem estudante de jornalismo, muito talentoso, que foi contratado pelo advogado para escrever o livro”.&lt;br /&gt;Até ali, nada de novo para mim. Eu sabia também que o contrato firmado entre os dois obrigava o jovem escritor fantasma a distribuir um exemplar do livro a todas as pessoas que fossem ao velório do advogado e a queimar os exemplares restantes. Ao que tudo indica, foi exatamente isso que ele fez.&lt;br /&gt;O livro causou uma onda de choque muito grande. No próprio velório, vários exemplares foram rasgados na frente da viúva e de suas três filhas, inclusive o que tinha sido entregue ao meu pai, que chegou a gritar um palavrão antes de abandonar o salão, com lágrimas nos olhos. Quem me contou isso foi minha mãe. Ela estava lá e viu como as pessoas reagiam à leitura do texto: algumas choravam pelos cantos; outras gritavam insultos, com os olhos em chamas, apontando para o caixão; o próprio padre, ao ler algumas passagens do livro, deixou-o cair aos pés do enorme crucifixo que dominava uma parte da cena e saiu do velório em silêncio, sem nem encomendar o corpo. Minha mãe só observava, e ao ser arrastada pelo meu pai em direção ao estacionamento, trazia dentro da bolsa o seu exemplar, com a intenção de lê-lo mais tarde.&lt;br /&gt;“Você sabe me dizer por que ninguém hoje reconhece ter um exemplar ou uma cópia do livro, ou ousa falar sobre o que ele continha?”, perguntei ao homem à minha frente. Ele sorriu. “Pelo visto você já conhece muita coisa sobre a história desse livro e está curioso quanto ao seu conteúdo, não é?”. Diante dessa pergunta eu apenas fiz um sinal afirmativo com a cabeça. Ele me entregou a folha que eu tinha lhe mostrado na entrada e perguntou:&lt;br /&gt;“A pessoa de que trata esse fragmento é o seu pai?”. Mais uma vez fiz que sim com a cabeça.&lt;br /&gt;Minha mãe leu o livro no mesmo dia do enterro, trancada no banheiro. Chorou muito, e, depois, tomada de uma emoção confusa, que ia do ódio à compaixão, arrancou as três únicas folhas que se referiam ao meu pai e à família dele, dobrou-as cuidadosamente e guardou-as na biblioteca, dentro de um livro que ficava numa prateleira bem alta, de difícil acesso: O emblema vermelho da coragem, de Stephen Crane. Em seguida ela foi ao quintal e queimou o livro do advogado na churrasqueira. Meu pai a olhava do andar de cima, com o rosto pálido e cansado, como se dez anos tivessem se passado naquele único dia. Seus olhares se cruzaram e ele se afastou em silêncio [um silêncio que dura até hoje].&lt;br /&gt;Tudo isso ela me contou depois, numa outra rodada de vinho pela madrugada, após eu ter lhe mostrado as três folhas que eu tinha encontrado dentro da obra de Crane.&lt;br /&gt;“Meu pai também esteve no velório..., como você já deve saber...”, disse o filho do ex-vereador, saboreando seu café.&lt;br /&gt;Eu sabia.&lt;br /&gt;Naquele dia, o ex-vereador Alípio abandonou sua clausura e foi se despedir do velho amigo. Ao chegar, recebeu das mãos do jovem escritor um exemplar do misterioso livro de memórias, que ele folheou com prazer. Algumas pessoas já tinham lido um ou outro trecho e se retirado; outros continuavam ali, parados, tomados pelo espanto, segurando seus exemplares abertos em alguma página específica. Ninguém nem percebeu que a chegada do ex-vereador era por si só um fato inusitado, surreal, depois de tantos anos que ele tinha permanecido fechado em sua casa, quase sem nenhum contato com o mundo exterior, a não ser através de livros e jornais.&lt;br /&gt;Mas a indiferença durou só até ele começar a gargalhar, com seu livro aberto junto ao peito, atraindo para si todos os olhares [assustados, ferozes, indignados]. Seu riso estrondoso era uma afronta não só à viúva e suas filhas, mas aos presentes em geral, feridos e humilhados pelas palavras impressas naquele livrinho que, até hoje, muitos anos depois, nesta sala sombria onde escrevo este relato, me dá calafrios na espinha.&lt;br /&gt;Estou olhando para ele agora...&lt;br /&gt;Na capa marrom desbotada, o título em letras douradas se destaca, expressando, a meu ver, uma dor infinita: Labaredas na Escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-8770275281481572876?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/8770275281481572876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/labaredas-na-escuridao-flavio-marcus-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/8770275281481572876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/8770275281481572876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/labaredas-na-escuridao-flavio-marcus-da.html' title='LABAREDAS NA ESCURIDÃO- FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oOJ3t8zBCUU/TsVkhI-h7JI/AAAAAAAAASM/YQlozRdbfH8/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-4443494464719370194</id><published>2011-11-10T13:09:00.000-02:00</published><updated>2011-11-10T13:09:00.888-02:00</updated><title type='text'>BACALHAU COM TOMATES E PIMENTOS-CHEF ERNANE (FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-de5qK_qoE0U/Trvm7TDzhVI/AAAAAAAAAR0/Iuishkbljw4/s1600/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="263" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-de5qK_qoE0U/Trvm7TDzhVI/AAAAAAAAAR0/Iuishkbljw4/s320/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; Bacalhau com Tomates e Pimentos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 2 postas de bacalhau previamente demolhadas &lt;br /&gt; 4 tomates maduros&lt;br /&gt; pimentos verdes&lt;br /&gt; 2 colheres (sopa) de azeite &lt;br /&gt; l cebola grande descascada &lt;br /&gt; 2 dentes de alho descascados &lt;br /&gt; 1,5 dl de leite de coco &lt;br /&gt; farinha q.b.&lt;br /&gt; sal e pimenta preta moída na altura&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Uma vez demolhado o bacalhau, seque-o muito bem. Limpe de pele e de espinhas e corte-o em lascas. pique a cebola e faça o mesmo ao dentes de alho. Mergulhe o tomate por breves segundos, em água fervente e depois, por agua fria.  Tire-he a pele.  Limpe-o de sementes e pique-o miudamente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Limpe o pimento de sementes e corte-os em tirinhas.  Polvilhe as lascas de bacalhau com farinha e misture de modo a que elas fiquem bem enfarinhadas.  O melhor é colocar uma colher (sopa) de farinha num saco de plástico transparente e juntar as lascas de bacalhau.  Feche o saco e sacuda-o energicamente, Retire o excesso de farinha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Num tacho aqueça o azeite. Junte a cebola e o alho picados e deixe-os dourar. Acrescente as lascas de bacalhau e deixe-as fritar, mexendo com uma colher de pau. Adicione o tomate. Mexa e tempere de sal e de pimenta a seu gosto. Tenha em atenção o teor de sal do bacalhau, mesmo depois de demolhado&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Adicione as tirinhas de pimento verde.  Deixe cozinhar por mais dois minutos. Regue com o leite de coco. Deixe levantar fervura.  Tape o tacho e deixe estufar até que tudo esteja macio.  Destape o tacho e deixe ferver por mais uns breves minutos. Rectifique temperos e decore a gosto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://confessionariododitoblogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-4443494464719370194?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/4443494464719370194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/bacalhau-com-tomates-e-pimentos-chef.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4443494464719370194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4443494464719370194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/bacalhau-com-tomates-e-pimentos-chef.html' title='BACALHAU COM TOMATES E PIMENTOS-CHEF ERNANE (FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-de5qK_qoE0U/Trvm7TDzhVI/AAAAAAAAAR0/Iuishkbljw4/s72-c/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-2776281355368694249</id><published>2011-11-10T11:18:00.002-02:00</published><updated>2011-11-11T19:04:56.780-02:00</updated><title type='text'>O CÍNICO- FLÁVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Xs9eicsUric/TrvOVxlZ0QI/AAAAAAAAARo/w5F-gXGvAo4/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://2.bp.blogspot.com/-Xs9eicsUric/TrvOVxlZ0QI/AAAAAAAAARo/w5F-gXGvAo4/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;17 - O cínico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cínico parece já não ter mais para onde subir na vida. É dono de um patrimônio imenso, que vai de fazendas e mansões a helicópteros, e goza de uma renda mensal que inveja até deputados e senadores, mesmo depois do aumento de 60% em seus salários. Grande parte dessa riqueza ele conseguiu através do seu cinismo: uma falta de vergonha, uma desfaçatez, uma impudência cevadas desde o berço, onde, bem pequeno, ele já sabia fingir o choro para conseguir o colo da mãe, esconder o pirulito embaixo do colchão para ganhar outro melhor, acusar o amiguinho de uma travessura que ele próprio cometera – coisas de criança, talvez; mas no cínico elas foram se multiplicando e tomando conta do seu espírito de tal forma que, na juventude, aliadas a uma ambição desmedida e a uma necessidade imensa de se destacar, deram origem a uma verdadeira máquina de vitórias – um estrategista de peito erguido, com um único propósito na vida: vencer: o que, para ele, significava ter muito dinheiro, um casamento de acordo com os padrões exigidos pela sociedade conservadora [de preferência financeiramente compensador],um cargo que lhe permitisse exercer poder sobre os outros, filhos brilhantes [os melhores naquilo que fizessem]... Mas para ele não importa se os meninos são apenas razoavelmente bem sucedidos em suas profissões. Ao falar deles, o cínico pinta um quadro fantasioso sobre seus dotes e vitórias, baseado apenas em alguns fragmentos de suas vidas que interessam a ele, cínico, transformando-os em verdadeiros super-heróis. Quem sofre mesmo são as pessoas obrigadas a ouvi-lo falar dos garotos: os relatos duram horas, são cheios de detalhes sobre as façanhas profissionais [e até mesmo sexuais] dos rebentos, muitas vezes comparando-os com outras pessoas, de forma a diminuí-las, ou citando garotas que lhes permitiram provar sua masculinidade viril, colocando-as, também [é claro] em uma posição de inferioridade. E com que facilidade o cínico te critica pelas costas e, logo em seguida, diz exatamente o contrário na sua frente, te olhando nos olhos, com entonação enfática, como se aquilo realmente é o que ele pensa de você... É o jogo do cínico. Ele é um bom estrategista, sabe transformar as pessoas em joguetes, colocar umas contra as outras, envenenar relações, tudo para se manter no poder, para atrair olhares de inveja e admiração. E como poucos no universo da degenerescência moral, ele sabe se cercar de bons bajuladores, a maioria tão cínica quanto ele, pois nas suas costas, muitos desses baba-sacos criticam-no, ironizam-no, riem dos seus defeitos, do seu orgulho desmedido, da sua conversa enfadonha, cansativa; mas, na sua frente, tratam-no com respeito, concordando com suas opiniões e participando das suas intrigas...&lt;br /&gt;Para o cínico, muitas vezes, os fins justificam os meios. Quase sempre ele lança mão de suas relações pessoais com gente importante [construídas também na base do cinismo e do fingimento] para conquistar ainda mais prestígio e poder, ou abrir caminho para os filhos e amigos em meio à multidão dos comuns até degraus mais altos da escala social [o que, sozinhos, eles não conseguiriam, por incompetência].&lt;br /&gt;Normalmente, o cinismo vem acompanhado de maldade. No cínico, qualquer desavença pessoal aciona seu desejo de vingança implacável, e ele não sossega a alma atormentada pelo ódio enquanto não prejudicar seu desafeto. Se não for bem sucedido, para aplacar sua ira, ele investiga a vida da pessoa, só para se certificar de que a situação financeira ou patrimonial dela é inferior à sua ou à de seus filhos, já que, para ele, o que determina o valor de um homem são os bens materiais que ele possui. Saber que o outro tem um salário inferior ou um patrimônio bem menor que o seu alivia a sua alma vil.&lt;br /&gt;E ele geralmente vence... para os outros, para si, para a família. Ele é muito competente, perspicaz, inteligente, suas jogadas são rápidas, bem pensadas, e ele é bem recompensado por isso.&lt;br /&gt;Mas como afirmou certa vez o grande escritor Oscar Wilde: o cínico pode conhecer muito bem o preço de todas as coisas...&lt;br /&gt;...mas ele não conhece o seu valor.&lt;br /&gt;Essa é a diferença.&lt;br /&gt;Wwww.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-2776281355368694249?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/2776281355368694249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/o-cinico-flavio-marcus-da-silva-foto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2776281355368694249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2776281355368694249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/o-cinico-flavio-marcus-da-silva-foto.html' title='O CÍNICO- FLÁVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Xs9eicsUric/TrvOVxlZ0QI/AAAAAAAAARo/w5F-gXGvAo4/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-1319764578071644196</id><published>2011-11-07T19:07:00.000-02:00</published><updated>2011-11-07T19:07:56.147-02:00</updated><title type='text'>VIAGEM NO TEMPO – LEMBRANÇAS DO VÔ LOURENÇO-FERNANDO MARTINS FERREIRA</title><content type='html'>VIAGEM NO TEMPO – LEMBRANÇAS DO VÔ LOURENÇO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há homens que passam pelo mundo e não deixam absolutamente nada, há outros que deixam grandes obras e tornam-se objetos de estudos, lembrados pelo povo por suas conquistas. Há, porém, outros que não realizam nada que possa ser avaliado como extraordinário segundo os critérios humanos, mas deixam a marca da grandeza de sua bondade e de seu coração para sempre guardados em seu círculo familiar e de amigos. Assim foi o meu avô materno José Lourenço dos Santos, o Vô Lourenço.&lt;br /&gt;Fisicamente era um homem alto, moreno, corpanzil enorme, semblante sereno, de fala mansa. Ouso dizer que sua calma, serenidade e bondade eram proporcionais ao seu tamanho.&lt;br /&gt;Possuía mãos enormes que pareciam falar, e era um líder nato da comunidade de Meireles, em Pará de Minas. Tinha sempre o melhor conselho e a melhor solução para o problema de todos.&lt;br /&gt;O casarão da fazenda possuía cinco quartos, sala de visita, salão de jantar, a cozinha onde sobressaia o fogão a lenha sempre aceso e a despensa onde também se fazia deliciosos queijos. Logo ali, no terreiro da cozinha, corria uma bica d’água cristalina, acima do abacateiro frondoso.&lt;br /&gt;A casa foi instalada em local alto de onde através dos doze janelões se tinha uma bela visão panorâmica. Era o porto seguro para os viajantes e amigos que ali tinham guarida para si e seus animais.&lt;br /&gt;Como o acesso à cidade era muito difícil, quando alguém adoecia na região, buscava-se o “Seu Zé Lourenço”, que cuidava do doente ministrando-lhe ervas, plantas, dispensando-lhe os cuidados necessários e se necessitasse de remoção para a cidade, era ele quem providenciava.&lt;br /&gt;Braços, dedos e pernas quebrados ele mesmo tratava, procedendo ao entalamento dos membros com pedaços de madeira ou bambu.&lt;br /&gt;No lombo de seu burro soberbo, um enorme exemplar da raça, e seu companheiro inseparável de andanças, ia sem demora onde fosse requisitado, sem cobrar sequer um tostão, só pelo prazer de ajudar.&lt;br /&gt;Conciliador por natureza era conclamado para apaziguar brigas familiares e divergências entre vizinhos.&lt;br /&gt;Era dono de uma risada única, alta, cristalina e contagiante, própria das pessoas que são de bem com a vida. Carregava consigo sempre duas coisas: seu inseparável chapéu e aquela tossezinha crônica fruto do inseparável cigarro de palha de milho.&lt;br /&gt;Nas festas da comunidade, estava sempre à frente arrecadando animais, objetos e alimentos a serem leiloados na quermesse. Organizava também mutirões de ajuda aos vizinhos para capina, roçada, colheita e construção de casa para quem necessitava.&lt;br /&gt;Era incansável o “Seu Zé Lourenço”, porém acho que uma de suas maiores virtudes era saber escutar.&lt;br /&gt;Escutar de verdade é tarefa para gente paciente, para pessoa madura que não está afim de “vencer” discussões, nem sobrepor sua vontade, mas de encontrar a verdade.&lt;br /&gt;A nós crianças, seus netos, ele dispensava a mesma atenção que dava a um adulto. Como nos sentíamos importantes!&lt;br /&gt;Eu e meu irmão Ernando sempre íamos à fazenda estar com ele nas férias escolares.&lt;br /&gt;Pela manhã, bem cedinho acordava-nos para o café que era feito no fogão à lenha. Café forte colhido, torrado e moído ali mesmo na fazenda.&lt;br /&gt;Para o desjejum servia-nos queijo fresco, farofa de queijo ou então um delicioso feijão “balanceado” que era feito na banha de porco, lingüiça defumada, carne de porco cozida, conservada em lata com gordura, cebola, ovos e farinha de mandioca.&lt;br /&gt;Até hoje sinto o gosto, o aroma do café coado em coador de pano e com isso me vem à memória o canto do carro de bois, o tropel de um cavalo, e o abrir e o bater de uma porteira.&lt;br /&gt;Depois do desjejum, íamos para o curral ordenhar as vacas. Ali tomávamos mais uma “canecada” de leite quente, espumoso, tirado na hora.&lt;br /&gt;O irmão Ernando tinha uma habilidade danada e o vô sempre deixava duas ou três vacas para ele ordenhar. Aliás, mesmo sendo mais novo do que eu um ano, era muito esperto e tinha também uma facilidade enorme para cavalgar. Ele e o cavalo pareciam um corpo só, não havia sobressaltos, nem sacolejos e muito menos solavancos quando montava.&lt;br /&gt;Eu, já naquela época gostava das vacas leiteiras, ficava na beira do curral, admirando-lhes o porte, a capacidade produtiva, suas crias, etc.&lt;br /&gt;O gosto permanece até os dias atuais, me encanto ainda vendo uma vaca leiteira de alta produção.&lt;br /&gt;Vejo-a como um animal perfeito, uma máquina produtora de leite.&lt;br /&gt;Após a ordenha íamos ajudá-lo na lida da fazenda. Uma enxadinha era dada a cada um dos irmãos e íamos capinar o pomar ou o arrozal.&lt;br /&gt;Após o almoço era hora de apartar o gado.&lt;br /&gt;A recompensa vinha um pouco mais tarde quando nos levava para nadar no riacho de águas límpidas que cortava suas terras ou para uma pescaria de lambaris.&lt;br /&gt;Ficávamos ansiosos aguardando por esses momentos, mas ele ensinava que o trabalho vinha antes da diversão.&lt;br /&gt;A programação também incluía visitas às fazendas de seu irmão Cândido, também grande conhecedor de plantas e ervas. Do Quinzinho Cornélio, ou a de seu grande amigo João de Melo Franco, o João do Júlio.&lt;br /&gt;Esse, apesar de possuir grandes extensões de terras e muito gado, era admirador profundo de São Francisco de Assis e assim como o santo, vivia modestamente.&lt;br /&gt;Sua alimentação era a mais natural possível, basicamente coalhada e pão doce, daí o chamarem também de João Coalhada.&lt;br /&gt;Ajudou muita gente, principalmente os pobres da região. Para a sua fazenda íamos sempre para um dedo de prosa ou para ajudá-lo nas tarefas pequenas como debulhar milho.&lt;br /&gt;Ouvíamos histórias do santo de sua predileção enquanto saboreávamos a famosa coalhada.&lt;br /&gt;À noite, na fazenda do vô, após as atividades tomávamos um banho de chuveiro com água quente, graças a um engenhoso sistema hidráulico e serpentina.&lt;br /&gt;Como não havia energia elétrica, lamparinas e lampiões espalhados iluminavam a casa.&lt;br /&gt;Acocorados sobre o fogão a lenha, ouvíamos histórias contadas por ele até o sono chegar.&lt;br /&gt;Dormíamos em colchões de palha de milho, aquele barulhinho gostoso, o coaxar dos sapos, o uivar de um lobo na serra, o pio de uma coruja no mourão da porteira, o mugido do gado no pasto, o canto suave da água correndo na bica.&lt;br /&gt;Nem que vivesse cem anos poderia esquecer.&lt;br /&gt;A morte para ele veio cedo, quando contava com 62 anos deixando viúva Maria Felizarda dos Santos, a Vó Dica e seis filhos:&lt;br /&gt;- José Lino (Professor José Lino – Floricultura Pomar);&lt;br /&gt;- Maria Rita (minha mãe);&lt;br /&gt;- Orlando Maurício (“in memoriam”. Que saudade!);&lt;br /&gt;- Olavo dos Santos (“in memoriam”, Olavo da Mercearia Central, do Guarani Futebol Clube, pai do Orivaldo da Peixaria);&lt;br /&gt;- Lourenço (Floricultura Amor Perfeito);&lt;br /&gt;- Dalmo dos Santos (o Tio Dalmo de eterna alegria).&lt;br /&gt;Morreu de morte que não manda aviso.&lt;br /&gt;Eta parceria danada essa tal de morte. Com ela não há negociação, pois se houvesse o vô Lourenço, docemente a convenceria a deixá-lo aqui mais um pouco para vivenciar seus netos ou ajudar mais um pouco as pessoas.&lt;br /&gt;Não lhe faço louvação gratuita, pois sempre se diz dos mortos que foram bons.&lt;br /&gt;A admiração, o respeito, a serenidade e a bondade que despertava, fazia dele um homem especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua benção vô Lourenço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO LIVRO: CONTANDO HISTÓRIAS...(EDIÇAO ESGOTADA)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-1319764578071644196?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/1319764578071644196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/viagem-no-tempo-lembrancas-do-vo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/1319764578071644196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/1319764578071644196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/viagem-no-tempo-lembrancas-do-vo.html' title='VIAGEM NO TEMPO – LEMBRANÇAS DO VÔ LOURENÇO-FERNANDO MARTINS FERREIRA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-4774101700697342777</id><published>2011-11-03T10:43:00.001-02:00</published><updated>2011-11-03T10:46:49.601-02:00</updated><title type='text'>DIETA PRA VALER- FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)-</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DDg8DkVUAVQ/TrKMU3h4XqI/AAAAAAAAAQ4/TSOwLBUkSTU/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://4.bp.blogspot.com/-DDg8DkVUAVQ/TrKMU3h4XqI/AAAAAAAAAQ4/TSOwLBUkSTU/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 - Dieta pra valer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;/Tenho um problema sério com dietas para emagrecer. De segunda a quarta é até fácil. Mas na quinta-feira as coisas começam a desandar, e na sexta a vaca vai pro brejo de vez, com perspectivas quase sempre catastróficas para o sábado e o domingo.&lt;br /&gt;Na sexta-feira, quando o bombardeio calórico do dia começa a pesar no estômago e na consciência, a segunda-feira ressurge na minha imaginação como um novo começo, uma nova estaca zero, e, aliviado, penso: “Como na segunda-feira eu vou começar a dieta PRA VALER, hoje, amanhã e depois eu posso abusar”. E abuso mesmo.&lt;br /&gt;O problema é que na semana seguinte tudo se repete: as coisas desandam na quinta, a vaca atola na sexta, e nos dois dias seguintes, nada de dieta. E nada de emagrecer... Só engordar.&lt;br /&gt;Na segunda-feira eu acordo disposto a enfrentar qualquer obstáculo para perder pelo menos meio quilo na semana. O café da manhã é uma fatia de pão integral com queijo branco, uma xícara de café com adoçante e uma fruta. No intervalo, outra fruta; no almoço, arroz integral, feijão, muita verdura crua e nada de carne. À tarde, uma barra de cereal; e, antes de voltar ao trabalho à noite, um sanduíche de frango [com pão integral], cheio de folhas verdes de diferentes tonalidades, e um copo de suco natural de limão ou abacaxi. No intervalo da noite, um pãozinho e uma xícara de café.&lt;br /&gt;A dificuldade maior é quando eu abro a geladeira por volta de onze da noite, com uma fome de leão que não vê um pedaço de carne há meses. Porém, até quarta-feira, tudo bem: um iogurte natural desnatado com aveia e uma maçã antes de dormir. E se a fome continua a me assolar com o seu ronronar insistente no estômago, eu ainda belisco uma bolacha água e sal antes de me deitar, muitas vezes sem conseguir apaziguar o cérebro, que, insatisfeito, exige mais comida.&lt;br /&gt;Quinta-feira, onze da noite: abro a geladeira e me deparo com três ou quatro fatias de pizza portuguesa [com borda recheada de catupiry] e meia garrafa de Coca-Cola bem gelada [da normal, com açúcar]. Sobre a mesa, um pedaço de bolo de banana com canela. [Se não for pizza e bolo, são outras coisas: pão de queijo com linguiça, torta de frango, panqueca, biscoito, brigadeiro, strogonoff, etc.]. É que quinta-feira, meus pais, meu irmão e minha cunhada geralmente vêm para uma visita, e o lanche da noite, nesse dia, é especial. Quando eu chego, eles já saíram, mas o que sobra dos comes e bebes continua na cozinha.&lt;br /&gt;Então eu abro a geladeira e me deparo com aquilo. O que eu faço? Fecho a porta, como se a pizza fosse um pé de alface e a Coca um iogurte Corpus de ameixa? Encaro a pizza e a Coca de frente, enfrentando-as, e digo pra mim mesmo: “Eu sou forte e vou resistir à tentação.”? Ignoro completamente as delícias e preparo uma sopinha de soja desidratada?&lt;br /&gt;É claro que não!&lt;br /&gt;Como é possível ignorar três ou quatro fatias de uma pizza portuguesa, com várias rodelas de linguiça calabresa, muito queijo, muito presunto, muita cebola, pimentão, azeitonas pretas e borda de catupiry? Como não beber aquela Coca-Cola geladinha, genuinamente doce e borbulhante?&lt;br /&gt;Simplesmente não dá!&lt;br /&gt;Ao me deparar com aquelas maravilhas, eu me recordo do gosto do pão integral, do arroz integral, do iogurte desnatado com aveia, das torradinhas, das barrinhas de cereais, do queijo branco, do café com adoçante, e penso: “Não... Hoje não”.&lt;br /&gt;Esquento as fatias de pizza e lhes dou um banho bem generoso de azeite de oliva, antes de saboreá-las, com enorme prazer, junto com a Coca-Cola.&lt;br /&gt;Depois eu sinto uma vontade louca de comer doce.&lt;br /&gt;Resisto à tentação?&lt;br /&gt;Nem pensar!&lt;br /&gt;Meu raciocínio é o seguinte: depois de comer três fatias de pizza com muito azeite e beber meio litro de Coca, que diferença vai fazer se eu comer ou deixar de comer um pedaço de bolo de banana com canela?&lt;br /&gt;E se eu vou comer um pedaço de bolo de banana, que diferença vai fazer se eu recheá-lo ou não com duas ou três colheres de doce de leite?&lt;br /&gt;E olha... Depois disso tudo, não adianta nada eu me sacrificar no final de semana...&lt;br /&gt;Acabou a dieta.&lt;br /&gt;FIM.&lt;br /&gt;Tenho que começar tudo de novo na segunda-feira.&lt;br /&gt;Na segunda...&lt;br /&gt;Aí eu começo MESMO a dieta...&lt;br /&gt;Pra valer...&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-4774101700697342777?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/4774101700697342777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/dieta-pra-valer-flavio-marcus-da-silva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4774101700697342777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4774101700697342777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/11/dieta-pra-valer-flavio-marcus-da-silva.html' title='DIETA PRA VALER- FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)-'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DDg8DkVUAVQ/TrKMU3h4XqI/AAAAAAAAAQ4/TSOwLBUkSTU/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-3455707009875805855</id><published>2011-10-30T11:19:00.001-02:00</published><updated>2011-10-30T11:34:18.060-02:00</updated><title type='text'>PITANGUI: SUAS HISTÓRIAS, SUAS HEROINAS E SEUS HERÓIS-                                                                                                               PROF. ARNALDO DE SOUZA RIBEIRO</title><content type='html'>CONHEÇA PITANGUI E SUA BELÍSSIMA E RICA HISTÓRIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pitangui: suas histórias, suas heroínas e seus heróis &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Prof. Ms. Arnaldo de Souza Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A história é a biografia do ser humano." &lt;br /&gt;Mariano José Pereira da Fonseca – Marquês de Maricá. Nasceu no Rio de Janeiro, no dia 18 de maio de 1773, onde faleceu no dia 16 de setembro de 1848. Escritor, filósofo e político brasileiro. Foi ministro da Fazenda, conselheiro de estado e senador do Império do Brasil, de 1826 a 1848.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por intermédio de nossa amiga comum, Dra. Ediene de Oliveira Campos, descendente da heroína D. Joaquina de Pompéu, no final de agosto soube que o historiador, pesquisador e escritor Fernando Martins Ferreira publicou um novo livro sob o título Reminiscências do Centro-Oeste Mineiro, onde registra a história de Pitangui e enaltece os heróis e as heroínas que por lá passaram e viveram. &lt;br /&gt;Surpreso e agradecido, no início de setembro, recebi a mencionada obra acompanhada de uma elegante dedicatória enviada pelo autor.&lt;br /&gt;Imediatamente observei a capa, analisei o índice e verifiquei os temas abordados nos vinte nove capítulos e a referência bibliográfica. Não tive dúvidas: estava diante de uma importante, oportuna e necessária obra.&lt;br /&gt;Na apresentação do livro logo nas primeiras páginas, o autor de forma sutil, já deixou transparecer àqueles que ainda não o conhecem a sua sabedoria e a seriedade de seu trabalho quando assevera:&lt;br /&gt;Devo advertir ao leitor que sou apenas um contador de “causos”, um aprendiz de escritor, e não sendo um historiador acadêmico, nem mesmo um grande pesquisador, não tenho compromisso com a exatidão dos fatos narrados. É claro que li, estudei, pesquisei, viajei muito, e contei com a ajuda de amigos, aos quais nunca me cansarei de agradecer, mas admito que é muitíssimo prazeroso ouvir e repetir as histórias contadas pelo povo. Sou fascinado por elas.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que pese a modéstia do autor e pesquisador, que se intitula contador de “causos”, nas cento e noventa e três páginas que compõem o livro, ele foi muito além de “causos”: fez um importante e detalhado estudo histórico deste singular ícone do centro-oeste mineiro, que é a cidade de Pitangui.&lt;br /&gt;Na elaboração de seu livro registrou e apontou relevantes fatos de sua história e, sobretudo, ressuscitou heróis e heroínas. Advertiu aos leitores e pesquisadores de suas responsabilidades para perpetuar e divulgar estes fatos e o compromisso que se deve ter com esta grande heroína chamada Pitangui, tendo em vista que ela a tudo presenciou e hoje suas ruas e seus casarões são testemunhas oculares daqueles acontecimentos.&lt;br /&gt;Dentre os pontos abordados e que foram marcantes para a região destacam-se: o Motim da Cachaça, a importância histórica de Pitangui, a passagem de Borba Gato, a vida e as influências exercidas pelo Padre Belchior, a vida das heroínas Dona Joaquina de Pompéu e Maria Tangará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O motim da cachaça&lt;br /&gt;A partir de 1700, com a descoberta do ouro em Minas e o declínio dos Engenhos no nordeste, a Coroa Portuguesa implantou a cobrança de um novo imposto a que denominou de Quinto Real, orçado em oito oitavas de ouro por bateia.&lt;br /&gt;No ano de 1713, os cobradores deste imposto chegaram a Pitangui e trouxeram a conta: 6 arrobas de ouro.&lt;br /&gt;Nesta mesma ocasião também autorizaram o aumento do preço da cachaça, gênero considerado de primeira necessidade para os mineradores. Diante destas duas extorsões, Domingos Rodrigues Prado, insufla a população a não efetuar o pagamento, cuja resistência deu inicio ao motim denominado pelo então Capitão Geral Antônio Albuquerque Coelho de Carvalho de “Motim da Cachaça.”&lt;br /&gt;Neste sentido ensina Fernando Martins Ferreira:&lt;br /&gt;Ninguém paga! Foi a ordem de Domingos Rodrigues do Prado. Os cobradores do reino que ali estavam Jerônimo e Valentim Pedroso foram atacados pelo povo enfurecido e assim feriram o primeiro e mataram o segundo. Era a primeira sedição nativista que se levantara nas Minas do Ouro e na Colônia contra o Capitão General, Governador e El-Rei.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desta primeira e inusitada resistência à Coroa, esta a princípio isenta os revoltosos do pagamento. Por alguns anos corroeram mágoas e prepararam a repreensão. No ano de 1719, outros cobradores são enviados, com o débito corrigido e atualizado o que alcançava um montante de 25 arrobas. Novamente entra em cena Domingos Rodrigo do Prado e seu sogro Bartolomeu Bueno da Silva e chefiam a sedição. No mês de fevereiro do mesmo ano matam a paulada Diogo da Costa da Fonseca, responsável pelo recebimento.&lt;br /&gt;Àquele tempo era Governador Capitão-General Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos – o Conde de Assumar que, insatisfeito e ofendido com a sedição, mobiliza sua infantaria para combater os revoltosos de Pitangui. A infantaria por ele mobilizada alcançava um montante de 500 a 700 homens, enquanto os revoltosos contavam com aproximadamente 400 homens.&lt;br /&gt;Neste encontro, travou-se sangrenta batalha, cujo palco se deu um pouco acima da foz do rio São João. Pela disparidade dos números entre os combatentes e os parcos recursos bélicos dos revoltosos, as tropas reais venceram o embate. Os revoltosos foram sumariamente julgados, executados e suas cabeças fixadas em postes para servir de exemplo.&lt;br /&gt;Deste modo, Pitangui entrou para a história como palco da primeira sedição da Colônia e, por certo, inspirou várias outras até que se chegasse à Independência, em 1822, fortemente influenciada e apoiada por um de seus filhos do coração, o Padre Belchior.&lt;br /&gt;3. A importância histórica de Pitangui&lt;br /&gt;Para registrar a importância histórica de Pitangui bastaria o “Motim da Cachaça” e a divulgação das personalidades que por lá passaram e viveram, dentre eles: Domingos Rodrigues Prado, Borba Gato, Padre Belchior, Dona Joaquina de Pompéu e Maria Tangará. Importante acentuar que estas lendárias senhoras, no final do século XVIII e início do século XIX, anteciparam e mostraram a grande capacidade feminina, valores que vieram a se expressar e consolidar a partir da segunda metade do século XX.&lt;br /&gt;Porém, com muita propriedade e justiça Fernando Martins Ferreira, autor do livro, que motivou a elaboração deste texto, declina também a importância de Pitangui pelas cidades que gerou e que aos poucos foram se emancipando, quais sejam: Abaeté, Araújos, Bambuí, Bom Despacho, Conceição do Pará, Córrego Dantas, Carmo do Cajurú, Divinópolis, Dores do Indaiá, Estrela do Indaiá, Lagoa da Prata, Leandro Ferreira, Luz, Igaratinga, Itaguara, Igarapé, Itapecirica, Itaúna, Juatuba, Maravilha, Martinho Campos, Mateus Leme, Moema, Morada Nova, Nova Serrana, Onça do Pitangui, Pará de Minas, Papagaios, Pedra do Indaiá, Pequi, Perdigão, Pompeu, Quatel Geral, Santo Antônio do Monte, São Gonçalo do Abaeté, São Gonçalo do Pará, São Gotardo, São Joaquim de Bicas, São José da Varginha, São Sebastião do Oeste e Tiro.&lt;br /&gt;Assevera Fernando Martins Ferreira: Dizer que temos carinho por Pitangui é bom, mas é muito pouco, temos que fazer efetivamente algo mais para preservá-la e garantir aos pitanguienses uma boa fonte de renda advinda do turismo histórico, rural e ecológico.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Borba Gato e a guerra dos emboabas&lt;br /&gt;Manoel de Borba Gato, filho de João Borba e Sebastiana Rodrigues, casado com Maria Leite, filha do bandeirante Fernão Dias Paes Leme, no ano de 1674 e 1681, acompanhou a Bandeira chefiada por Fernão Dias Paes Leme. Esta Bandeira, por determinação do então governador de São Paulo Afonso Furtado de Castro, veio procurar as jazidas de esmeraldas e prata, na região de Sabará.&lt;br /&gt;No início do século XVIII, a descoberta do ouro em Minas Gerais, motivou a vinda de pessoas de diversas regiões do país e também da metrópole, o que resultou em vários conflitos armados em especial nos anos de 1707 e 1709.&lt;br /&gt;Dentre os conflitos de maior expressão destaca-se a “Guerra dos Emboabas.” Sob a liderança do português Manuel Nunes Vieira, juntaram aventureiros das mais diversificadas partes do país, em especial da Bahia e de Pernambuco. Fortemente armados organizaram diversas expedições com o propósito de enfraquecer os paulistas nas regiões mineradoras.&lt;br /&gt;Manoel de Borba Gato era o líder dos paulistas e dentre os ataques sofridos destaca-se o que ocorreu em Sabará.&lt;br /&gt;Esta guerra teve o seu final com o lamentável acontecimento conhecido como “Capão da Traição”. &lt;br /&gt;Com a derrota dos paulistas na batalha campal de Cachoeira de Campos, estes se renderam e foram anistiados com o compromisso de que deixariam a região aurífera de Minas Gerais. Os paulistas, no entanto, permaneceram albergados em um capão de mato que ficava no meio de uma campina banhada pelo rio das Mortes, próximo às atuais cidades de Tiradentes e São João Del Rei, região onde também se encontravam os portugueses, conhecidos também por emboabas.&lt;br /&gt;De forma estratégica e ousada, os paulistas utilizaram índios cativos para atrair os emboabas em uma emboscada neste capão, plano que parcialmente deu certo. Com a morte de vários emboabas, estes recuaram, sob o comando de Bento do Amaral Coutinho. &lt;br /&gt;Deste modo, novamente os paulistas ficaram sitiados neste capão, e certamente seriam vencidos pela sede e pela fome, o que os levaram a rendição, sob a promessa de que suas vidas seriam poupadas.&lt;br /&gt;A promessa não foi cumprida e com a deposição das armas, o comandante emboaba Bento do Amaral Coutinho, ordenou que os 300 paulistas fossem executados, cuja atitude deu-lhe ingresso na história com o merecido e execrável título de traidor.&lt;br /&gt;Acerca do destino dos paulistas e da presença de Borba Gato em Pitangui, ensina Fernando Martins Ferreira:&lt;br /&gt;Ao fim da guerra, os bandeirantes buscaram outras jazidas nas regiões de Mato Grosso e Goiás. O povo de Pitangui tem como tradição oral contada de pai para filhos há séculos, que Borba Gato após a derrota imposta pelos emboabas teria se fixado por um tempo na cidade antes de embrenhar-se novamente pelos sertões. Não há nenhum documento que comprove a sua estada em Pitangui, mas o povo sabe e sua pretensa moradia se encontra de pé até a presente data. Segundo registros, Borba Gato morreu em 1718, aos 90 anos de idade quando exercia o cargo de juiz ordinário da Vila de Sabará e se encontra enterrado em Paraopeba – MG.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultuar a memória de Borba Gato, por extensão, implica no culto ao bandeirante Fernão Dias Paes Leme, que certamente passou pelas terras de Pitangui na busca de ouro e das sonhadas esmeraldas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Padre Belchior Pinheiro de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Padre Belchior Pinheiro de Oliveira nasceu no dia 08 de dezembro de 1775, no Arraial do Tijuco, atual Diamantina.&lt;br /&gt;Com a morte do vigário colado de Pitangui Pe. Dr. Domingos Soares Torres Brandão, Padre Belchior foi nomeado vigário colado de Pitangui através de Carta Régia assinada por Dom João VI, no dia 23 de agosto de 1813. Empossado em Mariana, no dia 04 de maio de 1814, concretizou essa posse em Pitangui, na Igreja Nossa Senhora da Penha no dia 18 de maio de 1814, onde permaneceu por 42 anos à frente do paroquiado.&lt;br /&gt;Padre Belchior teve intensa e edificante vida pública e religiosa. Foi um dos mentores da Independência do Brasil; fez parte da comitiva que acompanhou D. Pedro I em sua visita a Santos, esteve presente e influenciou de forma efetiva o então Príncipe Regente a proclamar a Independência política do Brasil, no dia 07 de setembro de 1822, às margens do Riacho Ipiranga. &lt;br /&gt;Foi deputado à constituição do império no ano de 1823, dissolvida por Dom Pedro I em razão das críticas e das limitações de poderes que os constituintes queriam impor-lhe. Mesmo sendo amigo do imperador, foi por ele exilado na Europa, por um período de sete anos. No ano de 1835 foi reeleito para novo mandato e reconduzido ao cargo no dia 03 de fevereiro de 1840, ocasião em que foi eleito Vice-Presidente da Casa com 22 votos.&lt;br /&gt;Foi também vereador em Pitangui nos anos de 1832 e 1843, cidade onde faleceu no dia 12 de junho de 1856. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Joaquina de Pompeu&lt;br /&gt;Joaquina Bernarda da Silva de Abreu e Silva Castelo Branco Souto Maior de Oliveira Campos nasceu em Mariana, no dia 20 de agosto de 1752. Filha do advogado português, Jorge de Abreu Castelo Branco e Jacinta Teresa da Silva. Ficou órfã de mãe aos 10 anos. Com a morte da esposa, Dr. Jorge retomou os estudos eclesiásticos que iniciara em Coimbra e se ordenou padre. Pelos trabalhos prestados como advogado em Mariana angariou afetos e desafetos, sendo certo que estes últimos, se fizeram com maior intensidade. Por esta razão no ano de 1762, transferiu-se com a família para Pitangui, vila já bastante conhecida e movimenta já naquele final do século XVIII. Alguns historiadores chegaram a afirmar que, àquele tempo, as cidades civilizadas de Minas Gerais, eram: Diamantina, Mariana, Ouro Preto, Pitangui, Sabará e São João Del Rei.&lt;br /&gt;A então criança Joaquina, com apenas onze anos, em razão da educação obtida de sua falecida mãe, já se postava de forma determinada, coerente e independente. Relata a história que em plena festa de seu noivado, que ocorreria com o comerciante Manuel de Souza e Oliveira, ela fez sua opção pelo capitão Inácio de Oliveira Campos, de forma um tanto ousada e acintosa para os padrões da época, com as seguintes assertivas:&lt;br /&gt;“Se é para beber a saúde do noivo, bebo a saúde do Capitão Inácio, meu escolhido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo contrário aos desejos de seu pai, em especial pelo constrangimento causado ao noivo então prometido, o casamento realizou-se no dia 20 de agosto de 1764, contava ela com 12 anos e o capitão Inácio com 30.  &lt;br /&gt;O primeiro domicilio do casal foi a Fazenda Lavapés e desde os primeiros dias aquela menina aristocrática se mostrou uma esposa trabalhadeira e disposta a enfrentar os trabalhos da fazenda. &lt;br /&gt;Por volta de 1771, Inácio é designado para missões de apresamento de índios e negros fugidos nos sertões do oeste mineiro e recebe por isso, como recompensa, várias sesmarias que aumentam consideravelmente o patrimônio do casal. Com a ausência do marido a administração da Fazenda Lavapés ficou por conta exclusiva de Joaquina, que o fazia com singular competência e inteligência. &lt;br /&gt;No ano de 1795, ocasião em que o casal já residia em Pompéu, Inácio ficou paralítico e Joaquina assume os negócios e o controle do latifúndio. Com a morte do marido nove anos depois, a grande proprietária, aos 52 anos, começa a construir de fato a sua fama e a sua fortuna. &lt;br /&gt;Dentre os atributos mais confiáveis que a história lhe confere encontram-se: era uma viúva séria e nunca pensou em se casar novamente. Acreditava que era sua missão resguardar a memória de seu falecido marido. Comandava com punhos de ferro suas propriedades e os seus negócios, inclusive a educação de seus dez filhos. Dizem ainda que era detentora de grandes e indevassáveis pudores, não se mostrava nua nem para as escravas de confiança durante o banho. Que tratava e alimentava bem seus escravos. Que era católica fervorosa, caridosa com as causas da igreja católica e respeitada por todos, inclusive pelas autoridades, em especial por D. João VI e Dom Pedro I, ambos deviam-lhe impagáveis favores.&lt;br /&gt;Dentre os expressivos favores: proveu a Família Real em 1808, de roupas e alimentos, e a participação indireta na Independência do Brasil, enviando bois para as tropas de Dom Pedro que combatiam contra aqueles que resistiam e contestavam a Independência na Bahia, no ano de 1823.&lt;br /&gt;Joaquina de Pompéu, além do imenso patrimônio econômico deixou também uma numerosa descendência, conforme ensina o pesquisador Fernando Martins Ferreira:&lt;br /&gt;Dessas uniões resultaram 87 netos, 333 bisnetos, 11.108 trinetos e 14.637 tetranetos. Sua descendência hoje é calculada em aproximadamente 40.000 pessoas. Dos seus descendentes, três já se tornaram presidentes do Brasil, quatro se tornaram governadores de Minas Gerais e vários participaram da vida pública nacional como senadores, ministros de Estado, deputados, prefeitos além de diversas autoridades eclesiásticas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Maria Tangará&lt;br /&gt;Maria Felisberta da Silva, filha de Miguel Gonçalves Palmeira e Dona Anna Teresa da Silva, conhecida por Maria Tangará. &lt;br /&gt;O apelido Tangará conforme ensina Monsenhor Vicente Soares, em seu livro: A história de Pitangui: “sua mãe era uma índia por nome Tangará e daí o seu apelido herdado da mãe. Tangará também era o nome de uma dança indígena, além de ser o nome de um pássaro brasileiro cantor, de cores brilhantes.”&lt;br /&gt;Maria Tangará também foi uma mulher rica e poderosa, porém a história procura imputar a ela somente as maldades eventualmente praticadas e, sobretudo crenças ligadas à magia.&lt;br /&gt;Ensina Fernando Martins Ferreira:&lt;br /&gt;São muitas as maldades atribuídas a ela e aqui vamos relatar algumas contadas pelo povo. Não desejo tomar para mim, as defesas de Maria Tangará, mas sabemos que ninguém nasce ruim ou mau. A maldade aprende-se no decorrer da vida. Não me acho competente para analisar o comportamento de um personagem tão complexo, mas me pergunto se não teria sido a jovem Joaquina Bernarda, a Dona Joaquina de Pompéu, a mola propulsora, o gatilho que fez despertar tanta maldade em Maria Tangará, explico melhor: o que se conta, é que o capitão-mor da Vila de Pitangui, Inácio de Oliveira Campos, filho de Inácio de Oliveira e Ana de Campos Martins, o homem que se casou com D. Joaquina era o namorado e prometido de Maria Tangará (à época com 16 anos) até o dia que Joaquina Bernarda se insinua para ele em plena comemoração de seu (dela) noivado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prudência e a saberia que lhes eram próprias, certa vez em conversa com o Dr. José Campos , saudoso amigo e companheiro de estudos, descendente de D. Joaquina de Pompéu, assim manifestou:&lt;br /&gt;Desde criança ouço historias em diferentes direções envolvendo estas duas extraordinárias senhoras, também li livros e textos que as reverenciavam e que também apontavam seus defeitos. Em certa ocasião conversei demoradamente a este respeito com o meu colega, médico e historiador, Agripa Vasconcelos, autor de vários livros de histórias e dele obtive várias informações.&lt;br /&gt;E o que verifiquei das histórias que ouvi e dos livros li, pode existir exagero daqueles que atribuem a Maria Tangará tanta maldade. É certo que a história é sempre contada de acordo com a visão dos historiadores e estes, nem sempre são isentos; na condição de médico e nos estudos de psicologia que fiz aprendi que o ser humano tem dificuldades para lidar com a isenção, a emoção é muito forte e exerce grandes influências.&lt;br /&gt;Considere ainda que, no tempo em que elas viveram, para manter o poder e a disciplina o uso da força era essencial: naquele tempo respeitava-se mais pelo temor.&lt;br /&gt;Por outro lado eram mulheres que trabalhavam, cuidavam de numerosa descendência e do marido. A locomoção entre Pompéu e Pitangui era difícil e demorada, principalmente no tempo das chuvas. Estou certo de que elas tinham poucas oportunidades para se encontrarem e menos ainda, para fofocas e provocações. E não se pode olvidar ambas viveram muito à frente de seu tempo, o que por certo despertou inveja e ciúme e, para o bem da verdade, se elas vivessem hoje, certamente teriam amigas e inimigas, pessoas que as elogiariam e que as criticariam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Tangará era casada com o Sargento-mor Ignácio Joaquim da Cunha e desta união teve nove filhos: Delfina, Ildefonso, Pulquéria, Gomes, Lino, Bazilio, Matildes, Porcina e Balbina. Faleceu em Pitangui no dia 20 de janeiro de 1837, no sobrado das Cavalhadas e foi enterrada dentro de Igreja Matriz com o hábito de São Francisco costume da época.&lt;br /&gt;Heroínas ou não, o fato é que 200 anos depois seus nomes ainda motivam a discussão daqueles que as defendem e daqueles que as acusam, o que comprova a importância que representaram enquanto vivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Conclusão&lt;br /&gt;A magnífica e oportuna obra do historiador, pesquisador e escritor Fernando Martins Ferreira que serviu de inspiração e pesquisa para elaborar este texto conduz o leitor através de suas 193 páginas por 316 anos de história, ou seja, da descoberta de Pitanqui até os dias atuais. &lt;br /&gt;Com sabedoria e fidelidade ele conduz o leitor a diversificados e relevantes momentos históricos, apresenta os personagens marcantes de cada época e, sobretudo, conclama para que se tenha solidariedade e retribua a Pitangui um pouco do muito que ela fez por toda região do centro-oeste mineiro.&lt;br /&gt;Humberto de Campos, grande escritor brasileiro, que viveu de 1886 a 1934, advertia que o Brasil é um País com poucos heróis e os poucos que tem, muitas vezes, a preocupação dos brasileiros ao contrário de enaltecê-los preferem detratá-los, negar-lhes os méritos e, pior, ignorar sua existência.&lt;br /&gt;Ao contrário das tendências detratoras denunciada por Humberto de Campos, Fernando Martins Ferreira, de forma elegante e didática, ressuscita em sua obra fatos, heroínas e heróis, motiva que os conheçam e conclama para que sejam preservados e repassados para as gerações futuras.&lt;br /&gt;Em razão da parcialidade daqueles que registraram os momentos históricos os eventuais conflitos sobre a existência ou não de um fato ou de um personagem são comuns e compreensíveis. Porém, na obra ora comentada uma personagem é real e ainda existe: Pitangui. Foi ela o palco dos acontecimentos relatados por Fernando Martins Ferreira, portanto, se dúvidas pairarem sobre a conduta ou a existência das heroínas ou heróis declinados, se eles por lá passaram ou lá viveram, é aceitável e até compreensível, faz parte da história. Porém, uma verdade é insofismável: a existência de Pitangui, que eventualmente os acolheram e ainda, gerou dezenas de cidades que hoje vigorosamente gravitam em seu entorno. Por esta razão, esta personagem merece a atenção e o respeito de todos na exata medida em que preleciona Fernando Martins Ferreira. E para reverenciar e manifestar o reconhecimento e a gratidão sugerida pelo autor recomenda-se colaborar na divulgação e manutenção de sua história e, sobretudo, na conservação e restauração de seu patrimônio histórico ainda existente, para que ele possa continuar testemunhando e apresentando às gerações presentes e futuras o endereço daqueles que fizeram a história do centro-oeste mineiro.&lt;br /&gt;Para finalizar, quero agradecer ao escritor Fernando Martins Ferreira, por escrever esta magnífica obra e pela oportunidade de pronunciar estas breves palavras, às autoridades e ao povo pitaguiense e a todos os senhores aqui presentes.&lt;br /&gt;Muito obrigado.&lt;br /&gt;Um fraternal abraço, que Deus nos ilumine e nos proteja.&lt;br /&gt;Itaúna, 28 de outubro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Ms. Arnaldo de Souza Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Bibliografia&lt;br /&gt;CAMPOS, Humberto de. Carvalho e Roseiras: figuras políticas e literárias. São Paulo: W. M. Jackson INC Editores, 1951. v. 20&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio Eletrônico. Direção de Carlos Augusto Lacerda. São Paulo: Nova Fronteira, 1999. 1 CD-ROM. Produzido por MGB Informática Ltda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERREIRA, Fernando Martins. Reminiscências do Centro-Oeste Mineiro. Pará de Minas: Virtualbooks Editora e Livraria Ltda., 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Arnaldo de Souza Ribeiro É Doutorando pela UNIMES – Santos - SP. Mestre em Direito Privado pela UNIFRAN – Franca - SP. Especialista em Metodologia e a Didática de Ensino pela CEUCLAR – São José de Batatais – SP. Advogado e conferencista. Coordenador e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Itaúna UIT – Itaúna – MG.  Professor convidado da Escola Fluminense de Psicanálise - ESFLUP- Nova Iguaçu - RJ. E-mail: souzaribeiro@nwnet.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-3455707009875805855?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/3455707009875805855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/pitangui-suas-historias-suas-heroinas-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3455707009875805855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3455707009875805855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/pitangui-suas-historias-suas-heroinas-e.html' title='PITANGUI: SUAS HISTÓRIAS, SUAS HEROINAS E SEUS HERÓIS-                                                                                                               PROF. ARNALDO DE SOUZA RIBEIRO'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-4397653555507902749</id><published>2011-10-27T09:01:00.002-02:00</published><updated>2011-10-27T09:01:33.980-02:00</updated><title type='text'>POMBOS-                                                                                                                FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JvolH-IG2MY/Tqk49KDdveI/AAAAAAAAAQI/HihcBhb-oU8/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://1.bp.blogspot.com/-JvolH-IG2MY/Tqk49KDdveI/AAAAAAAAAQI/HihcBhb-oU8/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;                15 - Pombos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa ensolarada tarde de sábado, quando voltavam de um passeio pelas mal cuidadas praças do bairro, o jovem professor e sua esposa viram dois pombos cinzentos se esfregando no telhado de sua nova residência, bem em cima da garagem. Naquele dia, o jovem casal não percebeu a dimensão hitchcockiana do problema que, nas semanas seguintes, eles teriam que enfrentar.&lt;br /&gt;Dois pombinhos de namorico no telhado de uma casa. Que problema há nisso?&lt;br /&gt;Concordo que pode até ser agradável receber de vez em quando a visita de uma dessas aves em casa, ou talvez até tê-la como hóspede definitivo em algum canto do telhado, onde ela pode fazer seu ninho e viver em paz com seus filhotes [algumas são até muito bonitas, com suas plumagens em tons variados de cinza, preto e verde]. Se fosse só isso [e para corrigir o exagero que eu cometi acima ao empregar a palavra “agradável”], eu diria que seria até SUPORTÁVEL. Mas quando o assunto é pombo, não há na sintaxe do discurso que lhe serve nenhum espaço para a palavra “poucos”. Não existe UM pombo em nenhum telhado do mundo. Se há pombos no seu ou em qualquer outro telhado, eles são muitos, dezenas, centenas, e se reproduzem como ratos, e comem e cagam e fedem como ratos.&lt;br /&gt;Parece que isso nem sequer passou pela cabeça dos dois novos moradores do bairro, pois ao entrarem pelo portão e notarem os dois pombinhos num dos cantos do telhado, eles apenas sorriram um para o outro e entraram na casa, como se flutuassem no ar. Porém, quem tivesse testemunhado de perto aqueles sorrisos e soubesse ler o que se escondia por trás deles, certamente entenderia o motivo da pouca importância que os recém-chegados deram à presença ameaçadora de um casal de pombos em seu telhado – uma imagem que, para ambos, naquele momento, significou apenas o prenúncio do que eles próprios planejavam fazer na cama logo em seguida: dois pombinhos recém-casados, sem filhos e com menos de trinta anos, quando chegam em casa e têm como recepção dois outros pombinhos em plena Lua de Mel só podem pensar mesmo em se empoleirarem na cama e mandarem ver.&lt;br /&gt;Por isso, não posso afirmar que o motivo deles não terem estranhado aquela presença alada no telhado [nem tampouco olhado um para o outro com aquele olhar característico de “problema à vista”] fosse a ignorância pura e simples. O mais provável é que, naquele momento, ambos tenham sido desviados da razão pelos hormônios do desejo, que, no início de qualquer casamento convencional, permitem até associações de imagens românticas [óbvias demais, temos que concordar], como aquelas: um casal de pombos namorando no telhado // um ninho de amor à espera de dois jovens apaixonados, encantados com o início do casamento.&lt;br /&gt;Na tarde seguinte, porém, a associação de imagens foi outra [se é que podemos chamá-la de “associação de imagens”; talvez melhor seria “a percepção de uma semelhança macabra”, que significava, naquele momento, um aviso].&lt;br /&gt;Mas, como eu ia dizendo, na tarde seguinte, o olhar do jovem professor foi outro – talvez por não estar numa veia romântica em pleno domingo, com três pacotes de provas para corrigir –, quando viu, ao entrar, sete pombos se acariciando ao redor da caixa d’água.&lt;br /&gt;[Aqui cabe um parêntese para explicar que a caixa d’água em questão foi projetada por uma renomada arquiteta para ser um elemento de harmonia no conjunto da fachada da casa: uma combinação de curvas e retas que, no entanto, logo perdeu a simetria planejada para se tornar um mostruário de outras peças decorativas (estas inoportunas e invasoras), cujas características principais, como sabemos, são três: voarem, defecarem e federem].&lt;br /&gt;Como eu dizia, naquele momento, ao ver sete ratos alados se esfregando ao redor da caixa d’água, o professor resgatou da sua memória cinematográfica a velha cena do filme “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que Tippi Hedren observa, aterrorizada, um bando de corvos empoleirados no parquinho de uma velha escola americana.&lt;br /&gt;Nenhuma outra cena seria mais apropriada. O prognóstico foi perfeito: a caixa d’água do professor se tornou, com o passar dos dias, o ponto de encontro de uma infinidade de pombos, de várias cores e tamanhos, que ali ficavam horas e horas, emporcalhando tudo ao redor. Saíam apenas para seus vôos regulares sobre o bairro ou para alguns passeios&lt;br /&gt;estratégicos pelo telhado da casa, onde verificavam os melhores lugares para os seus ninhos.&lt;br /&gt;E como é espantosa a capacidade reprodutiva desses bichinhos! Não preciso nem dizer que as laterais e cantos do telhado do professor se transformaram num verdadeiro pombal [ou melhor: numa verdadeira fábrica caseira de merda].&lt;br /&gt;Nesta altura do texto é importante explicar que o jovem professor não sabia fazer nada que, fora dos planos afetivo e sexual, um marido de verdade deveria saber [pelo menos na opinião do senso comum]: consertar pia, desentupir privada, fazer o carro pegar no tranco, trocar lâmpadas fluorescentes [daquelas compridas] e, é claro, subir no telhado para exterminar pombos – com toda a crueldade de macho que o ato exigia, já que não bastava acabar com os pais, era preciso também aniquilar os filhos.&lt;br /&gt;E é mais do que sabido que quando esses pseudo-maridos precisam pagar outro homem para fazer o serviço, eles adiam a decisão o máximo possível, talvez por vergonha ou por avareza [ou as duas coisas juntas], e o problema cresce [no caso dos pombos, de forma assustadoramente rápida].&lt;br /&gt;Mas sejamos justos: o professor tentou pelo menos acabar com as orgias na caixa d’água, jogando traques e naftalina no telhado, o que no final das contas não adiantou grande coisa.&lt;br /&gt;Espingarda de chumbinho? Proibido. Veneno? Proibido. O que resta, então, ao pobre professor? Conviver com os pombos? Enlouquecer? Se ele conseguisse ao menos não ter que se lembrar do filme do Hitchcock toda vez que entrasse pelo portão da garagem, já estaria satisfeito.&lt;br /&gt;Mas eles estão sempre lá, principalmente à tarde, arrulhando, cagando, copulando, fedendo, enfim, vivendo suas vidas, mais ou menos como qualquer outro ser vivo...&lt;br /&gt;Como qualquer um de nós... Ou quase.&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-4397653555507902749?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/4397653555507902749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/pombos-flavio-marcus-da-silva-foto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4397653555507902749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4397653555507902749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/pombos-flavio-marcus-da-silva-foto.html' title='POMBOS-                                                                                                                FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-JvolH-IG2MY/Tqk49KDdveI/AAAAAAAAAQI/HihcBhb-oU8/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-7900368202898402477</id><published>2011-10-24T17:36:00.000-02:00</published><updated>2011-10-24T17:36:24.487-02:00</updated><title type='text'>OS DOIS AMIGOS-                                                                                                              FERNANDO MARTINS FERREIRA</title><content type='html'>OS DOIS AMIGOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Valente e João Carreiro eram amigos inseparáveis. Levavam a vida levando e trazendo gado de um lado a outro por esse mundão de meu Deus. A comitiva era grande e de muita responsabilidade.&lt;br /&gt;Eles se faziam acompanhar sempre de seus ajudantes, co¬zinheiros e peões. Chegaram certa manhã às margens de um grande rio barrento e impetuoso, em cujo seio a morte esprei¬tava os mais afoitos e temerários.&lt;br /&gt;Era preciso transpor a corrente ameaçadora. João carreiro atirou-se ao rio com o seu cavalo, mas esse falseando a pata atirou-o ao rio. Teria ali perecido, arrastado para o abismo se não fosse o Chico Valente. Este, sem um instante de hesitação, atirou-se à correnteza e, lutando furiosamente, conseguiu tra¬zer a salvo o companheiro de tantas jornadas. Todos ficaram felizes e impressionados com o destemor e audácia de Chico Valente.&lt;br /&gt;João Carreiro, agradecido, chamou no mesmo instante o mais hábil peão da comitiva e ordenou-lhe que gravasse na face mais lisa de uma enorme pedra, que perto se erguia esta le¬genda: “Companheiro! Nesse lugar, durante uma jornada, Chico Valente salvou heroicamente seu amigo João Carreiro”.&lt;br /&gt;Isso feito, prosseguiram viagem.&lt;br /&gt;Alguns meses depois, de regresso, novamente se viram forçados a atravessar o mesmo rio, naquele mesmo lugar perigoso.&lt;br /&gt;E, como se sentiram fadigados resolveram repousar algumas horas à sombra acolhedora de uma árvore.&lt;br /&gt;Sentados, pois, na areia branca, puseram-se a conversar. Eis que por motivo fútil, surge de repente, grave desavença entre os dois companheiros.&lt;br /&gt;Discutiram, discordaram.&lt;br /&gt;Chico Valente, exaltado num ímpeto de raiva, esmurrou violentamente o amigo.&lt;br /&gt;João Carreiro não revidou a ofensa. Ergueu-se e tomando tranquilamente um graveto, escreveu na areia branca: “Compa¬nheiro! Neste lugar, durante uma jornada Chico Valente, por motivo fútil, injuriou gravemente o seu amigo João Carreiro”.&lt;br /&gt;Surpreendido com o estranho proceder de João Carreiro, um dos ajudantes, observou:&lt;br /&gt;“Da primeira vez para exaltar a coragem de Chico Valente você mandou gravar para sempre na pedra o ato heróico e agora, que ele acaba de te ofender tão gravemente, você es¬creve na areia incerta, o ato de covardia! Não entendo”!&lt;br /&gt;“A primeira legenda ficará para sempre, todos os que passarem por aqui terão notícia dela. Esta outra, porém, riscada na areia, antes do cair da tarde, terá desaparecido”.&lt;br /&gt;É que o benefício que recebi de meu amigo permanecerá para sempre em meu coração, mas a injúria... Essa negra injúria... Escrevo-a na areia, com um voto para que, depressa, daqui se apague de minha lembrança! - respondeu João Carreiro.&lt;br /&gt;Fica para nós a lição: Aprendamos a gravar na pedra os favores que recebemos os benefícios que nos fizeram as palavras de carinho, simpatia e estímulo que ouvimos.&lt;br /&gt;Aprendamos, porém, a escrever na areia, as injúrias, as ingratidões, as perfídias e as ironias que nos ferirem pela estrada da vida.&lt;br /&gt;Aprendamos a gravar assim na pedra; aprendamos assim a escrever na areia e seremos felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Adaptaçao livre do Conto mesmo nome-Livro: Seleções. De Malba Tahan)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-c3suBX222e0/TqW9i1ennOI/AAAAAAAAAPw/iNYv6XobfNE/s1600/Capa%2BContando%2Bhist%25C3%25B3rias.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="233" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-c3suBX222e0/TqW9i1ennOI/AAAAAAAAAPw/iNYv6XobfNE/s320/Capa%2BContando%2Bhist%25C3%25B3rias.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Edição esgotada-&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-7900368202898402477?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/7900368202898402477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/os-dois-amigos-fernando-martins.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7900368202898402477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7900368202898402477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/os-dois-amigos-fernando-martins.html' title='OS DOIS AMIGOS-                                                                                                              FERNANDO MARTINS FERREIRA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-c3suBX222e0/TqW9i1ennOI/AAAAAAAAAPw/iNYv6XobfNE/s72-c/Capa%2BContando%2Bhist%25C3%25B3rias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-7721521028937129805</id><published>2011-10-21T11:12:00.000-02:00</published><updated>2011-10-21T11:12:07.491-02:00</updated><title type='text'>BACALHAU À MINHOTA-                                                                                                              CHEF. ERNANE (FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iWPEXCi85j8/TqFvCTpZN9I/AAAAAAAAAPk/14F4vPp82Dg/s1600/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="263" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-iWPEXCi85j8/TqFvCTpZN9I/AAAAAAAAAPk/14F4vPp82Dg/s320/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; Bacalhau à Minhota&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 4 postas altas de bacalhau (já demolhado)&lt;br /&gt; colorau e pimenta&lt;br /&gt; óleo&lt;br /&gt; 6 batatas&lt;br /&gt; 4 cebolas&lt;br /&gt; 8 dentes de alho&lt;br /&gt; 1,5 dl de azeite&lt;br /&gt; azeitonas&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Com um pano, enxugue muito bem as postas de bacalhau. Polvilhe-as com colorau e frite-as em óleo, previamente aquecido, sobre lume moderado.  Volte-as com uma escumadeira e deixe alourar, de ambos os lados.  Escorra sobre papel absorvente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; No mesmo óleo frite as batatas, descascados e cortadas em rodelas grossas.  Escorra também sobre papel absorvente. Descasque as cebolas e os dentes de alho, corte-as em rodelas finas e leve ao lume com o azeite.  Deixe cozer a cebola, até estar macia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Coloque as postas de bacalhau e as batatas numa travessa de serviço e cubra com a cebolada. Enfeite com azeitonas e acompanhe com o esparregado, ou grelos salteados&lt;br /&gt;http://confessionariododito.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-7721521028937129805?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/7721521028937129805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/bacalhau-minhota-chef-ernane-foto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7721521028937129805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7721521028937129805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/bacalhau-minhota-chef-ernane-foto.html' title='BACALHAU À MINHOTA-                                                                                                              CHEF. ERNANE (FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iWPEXCi85j8/TqFvCTpZN9I/AAAAAAAAAPk/14F4vPp82Dg/s72-c/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-2277593933188137796</id><published>2011-10-20T17:39:00.001-02:00</published><updated>2011-10-20T17:43:07.580-02:00</updated><title type='text'>VALORIZE O BRASIL.</title><content type='html'>Valorize o Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por uma brasileira que mora na Holanda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil. E realmente parece que é um vicio falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos enquanto no Brasil se maximizam os negativos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Aqui na Holanda os resultados das eleicoes demoramhorrores porque nao ha nada automatizado. So existe uma companhia telefonica e (pasmem !) se vc ligar reclamando do servico, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Nos Estados Unidos e na Europa ninguem tem o habito de enrolar o sanduiche em um guardanapo - ou de lavar as maos -antes de comer. &lt;br /&gt;Nas padarias, feiras e acougues europeus os atendentes recebem o dinheiro e com a mesma mao suja te entregam o pao ou a carne. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Em Londres existe um lugar famosissimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Na Europa nao-fumante é minoria. Se pedir mesa de nao-fumante o garcon ri na sua cara, porque nao existe. Fumam ate em elevador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Em Paris os garcons sao conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garcon de botequim no Brasil podia ir pra la dar aulas de "Como conquistar o cliente". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos nos engajar neste movimento! &lt;br /&gt;Você sabe como as grandes potências fazem para destruir &lt;br /&gt;um povo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impõem suas crenças e cultura. &lt;br /&gt;Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos. &lt;br /&gt;Temos uma língua que apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da &lt;br /&gt;língua portuguesa.  &lt;br /&gt;Somos vitimas de vários crimes contra nossa pátria, crenças, cultura, língua etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar nossas raízes culturais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados são da Anthropos Consulting (do Prof. Marins): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso nocombate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Nas eleições  de 2000, o sistema do Tribunal RegionalEleitoral (TRE) estava informatizado e m todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. No Brasil temos 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Das crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos, 97,3% estão estudando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Na telefonia fixa, nosso país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado &lt;br /&gt;de qualidade ISO 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México são apenas 300 empresas e 265 na Argentina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que temos esse vício de só falar mal do nosso Brasil? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Por que não nos orgulhamos em dizer que nosso mercado &lt;br /&gt;editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Que temos o mais moderno sistema bancário do planeta?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Que nossas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Por que não falamos que somos o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam &lt;br /&gt;considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Por que não dizemos que somos hoje a terceira maior democracia do mundo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Por que não nos lembramos que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir comentários de um doutorando da UFMG: &lt;br /&gt;(Isso é pura verdade. Há duas semans tivemos aula com um professor francês, tentando falar espanhol, com sotaque francês. Ontem tivemos aula com uma professora inglesa falando inglês, e dane-se quem não entende. No ano passado tivemos 4 seminários internacionais com professores ingleses falando em inglês. &lt;br /&gt;Embora fossem eles do primeiro mundo, não sabem sequer uma palavra em português, mas nós debatemos com eles EM INGLÊS(!)  apesar de sermos do terceiro mundo) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Por que não nos orgulhamos de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É! O Brasil é um país abençoado de fato. &lt;br /&gt;Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. &lt;br /&gt;Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques, talvez porque sua verdadeira língua pátria não seja bem &lt;br /&gt;entendida. &lt;br /&gt;Bendito este povo, que oferece todos os tipos de &lt;br /&gt;climas para contentar toda gente. &lt;br /&gt;Bendita seja, querida pátria chamada Brasil !"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-2277593933188137796?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/2277593933188137796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/valorize-o-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2277593933188137796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2277593933188137796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/valorize-o-brasil.html' title='VALORIZE O BRASIL.'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-3391054786757295346</id><published>2011-10-20T09:32:00.008-02:00</published><updated>2011-10-20T09:45:32.664-02:00</updated><title type='text'>CEDAF: UMA ESCOLA DE VIDA.                                                                                                                -FLÁVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-z4O2ZbPDnIA/TqAFlw3q8YI/AAAAAAAAAPY/3gl6g3_2yAk/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://4.bp.blogspot.com/-z4O2ZbPDnIA/TqAFlw3q8YI/AAAAAAAAAPY/3gl6g3_2yAk/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 - CEDAF: uma escola de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEDAF-UFV, Florestal-MG, fevereiro de 1990 [Semana de trotes]:&lt;br /&gt;Em frente ao alojamento, um grupo de veteranos cortava os cabelos de alguns calouros recém-chegados que, tremendo de medo, aceitavam pacificamente a inexorável ação das tesouras. No chão, os tufos de pêlos formavam pequenos montes negros e dourados que o vento, com seu sopro preguiçoso e úmido, ia espalhando aos poucos pela areia branca do pátio central.&lt;br /&gt;Esses calouros logo seriam batizados. Eram adolescentes ainda, com 14, 15 ou 16 anos. No batizado, receberiam um apelido, dado por seu padrinho, um veterano do 2º ou 3º ano que, embora não passasse de um fedelho trazendo ainda vivas na pele as marcas da puberdade, tratava o seu afilhado como se fosse propriedade sua, castigando-o por qualquer motivo [como, por exemplo, não conseguir pegar o sabonete com a bunda na hora do banho], mas também, sejamos justos, protegendo-o de outros veteranos, quando julgasse necessário.&lt;br /&gt;Os apelidos dados pelos padrinhos tinham como objetivo ridicularizar e humilhar o calouro, que durante a semana de trotes era obrigado a trazer no pescoço uma placa de papelão com a sua identificação: apelido e padrinho. Na verdade, no batizado, o calouro recebia um NOME. Com uma arrogância digna dos mais altos escalões, os veteranos determinavam que, a partir daquele dia, o apelido do calouro passaria a ser “o nome feio que o seu pai e a sua mãe te deram”, diziam. O nome “verdadeiro”, nos três anos que ele moraria no alojamento e frequentaria as aulas no prédio principal, seria aquele dado pelo padrinho na ocasião do batizado.&lt;br /&gt;[A seguir, compartilho com o leitor alguns nomes de calouros cedafianos que me chegaram agora, direto do túnel do tempo: Cóia, Garrote, Jiló, Kabaço, Kaganeira, Kuqueluche, Mulambo, Ku d’água, Nematóide, Roitoba, Paracú, Naftalina, Tribufú, Kuaresma, Dopado, Jegão, Mirraxa, Nucú, Piranhoso, Rolinha, Sgoto, Supositório, Xitara, Xupão, Biskate, Furreka, Buneka, Kunotoko, Kuteko, Menorréia, Xupeta, Korrimão, etc.].&lt;br /&gt;No interior do alojamento, alguns calouros esfregavam os corredores com escovas de dente, repetindo em voz alta, sem parar, enquanto labutavam, sob a fiscalização severa dos veteranos: “Um ladrilhozinho bonitinho mais um ladrilhozinho bonitinho são dois ladrilhozinhos bonitinhos; dois ladrilhozinhos bonitinhos mais um ladrilhozinho bonitinho são três ladrilhozinhos bonitinhos...”. Outros calouros mediam a extensão de um corredor com palitos de fósforo; outros, no banheiro, eram obrigados a tomar banho frio e a gastar um sabonete inteiro, sem desligar o chuveiro [Só podiam sair quando o sabonete acabasse, determinação que, hoje, seria considerada um crime ambiental grave, mas que, na época, não passava de um enorme desperdício de dinheiro público]; enquanto isso, no mesmo banheiro, vários calouros, completamente nus, eram enfiados num único boxe, onde tinham que se banhar juntos [e coitado de quem deixasse o sabonete cair no chão: tinha que pegar, sem que ninguém arredasse o pé dali].&lt;br /&gt;Nos quartos, as brincadeiras rolavam dia e noite. Uma das mais tradicionais era amarrar os testículos do calouro com um barbante apertado que, na outra ponta, era atado a um ferro de passar roupas, daqueles antigos, pesados. O calouro era colocado em cima de uma mesa, tinha os olhos vendados e era obrigado a segurar o ferro, enquanto os veteranos gritavam: “Solta o ferro, calouro, solta o ferro...”, até que, para desespero do calouro, alguém batia em suas mãos e o ferro caía [porém, sem arrancar-lhe as bolas, pois em meio à confusão, conforme o combinado, alguém, com muito cuidado, havia cortado o barbante].&lt;br /&gt;Outra brincadeira [que talvez tenha sido inventada em 1991] era a “Máscara de Gás” [Na verdade, “máscara de gás” era como os veteranos chamavam o tênis com o chulé mais fedido e ardido do alojamento]. Estávamos em plena Guerra do Golfo e os bombardeios aconteciam todos os dias [lá longe, no Oriente Médio]. Quando um “avião inimigo” se aproximava, os veteranos gritavam para o calouro: “Alerta Vermelho, calouro, Alerta Vermelho... Coloque a máscara de gás”: e ele era obrigado a encaixar o tênis no nariz e na boca, de forma que o ar não entrasse, e respirar fundo, várias vezes, até o Alerta Vermelho passar [Alguns chegavam a passar mal, vomitavam, e eram levados à Enfermaria].&lt;br /&gt;No refeitório, durante toda a semana, os calouros só comiam arroz e feijão, pois carne, doce de leite e outras iguarias fresquinhas, produzidas na própria escola, iam direto dos bandejões deles para os dos veteranos; simples assim: “Calouro, passa pra cá esse doce”; “Calouro, esse frango aí é meu; põe aqui”. E eles punham, é claro. Ai de quem não pusesse... E ai também de quem não fosse buscar suco para os veteranos ou de quem se recusasse a servir-lhes mais polenta ou salada e, às vezes, até a dar-lhes comida na boca, picar sua carne, palitar seus dentes e sentir seus arrotos.&lt;br /&gt;Voltando do refeitório, a caminho do alojamento, os calouros eram frequentemente bombardeados com sacos de água gelada, que estouravam em seus pés ou, como era muito comum, em suas cabeças desavisadas. Estas, mesmo aturdidas, assim que recebiam o primeiro golpe, ordenavam às pernas bambas de medo que corressem o mais rápido que pudessem, o que, no entanto, não impedia o registro na memória daqueles jovens, para o resto da vida, das palavras que ecoavam como trovões das janelas do alojamento, enquanto as bombas caíam: “Calouro burro, volta aqui, desgraçado”.&lt;br /&gt;Nesta semana de trotes, calouro não “batia o barro”, como se dizia. As fezes se acumulavam e endureciam nos intestinos, pois eram poucos aqueles que se arriscavam nos pequenos boxes sanitários semi-abertos, em frente aos chuveiros. O calouro que não aguentava, quase sempre era surpreendido por um veterano que, ao entrar no banheiro, gritava: “Quem tá aí?”, ‘Eu’, “Eu quem? É calouro?[Nesse ponto do diálogo, a musculatura anal do calouro já tinha trancado tudo lá embaixo. Não saía mais nada] “Quem é o seu padrinho?” ‘Jegão’, “Mas cê tá podre, heim calouro! Puta que o pariu... Sai daí agora, calouro... Se você não sair daí A-GO-RA, eu vou arrebentar essa porta e fazer você comer essa merda que cê tá fazendo aí dentro”. [A conversa era mais ou menos assim].&lt;br /&gt;À noite, os veteranos [organizados numa espécie de grêmio] verificavam se faltava algum calouro nos quartos. Isso se justificava porque, em decorrência dos trotes, muitos calouros fugiam para os matos circunvizinhos, para poderem dormir em paz, escondidos, já que as “brincadeiras” dos veteranos não paravam nem de madrugada.&lt;br /&gt;Para as buscas nos matos, os veteranos organizavam verdadeiras matilhas de calouros que, amarrados com cordas e coleiras, e de quatro, tinham que farejar, como cães, os fugitivos da sua espécie, até encontrá-los.&lt;br /&gt;No dia seguinte, por volta de 5:30 da manhã, grupos de veteranos invadiam os quartos dos calouros, convocando-os para a ginástica matinal: uma enorme sequência de flexões, polichinelos e abdominais, que só os calouros faziam.&lt;br /&gt;Depois do café, quando todos se dirigiam ao prédio principal para as aulas, os calouros normalmente acompanhavam seus padrinhos, como escravos, abanando-os com as mãos, ou impedindo, com um pedaço de papelão ou de madeira, que o sol queimasse seus rostos.&lt;br /&gt;Às vezes um veterano se munia de dois calouros, que o carregavam e o depositavam, como um rei, na sua carteira. [Era muito comum ouvirmos os veteranos negociarem uns com os outros: “Me empresta esse calouro aí”; “Vamos trocar de calouro hoje? Tô precisando de um mais forte, para limpar o meu quarto e carregar os armários”.].&lt;br /&gt;Eu poderia ficar aqui horas e horas escrevendo sobre as experiências que eu vivi na CEDAF em fevereiro de 1990, e acredito que um livro poderia ser escrito sobre o que aconteceu nos anos seguintes. Ali, eu e mais três colegas de Pará de Minas moramos três anos; e, em dezembro de 1992, recebemos das mãos de Patrus Ananias, nosso paraninfo, o diploma de Técnicos em Agropecuária – com muito trabalho, pois o curso não era nada fácil: tínhamos aulas de manhã e à tarde, e provas teóricas e práticas de arrancar os cabelos.&lt;br /&gt;Foram anos incríveis que, mesmo com todas as humilhações sofridas na semana de trotes, ajudaram a fortalecer em mim valores que, hoje, eu quero transmitir aos meus filhos: humildade, generosidade, amizade e respeito ao próximo.&lt;br /&gt;Dedico este texto aos meus amigos e companheiros de quarto na CEDAF-UFV, entre 1990 e 1992, Júlio César Vieira Leitão Gomes, Bráulio Abreu Campos e Ricardo Resende Barbosa.&lt;br /&gt;Dedico-o também a todos os meus professores na CEDAF, em especial ao João Andrade Gonçalves, que me fez gostar de Matemática e que, com sua competência e humildade, mostrou-nos que não é preciso ser laureado com o título de Doutor para ser um grande mestre; e à querida Maria Luiza Leão, a famosa Tia Lu, brilhante professora de Português, que nos enfeitiçava com o seu carisma e nos enlaçava com a sua generosa amizade.&lt;br /&gt;Faço também uma dedicatória especial ao saudoso professor Antônio Almada Lopes (1931-2006) – que lecionou na CEDAF por 29 anos –, meu conterrâneo e membro da Academia de Letras de Pará de Minas [da qual hoje eu também faço parte, com muito orgulho], que embora não tenha sido meu professor, era tido pelos seus ex-alunos como um ser humano excepcional e um excelente profissional.&lt;br /&gt;Na foto acima, o Centro de Extensão da CEDAF – Central de Ensino e Desenvolvimento&lt;br /&gt;Agrário de Florestal - UFV, hoje Universidade Federal de Viçosa – Campus Florestal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WWW.NWM.COM.BR/FMS&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-3391054786757295346?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/3391054786757295346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/cedaf-uma-escola-de-vida-flavio-marcus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3391054786757295346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3391054786757295346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/cedaf-uma-escola-de-vida-flavio-marcus.html' title='CEDAF: UMA ESCOLA DE VIDA.                                                                                                                -FLÁVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-z4O2ZbPDnIA/TqAFlw3q8YI/AAAAAAAAAPY/3gl6g3_2yAk/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-2689582499241645587</id><published>2011-10-16T16:06:00.002-02:00</published><updated>2011-10-16T16:06:46.566-02:00</updated><title type='text'>BENÇÃO CELTA-                                                                                                               AUTOR DESCONHECIDO</title><content type='html'>BENÇÃO CELTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que o caminho venha ao teu encontro.&lt;br /&gt;Que o vento sopre sempre às tuas costas,&lt;br /&gt;e a chuva caia suave sobre o teu campo.&lt;br /&gt;e até que voltemos a nos encontrar,&lt;br /&gt;que Deus te sustente suavemente&lt;br /&gt;na palma de Sua mão.&lt;br /&gt;Que vivas todo o tempo que quiseres,&lt;br /&gt;e que sempre vivas plenamente.&lt;br /&gt;Lembra sempre de esquecer &lt;br /&gt;as coisas que te entristeceram, &lt;br /&gt;e não esqueça de se lembrar &lt;br /&gt;das coisas que te alegraram.&lt;br /&gt;Lembra sempre de esquecer os amigos &lt;br /&gt;que se revelaram falsos, &lt;br /&gt;mas nunca deixes de lembrar&lt;br /&gt;daqueles que permaneceram fiéis.&lt;br /&gt;Lembra sempre de esquecer &lt;br /&gt;os problemas que já passaram, &lt;br /&gt;mas não deixes de lembrar &lt;br /&gt;das bençãos de cada dia.&lt;br /&gt;Que o dia mais triste do teu futuro, &lt;br /&gt;não seja pior que o mais feliz do teu passado.&lt;br /&gt;Que o teto nunca caia sobre ti,&lt;br /&gt;e que os amigos debaixo dele nunca partam.&lt;br /&gt;Que sempre tenhas palavras cálidas &lt;br /&gt;em um anoitecer frio,&lt;br /&gt;uma lua cheia em uma noite escura,&lt;br /&gt;e que um caminho se abra sempre à sua porta.&lt;br /&gt;Que vivas cem anos, &lt;br /&gt;com um ano extra para arrepender-te.&lt;br /&gt;Que o Senhor te guarde em Suas mãos,&lt;br /&gt;e não aperte muito Seus dedos.&lt;br /&gt;Que teus vizinhos te respeitem,&lt;br /&gt;que os problemas te abandonem,&lt;br /&gt;os anjos te protejam,&lt;br /&gt;e o céu te acolha.&lt;br /&gt;E que a sorte das colinas celtas te abrace.&lt;br /&gt;Que as bençãos de São Patrício te contemplem.&lt;br /&gt;Que teus bolsos estejam pesados,&lt;br /&gt;e o teu coração leve.&lt;br /&gt;Que a boa sorte te persiga, &lt;br /&gt;e a cada dia e cada noite &lt;br /&gt;tenhas um muro contra o vento, &lt;br /&gt;um teto para a chuva, &lt;br /&gt;bebida junto ao fogo, &lt;br /&gt;risadas que consolem aqueles a quem amas, &lt;br /&gt;e que teu coração se preencha &lt;br /&gt;com tudo o que desejas.&lt;br /&gt;Que Deus esteja contigo e te abençoe,&lt;br /&gt;que vejas os filhos dos teus filhos,&lt;br /&gt;que o infortúnio te seja breve &lt;br /&gt;e que te deixe cheio de bençãos.&lt;br /&gt;Que não conheças nada além da felicidade&lt;br /&gt;deste dia em diante.&lt;br /&gt;Que Deus te conceda muitos anos de vida.&lt;br /&gt;Com certeza Ele sabe &lt;br /&gt;que a Terra não tem anjos suficientes.&lt;br /&gt;E assim seja a cada ano, para sempre! “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desconheço o autor, mas ele com certeza não se negaria em nos abençoar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-2689582499241645587?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/2689582499241645587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/bencao-celta-autor-desconhecido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2689582499241645587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2689582499241645587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/bencao-celta-autor-desconhecido.html' title='BENÇÃO CELTA-                                                                                                               AUTOR DESCONHECIDO'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' 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de seus homens transformados em tigres, leões e lobos, não fero¬zes, e domados por ela.&lt;br /&gt;Os vikings, povos que ocuparam a Península da Escandinávia desde a idade da pedra, eram exímios navegado¬res. Contribuíram enormemente na tecnologia marítima e na construção de cidades. Seus barcos eram famosos e conhecidos como Drakkaas (dragão) por apresentarem na proa a cabeça semelhante a de um dragão. Embora sejam mais conhecidos como um povo de terror e destruição, eles também fundaram povoados e fizeram o comércio pacificamente. Pois bem, esses valorosos homens que povoaram a Suécia, Noruega, Islândia e que alcançaram as terras da América do Norte através da Groenlândia, contavam histórias dos “kraken” que seriam monstros marinhos de 60 metros de comprimento com esca¬mas e olhos flamejantes.&lt;br /&gt;Já na época dos grandes descobrimentos, os marinheiros temiam encontrar as sereias, metade humano, metade peixe, que com o seu doce canto, atraia os homens para o fundo do mar. A tripulação de Cristóvão Colombo quando avistou pela primeira vez o mar de sargaços no meio do Atlântico, temiam ser aprisionados pelas espessas algas de cores verde, amarela e marrom. Nos tempos atuais, o Triângulo das Bermudas ou Triângulo do Diabo como é comumente chamado, nos induz a pensar que algo misterioso e mortal ocorre ali. O Triângulo das Bermudas é a denominação de 3.900.000 quilômetros quadra¬dos no Oceano Atlântico, circundada pelo litoral sul da Virgínia, as Ilhas Bermudas, no Caribe e Ilhas Flórida.&lt;br /&gt;Ao triângulo é creditado o desaparecimento misterioso de barcos e aviões. Autoridades militares e pesquisado¬res procuram explicações, pois pilotos de aviões sempre comu¬nicam alterações em giroscópios, avarias em rádio, tempesta¬des repentinas e estranhas que se formam e se dissipam com espantosa velocidade, desafiando os serviços de meteorologia da região. Estudiosos e místicos do mundo inteiro estudam tais fenômenos e uma centena de teorias tentam explicá-los.&lt;br /&gt;Alguns dos fenômenos encontram-se sem explicações plausíveis e continuam a desafiar os estudiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – O BERGANTIM MARY CELESTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês de novembro de 1872, o Veleiro “Dei Gratia” e o Bergantim Mary Celeste zarparam de Nova York.&lt;br /&gt;O Mary Celeste com destino a Gênova na Itália levava a bordo um carregamento de mil e setecentos barris de álcool bruto. No Dei Gratia navegava o seu capitão Morehouse e sua tripulação e no Mary Celeste, seu capitão Benjamim Spooner Briggs, seu imediato Albert Richardson e mais uma tripulação de sete homens.&lt;br /&gt;Acompanhava o capitão, sua mulher Sarah e sua filhinha de dois anos, Sophia.&lt;br /&gt;No dia 04 de dezembro de 1872, a tripulação do Dei Gratia avistou o Mary Celeste à leste dos Açores, no Oceano Atlântico.&lt;br /&gt;O navio oscilava para a direita e para a esquerda como se o timoneiro estivesse bêbado.&lt;br /&gt;Perceberam que somente duas velas estavam içadas. As outras estavam furadas ou pendiam em farrapos.&lt;br /&gt;Ao se aproximarem perceberam que não havia ninguém ao leme da embarcação e ao subirem a bordo constataram que o barco estava vazio.&lt;br /&gt;A caixa da bússola encontrava-se totalmente destruída e a bússola propriamente dita quebrada.&lt;br /&gt;Perceberam que um barco salva-vidas não estava a bordo e que a proa do Mary Celeste apresentava perfurações de 15 metros acima da linha d’água, o que não impedia a sua navega¬ção.&lt;br /&gt;As provisões e a carga encontravam-se intactas.&lt;br /&gt;Sobre a cama do capitão havia várias bonecas, como se uma criança que brincava ali foi levada às pressas, sem ter tempo de recolher os brinquedos. A máquina de costura da Sra. Briggs estava sobre a mesa. Nos beliches da tripulação tudo se encontrava arrumado, inclusive roupa lavada pendurada no varal.&lt;br /&gt;Encontraram também na cozinha um vidro de xarope aberto, não entornado ao lado de pratos e ornamentos intac¬tos. Havia também comida preparada e não havia nenhum sinal de luta. O diário de bordo do capitão datava de nove dias antes e nada ajudava a desvendar o mistério.&lt;br /&gt;O capitão do Dei Gratia ordenou então, que o Mary Celeste fosse levado a Gibraltar onde as autoridades britânicas abriram um inquérito público para investigar o caso.&lt;br /&gt;O capitão e a tripulação do Dei Gratia foram exaustiva¬mente interrogados pelas severas autoridades britânicas, mas o fato é que o capitão do Mary Celeste, sua família e a tripulação jamais foram encontrados.&lt;br /&gt;Várias hipóteses foram levantadas e estudadas.&lt;br /&gt;- Motim? – Onde estaria a tripulação?&lt;br /&gt;- Furacão? – Porque as velas estariam colocadas daquela maneira?&lt;br /&gt;- Seqüestro / Pirataria? – O Bergantim é um barco esguio e veloz, portanto dificilmente seria alcançado, além do que a carga estava intacta.&lt;br /&gt;- Insanidade? – Insanidade coletiva seria difícil.&lt;br /&gt;Entretanto a questão que mais intrigou as autoridades foi a de como o Mary Celeste manteve o rumo sem a tripulação e durante 10 dias, percorrendo 500 milhas?&lt;br /&gt;Quando o Dei Gratia alcançou o navio misterioso, Morehouse tinha as velas para bombordo mas o outro tinha-as a estibordo. Era inconcebível.&lt;br /&gt;Que força misteriosa teria atuado ali?&lt;br /&gt;Mais de 135 anos se passaram e o mistério permanece.&lt;br /&gt;Acredita-se que o Mary Celeste foi atacado pela mesma força misteriosa que age no Triângulo das Bermudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II – SALTO NO TEMPO E ESPAÇO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 04 de dezembro de 1970, Bruce Gernon Jr. tendo o pai como co-piloto decolou da Ilha de Andros, na paradisíaca Bahamas, em seu avião Beechaft Bonanza com destino a Palm Beach, na Flórida. Tempo de vôo previsto, 75 minutos. Céu de brigadeiro, mas repentinamente viu surgir à sua frente uma estranha nuvem em forma de charuto. Acelerou o avião na ten¬tativa de desviar, mas ela parecia ter vida e vinha rapidamente ao seu encontro parecendo querer envolvê-lo.&lt;br /&gt;Já no meio da nuvem, observou que as paredes eram de um branco intenso e brilhante e pequenas nuvens brancas gira¬vam em sentido horário. Em meio a nuvem, vislumbrou um tú¬nel e o céu azul e claro do outro lado. Não titubeou, a saída teria que ser por ali. Mergulhou rápido pensando sair do outro lado. O avião pareceu-lhe mais veloz e extremamente leve.&lt;br /&gt;Ao sair do túnel, entrou numa névoa verde esbranquiçada e não no céu azul que ele tinha visto anteriormente. Checou os equipamentos e se assustou pois a bússola girava no sentido anti-horário. O equipamento de navegação não funcionava e ele não conseguia estabelecer contato com as estações de radar da terra.&lt;br /&gt;O rádio ficou mudo. Todo o controle do avião simples¬mente desapareceu.&lt;br /&gt;Em meio à névoa esverdeada, Gernon respirou aliviado ao avistar uma ilha que supôs ser Bimini devido pouco tempo de vôo. Não, não era!&lt;br /&gt;Era Miami Beach. Uma viagem de 75 minutos foi feita em 45 minutos e com gasto de dois galões de combustível a menos.&lt;br /&gt;Gernon e seu pai sobreviveram ao Triângulo das Bermudas e puderam contar e registrar a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       III – MISSÃO FATAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 05 de dezembro de 1945, cinco torpedeiros Avenger da Força Aérea Americana, decolaram da Base Aérea de Fort Lauderdele, na Flórida. O tempo estava claro e ensola¬rado e a rota de vôo seria Ilha das Bermudas – Porto Rico e re¬torno à Flórida.&lt;br /&gt;As Ilhas Bermudas se localizam a apenas 1000 km da costa americana, mas lá está localizado o terrível Triângulo das Bermudas.&lt;br /&gt;O instrutor e tenente Charles G. Taylor comandava os treze tripulantes do vôo 19 em exercício de treinamento. Às 15h40min horas o tenente Robert Cox que sobrevoava a região também em exercício, recebeu uma mensagem de Taylor que dizia que as duas bússolas de seu avião não funcionavam e ele não conseguia encontrar Fort Lauderdele.&lt;br /&gt;Por 45 minutos Cox tentou determinar a posição de Taylor e guiá-lo para Fort Lauderdele.&lt;br /&gt;Tentou orientá-lo até mesmo pelo sol, uma vez que o tempo estava claro, mas Taylor não conseguia encontrá-lo. Sua transmissão foi ficando cada vez mais fraca até sumir comple¬tamente e ele não retornou a base.&lt;br /&gt;A Rádio de Port Everglad também estabeleceu contato com o vôo 19: “Vamos voar para oeste até alcançarmos a praia ou ficarmos sem combustível”, foi a última mensagem enviada por Taylor. A Força Aérea Americana, imediatamente colocou no ar um hidroavião Mariner com 13 tripulantes em busca do vôo 19 e o hidroavião após percorrer o mesmo trajeto, também sumiu misteriosamente.&lt;br /&gt;Em menos de uma semana, a Força Aérea Americana rea¬lizou 930 vôos de busca sobre a área em busca do Avenger e do Mariner e absolutamente nada foi encontrado. Nenhum vestígio. Os estudiosos do ocultismo creditam às forças maléficas, o desaparecimento dos dois aviões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV – A LENDA DO HOLANDÊS VOADOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa lenda atemorizou marinheiros do mundo inteiro por centenas de anos. A lenda sofreu variações, mas a base é a seguinte:&lt;br /&gt;Mesmo contra a vontade de sua tripulação, o capitão Henrique Vonder Decken do Brig Holandês Vliende Hollander do início do século XIX, resolveu durante uma terrível tempes¬tade atravessar o Cabo da Boa Esperança.&lt;br /&gt;O capitão num acesso de raiva lançou um desafio aos ven¬tos que lhe dificultava a travessia, dizendo que preferia enfren¬tar a tempestade até o juízo final, a desistir de fazer aquela tra¬vessia e levar o seu barco ao porto.&lt;br /&gt;Reza a lenda que o diabo lhe fez a vontade, condenando-o e sua tripulação a percorrer os mares para sempre sem ancorar em porto algum.&lt;br /&gt;Os marinheiros do mundo inteiro temiam encontrar o satânico navio, pois se dizia que traria má sorte e era prenúncio de desastre uma vez que fora amaldiçoado pelo diabo. E assim em cada porto do mundo contava-se uma história do Holandês Voador, como passou a ser chamado.&lt;br /&gt;Em 11 de junho de 1881, o Hms Inconstant da marinha real inglesa, navegava em mar calmo entre Melbourne e Sidney na Austrália, pouco antes do amanhecer. A bordo encontrava-se o príncipe George posteriormente Rei George V da Inglaterra e seu irmão, o príncipe Albert Victor.&lt;br /&gt;De repente, o vigia do castelo de proa anunciou a chegada de um barco a bombordo.&lt;br /&gt;Todos os oficiais e tripulantes num total de treze aproxi¬maram-se da amurada para ver o navio que se aproximava. De bordo emanava uma estranha luminosidade avermelhada. Seus mastros e velas sobressaiam nitidamente. Não havia ninguém a bordo. Pouco tempo depois o barco desapareceu sem deixar vestígio, ali, bem na frente deles.&lt;br /&gt;O fato foi registrado nos diários de bordo dos dois membros da família real, bem como no do almirante do navio.&lt;br /&gt;Registraram também que naquela mesma manhã o vigia caiu da trave do mastro principal e se “despedaçou” no convés. Os dois membros da família real registraram também que ao chegarem ao porto, o almirante foi acometido de uma doença fatal.&lt;br /&gt;A tão propagada maldição do Holandês Voador se fez presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            V – CUZCO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Incas eram uma poderosa civilização da América do Sul.&lt;br /&gt;As tribos Quíchuas, Aimara e Junca formavam um grande império tendo Cuzco (Peru) como capital. Chegaram os espanhóis tendo a sua frente os sanguinários Francisco Pizarro e Diogo de Almagro.&lt;br /&gt;Em 16 de novembro de 1532, Pizarro solicitou uma entre¬vista com Atahualpa que era o senhor absoluto de Cuzco.&lt;br /&gt;Atahualpa compareceu ao encontro na praça principal de Cajamarca acompanhado de 4000 pessoas totalmente desar¬madas. Após recusar-se a adotar a religião católica e reconhecer a soberania de Carlos V, os Inca foram traiçoeiramente atacados pela artilharia espanhola e Atahualpa preso e condenado à morte. O império Inca foi dizimado, os tesouros pilhados e as¬sim uma grande cultura foi aniquilada.&lt;br /&gt;A maioria dos edifícios foi arrasada pelos Clérigos Católicos com o duplo objetivo de destruir a civilização Inca e construir com pedras e tijolos igrejas cristãs e demais edifícios administrativos, dessa forma impondo sua pretensa superiori¬dade européia. O local da carnificina é tido até hoje como lugar sombrio de grande fonte de energia “pesada”. Dizem os estudi¬osos, místicos e sensitivos que até hoje no local é possível sentir as fortes vibrações macabras da carnificina e que espectros são avistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a você, caro leitor, não sei o que pensará sobre estes casos, quanto a mim, reconheço minha pequenez frente aos diversos mistérios do universo. Sou daqueles que acreditam na citação de William Sheakspeare, em Hamlet: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que crê nossa vã filosofia”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--36n_HAZmtQ/TpnrxlIa2qI/AAAAAAAAAPA/4dhyS2CIhGQ/s1600/CAPA%2BO%2BLIVRO%253B%2BCONTANDO%2BHIST%25C3%2593RIAS....jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="233" src="http://4.bp.blogspot.com/--36n_HAZmtQ/TpnrxlIa2qI/AAAAAAAAAPA/4dhyS2CIhGQ/s320/CAPA%2BO%2BLIVRO%253B%2BCONTANDO%2BHIST%25C3%2593RIAS....jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;EDIÇAO ESGOTADA-&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-2575864784632355667?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/2575864784632355667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/lendas-e-misterios-mundialmente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2575864784632355667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2575864784632355667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/lendas-e-misterios-mundialmente.html' title='LENDAS E MISTÉRIOS MUNDIALMENTE CONHECIDOS  - FERNANDO MARTINS FERREIRA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--36n_HAZmtQ/TpnrxlIa2qI/AAAAAAAAAPA/4dhyS2CIhGQ/s72-c/CAPA%2BO%2BLIVRO%253B%2BCONTANDO%2BHIST%25C3%2593RIAS....jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-5002687778468188480</id><published>2011-10-14T15:26:00.000-03:00</published><updated>2011-10-14T15:26:53.528-03:00</updated><title type='text'>PREFEITURA DE PITANGUI CONVIDANDO PARA LANÇAMENTO DO REMINISCENCIAS-</title><content type='html'>Prefeitura convida para lançamento de livro        &lt;br /&gt;Escrito por Giovanni M Pereira     &lt;br /&gt;Qui, 13 de Outubro de 2011 16:24  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prefeitura de Pitangui convida para o lançamento do livro Reminiscências do Centro-Oeste Mineiro, do escritor paraminense Fernando Martins Ferreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro aborda o período do Brasil colônia, especificamente do Centro-Oeste de Minas Gerais, com informações sobre a descoberta e exploração do ouro, as revoltas sangrentas do povo de Pitangui contra os reinóis, entre outros temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O autor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Martins Ferreira é natural de Pará de Minas. Aposentado e com formação em exatas, dedica-se a ler e escrever e, como bom mineiro, adora ouvir e contar “causos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convite&lt;br /&gt;Lançamento do livro Reminiscências do Centro-oeste Mineiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Fernando Martins Ferreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 29/10/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: Centro Vocacional Tecnológico (CVT) Irene Lopes Cançado Rocha - Rua Lacerdino Rocha s/n (ao lado da rodoviária)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horário: 9 às 11h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento tem o apoio da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-5002687778468188480?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/5002687778468188480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/prefeitura-de-pitangui-convidando-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/5002687778468188480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/5002687778468188480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/prefeitura-de-pitangui-convidando-para.html' title='PREFEITURA DE PITANGUI CONVIDANDO PARA LANÇAMENTO DO REMINISCENCIAS-'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-6113055946846248384</id><published>2011-10-13T11:16:00.001-03:00</published><updated>2011-10-13T11:18:53.106-03:00</updated><title type='text'>MENDIGOS DA ALMA -                                                                                                                         FLAVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TcuN-KUyAlo/TpbxAlKjf0I/AAAAAAAAAO0/JMts8qcOmVg/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://2.bp.blogspot.com/-TcuN-KUyAlo/TpbxAlKjf0I/AAAAAAAAAO0/JMts8qcOmVg/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 - Mendigos da alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente tenho refletido muito sobre Espiritualidade, essa dimensão da vida que nos liga ao transcendente, àquilo que está além da ordem material, levando-nos, muitas vezes, a questionar nossos próprios comportamentos e convicções. Minha reflexão, no entanto, encontra-se ainda em fase inicial, carecendo do auxílio de pessoas mais versadas do que eu nessa matéria e de novas leituras, o que, acredito, poderá amadurecer em mim essa vontade que eu sinto de buscar o que realmente importa na vida: o aperfeiçoamento espiritual através do amor, da caridade, da humildade, da generosidade e do trabalho honesto e solidário.&lt;br /&gt;No mundo de hoje, somos constantemente bombardeados com imagens e propagandas que apelam para aquilo que há de mais egoísta em nós, sobretudo a necessidade de estarmos sempre em destaque, seja pelo dinheiro, pelo poder ou pelo sucesso profissional.&lt;br /&gt;No entanto, em minhas leituras, tenho aprendido que, para Jesus Cristo, no Reino de Deus não existe espaço para o orgulho, para os que exaltam a si próprios; e que, segundo seus ensinamentos, devemos amar o próximo sem distinção de raça, credo, nacionalidade ou qualquer outra, pois todos somos irmãos e filhos do mesmo Pai.&lt;br /&gt;É triste perceber o quão distantes estão esses ensinamentos da vida que levamos nos dias de hoje. Já me irritei várias vezes com pessoas que se julgam importantes demais e que ficam o tempo todo se vangloriando disto e daquilo, apontando os erros e defeitos dos outros, para diminuí-los, enquanto se colocam como donos da razão. Mas depois, ao refletir sobre mim mesmo, percebi que a irritação que eu sentia diante do egocentrismo alheio era uma reação do meu próprio ego, que queria que EU me destacasse e tivesse razão, não o outro.&lt;br /&gt;Reconhecer isso, a meu ver, já foi um grande avanço, mas eu sentia que era preciso mais: era preciso superar de vez essas “paixões violentas por coisa nenhuma”, como dizia Fernando Pessoa.&lt;br /&gt;Superar de vez essa vontade de me destacar e ter razão eu ainda não consegui, mas um avanço muito significativo a caminho dessa superação eu dei quando olhei nos olhos de uma pessoa [que se julgava muito importante] e vi neles o brilho opaco que um espírito ainda muito apegado a títulos, reconhecimento público e dinheiro deixa escapar.&lt;br /&gt;Isso aconteceu quando me vi enredado numa trama tecida ardilosamente por essa pessoa, que queria, de todo jeito, colocar-se numa posição de superioridade incontestável frente aos outros. Ao cair na sua rede, percebi que argumentar não adiantaria nada. Lutar contra sua vasta experiência na arte da enganação seria uma batalha perdida: como se um único soldado [maltrapilho e desarmado] se lançasse contra o exército inimigo em campo aberto, vislumbrando a morte de frente, sem medo, mas consciente da derrota. No entanto, foi justamente a aceitação da minha derrota que me deu a vitória... Não sobre a pessoa em questão, que manteve a sua posição de superioridade, mas sobre mim mesmo. Ao olhar nos olhos daquele general vitorioso e perceber neles o prazer que aquele momento lhe proporcionava, senti, ao invés de medo ou nojo, uma sensação de paz espiritual muito grande [embora depois eu tivesse que desabafar em lágrimas os resíduos de indignação que me haviam restado daquele ridículo episódio]. Lembro-me que, espiritualmente, senti-me alçado a um patamar mais elevado que o do general, que, no entanto, para si próprio, estava muito acima de mim.&lt;br /&gt;Hoje, depois de algumas leituras muito enriquecedoras, entendo que a minha sensação de elevação naquele momento pode ser facilmente explicada pelos sábios ensinamentos de Cristo [abraçados também pelo Espiritismo], que nos revelam o seguinte: o trabalho, a vitória e o sucesso no plano material e corpóreo não têm os mesmos significados no plano espiritual. Aquela paz que eu senti naquele momento talvez tenha sido o prenúncio do que em breve eu descobriria com as minhas leituras. Foi o início da minha vitória sobre a angústia da necessidade de aprovação e de reconhecimento por parte dos outros. Foi como se do meu inconsciente viesse a mensagem: “Não ligue para isso. Não é importante.&lt;br /&gt;Trabalhe com amor. Faça o bem. Não se preocupe com o que as pessoas pensam ou falam de você. Não busque recompensas efêmeras nestes círculos de vibrações inferiores, onde, na maioria das vezes, os vícios da ambição e da dissimulação são exaltados em detrimento do que realmente tem valor para Deus, que te ama e estará sempre contigo”.&lt;br /&gt;Senti como se aos poucos eu estivesse deixando para trás um outro eu. Vi-me mais ou menos na pele daquele personagem do livro “O emblema vermelho da coragem”, o soldado praça gritalhão. Ele costumava ser visto pelos colegas como “um meninote espalhafatoso, dono de uma audácia advinda da inexperiência, impulsivo, teimoso, ciumento e cheio de uma coragem de latão”. No entanto, seu comportamento mudou notavelmente após uma grande batalha, à qual sobreviveu: “Envolto numa perfeita segurança, demonstrava agora uma fé serena em seus propósitos e habilidades. Essa firmeza interior lhe permitia, naturalmente, ficar indiferente às pequenas alfinetadas que os outros lhe dirigiam”.&lt;br /&gt;Como eu disse, a verdadeira vitória, a superação plena do orgulho, do egoísmo e do egotismo próprios dos círculos carnais, ainda está muito distante de mim; mas considero essa transformação que eu vivi [e continuo vivendo] um passo muito importante na minha trajetória terrena.&lt;br /&gt;Hoje eu consigo perceber mais claramente que os valores da espiritualidade não são os mesmos que costumamos exaltar no mundo material. Perdemos muito tempo na crosta terrestre em vaidades inúteis, gastando preciosa energia na adoração ridícula de nós mesmos, de nossos filhos e amigos. O que importa, para o aperfeiçoamento espiritual, é a humildade, a caridade, o amor, a doação [sem receber nada em troca, nem favores, nem dinheiro], o trabalho honesto e justo...&lt;br /&gt;Com outras palavras, André Luiz, no livro “Nosso Lar”, ensina-nos que as mercadorias propriamente terrenas não têm o mesmo valor nos planos do Espírito. Triste é perceber, no entanto, que milhares de homens e mulheres cegos de ambição e egoísmo desencarnam todos os dias sem compreender isso. “Foram negociantes imprevidentes”, conta-nos André Luiz: “Esqueceram de cambiar as posses materiais em créditos espirituais. Não aprenderam&lt;br /&gt;as mais simples operações de câmbio no mundo. Quando iam a Londres, trocavam contos de réis por libras esterlinas; entretanto, nem com a certeza matemática da morte carnal se animaram a adquirir os valores da espiritualidade. Agora... que fazer? Temos os milionários das sensações físicas transformados em mendigos da alma”.&lt;br /&gt;Mas não é fácil perceber essa verdade. Como generais em campos de batalha, encarcerados em suas opiniões próprias, os homens traçam estratégias de vitória, manipulam e humilham os outros, e chegam muitas vezes a afirmar: “Estou com a consciência tranquila”. Ora, mas o que é essa consciência senão um reflexo de sentimentos mundanos, na maioria das vezes muito mais sensíveis às vibrações inferiores do que às superiores?&lt;br /&gt;No seu impressionante livro “O homem duplicado”, José Saramago elucida muito bem essa questão da consciência. Ali, numa passagem, o narrador explica que “uma mente dominada por sentimentos inferiores é capaz de obrigar a própria consciência a pactuar com eles, forçando-a, ardilosamente, a pôr as piores ações em harmonia com as melhores razões e a justificá-las umas pelas outras, numa espécie de jogo cruzado”.&lt;br /&gt;A meu ver, é assim que nos transformamos em mendigos da alma nos planos do Espírito.&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;CRANE, Stephen. O emblema vermelho da coragem (1895). São Paulo: Penguin&lt;br /&gt;Classics/Companhia das Letras, 2010.&lt;br /&gt;SARAMAGO, José. O homem duplicado. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.&lt;br /&gt;TOLSTOY, Leo. The Gospel in Brief. University of Nebraska Press, 1997.&lt;br /&gt;XAVIER, Francisco Cândido (pelo Espírito André Luiz). Nosso Lar: a vida no Mundo&lt;br /&gt;Espiritual. 61ª edição. Federação Espírita Brasileira, 2010.&lt;br /&gt;40&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-6113055946846248384?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/6113055946846248384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/mendigos-da-alma-flavio-marcus-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/6113055946846248384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/6113055946846248384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/mendigos-da-alma-flavio-marcus-da.html' title='MENDIGOS DA ALMA -                                                                                                                         FLAVIO MARCUS DA SILVA(FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TcuN-KUyAlo/TpbxAlKjf0I/AAAAAAAAAO0/JMts8qcOmVg/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-3732965073601967006</id><published>2011-10-09T12:30:00.001-03:00</published><updated>2011-10-09T12:31:41.568-03:00</updated><title type='text'>O CAMINHO DO BEZERRO-                                                                                                                 FERNANDO MARTINS FERREIRA</title><content type='html'>O CAMINHO DO BEZERRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, através da floresta virgem, passou um bezerro desembestado e desgarrado da boiada. Fez uma picada sinuosa, corcoveada, a exemplo de todos os animais desembestados. Trezentos anos se passaram desde então.&lt;br /&gt;Aquele bezerro deixou atrás de si um rastro.&lt;br /&gt;Seu rastro foi seguido no dia seguinte por um vaqueiro que percorreu a mesma trilha. Depois por um carneiro-guia que após si, conduziu todo o rebanho, como fazem os bons guias.&lt;br /&gt;E desde esse dia foi-se abrindo um caminho através daquela floresta.&lt;br /&gt;Passaram por ali homens, que proferiram palavras de justa indignação por causa do sinuoso caminho...&lt;br /&gt;Mas, ainda assim, continuavam passando por ali, repetindo a primeira passagem.&lt;br /&gt;Mais tarde o caminho da floresta tornou-se um atalho conhecido.&lt;br /&gt;O atalho transformou-se numa estradinha, onde muitos pobres cavalos, arqueados sob penosas cargas, suavam dois quilômetros para fazer um.&lt;br /&gt;E assim, sem saber, todos seguiram as pegadas do bezerro.&lt;br /&gt;Os anos passaram, e a estrada converteu-se numa viela de aldeia.&lt;br /&gt;E sem que os homens percebessem, a viela metamorfoseou-se numa movimentada via pública da cidade.&lt;br /&gt;E durante séculos, os seres humanos se submeteram às pegadas do bezerro. Dia a dia, milhares de pessoas passam por ele.&lt;br /&gt;Só palmilham trilha já batida, seguem sempre um trajeto iniciado por outros. Fazem do caminho uma rota sagrada, pela qual se movimentam durante toda a vida.&lt;br /&gt;E como deles riem os antigos deuses da floresta que testemunharam a primeira passagem feita pelo bezerro.&lt;br /&gt;Esse conto adaptado de Sam Walter Fox nos mostra o que ocorre com a grande parte das pessoas que conhecemos que seguem o seu caminho sem pensar, sem questionar, discutir ou avaliar o que é bom e o que é ruim.&lt;br /&gt;Recolhem-se ao silêncio como carneiros sem direito à esperança e futuro. Em nome da comodidade, abdicam-se de viver, levam uma vida medíocre, não tendo consciência de que as perdas, os fracassos não foram colocados em nosso caminho para nos fazer desistir e sim para continuarmos a luta de outra maneira. E assim vão levando a vida, amando pouco, viajando pouco, sem levantar a cabeça, sem ousadias.&lt;br /&gt;Seguem a trilha deixada pelos outros e ficam aprisionados freqüentemente ao passado. Esquecem-se de que a vida é um eterno abrir e fechar de ciclos e se demoramos a fechar um que já se foi com certeza perderemos a alegria de viver. Encerrar ciclos é deixar no passado os momentos que se foram. O que passou não voltará. As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas se vão.&lt;br /&gt;Ficar lembrando e lamentando determinadas perdas não nos abrirão novos ciclos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-3732965073601967006?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/3732965073601967006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/o-caminho-do-bezerro-fernando-martins.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3732965073601967006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3732965073601967006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/o-caminho-do-bezerro-fernando-martins.html' title='O CAMINHO DO BEZERRO-                                                                                                                 FERNANDO MARTINS FERREIRA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-7580278430283374672</id><published>2011-10-06T17:07:00.002-03:00</published><updated>2011-10-07T09:33:59.066-03:00</updated><title type='text'>Soufllê de bacalhau à Mariangela                                                                                                                                                                                      -Chef Ernane(foto)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-szeAhxzWZ04/To4J2h4xbLI/AAAAAAAAAOg/7WvtfZovUAs/s1600/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="263" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-szeAhxzWZ04/To4J2h4xbLI/AAAAAAAAAOg/7WvtfZovUAs/s320/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Souffle de Bacalhau à Mariângela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 2 postas de bacalhau previamente demolhado &lt;br /&gt; l colher (sopa) de manteiga&lt;br /&gt; 1 colher (sopa) de farinha&lt;br /&gt; l dl de água da cozedura do bacalhau&lt;br /&gt; l dl de leite &lt;br /&gt; 4 ovos &lt;br /&gt; sal e pimenta preta moída na altura &lt;br /&gt; algumas gotas de sumo de limão &lt;br /&gt; noz-moscada ralada na hora &lt;br /&gt; queijo parmesão ralado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coza o bacalhau.  Escorra-o, retire-lhe peles e espinhas e desfie-o muito bem.  Coe a água da cozedura e reserve um decilitro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa caçarola, derreta a manteiga e polvilhe de farinha. Deixe dourar por um minuto. Retire do lume e junte, em fio, a água da cozedura do bacalhau, mexendo com uma colher de pau.  Junte o leite.  Leve a caçarola, de novo, ao lume e, sem parar de mexer, deixe espessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora do lume, junte a este, molho o bacalhau desfiado.  Mexa e tempere de sal (pouco), pimenta, sumo de limão e noz-moscada ralada.  Acrescente as gemas, uma a uma, mexendo entre cada adição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bata as claras em castelo firme e incorpore-as, cuidadosamente, no creme anterior.  Distribua este preparado por recipientes individuais de louça refractária, devidamente untados e enfarinhados.  Polvilhe de queijo ralado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leve ao forno, a 200º C (5/6 no termóstato) por uns vinte minutos. Sirva logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://confessionariododito.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-7580278430283374672?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/7580278430283374672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/souflle-de-bacalhau-mariangela-chef.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7580278430283374672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/7580278430283374672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/souflle-de-bacalhau-mariangela-chef.html' title='Soufllê de bacalhau à Mariangela                                                                                                                                                                                      -Chef Ernane(foto)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-szeAhxzWZ04/To4J2h4xbLI/AAAAAAAAAOg/7WvtfZovUAs/s72-c/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-5198033822226278627</id><published>2011-10-05T18:04:00.001-03:00</published><updated>2011-10-06T18:43:36.880-03:00</updated><title type='text'>CAFÉ COM INGLESES.                                                                                                                    FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2xfcgGeGG8Y/TozGUARjeAI/AAAAAAAAAOQ/ap0N-MThr2Q/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://2.bp.blogspot.com/-2xfcgGeGG8Y/TozGUARjeAI/AAAAAAAAAOQ/ap0N-MThr2Q/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAFÉ COM INGLESES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu nome é Lucas, tenho 28 anos e sou escritor. Vivo de criar e solucionar enigmas, que são publicados em revistas e sites especializados no mundo inteiro. Trabalho em casa ou em qualquer outro lugar, desde que haja por perto uma boa máquina de café expresso – como a que eu tenho na minha cozinha: uma obra-prima italiana que, se honrada com os grãos que ela merece, faz um café maravilhoso, com espuma espessa e aroma intenso [que entra pelo nariz e atinge a alma em menos de dois segundos; e a alma, em júbilo, agradece, pressentindo, através de suas conexões mágicas com os sentidos do corpo, o equilíbrio perfeito entre o ácido e o amargo, entre a vontade de alçar vôo até as portas do Céu e a de ficar naquele corpo que, embora em putrefação, desfruta todos os dias aquele líquido misterioso e demoníaco].&lt;br /&gt;Não tenho emprego com carteira assinada e, como eu disse, não preciso bater ponto em lugar nenhum, louvado seja!&lt;br /&gt;Trabalhei uma vez numa empresa que me prendia num cubículo de dois metros quadrados por mais de oito horas por dia, e me fazia digitar milhares de cartas e ofícios desanimadores [que os chefes só assinavam e mandavam despachar, sem nem olhar para mim]. E eu pensava: “Será que o meu futuro é um dia me sentar numa destas cadeiras de couro, dar ordens, fiscalizar, assinar papéis e ganhar dinheiro pra pagar o apartamento de luxo, o carro importado, as plásticas da esposa, as férias no resort e os colégios e faculdades caríssimos dos filhos?”.&lt;br /&gt;Um dia eu tive a certeza: não era aquilo que eu queria para mim. Por isso, depois de dois anos sendo explorado e humilhado por aqueles magnatas do carreirismo [que só pensavam em competitividade e estratégias disto e daquilo], resolvi pedir demissão e viajar pelo interior, para pensar um pouco sobre o que fazer da vida.&lt;br /&gt;Eu era fascinado por histórias de detetive. Quando entrei no ônibus para Diamantina, numa fria manhã de julho, na mochila eu levava oito livros dos grandes mestres do romance de enigma, todos em inglês, língua que eu dominava desde pequeno, porque meus pais, embora pobres, sempre se preocuparam com a minha educação. E assim que eu arrumei o meu primeiro emprego, matriculei-me também em um bom curso de francês, o que me deu acesso a um outro universo cultural, sobretudo no campo da literatura e do cinema. E sozinho em casa, com a ajuda de apostilas e dicionários, aprendi também o espanhol, porque eu queria ler Marsé, Rulfo e Vázquez Montalbán no original [E como é bom ler os grandes mestres no original!].&lt;br /&gt;No dia seguinte, sentado na mesa de um restaurante, com vista para o belo centro histórico de Diamantina, escrevi, em inglês, o meu primeiro conto que seria publicado e me renderia algum dinheiro [nada espetacular: somente alguns dólares, que me permitiram comprar os últimos lançamentos internacionais e me inscrever num clube inglês para escritores iniciantes].&lt;br /&gt;Quando eu trabalhava na firma de advogados, trancafiado lá dentro como numa jaula, minha criatividade recebia poucos estímulos. O que eu escrevia todos os dias, nas intermináveis horas de expediente, era uma simples reprodução de modelos padronizados, restando pouco tempo para o que eu realmente gostava: ler, criar e escrever histórias de mistério. À noite, quando eu chegava em casa, ia direto para o computador, onde quase sempre encontrava um conto pela metade, e escrevia até de madrugada. Outras noites eu me dedicava à leitura ou ao estudo do inglês, francês ou espanhol, sem saber aonde aquilo me levaria. Uma vez cheguei até a pensar que escrever contos de mistério e estudar línguas estrangeiras era uma grande bobagem. Acabei me matriculando numa faculdade de Direito, onde estudei por quase um ano, à noite, ficando esse tempo todo sem fazer o que realmente me elevava o espírito. Perdi a capacidade de inventar, de criar, tornando-me um robô, um técnico das leis, pois nessa faculdade o ensino era péssimo, exigindo dos alunos tão somente a simples reprodução mecânica de informações: um desperdício da inteligência humana.&lt;br /&gt;Desisti da faculdade no dia em que fui punido por interpretar um dispositivo legal de forma contrária à interpretação do professor. Aquilo para mim foi demais. Na noite seguinte eu já estava de novo às voltas com meus livros, lendo e escrevendo.&lt;br /&gt;Mas voltemos a Diamantina. Ali estava eu, sem trabalho, só com o dinheiro do meu acerto e das poucas economias que eu havia feito durante três ou quatro anos de sofrimento.&lt;br /&gt;Naquela mesa afastada do restaurante, de frente para uma janela de vidro que se abria para um belo conjunto de sobrados do século XVIII, escrevi um conto assustador, sobre um livro misterioso que levava à morte a maioria dos seus leitores [fora isso, nada a ver com “O Nome da Rosa”].&lt;br /&gt;No dia seguinte, enviei o conto a um famoso site inglês, o mystery.com, que o aceitou sem nenhuma ressalva. Recebi a notícia em casa, por e-mail, algumas semanas depois, no sábado à noite. Minha alegria foi tanta que resolvi abrir um vinho tinto francês [que me havia custado uma pequena fortuna], guardado a sete chaves para o dia da minha aposentadoria. Não resisti. Liguei a tv no programa Bouillon de Culture, tirei a roupa e passei duas horas no sofá, feliz da vida, assistindo a uma entrevista com a escritora Amelie Nothomb, enquanto baixava o vinho e comia queijo e amendoim.&lt;br /&gt;Naquela mesma semana recebi um e-mail de um agente recrutador do mystery.com, um inglês que morava no Brasil, me convidando para visitá-lo no seu apartamento. Fui sem pensar duas vezes. Cheguei e encontrei a porta aberta, com um bilhete me autorizando aentrar. Entrei e chamei. Nenhuma resposta.&lt;br /&gt;O apartamento parecia ser enorme. Era mobiliado e decorado como se fosse uma mansão inglesa do século XIX, no melhor estilo vitoriano: móveis pesados, de jacarandá ou mogno, com detalhes de madrepérola; paredes cobertas de quadros retratando belas paisagens do campo inglês; numerosos candelabros, luminárias e enfeites que lembravam o Oriente na época do Império; e num canto da sala, sobre um móvel que devia ter mais de trezentos anos, várias peças do que me pareceu ser a legítima cerâmica chinesa da Dinastia Song.&lt;br /&gt;Porém, não tive tempo de testar meus conhecimentos de História da Arte. Ouvi um grito assustador vindo do interior do apartamento e corri para ver o que tinha acontecido. Ao empurrar a porta do primeiro quarto, de onde eu supus ter vindo o grito, deparei-me com uma cena horripilante: um jovem loiro deitado na cama, tremendo, com as mãos no pescoço, na altura da garganta, de onde saía, num jorro contínuo, uma quantidade absurda de sangue. Ele me olhava e gorgolejava, como se dissesse “Cuidado”. Foi quando me virei e vi uma velha de camisola, segurando uma faca de açougueiro, vindo em minha direção.&lt;br /&gt;Gritei, desesperado, e corri em direção à janela, esquecendo-me de que estávamos no décimo andar. Foi aí que ouvi as gargalhadas. O rapaz loiro estava de pé na cama, e a velha tinha se transformado num outro rapaz, talvez um pouco mais velho que o primeiro, e ambos riam, sem parar.&lt;br /&gt;Não gostei da brincadeira, mas relevei. O rapaz loiro se chamava Nicolas, e o outro, seu namorado, era Alec, dois ingleses endinheirados que trabalhavam para o site mystery.com no Brasil.&lt;br /&gt;Recebi deles um convite para integrar a equipe brasileira de escritores de mistério do mystery.com [que, além de site, era também editora e promovia uma série de festivais e eventos relacionados à literatura de enigma no mundo todo, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, onde as pessoas lêem muito mais do que na América Latina]. “Seu conto ‘Labaredas na Escuridão’ foi muito bem recebido pelos fãs”, disse-me Nicolas, “e por isso o site quer fazer um teste com você”.&lt;br /&gt;Estávamos sentados num dos enormes sofás da sala de estar, cercados por obras de arte que deviam valer uma fortuna. Alec tinha ido preparar um café e se demorava na cozinha.&lt;br /&gt;Nicolas me perguntava sobre a minha vida. Quis saber se eu fazia outra coisa além de escrever, e eu disse que não, que eu havia pedido demissão de um emprego que me mantinha em baixíssimo nível de idéias – como numa linha de montagem –, e que agora eu queria me dedicar em tempo integral à literatura. Nicolas gostou muito do que ouviu e me disse que, se eu passasse no teste, eles me pagariam três mil dólares por mês, para eu escrever um conto por semana.&lt;br /&gt;“E qual é o teste?”, perguntei animado.&lt;br /&gt;Quando Nicolas ia começar a me responder, Alec entrou na sala trazendo uma bandeja com três xícaras de café. Ao beber o primeiro gole, perguntei: “O que é isso?”. Os dois amigos sorriram um para o outro e Alec respondeu: “Um café expresso. O que mais poderia ser?”.&lt;br /&gt;E eu olhava para o café, para aquela espuma dourada que se prendia na borda interna da xícara, consciente da pergunta idiota que eu acabara de fazer [pois eu sabia que se tratava de um café expresso], mas ao mesmo tempo enfeitiçado pela novidade daquele sabor e daquele aroma, que me evocavam recordações de vidas passadas [que eu não me lembrava ter vivido], além de me aguçarem a lucidez e a criatividade de uma forma inteiramente nova e inesperada. Nicolas interrompeu meus pensamentos dizendo que talvez o que eu queria saber era que tipo de café expresso era aquele. Eu balancei a cabeça em sinal de afirmação e sorvi, lentamente, mais um pouco da bebida, maravilhado com as sensações que ela me provocava. A resposta não podia ser mais clara: “Esse café é feito com os melhores grãos que existem no mundo, numa máquina que, na minha opinião, também é a melhor do mundo”, disse Nicolas.&lt;br /&gt;Mas voltemos ao teste.&lt;br /&gt;Terminado o café, Nicolas me explicou que, para ingressar na equipe de escritores do mystery.com, eu teria que transformar aquele meu conto “Labaredas na Escuridão” em um romance de 200 páginas [escrito em inglês], em um prazo de quatro meses. Eu poderia ficar no apartamento da frente, que também era deles, “e”, acrescentou Nicolas sorrindo, “você terá direito a quantos cafés quiser, pois o apartamento destinado a você está equipado com a mesma máquina que acaba de fazer esta maravilha aqui”.&lt;br /&gt;Fiquei sem palavras.&lt;br /&gt;Os dois jovens me encaravam com olhos cheios de mistério e ironia.&lt;br /&gt;“O que me diz?”, perguntou Nicolas.&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-5198033822226278627?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/5198033822226278627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/cafe-com-ingleses-flavio-marcus-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/5198033822226278627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/5198033822226278627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/10/cafe-com-ingleses-flavio-marcus-da.html' title='CAFÉ COM INGLESES.                                                                                                                    FLAVIO MARCUS DA SILVA (FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2xfcgGeGG8Y/TozGUARjeAI/AAAAAAAAAOQ/ap0N-MThr2Q/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-6505381460820956944</id><published>2011-09-29T17:16:00.001-03:00</published><updated>2011-09-29T17:21:15.362-03:00</updated><title type='text'>DEUS EXISTE?                                                                                                                 FERNANDO MARTINS FERREIRA</title><content type='html'>DEUS EXISTE?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li numa revista de circulação nacional, a entrevista do matemático e professor da Universidade de Temple na Filadélfia (USA), John Allen Paulos. Ele escreveu o livro Irreligion e pelo que pude perceber pela entrevista, é devotado à lógica e onde o autor analisa argumentos tradicionais sobre a existência de Deus e os contesta. Afirma também em sua entrevista, que a “Bíblia é uma grande literatura” e que não se pode dizer que as coisas narradas nela ou em qualquer outro texto religioso sejam verdadeiros. &lt;br /&gt;Creio ser mais um “sabido” a pregar a inexistência de Deus a exemplo de tantos outros. - Não li nem pretendo ler o livro.- Pela entrevista pude analisar Mr. Paulos e antes que seja criticado, assumo que emiti juízo sim. Se falso, paciência, mas ele me pareceu de um cartesianismo ilimitado. Raciocínio puro: penso, logo existo. &lt;br /&gt;Limita-se a explicações mecânicas, aqueles velhos argumentos tendo a Bíblia como alvo principal. Vamos devagar à análise: &lt;br /&gt;Sabemos que o primeiro escritor da Bíblia foi Moisés e o último foi João. Entre Moisés e João houve, portanto, um espaço de 1500 anos. Logo, não se conheceram. &lt;br /&gt;Em Gênesis, encontramos um mundo perfeito, recém criado, depois relata a entrada do pecado, a tragédia. Entre Moisés e João, entre o Gênesis e o Apocalipse, vimos a história da humanidade com suas lutas, quedas, rebeliões etc.&lt;br /&gt;Foram quarenta os escritores da Bíblia. Escreveram em tempos diferentes, estilos diferentes, mas mesmo assim existe uma unidade. Nela existem coisas surpreendentes que aguçam a nossa imaginação. Em Isaias 40:22 lemos: “Ele, Deus, esta assentado sobre a redondeza da terra cujos moradores são como gafanhotos.” Chamo a atenção para “a redondeza da terra”. &lt;br /&gt;Estaria a Bíblia se referindo que a terra era redonda?  Ora, sabemos que a ciência afirmava que a terra era plana!! &lt;br /&gt;Só em 1492 Colombo chegou à América provando que ela era redonda.&lt;br /&gt;Os mesmos cientistas que criam na terra plana, afirmavam que ela tinha apenas 6.000 anos de existência. Com certeza eles também não acreditavam em Deus. &lt;br /&gt;Pergunto-me: Como se explica a harmonia e o equilíbrio do universo que se comporta como se fosse um ser vivo? Aliás, está comprovado que ele está em permanente expansão. &lt;br /&gt;A nossa fé vem de uma visão holística. O Universo é um todo. Como explicá-lo sem a existência de Criador?  Na dádiva da fé encontramos a verdadeira e divina resposta.&lt;br /&gt;Dizem alguns “estudiosos” que as religiões são filhas da ignorância e irmãs gêmeas da arrogância e da intolerância; isso devido em grande parte creio, pelas desgraças e abusos sofridos pela humanidade. &lt;br /&gt;Vejamos o caso da Igreja Católica Apostólica Romana: Esta, na idade média comandava uma tropa de psicopatas que caçavam com entusiasmo gente com o entusiasmo com que caçariam animais selvagens. O maior divertimento dos pervertidos era julgar, esfolar vivo e queimar na fogueira da “santa inquisição.” Tudo isso em nome da fé, em nome da Igreja e conseqüentemente em nome de Deus. As principais vítimas da “Santa Igreja” eram as mulheres do povo, que lidavam com a sabedoria popular de suas antepassadas e ministravam ao povo suas ervas, folhas e raízes. O que hoje é chamado Fito terapia, antes a Igreja denominava: bruxaria. &lt;br /&gt;Os homens também eram perseguidos. Se contrariassem uma autoridade eclesiástica era considerado hereje e, portanto excomungado, empalado, queimado e todos os seus bens confiscados pela igreja. &lt;br /&gt;Indulgencias plena eram vendidas, obviamente por polpudas quantias e assim o “católico” garantia o seu lugarzinho no Céu.&lt;br /&gt;A igreja como negócio, era tão bom que houve uma época com dois papas. Foi em 1378 por ocasião do grande Cisma do Ocidente. (Papas Clemente VII e Urbano VI) um com sede em Roma outro com sede em Avignon, na França. Isso sem falar nos inúmeros anti-papas que existiram até o século XVI. Na verdade, o trono de São Pedro foi aviltado por anos e anos por papas e outras autoridades eclesiásticas, assassinos, amorais, achacadores sem escrúpulos que mancomunados com tiranos, queimavam pilhavam e estupravam em nome e da “Santa Igreja”&lt;br /&gt;Para se ter uma ideia de como era a coisa, conta-se que D.João V, (1689-1750) Rei de Portugal, acompanhado da família real, da sacada do paço da inquisição, em Lisboa, comiam e bebiam assistindo as vitimas serem jogadas nas fogueiras do Páteo dos Hereges, entre os quais muitas mulheres e crianças. D.João V, teria acendido muitas vezes, em pessoa as fogueiras onde iam ser queimados vivos muitos inocentes dobrados à intolerância dos fanáticos.&lt;br /&gt;Não era bom brincar com os endemoniados chefes eclesiásticos. Só Deus mesmo para livrar o “herege” de suas “santidades”.&lt;br /&gt;Foi um horror, uma vergonha, página negra de nossa história.&lt;br /&gt;Se observarmos outra grande religião, o Islamismo não veremos muita diferença, pois até nos tempos atuais alguns fieis malucos, se transformam em bombas humanas se explodindo em metrôs, shoppings e em vias públicas, matando e mutilando centenas de inocentes. Acreditam os loucos pervertidos, que Aláh e Maomé lhes reservarão após a morte, mil virgens e um lugar no Paraíso. Repete de certa forma, o erro da Igreja católica que vendia indulgencia.&lt;br /&gt;Quantas guerras e quanto sangue derramado em nome de Deus! Quanto ódio!&lt;br /&gt;A humanidade sempre blasfemou (e ainda blasfema) quando usa o nome de Deus para seus intentos malignos. O nome de Deus é usado para guerrear, matar e dominar.&lt;br /&gt;Mas Deus não tem nada a ver com isso! Apesar de tudo, creio que as religiões sejam necessárias, até mesmo para que as relações humanas sejam possíveis. Elas ainda são o freio moral necessário.&lt;br /&gt;Devemos questioná-las sim, colocarmos o dedo na ferida, não deixarmos os fatos cair no esquecimento, até para que elas possam evoluir. Devemos e temos o direito de fazer tudo isso, mas questionar a existência de Deus é um contra senso, posto que o Universo esta aí, harmônico, belo e em constante transformação, como a nos lembrar da presença “Dele.” &lt;br /&gt;Deus esta em toda parte, está dentro de nós e para ouvi-lo basta ouvir o nosso próprio coração. Confesso-me um defensor da fé, sim senhor. Fé “Nele”, no Criador que tudo faz tudo vê e tudo pode.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-6505381460820956944?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/6505381460820956944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/deus-existe-fernando-martins-ferreira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/6505381460820956944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/6505381460820956944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/deus-existe-fernando-martins-ferreira.html' title='DEUS EXISTE?                                                                                                                 FERNANDO MARTINS FERREIRA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-9202925936599408829</id><published>2011-09-28T16:03:00.002-03:00</published><updated>2011-09-29T09:26:18.427-03:00</updated><title type='text'>"GOIABAS BICHADAS" DE FLAVIO MARCUS DA SILVA-(FOTO) O EXCELENTE CONTO PODERIA SE CHAMAR TAMBÉM: CANALHICE EXPLICITA.CONFIRA!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-knQoiwf6XeU/ToNu-0Ie5rI/AAAAAAAAANY/PvQypfx6Ezc/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://3.bp.blogspot.com/-knQoiwf6XeU/ToNu-0Ie5rI/AAAAAAAAANY/PvQypfx6Ezc/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 - Goiabas bichadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na estrada deserta, o carro cortava a noite em alta velocidade. ‘Não acredito que você fez isso’. “O quê?”. ‘Deixar aquela mulher na estrada, sem prestar socorro’. “Mas ela estava morta”. ‘Você não sabe se ela estava morta’. “Como não sei? Sou médico, sei muito bem quando estou diante de um cadáver ou não”. ‘Mas os lábios dela tremiam, os dedos se mexiam’. “Isso é normal. Ela tinha acabado de morrer. Ontem mesmo eu vi uma reportagem no Discovery Channel sobre o Baiacu, aquele peixe que os japoneses adoram.Numa cena o peixinho estava morto numa bandeja, limpinho, as vísceras já postas numa tigela à parte, e ele ainda mexeu a boca três vezes. Com o corpo humano é a mesma coisa”.&lt;br /&gt;‘Mas você tinha que prestar socorro’. “Não tinha nada. Quem disse isso? Os nossos legisladores? Ora, não me faça rir. Prestar socorro a quem? A um corpo?”. ‘Você é responsável pela morte daquela mulher. Tem que pagar pelo que fez’. “Foi um acidente. E acidentes acontecem. O que você quer? Que eu me entregue à polícia? Que eu diga Olha seu policial, eu bebi três taças de vinho com os amigos num sítio aqui perto e ao voltar pra casa, sozinho, atropelei uma mulher que andava de bicicleta no acostamento, e ela morreu.&lt;br /&gt;É isso que você quer? Pra quê?”. ‘Justiça’. “Que justiça? A dos juízes? Dos deputados?”.&lt;br /&gt;‘Você cometeu um crime’. “Não me diga... Eu conheço o Código Penal. Por isso mesmo eu sei que, se eu me entregar, nenhuma justiça será feita. Vou pagar uma fortuna a um bom advogado mercenário, que vai livrar a minha cara em menos de duas semanas. E eu ainda tenho amigos juízes que não pouparão esforços para me ajudar. Só vou ter que aguentar os jornalistas me chamando de canalha em rede nacional, o que me desagrada um pouco. Por isso prefiro facilitar as coisas e deixar tudo como está: ninguém me viu, ninguém anotou a minha placa...”. ‘Eu vi’. “Mas você não conta. Daqui a pouco eu te convenço e nos acertamos. A propósito, é a primeira vez que você me dá trabalho desse jeito. Sempre que você me questiona sobre minhas atitudes e idéias eu te neutralizo em menos de um minuto.&lt;br /&gt;E agora isso... Você se lembra quando eu pedi àquele coitado pra dar um jeito nos pés de pequi e de ipê amarelo da minha fazenda, dizendo que eu me responsabilizaria por tudo caso a polícia o pegasse?” ‘E a polícia o pegou e você jogou a culpa toda nele?’ “Pois é... você entendeu em um minuto que o que eu quis dizer para o coitado foi outra coisa, que foi ele que interpretou errado, achando que era pra cortar as árvores e não era... Foi uma confusão danada”. ‘Então era pra cortar’. “Claro que era. Mas pense comigo... Onde já se viu um médico respeitado como eu, pai de três filhos médicos, de uma família tradicional, ter que prestar contas à polícia e pagar multas por causa de meia dúzia de pés de pequi e dois de ipê?”. ‘Mas o coitado foi preso e teve que pagar multas’. “Ele cortou porque quis.&lt;br /&gt;Eu não o obriguei”. ‘Mas o enganou’. “Isso não importa”. ‘Importa sim’. “Para quem? Para Deus?”. ‘Talvez’. “Eu não acredito em Deus”. ‘Eu sei que não. E tenho nojo de você quando te vejo na igreja, ajoelhado, fingindo rezar, na sua ânsia por respeitabilidade, lustrando a máscara que esconde a sujeira da sua alma. Mas saiba que teus olhos te traem...’. “Não me venha com lições de moral. A vida é um jogo, e só ganha quem sabe jogar. Eu sei jogar. E nesse caso do atropelamento, eu agi corretamente, não tente me convencer do contrário. Ter que enfrentar a polícia, contratar advogado, para no final não acontecer nada. Pra quê? Agi corretamente porque me poupei desse atraso de vida”. ‘Você não pode garantir que não ia acontecer nada’. “Claro que posso. É o que acontece com a maioria dos políticos que roubam e dos médicos que matam e mutilam por descuido e negligência: absolutamente NADA”. ‘Mas cada um tem a sua consciência’. “Olha, vou te dizer uma coisa: conheço um político que já deve ter roubado tanto dinheiro da Saúde, que daria pra construir uns vinte hospitais do câncer no país só com o que ele desviou, salvando a vida de muitas crianças que, por falta de estrutura e tratamento, acabaram morrendo. E eu te pergunto: não seria esse político responsável pela morte de todas essas crianças?” ‘Sim, em tese’. “Pois quero que você o conheça: um coroa bonachão, com uma família que sabe aproveitar bem o que ele rouba: todo mundo montado na grana: filhos, filhas, noras, genros e agregados [parentes e amigos que parasitam o núcleo familiar como sanguessugas, encontrando ali tudo de que necessitam para viver bem: empregos, moradia, comida, festas e vários sacos pra puxar]. E como ele é feliz! Nenhum problema com a consciência, eu posso te garantir. Se ele tiver uma, com certeza está presa numa câmara escura com uma enorme rolha na boca. Diferente de você, minha querida, que vê e fala o que quer e quando quer... Ó minha doce consciência... Como é que eu te aturo? Eu que sou tão perspicaz...”.&lt;br /&gt;‘E a família daquela mulher?’. “A família dela vai sofrer de qualquer jeito, não importa se eu me entregar ou não à polícia. Aliás, penso que ela sofrerá mais se souber que eu me entreguei e não sofri nenhuma punição”. ‘Então é isso’. “Isso o quê?”. ‘Você não vai se entregar’. “Claro que não, que coisa! Mas quero que você fique tranquila, ok? Não suporto consciências pesadas, histéricas, que atormentam a nossa vida com suas lamúrias sem fim: Você não podia ter feito isso, não podia ter feito aquilo: - Ela é sua irmã, você não podia tela enganado pra ficar com o dinheiro só pra você; - Além de sócio, ele era seu amigo, confiava em você; mas você o enganou assim mesmo e deixou a família dele na miséria; -&lt;br /&gt;Você humilhou aquela mulher... ela não merecia isso; - O seu filho tinha que ter conseguido aquela vaga sem o auxílio da sua rede de amizades... Não aguento esse tipo de coisa”. ‘Eu sei’. “Vocês, consciências pesadas, não têm a menor chance neste nosso país de consciências leves ou ausentes. Vocês são como aquelas goiabas suculentas que se deixam perfurar pelas moscas, e depois carregam suas larvas, que se alimentam de vocês até transformarem suas polpas em uma massa podre e imprestável. As moscas são os pensamentos grandiosos que fazem o mundo girar, o dinheiro circular, os grandes impérios surgirem; são as ideias que alimentam o poder, o sucesso e o lucro, que destroem as consciências apegadas a valores retrógrados, atrasados, que só dificultam a vida daqueles que querem vencer, fazendo-os sofrer sem motivo”. ‘Somos então como goiabas bichadas’.&lt;br /&gt;“Isso mesmo: goiabas bichadas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-9202925936599408829?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/9202925936599408829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/goiabas-bichadas-de-flavio-marcus-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/9202925936599408829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/9202925936599408829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/goiabas-bichadas-de-flavio-marcus-da.html' title='&quot;GOIABAS BICHADAS&quot; DE FLAVIO MARCUS DA SILVA-(FOTO) O EXCELENTE CONTO PODERIA SE CHAMAR TAMBÉM: CANALHICE EXPLICITA.CONFIRA!'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-knQoiwf6XeU/ToNu-0Ie5rI/AAAAAAAAANY/PvQypfx6Ezc/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-4995082937657289846</id><published>2011-09-24T17:15:00.003-03:00</published><updated>2011-09-25T09:20:00.993-03:00</updated><title type='text'>A MORTE NO PLANETA TERRA-                                                                                                                        FERNANDO MARTINS FERREIRA</title><content type='html'>A MORTE NO PLANETA TERRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pode ser necessário que a morte exista, mas ela não poderia ter sido inventada de outra maneira? É necessário deixar atrás de si restos mortais que temos de enterrar ou queimar? Tudo isso é abominável.” &lt;br /&gt;Esse questionamento foi feita por Agnes, personagem de Milan Kundera no seu livro “A Imortalidade”, a um imaginário ser de outro planeta.Devo confessar que inicialmente ri da situação, para logo a seguir dar razão à Agnes. Já que somos energia, coisa que acredito piamente, porque então não nos desmaterializarmos quando tivesse vencido o nosso prazo de validade aqui na terra? Seria tão mais simples! Passei um bom tempo pensando nas inúmeras vantagens da desmaterialização, e cada vez mais me conscientizava de sua vantagem. A saudade continuaria é lógico, mas seria tudo tão limpo, tão clean!  Comecei a pensar que Deus poderia ter simplificado esse processo. Cheguei a pensar até no meu epitáfio, logicamente colocado onde eu me desmaterializasse: Fui.... Nos encontramos  nas estrelas.&lt;br /&gt;Estava tão convicto que decidi que quando fizesse a passagem iria falar diretamente com as entidades superiores. Haveria de reivindicar e quem sabe meus apelos não chegariam ao criador?- Sim, viajei mesmo!- Mas aí, nesse ponto, lembrei-me da resposta do extraterrestre à Agnes: “É bem sabido que a Terra é uma abominação”  &lt;br /&gt;Entendi isso perfeitamente ao ver o jornal da TV da noite: Como somos abomináveis!Um garoto de dez anos atira em uma professora dentro da escola e comete suicídio, é a corrupção que assola o Brasil como uma praga, guerra no Oriente Médio, crianças morrendo de fome na África, escravidão branca e xenofobia na Europa, pedofilia generalizada pelo mundo. Enfim, um caos de virtudes, de moral e porque não de ética?   &lt;br /&gt;Abominável Terra!- Pensando bem, a Terra é apenas um minúsculo ponto geográfico de transição nesse maravilhoso universo de meu Deus. Outros locais mais evoluídos certamente existirão e para lá nos dirigiremos, devagar, galgando etapas, nos arrastando, sem nos esquecermos jamais que ainda há pouco tempo, balançávamos nas arvores. Em outro nível atingiremos a desmaterialização para em outro estágio nem mesmo isso ocorrer mais, posto que somos energia pura e possuímos uma alma imortal.&lt;br /&gt;Até lá devemos cumprir o nosso ritual de enterrar e chorar os nossos mortos, deixando resíduos e marcas. &lt;br /&gt;Enquanto isso que tal cuidarmos melhor de nossa evolução espiritual nesse planeta abençoado por Deus?&lt;br /&gt;Ah!... Um dia nos encontraremos nas estrelas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-4995082937657289846?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/4995082937657289846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/morte-no-planeta-terra-fernando-martins.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4995082937657289846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/4995082937657289846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/morte-no-planeta-terra-fernando-martins.html' title='A MORTE NO PLANETA TERRA-                                                                                                                        FERNANDO MARTINS FERREIRA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-6457530184879513789</id><published>2011-09-23T09:57:00.000-03:00</published><updated>2011-09-23T09:57:00.780-03:00</updated><title type='text'>"SUFLÊ DE BACALHAU"- DICA DA SEMANA DO CHEF ERNANE(FOTO). HUMMMM DEU ÁGUA NA BOCA.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6U8GMg0krX0/TnyB-lKDA7I/AAAAAAAAAMw/mstzKKBanUI/s1600/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="263" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-6U8GMg0krX0/TnyB-lKDA7I/AAAAAAAAAMw/mstzKKBanUI/s320/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  Suflê de Bacalhau&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Para 4 Pessoas&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 400 g de bacalhau demolhado &lt;br /&gt; l dl de azeite&lt;br /&gt; 2 dentes de alho, picados finamente&lt;br /&gt; 6 pãezinhos (carcaças)&lt;br /&gt; 6 ovos &lt;br /&gt; Sal e pimenta q.b.&lt;br /&gt; Pão ralado q.b.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Demolhe o pão em água e depois escorra-o e esprema-o bem.  Num tacho, leve ao lume o azeite, junte-lhe os dentes de alho, picadinhos e mexa até alourarem um pouco; misture o pão espremido e as gemas, mexa e deixe aquecer muito bem; rectifique de sal e tempere com pimenta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Entretanto, leve a cozer o bacalhau, como habitualmente, e escolha-o de peles e espinhas; esmague-o dentro de um pano, como para pastéis de bacalhau e misture-o muito bem no preparado anterior. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Com cuidado, misture depois as claras previamente batidas, com uma pitada de sal, em castelo firme. Unte com manteiga um recipiente que possa ir ao forno, deite nele o preparado e alise.  Polvilhe com pão ralado e leve ao forno médio (l60º), cerca de 40 minutos.  Quando pronto, retire e sirva de imediato com salada a gosto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://confessionariododito.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-6457530184879513789?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/6457530184879513789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/sufle-de-bacalhau-dica-da-semana-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/6457530184879513789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/6457530184879513789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/sufle-de-bacalhau-dica-da-semana-do.html' title='&quot;SUFLÊ DE BACALHAU&quot;- DICA DA SEMANA DO CHEF ERNANE(FOTO). HUMMMM DEU ÁGUA NA BOCA.'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6U8GMg0krX0/TnyB-lKDA7I/AAAAAAAAAMw/mstzKKBanUI/s72-c/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-6674962515954144080</id><published>2011-09-22T17:23:00.001-03:00</published><updated>2011-09-22T17:23:37.264-03:00</updated><title type='text'>Em "Flores Brancas na noite escura da alma" Flávio Marcus da Silva (foto) nos leva a pensar em um desfecho trágico.Mas o final é surpreendente!! Confira!!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mbsHlHoTUm4/TnuW9Ov2ybI/AAAAAAAAAMg/BuPwLDCzSaE/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://4.bp.blogspot.com/-mbsHlHoTUm4/TnuW9Ov2ybI/AAAAAAAAAMg/BuPwLDCzSaE/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;10 - Flores brancas na noite escura da alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha 15 anos. Era magro, feio e triste.&lt;br /&gt;No começo era só o desprezo dos colegas e professores. Ninguém sabia seu nome nem conversava com ele. Suas notas eram medíocres, passáveis, indicando inaptidão e falta de talento, o que o colocava, dentro da classificação estabelecida informalmente pelos diretores e supervisores, no “ponto morto”, naquela posição que, embora não representasse um risco sério para a imagem da escola, não contribuía em nada para o seu engrandecimento institucional, sempre atrelado ao ranking dos colégios e aos primeiros lugares nos vestibulares das grandes universidades de elite.&lt;br /&gt;Ele simplesmente não existia.&lt;br /&gt;Pelo menos até o dia em que se dirigiu à mesa da professora, suando frio e tremendo, mudo, mas implorando ajuda com o olhar aflito e desesperado, com os dedos inquietos abrindo e fechando os botões da camisa; e a mulher, concentrada em alguns trabalhos que corrigia, fingia não tê-lo percebido, como se ele fosse uma peça decorativa surgida do nada, quase invisível.&lt;br /&gt;Enquanto isso, os outros alunos mantinham-se em silêncio, alguns estudando, outros&lt;br /&gt;enviando mensagens pelo celular, desenhando, escrevendo...&lt;br /&gt;Até que, não suportando mais a angustiante espera [ele já estava ali há mais de três minutos], um uivo de agonia saiu do fundo da sua alma, arrancando de seus pulmões e garganta toda a força necessária para devastar a indiferença dos colegas e da professora – e junto com esse grito de horror, um caldo escuro de diarréia explodiu no seu traseiro,&lt;br /&gt;marcando com uma enorme mancha marrom e fétida o tecido claro de sua calça desbotada.&lt;br /&gt;A professora se levantou num salto e agarrou seu braço com força, puxando-o para fora da sala. No corredor, uma funcionária da escola repreendeu-o por não ter ido ao banheiro a tempo, levando-o em seguida para se lavar.&lt;br /&gt;A partir desse dia a indiferença e o desprezo dos colegas se converteram em crueldade. Ele se transformou no alvo principal de todas as chacotas e piadinhas de corredores, e mesmo na sala, durante as aulas, comentários maldosos eram lançados aqui e ali, levantando risos abafados e silêncios constrangedores, sempre sob o olhar tranquilo e distante do professor.&lt;br /&gt;Ele continuou não participando dos trabalhos em grupo e não encontrando ninguém para conversar no recreio, mas não era mais um Zé ninguém, um simples criador de indiferenças, pois os outros o notavam, olhavam para ele e riam – o que, no entanto, feria mais, doía mais, tornando-o cada vez mais amargo e triste.&lt;br /&gt;Festinhas eram organizadas, passeios a fazendas e sítios aconteciam todos os meses e ele nunca era convidado. Seus únicos amigos eram os livros, que ele começou a ler também na escola, durante o recreio, embaixo de um enorme caramanchão, bem afastado do burburinho incessante dos outros adolescentes, que brincavam e conversavam em suas rodinhas.&lt;br /&gt;Mas mesmo em seu refúgio de solidão, às vezes lhe chegavam bilhetinhos ofensivos e zombeteiros, quase sempre trazidos por um garoto vesgo e narigudo, com um leve retardo mental, mas que havia sido aceito pelos outros como uma espécie de mascote, sempre pronto a cumprir as ordens dos líderes do bando ou das menininhas ricas, acostumadas em casa e na escola com paparicos e servilismos.&lt;br /&gt;Um dia, o menino vesgo foi ao caramanchão levando uma pequena caixa de isopor fechada. Disse que era um presente dele, um pedido de desculpas por todos os bilhetinhos que ele havia trazido. Deixou-a ali, em suas mãos, e saiu correndo pelo pátio.&lt;br /&gt;Sua primeira reação foi desprezar a caixa, deixá-la ali mesmo no caramanchão, fechada, intocada, e ir embora. Mas depois de alguns minutos de reflexão, resolveu abri-la. Não se surpreendeu com o que viu; mas diante daquela imagem repugnante, que lhe dizia, em seu silêncio asqueroso “Você é a escória da escória, o estorvo do estorvo: nada”, ele sentiu como se uma noite escura tomasse conta da sua alma naquele exato momento: uma sensação penosa: uma dor profunda revirando as densas sombras do seu ser, que depois se acalmava, para logo em seguida começar de novo – como uma dor de parto, mas na alma, no âmago da sua existência, do seu espírito pisado, massacrado, cuspido.&lt;br /&gt;Deixou ali a caixa cheia de fezes, de diferentes cores e consistências, como se fossem de várias pessoas, e dirigiu-se à saída do colégio, disposto a voltar só dois dias depois, para a realização do seu único e último ato.&lt;br /&gt;Passou a tarde e a noite sem dormir, sem comer, e o dia seguinte todo, se preparando, se organizando, pensando em todos os detalhes do seu plano. Só interrompia o trabalho para ler Walt Whitman, Tolstoi, Edgar Allan Poe, Willian Burroughs e Allen Ginsberg, e para recitar em voz alta trechos de seus poemas preferidos, sobretudo os de Ginsberg em seus momentos mais sombrios: “A ti, Céu depois da morte, Único abençoado no Vazio, nem luz nem escuridão, Eternidade Sem Dias...”. E continuava, arquitetando tudo, escritos e rabiscos jorrando de suas mãos para o papel em jatos contínuos – orgasmos múltiplos de sangue sem interrupção.&lt;br /&gt;Quando entrou na escola vestindo um pesado casaco de lã em pleno verão ninguém achou estranho. Na verdade, ninguém notou nada. Ele sabia que seria assim, por isso não se preocupou. Entrou no banheiro e se trancou num dos boxes sanitários, para aguardar o início das aulas.&lt;br /&gt;Oração da Manhã. Avisos.Vozes e passos em tropel pelos corredores. Silêncio.&lt;br /&gt;Era o momento de agir.&lt;br /&gt;Atravessou o corredor em direção à sua sala com a mão direita enfiada dentro do casaco. A aula tinha acabado de começar. O professor de História continuava seu discurso pomposo sobre a economia capitalista, citando, como exemplos, pais de alunos ricos da classe, grandes empresários da cidade que, juntamente com juizes e políticos, eram ali reverenciados através de seus filhos [a maioria arrogante e estúpida, mas digna de elogios e paparicos simplesmente por serem filhos de quem eram].&lt;br /&gt;Entrou sem pedir licença e se colocou diante da turma, ao lado do professor, que emudecera de susto ao vê-lo se aproximar vestido daquele jeito, com o ar cansado e sombrio, olhos avermelhados, o cabelo despenteado, ensebado. Parecia um louco; mas ninguém se moveu.&lt;br /&gt;Ficaram ali, estatelados, atônitos, estarrecidos, os olhos esbugalhados de espanto, de medo.&lt;br /&gt;Professor e alunos continuaram mudos e estáticos enquanto ele tirava de dentro do casaco um enorme maço de folhas, distribuindo-as, uma a uma, a todos os presentes. Eram centenas de poemas que ele escrevera nos dois dias anteriores, sobre amor, amizade, compaixão, generosidade e humildade; citações bíblicas que mostravam a simplicidade dos ensinamentos de Cristo: o amor ao próximo, o perdão, o desapego às coisas materiais; textos que ele mesmo escrevera sobre a sua própria dor, mas que terminavam sempre com mensagens de esperança e paz.&lt;br /&gt;Ao entregar seus escritos, andando pelas filas de carteiras como se dançasse ao som de uma melodia celestial, ele dava um beijo na testa de cada um de seus colegas, inclusive daqueles que haviam contribuído com a sua cota de matéria fecal para o presente na caixa de isopor.&lt;br /&gt;Dali ele saiu para as outras salas, onde também espalhou seus textos. Pregou-os em todos os murais; lançou-os nos banheiros, na secretaria, na lanchonete, nas quadras, na sala de vídeo, nos laboratórios, deixando, ao final do percurso, depois de tudo distribuído, um manuscrito de trinta páginas [encadernado em capa dura] embaixo do caramanchão – o velho e solitário caramanchão, que o acolhera como um amigo durante todo o tempo em que ali viveu sua solidão junto aos livros, e que naquele dia florescia com uma exuberância jamais vista: cobria-se de flores brancas e ternas que, brilhando ao sol, pareciam querer ilustrar o título da primeira e última obra daquele jovem e triste poeta: “Flores brancas na noite escura da alma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-6674962515954144080?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/6674962515954144080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/em-flores-brancas-na-noite-escura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/6674962515954144080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/6674962515954144080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/em-flores-brancas-na-noite-escura.html' title='Em &quot;Flores Brancas na noite escura da alma&quot; Flávio Marcus da Silva (foto) nos leva a pensar em um desfecho trágico.Mas o final é surpreendente!! Confira!!'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-mbsHlHoTUm4/TnuW9Ov2ybI/AAAAAAAAAMg/BuPwLDCzSaE/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-8223889094274330313</id><published>2011-09-19T09:22:00.005-03:00</published><updated>2011-09-19T12:40:38.065-03:00</updated><title type='text'>"PRECE ÁRABE"-  QUE SUA SEMANA SEJA ABENÇOADA!</title><content type='html'>PRECE ÁRABE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEUS NÃO CONSINTA QUE EU SEJA O CARRASCO QUE                             SANGRA AS OVELHAS NEM UMA OVELHA NAS MÃOS DO CARRASCO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AJUDA-NE A DIZER SEMPRE A VERDADE NA PRESENÇA DOS FORTES E JAMAIS DIZER MENTIRAS PARA GANHAR OS APLAUSOS DOS FRACOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEU DEUS!&lt;br /&gt;SE ME DERES A FORTUNA, NÃO ME TIRES A FELICIDADE!&lt;br /&gt;SE ME DERES A FORÇA, NÃO ME TIRES A SENSATEZ.&lt;br /&gt;SE ME FOI DADO A PROSPERIDADE, NÃO PERMITA QUE EU PERCA A MODÉSTIA, CONSERVANDO APENAS O ORGULHO DA DIGNIDADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRA-ME QUE A EXPERIENCIA DE UM FRACASSO PODERÁ PROPORCIONAR UM PROGRESSO MAIOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE ME TIRAR A FORTUNA, DEIXA-ME A ESPERANÇA.&lt;br /&gt;SE ME FALTAR A BELEZA E A SAÚDE, CONFORTA-ME COM A GRAÇA DA FÉ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó DEUS!&lt;br /&gt;FAZ-ME SENTIR QUE O PERDÃO É O MAIOR INDICE DA FORÇA E QUE A VINGANÇA É PROVA DE FRAQUEZA.&lt;br /&gt;E QUANDO ME FERIR A INGRATIDÃO E A INCOMPREENSÃO DOS MEUS SEMELHANTES&lt;br /&gt;CRIA EM MINHA ALMA, SENHOR, A FORÇA DA DESCULPA E DO PERDÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E FINALMENTE SENHOR,&lt;br /&gt;SE EU DE TE ME ESQUECER, TE ROGO, MESMO ASSIM, NUNCA TE ESQUEÇAS DE MIM! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido do árabe por: SEME DRAIBE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-8223889094274330313?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/8223889094274330313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/prece-arabe-que-sua-semana-seja.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/8223889094274330313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/8223889094274330313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/prece-arabe-que-sua-semana-seja.html' title='&quot;PRECE ÁRABE&quot;-  QUE SUA SEMANA SEJA ABENÇOADA!'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-2034891507988992735</id><published>2011-09-15T17:53:00.000-03:00</published><updated>2011-09-15T17:53:23.349-03:00</updated><title type='text'>BACALHAU EM PRATA COM PRESUNTO                                                                                                                       CHEF ERNANI (FOTO)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Jg9v2TXiXcY/TnJky3bbCiI/AAAAAAAAAKw/20Px4s-hOrk/s1600/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="263" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-Jg9v2TXiXcY/TnJky3bbCiI/AAAAAAAAAKw/20Px4s-hOrk/s320/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; Bacalhau em Prata com Presunto&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Para 1 Pessoa&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; posta de bacalhau do lombo&lt;br /&gt; 0,5 dl bem medido de azeite&lt;br /&gt; l cravinho&lt;br /&gt; dentes de alho&lt;br /&gt; 1 cebola&lt;br /&gt; l folha de ]ouro&lt;br /&gt; 1 raminho de salsa&lt;br /&gt; 1 fatia de presunto&lt;br /&gt; 1 folha de papel de alumínio&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Corte a folha de papel alumínio à medida da posta de bacalhau e coloque-a sobre um tabuleiro; dê-lhe forma côncava, deite-lhe dentro um pouco do azeite e coloque depois o bacalhau enxuto, o cravinho e um dente de alho; regue com mais um pouco de azeite.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Embrulhe o bacalhau com cuidado para que as espinhas não furem o papel e leve ao forno a 200º, cerca de 15 minutos. Entretanto, descasque a cebola e corte-a às rodelas; leve-as a fritar no restante azeite quente com o outro dente de alho, picado, a folha de louro e o raminho de salsa. Frite igualmente a fatia de presunto.  Retire o bacalhau do forno e, com cuidado, desembrulhe-o.  Coloque-o num prato de serviço.  Por cima, disponha a cebola frita e, ao lado, o presunto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http;//confessionariododito.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-2034891507988992735?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/2034891507988992735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/bacalhau-em-prata-com-presunto-chef.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2034891507988992735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2034891507988992735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/bacalhau-em-prata-com-presunto-chef.html' title='BACALHAU EM PRATA COM PRESUNTO                                                                                                                       CHEF ERNANI (FOTO)'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Jg9v2TXiXcY/TnJky3bbCiI/AAAAAAAAAKw/20Px4s-hOrk/s72-c/Chefe%2Be%2BGast%2BErnani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-3199996229454542514</id><published>2011-09-15T09:10:00.001-03:00</published><updated>2011-09-15T09:12:31.229-03:00</updated><title type='text'>"CARRAPICHOS"                                                                                                                                 FLÁVIO MARCUS DA SILVA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VhByzHFtlAU/TnHo84hzpNI/AAAAAAAAAKo/BPJLgFyF36w/s1600/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="77" width="54" src="http://2.bp.blogspot.com/-VhByzHFtlAU/TnHo84hzpNI/AAAAAAAAAKo/BPJLgFyF36w/s320/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;9 - Carrapichos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a ideia desta crônica quando fui buscar meus filhos na escola um dia desses. Desci do carro, feliz da vida [se não me engano era uma sexta-feira], e ao caminhar em direção ao portão, onde alguns pais já aguardavam a saída de seus rebentos, vi que as barras da minha calça estavam cheias de carrapichos. E de dois tipos diferentes: um deles, com pequenos espinhos [finos como agulhas de insulina], embolava-se no tecido em grandes aglomerações, puxando e enroscando as áreas afetadas da calça [da mesma forma como se comporta, na minha imaginação, um tumor maligno nos tecidos do corpo]; e o outro, sem espinhos visíveis [mas com uma capacidade de aderência ainda maior que a do primeiro], grudava-se na calça com tanta determinação e confiança, que na sua imobilidade “daquinão- saio-daqui-ninguém-me-tira”, parecia uma daquelas lagartas que dormem na superfície de uma folha de couve, entregue à própria sorte numa horta abandonada: na verdade, os deste segundo tipo constituíam uma colônia de seres que podiam ser confundidos com dezenas de pequenas taturanas esverdeadas e achatadas, que pareciam dotadas de uma certa integridade corpórea, de uma unidade, mas que, ao serem extraídas da calça, dividiam-se em milhares de pedacinhos, exigindo dos meus dedos uma habilidade que eles nunca tiveram, e do meu ser uma paciência que, depois de tantas provações como professor de História ao longo dos anos, vinha passando, naqueles dias, por uma fase de escassez desesperadora.&lt;br /&gt;Essa introdução [talvez um pouco excessiva] foi só para mostrar a você, leitor, que no meu universo particular, o carrapicho representa um papel no mínimo dispensável.&lt;br /&gt;Mas o que eu quero mesmo, com isso tudo, é explicar a representação [ou visão] que eu tive, naquele momento, da vida como um espaço agreste repleto de pés de carrapicho, de todos os tipos: carrapicho-rasteiro, carrapicho da calçada, carrapicho-de-beiço-de-boi, carrapicho-grande, etc.&lt;br /&gt;Corrijo-me: não da vida como um todo, mas daquilo que ela nos reserva, até o fim, de pequenos problemas a serem resolvidos no dia a dia. Pense de novo nos carrapichos.&lt;br /&gt;Imagine-se caminhando em um terreno onde haja abundância dessas leguminosas. Você não os vê, mas eles estão lá, à espreita, camuflados na paisagem, sorrateiros, com seus espinhos e ganchos preparados para o leve salto que os destacará da natureza selvagem; e quando você menos espera, eles já estão grudados em você, em alguma parte do seu corpo, quase sempre em blocos, embolados. Na maioria das vezes você não os sente, mas sabe que tem alguma coisa ali, esperando para ser eliminada, extraída, extirpada, despachada. Porém, nem todos são assim. Muitos carrapichos incomodam de verdade, espetam, puxam, repuxam e você não aguenta ficar com eles grudados no corpo por muito tempo.&lt;br /&gt;Esses carrapichos do tipo que espeta e incomoda, e que precisam ser expulsos imediatamente, são, na sua vida, aquela privada que entope, a lâmpada do quarto que queima [impedindo a esposa de se olhar no espelho], a máquina de lavar que estraga, a chupeta do bebê que some, o tanque de combustível do carro que fura e a internet que pifa.&lt;br /&gt;Você tem que resolver o problema rápido, pois, do contrário, como viver? [Essa é uma das grandes angústias do capitalismo. Somos dependentes demais daquilo que o dinheiro pode comprar].&lt;br /&gt;Dos outros carrapichos, que não tornam a sua vida insuportável, mas estão lá, e que quando você os vê, parecem rir da sua cara, zombeteiros e arrogantes, posso citar, por exemplo, os pombos que infestam o meu telhado há mais ou menos quatro anos, o amassado na lateral esquerda do meu carro, a porta do armário da cozinha que está bamba, o engasgado do carro que, segundo um mecânico, “deve ser problema de velas” [e eu nem sabia que carro tinha vela], a sujeira das placas do aquecedor solar, as formigas que fazem o que querem na minha cozinha à noite, etc. São carrapichos que eu carrego comigo no meu dia a dia, anotados até na agenda [com a recomendação de serem eliminados o mais rápido possível], juntamente com “ir ao médico”, “ir ao dentista”, “ir à igreja”, “começar uma dieta”. [Abro aqui um parêntese para explicar que esse carrapicho que eu chamo de “dieta” já se transformou num aglomerado em mim, num tumor (por enquanto benigno) difícil de ser extirpado, de tão enraizado que ele se encontra: são vários carrapichos reunidos num bloco compacto, que já se confunde com o meu corpo (e eu já nem ligo muito para ele) – tanto é que neste exato momento eu estou arrotando um macarrão (miojo) com queijo, sardinha e azeite (muito azeite) e meia garrafa de vinho tinto seco; e amanhã, em Belo Horizonte, vou comer uma lasanha de frango e baixar mais meia garrafa de vinho, coroando o jantar com uma torta de chocolate. Mas segunda-feira... Ah, segunda-feira...].&lt;br /&gt;Mas a vida é assim mesmo. Chega uma hora que a gente se cansa de ser certinho demais e acaba tendo que se acostumar com alguns carrapichos grudados ao nosso corpo. O segredo é carregá-los numa boa, avaliando regularmente a área afetada, o grau de comprometimento do “tecido”. [Por exemplo: eu faço dieta de segunda a quinta,direitinho, e quando saio dela, na sexta, sábado e domingo, não exagero muito. Faço exercícios todos os dias (20 minutos de musculação e 50 de bicicleta ergométrica – que eu pedalo lendo, pois nunca consegui me acostumar com a ideia de pedalar sem sair do lugar: por isso eu uso o livro para fugir da academia e viajar por outros mundos, sem tirar a bunda da bicicleta e sem parar de suar). Tudo bem, sou gordinho (ainda não sou um gordo mórbido ou “grande obeso”, como dizem os portugueses), mas meu colesterol e minha glicose ainda são considerados excelentes, e não tenho nenhum outro problema grave de saúde (pelo menos por enquanto). Não vou me estressar demais com isso e deixar de tomar meu vinho e comer minha torta de limão ou de chocolate com uma certa regularidade e abundância comedidas (às vezes não tão comedidas). Comer é uma arte, e eu amo a arte...].&lt;br /&gt;Aqueles carrapichos incômodos, que espetam, puxam e repuxam, que sejam extraídos imediatamente [ou você vai ficar com a privada entupida ou sem internet em casa?]: Tudo bem, eu sei que tem gente que fica sem internet em casa, porque não tem nem computador, e que outros nem privada têm, mas aqui estou me referindo a pessoas de uma condição social parecida com a minha, dependentes de uma certa comodidade capitalista que, embora não seja a das classes mais abastadas do sistema, não chega ao nível das necessidades básicas dos miseráveis deste país, que acordam às cinco da manhã para trabalhar numa empresa fazendo o que não gostam, ganhando uma miséria, só para enriquecer seus patrões e se sentirem úteis e honrados.&lt;br /&gt;Como eu dizia, que sejam retirados e eliminados os carrapichos que incomodam de verdade, mas, sinceramente, não vejo necessidade de nos estressarmos demais com os outros, que só precisam ser monitorados com cuidado, e, em caso de “metástases” descontroladas, de aumento excessivo do “tumor”, que ganhem prioridade na lista de cirurgias emergenciais e sejam extirpados.&lt;br /&gt;Vamos aproveitar melhor nosso curto tempo de vida nesse planeta para fazer o que realmente gostamos, de verdade, do fundo da alma. Se você gosta de catar carrapichos, que bom para você. Eu não gosto. Prefiro escrever crônicas e contos, ler, amar e cuidar daminha família, com tempo para curtir, para ter prazer...&lt;br /&gt;E enquanto isso a barriga cresce, os pombos se reproduzem, o carro segue caindo aos pedaços...&lt;br /&gt;E a gente vai vivendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.nwm.com.br/fms&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-3199996229454542514?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/3199996229454542514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/carrapichos-flavio-marcus-da-silva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3199996229454542514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/3199996229454542514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/carrapichos-flavio-marcus-da-silva.html' title='&quot;CARRAPICHOS&quot;                                                                                                                                 FLÁVIO MARCUS DA SILVA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VhByzHFtlAU/TnHo84hzpNI/AAAAAAAAAKo/BPJLgFyF36w/s72-c/-%2Bfoto%2Bdo%2BFl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-8767188817412883698</id><published>2011-09-14T09:16:00.000-03:00</published><updated>2011-09-14T09:16:17.183-03:00</updated><title type='text'>"CONFUSÃO MENTAL DO IDOSO" -  (Leia: É pequeno, importante e sério</title><content type='html'>Confusão mental do idoso ( Leia, é pequeno, importante e sério ) &lt;br /&gt;Principal causa da confusão mental no idoso&lt;br /&gt;*Arnaldo Lichtenstein, médico&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sempre que dou aula de clí¬nica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:&lt;br /&gt;- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental? &lt;br /&gt;Alguns arriscam: *"Tumor na cabeça".&lt;br /&gt;Eu digo: "Não".  &lt;br /&gt;Outros apostam: "Mal de Alzheimer"  &lt;br /&gt;Respondo, novamente: "Não".&lt;br /&gt;A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:&lt;br /&gt;- diabetes descontrolado;&lt;br /&gt;- infecção urinária;      &lt;br /&gt;- a famí¬lia passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.&lt;br /&gt;                                &lt;br /&gt;Parece brincadeira, mas não é. Constantemente, vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos.&lt;br /&gt;Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.&lt;br /&gt;A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardí¬acos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisto: não é brincadeira.&lt;br /&gt;Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.&lt;br /&gt;Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.&lt;br /&gt;Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de  tomar água, pois os seus mecanismos de equilí¬brio interno não funcionam muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão:&lt;br /&gt;Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hí¬drica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações quí¬micas e funções de todo o seu organismo.&lt;br /&gt;                  &lt;br /&gt;Por isso, aqui vão dois alertas:&lt;br /&gt;1 - O primeiro é para vovôs e vovós: tornem voluntário o hábito de beber lí¬quidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite, sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum lí¬quido para dentro. Lembrem-se disso!&lt;br /&gt;2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente lí¬quidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao  perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção! É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.&lt;br /&gt;"Líquido neles e rápido para um serviço médico".&lt;br /&gt;                    &lt;br /&gt;(*) Arnaldo Lichtenstein (46), médico, clí¬nico-geral do Hospital das Clí¬nicas e professor colaborador do Departamento de Clí¬nica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).&lt;br /&gt;*    Gostou?*&lt;br /&gt;*    Então divulgue. *&lt;br /&gt;*    Seus amigos merecem saber!*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-8767188817412883698?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/8767188817412883698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/confusao-mental-do-idoso-leia-e-pequeno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/8767188817412883698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/8767188817412883698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/confusao-mental-do-idoso-leia-e-pequeno.html' title='&quot;CONFUSÃO MENTAL DO IDOSO&quot; -  (Leia: É pequeno, importante e sério'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-505093008913715354</id><published>2011-09-12T15:46:00.000-03:00</published><updated>2011-09-12T15:46:27.231-03:00</updated><title type='text'>ACREDITE SE QUISER...                                                                                                                                 FERNANDO MARTINS FERREIRA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lowkV_erU9c/Tm5SSe3BxEI/AAAAAAAAAKY/lYwVvPHjJIk/s1600/CAPA%2BO%2BLIVRO%253B%2BCONTANDO%2BHIST%25C3%2593RIAS....jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="233" src="http://3.bp.blogspot.com/-lowkV_erU9c/Tm5SSe3BxEI/AAAAAAAAAKY/lYwVvPHjJIk/s320/CAPA%2BO%2BLIVRO%253B%2BCONTANDO%2BHIST%25C3%2593RIAS....jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;                    ACREDITE SE QUISER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O José Maria Lopes também conhecido por Zé Paçoquinha, apelido que carrega desde criança devido a sua propagada calma, é casado com a Dorinha, prima materna em segundo grau.&lt;br /&gt;Não tendo filhos, vivem confortavelmente em um belíssimo sítio denominado Barreiro, próximo à estação do Carioca, em Pará de Minas.&lt;br /&gt;Para mim é o sítio das águas, pois possui duas lindas lagoas bem defronte da varanda da casa. Sempre que posso vou lá ter com eles um dedinho de prosa. Conversa boa, regada a cafezinho fresco e deliciosas quitandas feitas pela Dorinha.&lt;br /&gt;Numa dessas conversas o Zé me contou alguns casos que aconteceram com ele em sua mocidade.&lt;br /&gt;O certo é que ninguém sabe como certas coisas acontecem não se explica o inexplicável conta-se.&lt;br /&gt;E contou que ele e  seu falecido pai, Francisco Lopes, o Chico Lopes do Carioca como era mais conhecido, foram convidados para a festa de inauguração da nova casa do Djalma Fonseca na Fazenda Bom Jardim que distava de suas terras, coisa de uma légua.&lt;br /&gt;Foram, rezaram o terço, abençoaram a casa e festaram, porque na roça, festa que se presa tem que ter fartura de quentão, bolos, canjica, biscoitos, doces variados e a deliciosa “vaca atolada” que é a carne cozida com mandioca, tendo um bom caldo.&lt;br /&gt;Lá pelas tantas, apanharam suas montarias e tomaram o rumo de casa, pois no dia seguinte a lida na fazenda começava bem cedo. Vinham cavalgando devagar, tranqüilos, comentando esse ou aquele detalhe da festa. Saborearam a linda noite de céu risonho. A lua cheia iluminava tudo e estrelas cadentes riscavam o céu aqui e acolá.&lt;br /&gt;O único barulho que se ouvia era o tropel dos cavalos e o das águas do rio São João batendo nas pedras próximo à usina de energia elétrica do Carioca. Atravessaram os 60 metros da ponte de madeira que separa os municípios de Conceição do Pará e Pará de Minas, cavalgaram uns cem metros, quando de repente sem dar nenhum sinal, os cavalos estacaram. Não queriam seguir o caminho, nem sendo esporeados.&lt;br /&gt;Uma criança pequena se pôs a chorar. No início era um choro baixo, depois, cada vez mais alto.&lt;br /&gt;Apuraram o ouvido e perceberam que o choro vinha de uma vala à beira da estrada.&lt;br /&gt;Preocupados “apearam” dos cavalos à procura da criança que a essa altura chorava desesperadamente.&lt;br /&gt;Aproximaram-se da vala e o choro cessou. Vasculharam tudo, chamaram, gritaram e nada.&lt;br /&gt;Os cavalos continuavam assustados, inquietos.&lt;br /&gt;O pai disse se tratar de uma alma “penada”.&lt;br /&gt;Puseram-se então a rezar com fervor e em voz alta pela alma sofrida e aos poucos eles e os cavalos foram se acalmando e puderam seguir viagem.&lt;br /&gt;A noite era fria, mas conta o Zé que passou a tiritar de frio e por mais que aconchegasse a gola do casaco ao pescoço não conseguia evitar a tremura dos joelhos e o bater dos dentes, uns contra os outros.&lt;br /&gt;De outra feita ele e o seu amigo José Henriques, “que está bem vivo e pode confirmar a história”, tinham ido à Santana da Prata levar uma partida de gado.&lt;br /&gt;Entregaram a encomenda, receberam o dinheiro e para comemorar foram tomar uma cervejinha. Uma cerveja puxa a outra, um bom papo, tira gosto de primeira e as horas passando.&lt;br /&gt;Quando deram pela coisa já era quase 23 horas.&lt;br /&gt;Apanharam suas montarias e tomaram o rumo de casa.&lt;br /&gt;O tempo havia mudado para chuva, já podiam sentir sua proximidade. A umidade era quente e pegajosa e raios já rasgavam o céu escuro lá pra cima, onde o rio São João começa a formar o Lago do Carioca.&lt;br /&gt;É... a chuva não parecia tardar. Chegaram as esporas nos animais, pois não queriam se molhar.&lt;br /&gt;Chegando próximo à barragem, já se ouvia da estrada o barulho das grandes quedas d’água, e foi aí que tudo aconteceu, os cavalos que vinham a trote rápido, lado a lado, estacaram. O Zé e o amigo quase foram ao chão.&lt;br /&gt;Chegaram novamente as esporas e nada, eles simplesmente não saiam do lugar, e nervosos batiam fortemente as patas no chão e resfolegavam alto.&lt;br /&gt;E ali, bem na frente deles, três soldados altos, fortes com armas e mochilas nas costas, usando uniformes que pareciam muito antigos, atravessaram a estrada sem sequer olhar para eles e se embrenharam no mato do outro lado da estrada em direção à lagoa.&lt;br /&gt;Um tremor de pernas se apossou deles, um engasgo os impedia de articular sequer uma palavra, os olhos arregalados acompanhando os três homens.&lt;br /&gt;Passou-se um tempo que mais pareceu uma eternidade, os cavalos e eles foram se acalmando e o céu desabou. Choveu sem parar o restante da noite, chegaram a casa molhados até os ossos. Nenhum dos dois soube explicar o que aconteceu, mas os três soldados foram vistos outras vezes, sempre no mesmo lugar, até que uma alma caridosa mandou celebrar três missas, uma para cada um, e a partir daí nunca mais foram vistos.&lt;br /&gt;O grande dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues aficionado que era com futebol, arranjou um nome para aquelas bolas que pipocavam entre uma trava e outra e não entrava ou para aquele jogo em que tudo acontece menos o gol.&lt;br /&gt;Dizia que o Sobrenatural de Almeida se fazia presente.&lt;br /&gt;Se ele não explicava também eu não, prefiro simplesmente contar o que ouvi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Livro editado em 2009- esgotado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-505093008913715354?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/505093008913715354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/acredite-se-quiser-fernando-martins.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/505093008913715354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/505093008913715354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/acredite-se-quiser-fernando-martins.html' title='ACREDITE SE QUISER...                                                                                                                                 FERNANDO MARTINS FERREIRA'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lowkV_erU9c/Tm5SSe3BxEI/AAAAAAAAAKY/lYwVvPHjJIk/s72-c/CAPA%2BO%2BLIVRO%253B%2BCONTANDO%2BHIST%25C3%2593RIAS....jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-2840200958717483932</id><published>2011-09-11T10:08:00.004-03:00</published><updated>2011-10-05T18:46:53.457-03:00</updated><title type='text'>PARA OS DESCENDENTES DE D.JOAQUINA DO POMPÉU: TRECHOS DO CAPÍTULO DEDICADO À ELA.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YcrsXS9kX2I/Tmywxgqd1AI/AAAAAAAAAKQ/pe9rHpnDwzY/s1600/CAPA%2BFRENTE.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="228" src="http://2.bp.blogspot.com/-YcrsXS9kX2I/Tmywxgqd1AI/AAAAAAAAAKQ/pe9rHpnDwzY/s320/CAPA%2BFRENTE.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pompeu é uma linda e progressista cidade do Centro-Oeste de Minas, possui uma formidável bacia leiteira e é considerada por isso a “capital mineira do leite”. Tem o privilégio de ser banhada pelos rios: São Francisco, Paraopeba, Rio do Peixe, Rio Pará e Rio Pardo (bacia do Rio São Francisco).&lt;br /&gt;Dista de Belo horizonte 170 km é considerada a terra de Bernarda da Silva Abreu Castelo Branco, melhor dizendo Dona Joaquina do Pompeu, também conhecida como “Sinhá Braba”. Como falar dessa parte das Gerais e não falar dessa grande mulher? (....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”. Para os seus detratores, foi uma mulher desonesta, que recebia os comerciantes e boiadeiros em suas terras, efetuava o devido pagamento e depois mandava tocaiá-los e matá-los, reavendo assim o dinheiro pago. Dizem outros que levava uma vida de devassidão sexual, dormindo com os escravos escolhidos por ela, não sem antes dele “ficar de molho na banheira para a retirada do bodum”. Outras histórias de seu apetite sexual e de maus tratos com escravos são contadas em todo o centro-oeste mineiro.&lt;br /&gt;A bem da verdade devo registrar que não creio na propagada devassidão sexual de Dona Joaquina, e muito menos nos crimes que lhe são atribuídos. Creio, e outros também, que os boatos foram criados por sua grande inimiga Maria Tangará. Ela sempre se referia pejorativamente e maldosamente sobre D.Joaquina. “... namoradeira até de escravos! Sabem? Dos mais ajumentados.” Encarregava-se também de espalhar notícias de que D.Joaquina abrigava em suas terras os piores assassinos e malfeitores da Colônia. (.....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA OS AMIGOS QUE DESEJAREM ADQUIRIR MEU LIVRO: ENVIAR NOME E ENDEREÇO POR MSG. ENVIAREI O LIVRO ATRAVÉS DOS CORREIOS- PREÇO R$ 38,00 (BRASIL) - SEM MAIS DESPESAS-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM PARA DE MINAS ESTA Á VENDA NA LIVRARIA VIRTUAL BOOKS -RUA BENEDITO VALADARES 560 CENTRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRINQUELÊ- RUA BENEDITO VALADARES 476&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2925147891763615698-2840200958717483932?l=fer-ma-fer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/feeds/2840200958717483932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/para-os-descendentes-de-djoaquina-do_11.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2840200958717483932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2925147891763615698/posts/default/2840200958717483932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fer-ma-fer.blogspot.com/2011/09/para-os-descendentes-de-djoaquina-do_11.html' title='PARA OS DESCENDENTES DE D.JOAQUINA DO POMPÉU: TRECHOS DO CAPÍTULO DEDICADO À ELA.'/><author><name>Fernando Martins (Escritor)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03927677373871710353</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j1ZuJWjkk9k/ToYjN4P_Q0I/AAAAAAAAANg/td2zJQa4vdQ/s220/foto%2Bfernando%2B3.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-YcrsXS9kX2I/Tmywxgqd1AI/AAAAAAAAAKQ/pe9rHpnDwzY/s72-c/CAPA%2BFRENTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2925147891763615698.post-1786037597315373963</id><published>2011-09-10T19:19:00.001-03:00</published><updated>2011-09-10T19:21:45.849-03:00</updated><title type='text'>CÓDICO DE ÉTICA DOS INDIOS NORTE AMERICANOS</title><content type='html'>LEVANTE-SE COM O SOL PARA ORAR.&lt;br /&gt;ORE SOZINHO&lt;br /&gt;ORE COM FREQUENCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GRANDE ESPIRITO O ESCUTARÁ, SE VOCÊ AO MENOS FALAR!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEJA TOLERANTE COM AQUELES QUE ESTÃO PERDIDOS NO CAMINHO&lt;br /&gt;A IGNORANCIA, O CONVENCIMENTO, A RAIVA, O CIUME E A AVAREZA, ORIGINAM-SE DE UMA ALMA PERDIDA.&lt;br /&gt;ORE PARA QUE ELES REENCONTREM O CAMINHO DO GRANDE ESPIRITO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROCURE CONHECER-SE POR SI MESMO, NÃO PERMITA QUE OUTROS FAÇAM O SEU CAMINHO POR VOCÊ.&lt;br /&gt;É SUA ESTRADA, E SOMENTE SUA!&lt;br /&gt;OUTROS PODEM ANDAR A SEU LADO, MAS NINGUEM PODE ANDAR POR VOCÊ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRATE OS CONVIDADOS EM SEU LAR COM MUITA CONSIDERAÇÃO&lt;br /&gt;SIRVA-OS COM O MELHOR ALIMENTO, A MELHOR CAMA E TRATE-OS COM RESPEITO E HONRA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO TOME O QUE NÃO É SEU. SEJA DE UMA PESSOA, DA COMUNIDADE, DA NATUREZA OU DA CULTURA.&lt;br /&gt;SE NÃO LHE FOI DADO, NÃO É SEU!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESPEITE TODAS AS COISAS QUE FORAM COLOCADAS SOBRE A TERRA&lt;br /&gt;SEJAM ELAS PESSOAS, PLANTAS OU ANIMAIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESPEITE OS PENSAMENTOS, DESEJOS E PALAVRAS DAS PESSOAS.&lt;br /&gt;NUNCA INTERROMPA OS OUTROS NEM RIDICULARIZE, NEM RUDEMENTE OS IMITE.&lt;br /&gt;PERMITA A CADA PESSOA O DIREITO DA EXPRESSÃO PESSOAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NUNCA FALE DOS OUTROS DE UMA MANEIRA MÁ.&lt;br /&gt;A ENERGIA NEGATIVA QUE VOCÊ COLOCAR PARA FORA NO UNIVERSO, VOLTARÁ MULTIPICADA PARA VOCÊ!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TODAS AS PESSOAS COMETEM ERROS.&lt;br /&gt;E TODOS OS ERROS PODEM SER PERDOADOS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PENSAMENTOS MAUS CAUSAM DOENÇAS DA MENTE, DO CORPO E DO ESPÍRITO.&lt;br /&gt;PRATIQUE O OTIMISMO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A NATUREZA NÃO É PARA NÓS, ELA É UMA PARTE DE NÓS.&lt;br /&gt;TODA NATUREZA FAZ PARTE DA NOSSA FAMILIA TERRENAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS CRIANÇAS SÃO AS SEMENTES DE NOSSO FUTURO.&lt;br /&gt;PLANTE AMOR NOS SEUS CORAÇÕES E REGUE COM SABEDORIA E LIÇÕES DE VIDA.&lt;br /&gt;QUANDO FOREM CRESCIDOS, DÊ-LHES ESPAÇO PARA QUE CONTINUEM CRESCENDO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EVITE MACHUCAR O CORAÇÃO DAS PESSOAS.&lt
